quinta-feira, 27 de junho de 2013

Estatutos do Benfica.

Por José Albuquerque

Tendo acabado de receber uma cópia de uma “proposta de revisão dos Estatutos do Clube”, alegadamente publicada no “livro das caras” por um Nosso famigerado Companheiro (adiante designado por Autor), sinto-me obrigado a dar a minha opinião, por tratar-se de uma matéria capital para a vida do Glorioso e, naturalmente, para o Nosso futuro colectivo.

Porque, na minha humilde opinião, se trata de uma proposta profundamente populista e orientada para o restabelecimento de uma espécie de ‘democracia directa’ completamente desajustada do presente e do futuro do Nosso Clube: de facto, o cerne de toda a proposta assenta numa tentativa de submeter os Corpos Sociais eleitos em AG’s eleitorais, pela vontade expressa de mais de 20 mil Sócios, aos circunstancialismos de AG’s ordinárias e do voto por “braço no ar”.

Ao contrário do Autor, eu sou apologista da estabilidade na gestão do Clube. Sou e sempre fui, mesmo nos terríveis tempos em que estive na oposição aos Nossos Corpos Sociais (nas eras de Damásio e JVA) e mesmo quando não existia um Grupo Benfica que representa mais de 150ME de Proveitos anuais, mais de uma dúzia de centenas de nomes numa folha salarial e mais de 11 mil Atletas federados.
O Benfica de hoje já assumiu uma dimensão que tornaria suicidário qualquer modelo de gestão estruturado sobre o poder de poucas centenas de Sócios reunidos em AG.

Não deixa de ser interessante que o Autor comece a sua proposta dizendo …  "Há muito que me oponho aos actuais estatutos do Sport Lisboa e Benfica.”, ao que eu acrescentaria que ele se tem oposto a tudo e todos no Benfica, incluindo ao próprio Benfica: pelas mentiras e omissões com que tem prejudicado expressamente o Clube e pelos serviços prestados ao POLVO e ao respectivo cabecilha, eu considero que o Autor não tem conseguido ser oposição ‘no Benfica’, mas tem feito de tudo para ser oposição ‘ao Benfica’.

Igualmente, eu registo que o Autor começa por enunciar o mesmo principio democrático que eu defendo, quando escreve … “Bem sei que foram aprovados (referindo-se aos actuais Estatutos) pelos sócios, mas tal foi feito em cenário pós-eleitoral (em Abril de 2010), onde quase todos os devaneios são permitidos a quem ganhou as eleições, e foram aprovados numa Assembleia Geral em que estiveram presentes apenas 200 sócios.”, ou seja e interpretando-o pela letra, serão de evitar aumentos na frequência eleitoral e, para evitar os tais “devaneios”, as decisões tomadas em AG’s ordinárias.

Mas não, este reparo do Autor ao mau (no seu entender) resultado do modelo de governação baseado no poder de uma AG ordinária, que lhe serve para colocar em causa a legitimidade democrática dos Nossos Estatutos, não passa de circunstancial e, como bom democrata de “sol na eira e chuva no nabal”, esquece-se rapidamente do que acabou de escrever e, num pináculo de incoerência, faz nada menos de 3 propostas (Pontos 4, 8 e 9) de alteração que promovem o aumento da frequência de AG’s eleitorais e 4 propostas de acréscimo de poder das AG’s ordinárias (Pontos 8, 9, 10 e 11).

