sexta-feira, 20 de maio de 2011

Strauss Khan, à margem da bola...

Se o Strauss Khan tivesse tentado violar uma empregada de hotel portuguesa;


>A empregada dificilmente faria queixa, com medo de represálias,
> designadamente de ser despedida.

> Se a empregada fosse destemida, estivesse farta do emprego e fizesse
> queixa na polícia, o mais provável é que o polícia lhe dissesse para
> ter juízo e não se meter com trutas e ela desistia da queixa.

> Se o polícia fosse chanfrado e/ou completamente inexperiente e desse
> seguimento à queixa, o mais provável é que Strauss Khan já estivesse a
> meio caminho de Paris quando a polícia chegasse ao aeroporto para o
> interpelar.
>> Se, por um bambúrrio de sorte, a polícia o conseguisse prender antes de
> ele sair do país, o mais provável seria ele ser ouvido por um
> magistrado que lhe fixava termo de identidade e residência, sendo que
> ele, na primeira oportunidade, punha-se a milhas porque tem mais que
> fazer do que aturar juízes atacados por excessos de zelo.

> Se, por alguma razão inexplicável, o velho Khan ficasse em prisão
>preventiva:

> 1. No dia seguinte o Público traria um artigo do Dr. Mário Soares
> verberando a sede de protagonismo de alguns senhores magistrados que
> não hesitam perante nada para dar nas vistas.
>
> 2. Marinho Pinto desdobrar-se-ia perante diversas estações de televisão
> clamando que os juízes declararam guerra aos políticos e agora já
> prendem quem nos dá o pãozinho com manteiga, in casu, qualquer coisa
> como 78 mil milhões de euros que o maluco do juiz está a pôr em perigo;
> é pior do que nos tempos da PIDE.

> 3. O ministro da justiça diria que não compreende como é que um homem
> acima de qualquer suspeita é preso por um juiz português apenas com
> base num depoimento de uma pessoa, mas que irá pedir ao Conselho
> Superior da Magistratura para instaurar um inquérito no sentido de se
> apurarem responsabilidades, designadamente disciplinares.

> 4. Os chefes dos grupos parlamentares do PS e PSD dariam conferências
> de imprensa em que a nota dominante seria a de que é muito complicado
> viver num país em que os senhores juízes pensam que são governo e
> parlamento, não sabendo fazer a distinção que se impõe na óptica da
> separação dos poderes (o CDS, o BE e o PCP não diriam nada, alegando
> que há que respeitar o segredo de justiça, mas nas entrelinhas e em
> "off" deixariam escapar que é incrível o estado de completa roda livre
> a que a magistratura chegou).

> 5. As várias Tvs fariam alguns inquéritos de rua em que alguns
> populares apareceriam dizendo que a “estúpida da preta” (não esquecer
> que a empregada vítima de tentativa de violação é negra) está mas é a
> ver se saca "algum" ao Strauss Khan, que toda a gente sabe que é
> milionário.

> 6. A presidência do conselho de ministros faria sair uma nota oficiosa
> indicando que mais uma vez se prova que se a oposição não tivesse
> irresponsavelmente inviabilizado o PEC IV, a reorganização judiciária
> já estaria em marcha, impossibilitando os protagonismos dos senhores
> juízes demasiado cheios de si próprios.

>7.Se se chamasse pinto da costa, o presidente da republica enviar-lhe-ia
> felicitações, por representar com maestria todos os patricios corruptos.

> Azar dos azares: Strauss Khan não tentou violar nenhuma negra em Lisboa
> – fê-lo em Nova Iorque.

> Por isso ficou em prisão preventiva, tendo a juiz recusado a sua oferta
> de prestação de caução no valor de 1 milhão de dólares.

Portugal, paraíso dos corruptos...
http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=19795   aqui está a confirmação!

6 comentários:

  1. Só não me ri porque isso é mesmo assim.
    Não duvido que não passaria da primeira hipótese. O chefe da moça o hotel avisava-a logo para ter juízo e não estragar a vida!

    Que tristeza de país...

    Abraço companheiro

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  2. e a magistrada apanhada em contramao com 3.08 de alccol no sangue que foi perdoada? portugal é o país da merda.

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  3. O país até tem leis.
    Bastante discutíveis é certo.
    Falta apenas pô-las em prática não olhando à ''casta''.
    Apliquem-na de igual modo a um ministro, um juíz, a uma figura de prôa considerada intocável e a credibilidade volta.
    Mas para que tal aconteça, à que limpar pela raíz a classe política "residente" ou fazer uma verdadeira revolução do povo.Não a dos cravos porque essa sob a capa de "do povo" deu à luz e criou a bandidagem de hoje.

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  4. Muito bom texto, caro Guachos, neste triste país da fantasia é mesmo assim. Só que os parasitas com dinheiro safam-se sempre e se a justiça americana não aceitou caução para libertar o energúmeno no início, acabou por aceitar agora e o galaroz já canta cá fora. O dinheiro, o dinheiro, esse magano, o maganão! Definitivamente, não há nada a fazer.

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  5. Fosse a dita magistada uma pessoa comum e teria sido presa e presente a um juiz. Mas cá pelo burgo, é o estatuto social que faz a justiça.

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  6. fosse o judiciario como o besgo o corrupto o máfioso dos judiciarios portugueses ainda agora essa cabo verdiana estaria a sofrer por ser moça de alterne em qualquer doca do norte , é ai safaria-se sempre com o agravante da juiza dizer que estas senhoras não tem credebilidade só os de colarinho branco e com boas contas na suissa tem outros valores...

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Se pertenceres aos adoradores do putedo e da corrupção não vale a pena perderes tempo...faz-te à vida malandro.