quarta-feira, 2 de março de 2016

Contas - 1.º Semestre 2015/16

Determinado a manter em alta a qualidade e diversidade deste blog, por sugestão do "Enorme" José Albuquerque, convidei o companheiro 'B Cool' - também mestre na arte de descodificar contas e os números mais intrincados. Convite aceite, aqui está o seu primeiro trabalho. Que ninguém tente ver no companheiro B Cool uma extensão do pensamento de José Albuquerque. No Benfica sempre houve liberdade e debate de ideias e aqui no GV não é diferente. Tal como o "nosso" José também o companheiro B Cool terá total (e nem poderia ser de outra forma) liberdade, não só para escrever nos 'timings' que entender apropriados, como nas análises que fará segundo o seu, e apenas o seu, critério pessoal. É um privilégio contar com gente de tanta qualidade disposta a gastar o seu tempo na defesa dos valores benfiquistas. Bem vindo B Cool.

Por B Cool
O semestre que encerrou a 31/12/2015 marca o caminho para uma mudança de paradigma na gestão da SAD que se consubstancia na geração de receitas operacionais que excedam as despesas operacionais por forma a libertar recursos que possam abater parte da dívida bancária e com isso baixar a factura de juros que nos leva um significativo valor anual. Não, ainda não se mudou completamente o paradigma, mas aos poucos as peças começam a encaixar-se.

A mudança de treinador e a consequente diferente perspectiva face aos jogadores made in Seixal é o que marca a diferença neste semestre. Não mais o CFC serve apenas para formar jogadores para outros clubes (Mónaco, Valência ou Corunha), mas agora serve também para fornecer a equipa principal de jogadores que, possam, antes de serem mais-valias financeiras, serem mais-valias desportivas. Isto não quer dizer que o Benfica deixará de adquirir jogadores. Na verdade, todos os jogadores que possam acrescentar valor ao plantel, seja actual, seja no futuro, serão sempre potenciais alvos. O aproveitamento do talento Made in Seixal implica que haverá posições que podem ser reforçadas recorrendo aos jogadores "fabricados" no Seixal.

Na minha opinião, há que melhorar a política de aquisições de atletas evitando a contratação de atletas para posições já preenchidas. Os recentes casos de Ola John e Djuricic são dois exemplos de atletas que vindo para posições já preenchidas e representando investimentos significativos, não mostraram a capacidade para se afirmarem como opções partindo da posição de suplente, pelo que o elevado investimento se verificou ser negativo. Esperemos que os empréstimos permitam a alienação dos passes e a recuperação de parte significativa do investimento, visto que desportivamente pouco ou nada acrescentaram. Penso que este ensinamento deverá estar presente sempre que se detecte um atleta de elevado potencial e consequentemente elevado investimento, para evitar a repetição desta situação. É óbvio que só erra quem decide e que nem todos os jogadores se adaptam a todos os clubes/países, mas começa a vislumbrar-se um padrão para jogadores com origem num determinado campeonato que vêm para posições onde há titulares firmados ou jogadores com tanto potencial mas de outras origens e que não têm sucesso.

Outra mudança que está em curso e que entrará em vigor a partir da próxima temporada, é a alteração do modelo de exploração dos direitos televisivos. O Benfica voltará ao modelo antigo em que os seus direitos serão explorados por terceiros, mas ao invés do que acontecia anteriormente, o Benfica receberá valores consentâneos com o seu prestígio. Podem perguntar, então e os outros recebem quase o mesmo que o Benfica? Quando se soma batatas com cebolas temos vários kg de vegetais, mas não são a mesma coisa. As análises já foram feitas e refeitas e penso que ninguém de boa-fé pode dizer que o Benfica não tem o melhor negócio de exploração de direitos televisivos.