Vejamos, então e ponto por ponto, o que Nos propõe o Autor:
Ponto 1 - Equiparação dos direitos dos Sócios Efectivos aos dos Sócios Correspondentes;
Ponto 2 – Alteração do peso dos votos de cada Sócio;
Ponto 3 - As Casas do Benfica, Filiais e Delegações deixam de ter direito a voto;
Ponto 4 - Duração de 3 anos dos mandatos dos Órgãos Sociais;
Ponto 5 - Alteração das condições para se poder ser membro de um Órgão Social do Benfica (antiguidade e idade);
Ponto 6 - Qualquer membro de um Órgão Social, inclusivamente o Presidente da Direcção, poderão ser remunerados;
Ponto 7 - Só poderá haver voto electrónico, desde que acompanhado de voto físico que permita recontagens;
Ponto 8 - Proibição estatutária de exercícios com contas de exploração negativas;
Ponto 9 - A não aprovação do Orçamento ou do Relatório e Contas do Sport Lisboa e Benfica em Assembleia Geral obrigará a Direcção à sua representação em nova Assembleia Geral que decorrerá, exclusivamente para esse efeito, no prazo máximo de 30 dias após o chumbo inicial. Um segundo chumbo implicará a queda da Direcção e de todos os Órgãos Sociais e a convocação de eleições no prazo de 60 dias;
Ponto 10 - Alteração das condições mínimas exigidas para a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária, passando a ser necessários 4.000 votos e exigindo-se a presença de somente 50% dos subscritores do pedido;
Ponto 11 - Alterar o actual sistema de contagem de votos nas Assembleias Gerais e substituí-lo por um que permita a eficaz e correta contagem dos votos;
Ponto 12 - Remuneração dos sócios, pelo menos, a cada 5 anos em vez dos 10 actuais; e
Ponto 13 - Obrigatoriedade na participação em pelo menos dois debates, com o mínimo de 1 hora cada, dos candidatos a Presidente de Direcção. Os debates deverão ser realizados, em directo, pelo canal de televisão do Clube. No caso de haver um só candidato, os debates serão substituídos por duas entrevistas que deverão ser conduzidas por, pelo menos, 3 jornalistas de órgãos de comunicação social independentes do Clube e que deverão ser convidados para o efeito pelo canal de televisão do Benfica

Numa apreciação geral, eu considero que este conjunto de propostas tem como únicos objectivos os de (a) tornar o Benfica ingovernável (propostas 2, 3, 4, 7, 8, 9 e 10), facilitar (b) uma candidatura do Autor (propostas 1, 2, 3, 4, 5, 6, e 13) e inflacionar (c) as contas do Clube com custos desnecessários (propostas 1, 4, 6, 7, 9, 10, 11, 12 e 13), mesmo que isso implique ‘inquinar’ (d) os Estatutos com comandos que não pressupõem dignidade estatutária (propostas 7, 8, 11 e 13) e desde que isso facilite (e) uma ‘tomada de poder’ em AG não eleitoral, contra a vontade manifestada pelos Sócios em AG eleitoral (propostas 1, 2, 3, 9 e 10). Por tudo isto e o que adiante juntarei, obviamente … DISCORDO!

Na proposta número 1, o Autor trata as quotas que pagamos como se de uma qualquer ‘multa’ se tratasse, neste caso uma multa a aplicar aos Sócios residentes a menos de 50 Km da Nossa Sede, o que seria mais do que inconstitucional e assumiria foros de absurdo. Um tal disparate só poderia sair da autoria do paladino do defunto “Novo Benfica”.  

Na segunda proposta, o Autor manifesta concordar com o principio da legitimidade crescente com a longevidade do estatuto de Sócio, mas contradiz-se ao pretender interromper esse principio a partir dos 10 anos de associação e sem uma razão ponderosa. Eu, como concordo com o principio e não sou incoerente … discordo!

Na proposta 3, o Autor, na sua sanha contra as Nossas Casas, pretende eliminar os respectivos votos e, desse modo, negar uma evidente representatividade, uma das formas de representação eleitoral dos Sócios Correspondentes e dos Adeptos e um dos mais fundamentais ‘canais’ de crescimento (quantitativo e qualitativo) do Clube. Eu, que em tempo útil propus que as Nossas Casas tivessem ainda maior peso eleitoral (entre 100 e 500 votos, de acordo com a respectiva dimensão) e que acredito em todas as formas de incentivo e apoio ao crescimento das Casas … discordo!

