Não há como sair disto - perder por 7, em casa, numa meia final de um campeonato do mundo, tem de ser considerado uma tragédia futebolística.
Muitos equívocos estratégicos e uma táctica (qual táctica?) suicida - conduziram o Brasil para um abismo profundo. Scolari é o maior culpado. Não é possível imaginar que uma equipa profissional possa apresentar-se tão desorganizada num treino, quanto mais numa meia final de um campeonato do mundo, contra a Alemanha!
Assustador! Qualquer dos jogadores brasileiros, até mesmo o fantasma de Fredy, sabe mais do que aquilo. E aquilo não foi nada. Qualquer treinador da liga profissional portuguesa saberia organizar melhor uma equipa. Se o Brasil não começar a importar treinadores europeus - vai ser muito difícil sair deste buraco.
A Alemanha sempre foi um país poderoso, mas, apesar do fantástico currículo, nunca se dão por satisfeitos, sempre prontos a inovar e abertos a novos conceitos. Apesar do poderio, apesar de ter um dos maiores, mais rentáveis e melhor organizado dos campeonatos do mundo, recentemente chamou ao seu campeonato e à sua equipa mais emblemática (Bayern de Munique) o espanhol 'Pepe' Guardiola...
O conceito é simples; se querem ser sempre os melhores precisam contratar os melhores.
Os alemães sabiam que os fantásticos títulos da selecção de Espanha estavam profundamente alicerçados no futebol e nos futebolistas do Barcelona de Pep Guardiola. E também sabiam que foi a saída de Guardiola que provocou o imediato declínio do Barça e por arrasto - o da selecção espanhola...
Guardiola levou para a Alemanha a sua forma única e diferente de entender o jogo; e em apenas um ano a sua influência começou a reflectir-se na própria selecção germânica! Manuel Neuer é o maior exemplo.
Quem gostar de apreciar o futebol sem olhar apenas para o jogador que conduz a bola, perceberá que na selecção alemã já se torna difícil ignorar o 'dedo' do espanhol no futebol dos alemães! 7 jogadores do Bayern, normalmente titulares, ajudarão a compreende-lo melhor, mas o que a mim de encanta é a forma como Joachim Löw aproveita o trabalho que se faz no Bayern!
A selecção alemã seria sempre uma forte selecção. Abrindo-se e assimilando novos conceitos, juntando-os ao profissionalismo e competência de sempre, está ainda mais forte. Seria bom que os brasileiros olhassem para o exemplo espanhol e alemão. E seria melhor que os portugueses assim o entendessem também...