Mas mais importante que ter ou não o melhor negócio, é perceber que as limitações do modelo actual dificilmente permitiriam o crescimento dos valores obtidos na temporada 2014/15. Neste primeiro semestre verifica-se uma ligeira diminuição das receitas (-2,1%) e um aumento dos custos associados à aquisição dos direitos das Ligas Francesa e Italiana. Caso não se recordem, na passada temporada (2014/15), o valor líquido associado à exploração dos direitos televisivos rondou os 23 milhões de euros e na próxima época (2016/17) estamos a falar de que o Benfica receberá um valor mínimo de 36 milhões de euros, que crescerá ao longo do contrato, sendo que os custos da BTV deverão descer para valores próximos dos verificados antes da exploração própria dos direitos televisivos (cerca de 1 milhão de euros anuais). Mesmo que os custos rondem os 2 milhões de euros devido ao investimento entretanto realizado quer em termos de pessoal, quer em termos de equipamento, estamos a falar de um lucro líquido de 34 milhões de euros, o que implicará um crescimento de quase 50% face à situação actual. Convém ainda relembrar que a BTV é detentora dos direitos das Ligas Italiana e Francesa por mais 2 temporadas pelo que provavelmente poderá ainda rendibilizar este produto.

Finalmente, o terceiro e não menos importante aspecto da mudança de paradigma, é a definitiva aposta na expansão internacional do Benfica. Depois da participação na Emirates Cup em 2014/15, tivemos a participação na International Champions Cup em 2015/16 o que nos assegurou visibilidade internacional e um cachet de quase 3 milhões de euros (e este valor devem ser descontados os custos com deslocações e estadias inerentes à participação). Um bom desempenho na Champions League, já o está a ser com a passagem aos oitavos-de-final, mas poderá ser ainda melhor se chegarmos aos quartos-de-final, e, o valor do cachet a cobrar pelo Benfica para participar nestes torneios de pré-época aumentará. Não só o cachet tenderá a ser maior, como o Benfica aproximar-se-á de mercados onde até agora pouca expressão tem devido à irrelevância da liga nacional.

Há ainda outro factor, mas de muito menor relevância e de impacto negativo nas contas da SAD, mas com impacto positivo nas contas do Sport Lisboa e Benfica, que é o fim da passagem de percentagem das quotizações (25%) para a SAD. Digo de muito menor relevância porque a transferência de parte das receitas das quotizações do Sport Lisboa e Benfica para a Benfica SAD já havia sido reduzida de 75 para 25% e agora extinguiu-se. Relembremos que este valor em 2010-2011 atingiu os 9,5 milhões de euros, o que representou 11% das receitas operacionais sem operações com jogadores, ou seja, a SAD do Benfica conseguiu gerar receitas adicionais para compensar a perda de uma fonte que rendia quase 10 milhões de euros anuais. É sem dúvida um trabalho de gestão muito meritório.

Mas, vamos aos quadros:


                                                                                                     Quadro 1
Este quadro diz respeito à origem dos resultados operacionais, sendo a síntese entre as receitas e as despesas operacionais. Neste quadro é possível observar um resultado operacional sem operações de atletas positivo de 11,9 Milhões de euros. Este é um ponto muito importante e muito positivo pois as receitas operacionais excedem significativamente as despesas operacionais. Ao invés, os resultados com operações de atletas caíu significativamente, pois como podemos observar, a venda de passes de atletas teve uma expressão muito menor nesta temporada que na temporada passada (menos 21 milhões de euros), pois se nesta temporada saíram Ivan Cavaleiro e Lima, na temporada anterior tinha saído Oblak, Markovic, Cardozo e Enzo Peréz.

 Quadro 2
Quando analisamos a origem das receitas operacionais, verificamos que as receitas das provas europeias assumem um peso significativo (cerca de um terço), como podemos verificar no quadro 2, sendo seguidas pelas receitas de televisão (cerca de um quarto). Neste ponto convém relembrar que para a próxima época teremos um acréscimo significativo de receitas advindas da exploração dos direitos televisivos. 
Quadro 3
Este quadro refere-se aos gastos operacionais onde podemos verificar a contenção salarial (uma redução de 10% muito associada ao ao facto de na passada temporada se terem pago indemnizações por cessação de contratos), enquanto que os gastos com fornecimentos  serviços externos subiram essencialmente pelos custos associados a deslocações e estadas, quer referentes à pré-temporada quer referentes à deslocação ao Cazaquistão (cerca de 1,3 milhões de euros).