Na quarta proposta, o Autor advoga o regresso aos triénios eleitorais, uma alteração de somenos, da qual eu discordo por sentir que vai no caminho inverso ao que a realidade já hoje recomenda. Ou seja, caso o Autor propusesse mudar para ciclos de 5 anos, contaria com o meu acordo, quer por razoes económicas, quer por razoes de estabilidade.

Na proposta número 6 (não, não me esqueci da número 5, apenas a ‘guardo’ para o final), o Autor revisita o já gasto tema da remuneração aos membros eleitos dos Corpos Sociais e, por escolher o argumento do ‘amadorismo’, trata de ofender a memória de todos os Companheiros que, há mais de um século, se dedicam á Nossa Causa sem serem remunerados. Na minha humilde opinião, bastaria o reconhecimento pela absurda tendência que os Benfiquistas demonstram pela vertigem da ‘funcionalização” do Presidente (ao qual se arrogam o direito de escolher horários, destinos, almoços, companhias e, pasme-se, amizades), para destruir completamente esta proposta, mas, muito além desse argumento, eu, elitista assumido, acredito que não só os candidatos aos Nossos Corpos Sociais devem ser pessoas que já conquistaram a liberdade material (sintoma de competência e sucesso), como tenho a convicção de que o exercício dessas funções (nos Corpos Sociais) não deve passar por uma dedicação exclusiva e, finalmente, acredito que um Clube com a dimensão do Nosso deve possuir uma estrutura de Quadros executivos altamente qualificados, quer nas diversas áreas desportivas (os Directores Desportivos), quer nas múltiplas áreas de Gestão, nomeadamente o “Chief Financial Officer” do Grupo. Aliás e em reforço de um eventual aumento do ciclo eleitoral, eu considero que (mesmo sem comando estatutário) toda e qualquer candidatura aos Nossos Corpos Sociais deveria usar da transparência suficiente para incluir no seu programa eleitoral os nomes dos seus “homens fortes” para cada uma dessas áreas fundamentais, especialmente o do CFO e sempre que entendessem substitui-los em caso de eleição. Em resumo … discordo veementemente!

Com a sua nojenta e arcaica sétima proposta, o Autor tenta que o seu “Novo Benfica” fique ancorado na era do papel e lança mais um anátema sobre a honorabilidade dos Benfiquistas eleitos para os Corpos Sociais, ‘acusando-os’ de serem capazes de fazer trafulhice na contagem electrónica dos Nossos votos, num comportamento que me não surpreende, vindo de quem receia nos outros os pecados dos quais se confessa escravo. Obviamente, discordo!

Na proposta número 9 (sim, também guardo a oitava para o final), o Autor assume, tão descarada quanto incoerentemente (como vimos atrás), que gostaria de voltar a ver o Clube gerido a partir da muito limitada forma de democracia directa que poderia resultar de sucessivas AG’s não eleitorais, atribuindo-lhes mais poder do que ás próprias AG’s eleitorais. Pelo ridículo, ineficiente, subversivo e perigosíssimo carácter desta proposta, eu … discordo!

Com a sua décima proposta, o Autor advoga que bastariam 80 “Aguias de Prata” (4 mil votos), ou 80 Casas, para obrigar a convocação de uma AG, ainda por cima exigindo que apenas 50% desses votos estivessem presentes na Assembleia. Creio que esta proposta, ainda mais que as outras, comprova não só ao que vem este Companheiro, o seu objectivo desestabilizador (para lhe não chamar pior), como, sobretudo, a sua mais absoluta alienação face ao que hoje já representa o Nosso Clube, completamente incompatível com este desvario pueril (‘autogestionário’) que me recorda os tempos da Universidade em 1975. Tal como o Autor bem sabe, apesar de escrever o exato contrário, a consumação desta sua proposta resultaria numa perigosíssima (e dispendiosa) banalização da convocação de AG’s extraordinárias não eleitorais, pelo que, uma vez mais e veementemente, eu … discordo!             

