domingo, 25 de agosto de 2019

Fomos uns passarinhos. Uns Luisinhos, para ser mais explicito.

Parabéns dão-se a adversários valorosos que demonstraram ser melhor do que nós. A inimigos, como o clube da fruta, combatem-se com arreganho e, em caso de se perder uma batalha - que me pareceu muito mal preparada - reúne-se as tropas, curam-se as feridas, reajustam-se estratégias e parte-se para a guerra em melhores condições de vencer. No dia que me virem dar parabéns a corruptos e a gentalha que passa 365 dias do ano a insultar e a conspurcar o nome do Benfica, internem-me porque estarei profundamente doente. E o animador de serviço na Luz, que deitou os foguetes antes da festa, da próxima que os meta no sítio de onde a bazófia nunca deveria ter saído. Miseráveis os comentários dos ingratos e ejaculadores precoces que correram a agarrar no teclado a desancar a qualidade dos jogadores, do treinador e do presidente. Criticas ao mau jogo da equipa? Todas. Deitar tudo abaixo de cabeça quente? Nunca.

Eu fico estupefacto ao ver algumas pessoas (com milhares de seguidores) que muito considero a agarrar no arsenal bélico e a despejar a bílis nas redes sociais poucos minutos passados do jogo acabar! Não percebem o mal que fazem ao Benfica espalhando mensagens catastróficas (com saudades dos lençóis brancos?) que mais cedo ou mais tarde ajudarão a incendiar as bancadas? Exigência não é isso, porra! Exigência não é ficar à espera da primeira escorregadela para arrasar meses de trabalho, vitórias e conquistas recentes! Do Chico traques - que correu às redes sociais fazer a única coisa que sabe fazer - eu sei tratar sem problemas. Meto um emoji a vomitar e nem preciso ser mais eloquente. Outra coisa são os benfiquistas dispostos a enterrar o Benfica a cada resultado comprometedor.

De quem foi a ideia de deitar os foguetes antes da festa? Estávamos a festejar exactamente o quê? Que bazófia foi aquela antes do jogo começar? Acabamos 'toureados' ao som dos olés e eu nem sequer consegui ficar chateado com os porcos. Merecemo-los inteiramente.
Totós do caralho. No camarote do Benfica? Atitudes como a do Luisão, caçado a rir às gargalhadas com um traste reles que não há quinze dias atrás apelidou prováveis contratações do Benfica de ''aleijados'', é absolutamente lamentável. Um tipo repugnante que passou grande parte da sua vida porca a fazer mal ao Benfica, no mínimo, tem de ser desprezado. O Luisinho, se quiser andar de língua na boca com o badalhoco, que o faça em privado e onde das câmaras não cheguem. Que não humilhe os benfiquistas. Que não humilhe o Benfica.

No campo, só puxando a cassete uns bons vinte/trinta anos atrás consigo encontrar uma exibição do Benfica tão inoperante como a de ontem! Vi-me transportado para os tempos da fruta em que o clube das putas chegava à Luz, montava o circo, escolhia o palhaço (ontem foi Jorge Sousa) e divertia-se a seu bel-prazer. O arruaceiro Pepe vestiu a pele do Fernando Couto, Jorge Sousa a de Fortunato Azevedo com os futebolistas do Benfica a ver a banda passar. Fomos engolidos pela estratégia do foculporto que, de tão rudimentar, nem era tão difícil de prever. Espreitar o contra-ataque. Pressão feroz em todas as zonas do campo, faltas sempre que o Benfica ganhava a bola, parar o jogo, enervar. Pressionar todas as decisões do árbitro e, em caso de vantagem, não deixar jogar. Onze Brunos Fernandes em campo.

Que fez o Benfica? Embalado pelos foguetes antes da festa, aproveitou o espírito natalício entrando no jogo como se estivesse a jogar com o Arrentela ou o mija na escada. Uns de faca na liga, dispostos a tudo para não perder. O Benfica atarantado sem nunca o perceber. Lideres em campo não descortinei um que se visse. O capitão Pizzi passou parte do tempo a barafustar com o vento queixando-se de algumas decisões da arbitragem. Rúben, o líder natural, escondeu-se do jogo (e do Jorge Sousa) durante os 90 minutos de jogo. Uns passarinhos em todas as zonas do campo. Engolidos na defesa, passados a ferro no meio campo, completamente inoperantes no ataque. Uma equipa de média qualidade, como é o clube da fruta, deu-nos um tremendo banho de humildade. Eles prepararam-se para a guerra; a ganhar por dois a zero e já nos minutos de desconto, Corona festejava um corte para canto como se tratasse de um golo! O Benfica, apesar de nunca virar a cara a luta, cedo deixou perceber que só se tinha aperaltado para a festa. E nem sequer vendeu cara a derrota.

E foi isto. Continuo a acreditar nos nossos jogadores. Continuo a acreditar no nosso treinador e tenho a certeza que somos muito melhores que o clube da fruta. Temos melhores jogadores, melhores treinadores e melhores condições para ganhar. Eu não vi ninguém do Benfica a não dar o litro e não vi ninguém que não quisesse ganhar. Não vi ninguém em campo que não mereça o meu respeito, mas vi uma equipa e um treinador que ainda não entenderam que o futebol português é uma guerra e que o nosso maior inimigo é o clube da fruta. Não o perceber é sujeitarmo-nos a outras surpresas traumáticas como a de ontem. Aprender com os erros é o mínimo que se pode esperar.

E mais isto. Bruno Lage cumprirá o seu destino de treinador de sucesso, Rúben Dias continua a ser o grande central do futebol português e Florentino acabará a demonstrar o seu enorme talento num outro grande clube europeu. Ferro, Odisseas, Grimaldo, Nuno Tavares e Samaris (apesar da má forma) não deixaram de ser excelentes futebolistas, Rafa continuará a desbaratar as defesas contrárias e, Raúl de Tomá e Seferovic, vão ter muito tempo e oportunidade para fechar a matraca aos seus detractores.

Os corruptos de Contumil, por muito que tenham animado o serão futeboleiro, não venceram nada. Ganharam na Luz, deitando mão a uma estratégia igual à do Paços de Ferreira em 2018, onde vimos o boneco Conceição, de cabeça perdida, recusar-se a cumprimentar João Henriques, cuspindo-lhe em cima. Sairam de peito feito, devolveram o pasodoble da época passada com juros e correcção monetária, mas só ganharam o direito a respirar melhor e quiçá, a ilusão que os seus muitos problemas acabaram. Não acabaram de todo. O Krasnodar não passou a ser um fantasma, todos os meses continua a ser preciso pagar os salários do 'maior investimento da história', as receitas não aumentaram e o fair play financeiro da UEFA continua sem grandes hipóteses de poder ser cumprido.