É certo que aqui o Zé Albuquerque diria que preferia que o Benfica mantivesse a sua capacidade competitiva face aos adversários directos, em vez de contrair ligeiramente a sua folha salarial, como aconteceu neste semestre. Só para relembrar que o Sporting praticamente dobrou a sua folha salarial (de 12 para 23 milhões de euros), aproximando-se muito de nós e o Porto gasta quase mais 10 milhões de euros (cerca de +40%). Porém a equipa tem mostrado capacidade competitiva (talvez não no confronto directo, embora ainda falte um derby) para vencer o campeonato.

É certo que apenas o apuramento directo para a Champions League nos assegura o rendimento desejado, além de que a distribuição de valores do market-pool é influenciada pelo lugar obtido no nosso campeonato, mas sendo cabeça-de-série, mesmo que nos aconteça o infortúnio de terminarmos em terceiro e portanto termos que disputar a pré-eliminatória, é muito provável que consigamos aceder à Champions League no próximo ano. Porém, nas próximas temporadas já não é nada líquido que Portugal continue a ter 2 representantes apurados directamente e um terceiro na pré-eliminatória, pelo que é desejável que as receitas extras nos permitam dar um salto qualitativo.

E porque é que a participação na Champions League é tão importante? Não contando com os acertos da época anterior, o Benfica já obteve 19,5 milhões de euros (a que se soma 1 milhão de euros relativos a certos da época anterior), enquanto que ao invés a participação do Sporting na Europa League apenas lhes assegurou 4,35 milhões de euros, que é quase tanto como o valor de 3 milhões de euros que receberam por participar na pré-eliminatória da Champions League). É uma diferença de 15 milhões de euros e 15 milhões de euros representa cerca de 23% das nossas receitas operacionais sem operações com atletas.

É pois um drama se no futuro viermos a ficar afastados da Champions League? Não, não é um drama se mantivermos a estrutura de custos, pois com as receitas adicionais da exploração de direitos televisivos, podemos compensar parte significativa desta falta, mas será um factor de stress sobre a gestão com o qual podemos passar bem sem ele. Obter a qualificação para a Champions League deve ser sempre o objectivo mínimo, porque o objectivo qu qualifica uma boa temporada é a vitória no campeonato nacional. 

Quadro 4
Obviamente que a diminuição das operações com passes de jogadores além de terem originado uma descida no Resultado Operacional originaram também uma redução no EBITDA (cash-flow operacional), caíu cerca de 28%, mas que se mantém nuns saudáveis 36 milhões de euros o que assegura uma libertação de meios mais do que suficiente para fazer face aos nossos compromissos.

Quadro 5
O quadro acima mostra o que paga o justo pelo pecador. Não sendo um clube de incumpridores, o Benfica paga um pesada factura de encargos financeiros 8,8 milhões de euros, com uma taxa média de 6,81%, enquanto outros vmoceiam por aí, adiando por 10 anos aquilo que dificilmente alguma vez terão capacidade de pagar, mas enfim, é o país que temos, um país cheio de tios e sobrinhos, de filhos e enteados.

Também a este nível o Benfica tem trabalhado para se refinanciar a taxas mais baixas, por forma a reestruturar os passivos bancários, como é o exemplo do último empréstimo obrigacionista. Em termos de Passivo Bancário, houve uma redução de 926.000 euros face ao ao valor a 31/12/2014.

Quadro 6

No que respeita às contas do balanço, este semestre mostra uma subida no valor do Activo de cerca de 1 milhão de euros face ao mesmo período do ano, enquanto que o Passivo apenas subiu cerca de 200.000 euros, ou seja, uma melhoria nos Capitais Próprios de cerca de 800.000 euros, isto numa época em que as vendas de passes de atletas atingiram um valor significativamente mais reduzido que na temporada passada. Convém ainda referir, que o Benfica tinha a 31/12/2015 em disponibilidades financeiras mais 17 milhões de euros do que a 31/12/2014, pelo que pode aplicar esse valor na redução de passivo bancário, na redução de fornecedores ou a adquirir um qualquer activo, jogador, a pronto (Jovic e Saponjic foram adquiridos em Janeiro).