Na proposta número 11, o Autor reconhece as limitações da democracia direta de “braço no ar” e pretende vê-las ‘temperadas’ pela introdução de um melhor processo de votação e apuramento dos resultados. Uma vez que eu entendo as AG’s não eleitorais como uma instituição com mero alcance simbólico e informativo (a ser substituído, no futuro, por uma eficiente comunicação electrónica), não me oponho a esta proposta, embora não aceite que dela resulte um comando estatutário, devendo constituir uma simples prerrogativa da Mesa da AG.

Com a sua proposta 12, o Autor pretende obrigar a uma remuneração dos Sócios a cada cinco anos e, caso ele se oferecesse para pagar os respectivos custos (ou propusesse que eles fossem assumidos pelos Sócios) , eu não teria nada a opor-lhe. Como não é esse o caso e como tenho consciência do tremendo (e crescente, esperamos todos) custo de tais operações, … discordo!

Na proposta número 13, o Autor demonstra a mais absoluta incompetência para entender o que devem ser os Nossos Estatutos e pretende que eles confiram comandos que determinem a existência de debates entre os eventuais futuros candidatos a Presidente da Direcção, obrigando, também, a própria Benfica TV a transmitir (em directo, claro) esses debates e, finalmente, no caso de termos uma única candidatura, o Autor entende que os Estatutos devem declarar a incompetência dos profissionais da Nossa TV para o exercício das suas funções, excepto para convidarem “3 jornalistas independentes” para entrevistarem esse único candidato. Se o ridículo fosse matéria colectável para efeitos fiscais, este Nosso Companheiro acabava de garantir uma colossal receita ao Estado Português, não sendo esse o caso, com esta sua proposta ele comprova, uma vez mais e como se ainda fosse necessário, o que o motiva verdadeiramente e que nada tem a ver nem com o Benfica, nem com a adequação dos Nossos Estatutos. Assim, vai para ele a minha melhor gargalhada de desacordo!

Quase chegados ao fim, olhemos, pela ordem inversa, para as propostas 5 e 8 …

Recordemo-nos que o Autor se intitula ser um diplomado por escolas superiores de Gestão, que se apresentava como Empresário e, mais recentemente, como Gestor por conta de outrem, de tal forma que lhe podemos exigir um mínimo de conhecimentos bastantes para podermos considerar consciente e intencional esta sua proposta (a número 8) para impedir por comando estatutário a sobrevivência de quaisquer resultados de exploração não positivos (uma espécie de “lucros obrigatórios”), sob pena de queda automática dos Corpos Sociais e marcação de novas eleições.
Por outras palavras, o Autor pretende que os Nossos Estatutos definam os resultados económicos e financeiros – os ‘lucros’, como o Objectivo Fundamental do Clube e dos seus Corpos Sociais!
Se eu pretendesse estabelecer com o Autor um diálogo abestalhado, poderia perguntar-lhe se, sobre este comando estatutário, ele não considerou que seria necessário juntar-lhe um outro que estabelecesse as regras de “distribuição” dos lucros assim acumulados: de facto, a sucessão de lucros anuais, por pequenos que fossem (e não poderiam ser muito pequenos a menos que a Direcção quisesse arriscar novas eleições), resultaria, obrigatoriamente, numa acumulação de Capital Próprio irracional.
Felizmente, desde que ouvi o Autor afirmar que um “Project Finance” não era um empréstimo e por mais diplomas que ele invoque, eu considero-o um absoluto ignorante em matérias económicas e de gestão, motivo pelo qual não perderia tempo num diálogo (ou debate) para o qual o não considero minimamente preparado.
Nestes termos, desculpo-o pela ignorância com que se atreve a sugerir tal proposta e recomendo-lhe, vivamente, que estude, que estude muito, a ver se, daqui por muitos anos, consegue apresentar-se, como oposicionista, com um mínimo de credibilidade.
Obviamente, esta oitava proposta merece mais uma gargalhada de total desacordo!