Em resumo, o panorama é animador. Não vale a pena comparar o incomparável, as contas dos clubes, pois devemos pensar em nós e não nos adversários. Dito isto, não deveremos estar totalmente alheados do que os nossos adversários fazem, até porque sendo o Benfica o benchmark em Portugal, apenas o trabalho constante assegurará a liderança. O rumo foi definido, há dores de crescimento inerentes às opções tomadas, há perigos, mas também há oportunidades de crescimento muito interessantes e prometendo um futuro ainda mais risonho. Da parte da gestão, temos razões para encarar o futuro com optimismo, falta apenas que a equipa no próximo Sábado dê em campo a resposta adequada assumindo a tão desejada liderança.

Viva o Benfica.

28 comentários:

  1. Bom artigo, com bastante detalhe. Só acrescento uma coisa, que poderá melhorar (ainda mais) exercícios vindouros.
    LFV afirmou em Dezembro que em Janeiro iria renegociar o contrato assinado com a ZON.
    Alguém sabe em que pé estão as negociações?

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  2. Saudações Benfiquistas!!
    Bem vindo B Cool,obrigado pelo texto,esclarecedor.
    Carrega Guachos
    Carrega Benfica!!

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  3. Bem vindo ao blog, bom artigo. Só um reparo,quando se soma quilos de batatas e cebolas ,temos vários quilos de legumes e não de vegetais,mas pronto .

    Eagle1904

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    1. Mas pronto o quê?

      Se batatas e cebolas e outros legumes não são vegetais, enão são o quê? Animais? Minerais?

      Essa correcção não tem sentido nenhum.

      É como se alguém escrevesse:
      Só um reparo, quando se soma quilos de chimpazés e gorilas ,temos vários quilos de primatas e não de mamíferos, mas pronto.

      Mas pronto...

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  4. Excelente cartão de visita B Cool! Muito obrigado pela profunda análise.

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    1. Com incremento de quase 20% do capital próprio, ao ano, não tarda nada que em vez de estarem a receber ajuda dos contribuintes estejam antes a pagar impostos ao fisco.

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  5. B Cool, meu Amigo e Companheiro,

    Soberbo texto!
    Está tão bom que deixa pouco espaço para comentários, embora eu espere que os Leitores te inundem com perguntas.
    Parabéns e Obrigado.

    Eis os meus contributos ...

    Todos sabem que eu estou 100% de acordo quando defendes que nem vale a pena fazer comparações (a menos que consigas aceder às "contas" de alguns dos clubes face aos quais estamos a defender a Nossa 6ª posição no ranking da UEFA), porque já não há comparação possível entre o Clube e os outros clubecos nacionais e as "Contas" comprovam-no indiscutivelmente: a "batalha" da sustentabilidade económica e financeira continua a ser vencida todos os dias!

    Estes números confirmam que o "Novo Paradigma de Gestão" sobre o qual aqui falamos há uns dois anos, nada tem a ver com qualquer fórmula de "downsizing", ao contrário do que anunciaram todos os especialistas da mérdia (cambada de gentalha mais inorante): o Grupo Benfica continua a investir, a controlar o seu Passivo e a otimizar a eficiência da Nossa Gestão, colocando cada vez mais e melhores recursos (técnicos, humanos e financeiros) ao serviço da Nossa razão de existir - as Vitórias Desportivas.

    E continuamos a ter tanto por onde melhorar, caramba!

    Deixa-me sublinhar o teu alerta relativamente ao processo de internacionalização da Nossa Marca (um ponto sobre o qual tu tiveste razão ainda antes do tempo certo e, pelo menos nisso, foste o primeiro), porque temos, TODOS UM, que interiorizar que já não faz mais sentido ver o Glorioso sem ser à escala planetária. E as oportunidades são imensas ...