Já quanto a questões de elegibilidade, por idade e antiguidade, para não variar, eu discordo completamente com a proposta (número 5) do Autor e começo por afirmar que, agora como quando votei (vencido) os novos Estatutos, eu considero que 15 anos ininterruptos de associado devem ser suficientes para a candidatura e o exercício de qualquer função nos Nossos Corpos Sociais: esta é a minha humilde opinião.
Mas, no tocante a idades mínimas, lamento mas declaro-me nos antípodas do Autor e de todos os populistas que advogam que qualquer jovem de 35 anos tem a maturidade suficiente para se habilitar a ser o Nosso Presidente, sobretudo quando o seu principal argumento reside no comando constitucional existente em Portugal, um comando completamente infirmado pela prática de muitas décadas.
Felizmente, são incontáveis os exemplos de Mulheres e Homens que, com 35 anos, se distinguiram pela imensidão e profundidade das suas qualidades humanas e profissionais, permitindo-lhes assumir a liderança de grandes processos históricos, de instituições meritórias e, até, de grandes Empresas, mas, ainda assim, foram casos absolutamente excepcionais e de extrema raridade.
A actual limitação estatutária á idade dos membros dos Corpos Sociais, consegue, sem inibir essas eventuais excepções de contribuírem para o engrandecimento do Clube, defender esta Instituição secular do arrivismo populista dos bem intencionados e afastar muitos ambiciosos mal intencionados.
Por tudo isto e mais uma vez, discordo do Autor e da sua proposta.

Conclusão.

Fosse o Autor um ilustre desconhecido e eu consideraria estas propostas como uma simplória confissão de imaturidade, de ignorância e de exagerada autoestima.
Vindo as propostas deste famigerado Autor, cumpre-me alertar os Benfiquistas para a necessidade de defendermos o Clube de todos os que ambicionam manipulá-lo em proveito próprio e ou do POLVO que Nos pretende destruir. Eu nunca poderei esquecer a forma bacoca como este Autor confessou idolatrar o D. Cor(no)leone, seu mentor e, provavelmente, seu continuado patrão.

O Benfica Somos Nós, Sócios, Adeptos, Investidores, Accionistas, Colaboradores e Atletas, mas o Benfica não Nos pertence: ele só se encontra á Nossa responsabilidade como que por ‘empréstimo’ das gerações vindouras, cumprindo-Nos a responsabilidade de o defender, de defender os Nossos Estatutos, o Nosso Património crescente, os Nossos Valores e a Nossa Gloriosa História, a ponto de o conseguirmos ‘entregar’ aos mais novos, pelo menos do tamanho dos Nossos sonhos.

Viva o Benfica! 

11 comentários:

  1. Caro José Albuquerque, bem haja por ter tido o tempo e a paciência para desmascarar um testa de ferro e um cavalo de Tróia do POLVO dentro do Benfica. Isto é mais do que óbvio e não só devido ao facto da sua confessada admiração pelo Papa.

    Confirmo que ele é medíocre, não só como pessoa mas acima de tudo como profissional de gestão e empresário que diz que é. De gestão não percebe nada e como empresário é um verdadeiro zero à esquerda. Eu já tive ocasião de lhe afirmar isso mesmo, apresentando provas, quando tive a oportunidade de escrever no tal blogue Novo Benfica.

    Sem me alongar muito pois o José Albuquerque já disse quase tudo, gostava de saber apenas duas coisas:

    1 - Quem lhe pagou a campanha que ele fez quando se candidatou à presidência do Benfica? Gostava mesmo de saber quem pagou o avião que ele alugou para os seus confrades e que deve ter custado umas dezenas de milhares de euros. Não acredito que tenha sido a sua família (ele é um menino do papá à moda do Puerto).

    2 - Gostava de saber o nome do advogado do Porto que lhe fez esta proposta de revisão dos Estatutos do Benfica. Tenho a certeza que não foi ele que fez isso. Foi feito por um profissional pago para o efeito e com objectivos óbvios que o José Albuquerque já desmascarou.

    Eu sei que estas duas perguntas nunca irão ter resposta. Porque no dia em que soubermos as verdadeiras respostas sabemos quem está por detrás dele.

    O tipo é um tipo perigoso pois faz parte da campanha para afastar LFV do poder do Benfica. Campanha essa que já corre há muitos anos e que tem gente com muito dinheiro por detrás. Gente do norte.

    A entrada de LFV no Benfica tem causado muitos pruridos em muitos círculos, tem pisado muitos calos, tem ameaçado o poder de muita gente e criado muitos anti-corpos até mesmo entre benfiquistas.

    A última decisão de retirar os jogos do Benfica da SportTv é uma das razões pela qual apareceu esta proposta de revisão nesta altura. É uma maneira de dividir os benfiquistas, de os distrair numa altura crucial para o clube quando a atenção dos sócios ainda não está virada para os jogos.

    É um primeiro passo para atirar o barro à parede, para começar algo que eles querem desde já: preparar a próxima campanha eleitoral que está a mais de 3 anos de distância. Mas eles têm todo o tempo e paciência.

    Há benfiquistas que estão a ser manipulados e isso nota-se bem nos blogues. Estes benfiquistas que se deixam levar são também muito perigosos porque são demasiado estúpidos para perceber que estão a ser manipulados por forças exteriores ao clube. Terão de ser desmascarados sem perdão pelos benfiquistas mais atentos. Eu pela minha parte farei o meu papel.


    Viva o Benfica!


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    1. Manuel,
      apenas não concordo com o teu ultimo paragrafo.
      Os Benfiquistas não podem de forma alguma ser apelidados de estúpidos.
      Desatentos e algo permissivos a manobras manhosas, tudo bem - agora, estúpidos, jamais me atreveria a classificar dessa forma qualquer benfiquista.
      O que há, é gente que se está nas tintas para o Benfica (apesar de benfiquistas) e que faz tudo contra quem lhes tirou tachos e protagonismo.
      Os outros, são benfiquistas, bem ou mal informados, e ponto final.
      Viva o Benfica

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    2. Enorme Manuel, Companheiro,

      Nao me surpreende este teu comentario, tal como o teu apoio: Obrigado por ambos.

      Mas vou pedir-te um favor muito especial ...
      Nao permitas que estes mabecos te confundam a ponto de fazer eco a uma alegada divisao nos Benfiquistas do Norte, que sao dos Nossos melhores.

      Essa e a razao pela qual eu nunca me permito (nem a bribcar) usar nem a 'pronuncia do Norte' como base para critica: o Glorioso so podera continuar a cumprir o seu papel se se mantiver fiel ao Valor da Universalidade, sem nunca pactuar com preconceitos sexistas, raciais, regionalistas ou xenofobos.

      O Benfica que tu e eu queremos preserver e engrandecer constitui uma ponte sobre oceanos, pelo que nunca podera admitir a ponte D. Luis como fronteira.

      Compreendes-me, Companheiro?

      Viva o Benfica!

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    3. Caro Guachos, infelizmente a estupidez está uniformemente espalhada pelo mundo e os benfiquistas não serão excepção. Há muitos benfiquistas estúpidos, outros serão ainda piores, e eu nunca tive medo de dar os nomes aos bois. Infelizmente há benfiquistas que colocam os seus interesses pessoais à frente dos interesses do Benfica. Isso é óbvio e penso que não será necessário dar exemplos.