    E termino com algumas informações sobre as quais não me posso alongar muito (ahahah, sob pena de perder as minhas "fontes"):
    1 - A Nossa Parceria com a NOS continua a ser preparada tal como eu aqui anunciei que era o objetivo do Grupo Benfica e as boas surpresas vão ser em série e, espero eu, muito rentáveis;
    2 - É bem possível que o Glorioso venha a ser um dos clubes fundadores da futura Liga norte americana de Futsal; e

    ... (o meu sonho de há tantos anos)

    3 - existem, neste momento, não um só, mas dois projetos de "SUPERLIGA INTERNACIONAL" e ... o Glorioso está a participar nos respetivos trabalhos exploratórios.

    Viva o Benfica!
    (José Albuquerque)

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    1. Caro José,

      Três pontos bem importantes e que me deram uma ideia, talvez um bocado louca, mas porque não?
      Se a equipa de futsal na Liga Norte-Americana tiver sucesso, porque não entrar com uma equipa de futebol na própria MLS? Seria a exportação da marca Benfica para outras paragens, com todo o tipo de sinergias (troca de jogadores, patrocinadores, etc) que daí poderiam advir. Fica a ideia.

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    2. Excelentes notícias.

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    3. Excelentes notícias ? Quais são? Não me digas que vão passar os milhões do futebol para saldar a dívida pública?

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    4. O Francisco queria dizer que o Benfica criou um fundo para tratar casos desesperados como o teu. Inscreve - te.

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    5. GuachosVermelhos gosto da tua recomendação mas por enquanto ando aos caídos mas ainda não ando às esmolas.
      Talvez mais tarde pelo rumo que este País está a levar talvez não seja o único mamífero a precisar .

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    6. Ñ és mamífero, és batraquio.

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  6. Cool, very cool!

    Apenas não concordo qd diz "a equipa tem mostrado capacidade competitiva (talvez não no confronto directo, embora ainda falte um derby)" - no confronto directo não fomos melhores por más arbitragens ou,como dizia o outro, por "manifesta falta de infelicidade"...

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    1. " Fomos os melhores " ? Tu foste o melhor em quê ? Ou és um jogador futebol ? Gosto especialmente destes tipos que comentam assim : " fomos " " ganhamos " " vencemos " Etc. Quem faz isso são os jogadores.
      Quanta frustração deste tipo de pessoas ! Não gastas em futebol o pão dos teus filhos ? Gastas ?

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    2. E tu ganhaste o quê com esta resposta? Não é melhor comprares a playboy e satisfazeres-te sozinho?

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    3. Esse anónimo não passa de um pobre coitado... Que parolo...

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    4. Eh eh eh

      Para que é que vais à praia se tens uma banheira em casa?

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    5. O senhor FranciscoB tem bons advogados. DESCONHECIA...

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    6. AntiPorko , eu também sou anti porcos.

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    7. O anónimo das 9:12 é burro.

      O benfiquista ao estar com a equipa faz com que diga "ganhamos", "empatamos"...

      Se não compreende isso é burro como já referi, ou é adepto da fruta ou da lagartagem. E se assim é, não tem capacidade para perceber que o SL Benfica é um todo, dirigentes, treinadores, jogadores, adeptos

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  7. Só fazer um reparo:

    Os custos com a Benfica Tv rondavam os 5 milhões de euros anuais e não 1, como dito.

    Todavia, o que importa é que tinha uma exploração equilibrada, com as receitas a cobrirem os custo, apresentado até um lucro marginal.

    Teremos que ver (saber) mais para confirmr se essa situação (equilíbrio) se manterá, ou se o novo contrato, "come" receita relativamente ao passado pré-subscrição.

    abraço

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    1. Anónimo,

      Realmente foi um lapso da minha parte ter trocado o valor dos custos anuais com valor do capital social. Na verdade os custos anuais rondavam os 5 milhões de euros, pelo que podemos falar de um proveito líquido (se deduzirmos os custos) mínimo de partida na ordem dos 31 milhões de euros pela cedência dos direitos televisivos, que se compara com os cerca de 23 milhões obtidos em 2014/15, o que originam um crescimento de de 30 a 35% e não de quase 50%. No entanto como referi, há a questão da BTV/Benfica TV deter os direitos de transmissão das Ligas Italiana e Francesa para as próximas duas temporadas, pelo que há a probabilidade de aumentar o valor em questão durante as próximas duas épocas. Além disso, o contrato assegura o crescimento anual das receitas. Isto sem contar o que foi referido pelo José Albuquerque da possibilidade de revisão dos valores.