      Caro J, não, não confundo os benfiquistas do norte. Eu próprio nasci no norte e sei que os benfiquistas do norte são do melhor que há. Eu quando falo em "gente do norte", penso que está bem explícito a quem me refiro.

      Viva o Benfica.

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    4. Facto; estupidez não tem clube.
      Mas não a isso que me referia...

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  2. Caro José Albuquerque,

    mal li esse manifesto, fiz a mesmíssima análise dele.

    O objectivo dessa gente não podia ser mais claro: promover condições para sucessivas convulsões no Clube.

    A quem servem, não tenho dúvidas. Quando falamos no POLVO, não podemos jamais ignorar os tentáculos que, junto do clube, procuram semear ventos para colher tempestades.
    Mas os meios usados e quem procuram influenciar para atingir os seus fins também sabemos. Mal seria que o Benfica estivesse hoje vulnerável às tentações de tais sujeitos.
    Não acredito que os Benfiquistas não estejam atentos a estas movimentações encapotadas.

    E PLURIBUS UNUM!
    FORÇA BENFICA!

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    1. Enorme Superaguia1904, Companheiro,

      O Nosso Amor pela Democracia no Clube, ha de ser a garantia que os tentaculos do POLVO nunca Nos chegarao a tocar, muito menos 'controlar'.

      Viva o Benfica!

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  3. Eu só espero que apareça alguem que continue o trabalho na linha do que o que tem feito o LFV! Não é suposto mas a sucessão do LFV amedronta-me pois como refere o Enorme Manuel, nota-se até pela quantidade de blogues benfiquistas que nesta altura tão longíqua das próximas eleições, só criticam todo o trabalho que tem sido feito pelo nosso Presidente. Sejamos honestos, quem realmente gosta e se preocupa com o Benfica, não pode ficar indiferente ao trabalho que tem sido feito nos últimos 10 anos, muito menos falar mal só para denegrir. Claramente já há quem ande em capanha eleitoral.
    Companheiro José Albuqueque, já que está sempre mais dentro dos assuntos do Glorioso Sport Lisboa e Benfica, por favor elucide-nos sempre das manobras para as tentativas de assalto.
    Obrigado.
    Viva o Benfca

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    1. Enorme Ribss, Companheiro,

      Nao receies pelo Nosso futuro coletivo e mais faltaria que, depois da recuperacao que conseguimos nos anos mais recentes, um Clube que ficou tao mais forte nao fosse capaz de eleger Corpos Sociais a altura dos Nossos desafios.

      Os Benfiquistas podem nem sempre saber o que querem, mas sabem muito bem o que nao querem para o Clube e tem-no provado em sucessivos actos eleitorais, aos quais comparecem, quer esteja frio de rachar ou calor de ferver.

      Ja percorremos um longo caminho, pelo que temos de ter Mistica para acreditar que somos capazes de fazer ainda mais e ainda melhor.

      Viva o Benfica!

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  4. Estou um pouco como o caro Ribss.

    Medo! Medo pelo Benfica! Medo pelo que se adivinha vir a ser o próximo acto eleitoral.
    Sim, ter medo não combina com Benfiquismo, mas meus caros colocar a sagacidade da mole humana Benfiquista nesses patamares tão elevados pode voltar a revelar-se um gravissimo erro. Um erro que quase nos custou o Benfica. E só essa perspectiva se me torna intolerável.

    Portanto meus caros atentos, muito atentos!

    A todos os Guachos, Josés, Manueis, Ribss, Super, que leram este post e a todos os Benfiquistas lucidos pede-se vigilancia. O Benfica não é nosso, é dos nossos filhos e é parte maior na herança que lhes deixar-mos.
    Responsabilidade tremenda a nossa!

    Viva o Benfica!


    RC

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Se pertenceres aos adoradores do putedo e da corrupção não vale a pena perderes tempo...faz-te à vida malandro.