      Estando o valor incorrecto, algo pelo que me penitencio, o raciocínio subjacente ao post não deixa de estar correcto.

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  8. Infelizmente estas coisas das contas, por desconhecimento e falta de argumentos (onde me incluo), nunca são grandemente debatidas. Mesmo com a casa aberta a "anónimos" e a anónimos que perdem mais tempo nos insultos (caixa de spam) ou em piadas baratas, não chegou para que o contributo do B Cool fosse ainda mais valorizado. De qualquer forma cabe-me agradecer-lhe pelo seu trabalho e desejar que volte rápido com os seus sábios esclarecimentos. Obrigado B Cool.

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  9. Força bcool.
    É Insistir neste tipo de posts e fazer um esforço por dar respostas a eventuais duvidas.
    Fomenta o debate, esclarece e alicerça os posts futuros.
    Eu gosto da temática e agradeço ao guachos e ao bcool.

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  10. B Cool. Parabéns pelo artigo.

    Peca por umas incorrecções no entanto está bem estruturado. Como disseram e bem os custos da Benfica TV antes de ser BTV andava pelos 5 milhões e não 1. Além do mais referes num resultado líquido de 23Milhões quando não há nada que o confirme.
    Na 1 época de BTV sabemos perfeitamente que os custos foram de 11M, mas na 2 época não. É provavel que os custos tenham-se mantido por volta dos 11/12 ou 13M mas o que é certo é que não há forma de o saber através do R&C.
    Portanto com certeza de dados apenas podemos falar numa receita de 34.6M, ou seja praticamente aquilo que vamos receber da NOS no 1 ano pelos direitos dos jogos na Luz e pelos direitos de transmissão da BTV... Espero bem que tenham mesmo razão e que a renegociação consiga alavancar ainda mais esse valor. Em relação aos custos muita gente foi empregada e os rumores é que a maioria se vai manter. Teremos menos custos por deixarmos de transmitir os jogos, mas muito dificilmente voltaremos a ter os 5M de custos anuais. Já há rumores de valores na ordem dos 7M pelo menos, o que me parece razoavel. Se achares que não avisa...


    Espero que a passagem de 3 para 2 equipas com acesso à LC, seja uma maneira que nos afastarmos ainda mais dos outros 2 rivais. Nós temos sempre que ir à LC. Os outros que fiquem com as migalhas. Se todos os anos tivermos uma diferença de 20M limpos de euros em relação ao scp ou fcp nos premios UEFA isso pode ser decisivo para manter a hegemonia em PT.

    A Passagem das quotas para o Clube foi uma excelente decisão. É totalmente normal que tenhamos conseguido arranjar esses cerca de 10M a mais .... Antes tinhamos 7.5M em direitos televisivos e agora temos mais de 20M. Antes tinhamos premios muito menores da UEFA, agora só por ir a fase de grupos é 12M e uma vitoria 1.5M.
    Continuo a ver muito trabalho pela frente para arranjar mais receitas e tentar reduzir um pouco mais a massa salarial, para valores que o DSO se referiu. Atenção que esta poupança nos salarios foi sobretudo graças Às indemnizações mesmo tendo saido do clube o senhor 4M. A formação irá permitir-nos manter os salarios baixos e diminuir as amortizações, só assim conseguiremos o passivo bancario bastante onoroso.

    Claramente que com o Gaitan + Helder Costa teremos mais um resultado bem positivo. E se se confirmar o renato sanches basta vendê-lo no verão (espero eu depois do Euro, porque bem merece uma convocatoria) para que tenhamos um resultado positivo em 4 épocas consecutivas.
    Cada época que comece temos que ter as melhores condições para vencermos o campeonato e tudo passa pelo orçamento! que claramente está a ser pensado a médio/longo prazo.

    Cumps

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Se pertenceres aos adoradores do putedo e da corrupção não vale a pena perderes tempo...faz-te à vida malandro.