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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Da negação paranoica dos anti e do desespero dos taliban.

Por José Albuquerque

Mesmo sem ser psicólogo, não consigo deixar de ficar impressionado com os caminhos que os anti, com andruptos e osgalhada na frente, insistem em repisar como discurso, ou com o insano desespero dos taliban. Sim, fico boquiaberto e não consigo deixar de partilhar convosco as minhas humildes interpretações para estes fenómenos.

Comecemos pelos anti Benfica e destacando andruptos e osgalhada … eles que mais parecem náufragos, desesperadamente agarrados a uma esperança ridícula sintetizada no Nosso Passivo, já submersos por vários palmos de água, mas persistindo na negação desta fulgurante realidade do Glorioso, sublinhada pelo estrondoso sucesso da Nossa TV e pelo brilhantismo da Nossa Equipa. Caramba, que bem os compreendo … de negação em negação (não vão ter dinheiro para pagar os impostos, nem para pagar os calotes, nem para construir o estádio, nem para comprar o Simão, nem para fazer o Seixal, etc., etc., etc.)

Surpreendentemente, para esses, o Glorioso foi-se libertando paulatina e sustentadamente das hipotecas, reconstruindo a sua autoestima e o Nosso fenomenal Parque Desportivo, inventando os recursos necessários a um investimento brutal para quem, de facto, “não tinha nem dinheiro para mandar cantar um cego”.
E recordo-me perfeitamente das gargalhadas de uns e outros, quando, finalmente, uma vez concluído o essencial das infraestruturas desportivas, o Presidente Nos lançou na aventura BTV, enquanto afirmava que “se fomos capazes de construir tudo isto, também seremos capazes de construir uma grande Equipa”.

Lembram-se das previsões do “buraco em que Nos íamos meter”? Das injúrias sobre “lavagem de dinheiro” de Angola? Das perguntas sobre os poços de petróleo na Luz?
Eu não esqueço nem essas nem tantas outras, repetidas até ao absurdo, como se fossem orações a um qualquer deus dragarto que pudesse decretar o milagre da falência do Benfica.
Ano após ano a baterem de frente na realidade e a insistirem … “ai que estão a ser ajudados pelos fundos”, “aqui d’el rei que isto são milhões da treta”, persistindo no mais ridículo “wishful thinking”, quase como se de retardados mentais se tratassem. E sempre ancorados na Nossa mingua de títulos, resultado de ROUBOS “ao apinto armado”, cobardemente maquilhados por uma mérdia chocantemente amestrada.

Mais especificamente, a osgalhada da fé inamovível no “projeto roquette” e num treinador “dranquilo”, transitou para um colossal complexo de inferioridade, que lhes tolheu os já muito poucos neurónios. Se lhes suceder o que mereciam, mereceram e merecem – a suspensão das provas da UEFA, corremos o risco de os ver entrar no mais profundo transe apoplético, em alternativa ao suicídio colectivo. A osgalhada está como aquele paraquedista que verificou que não tem paraquedas, pelo que tem de acreditar que vai aterrar num imenso colchão de penas, ou seja, embora mantendo-se acordados, perderam completamente a consciência das probabilidades … e de tudo o resto.

Quanto aos andruptos, a dor ainda tem de ser mais lancinante: há uma década o clube desses era absolutamente “todo poderoso” e a demagogia dos seus dirigentes dificultou-lhes a tomada de consciência do autêntico desastre que têm pela frente. Os andruptos sabem que a cracsad foi, por mais de uma década, uma imensa plataforma para o enriquecimento de uma chusma de dirigentes, intermediários e seus afilhados, além do epicentro que gerou o POLVO mafioso e os seus tentáculos institucionais, apintais e da mérdia, estes 3 com 3 décadas de vergonhosa germinação.

Ao longo destes trinta anos, os andruptos mais básicos nem nunca quiseram saber como acontecia o milagre dos “títalos” e aqueles que perceberam, também foram coniventes com a roubalheira, quer a interna, quer aquela com que Nos oprimiram, porque se entregaram a vitorias compradas nos supermercados da ignominia.
Olhar os “R&C” da cracsad de há uma década é impressionante, porque o clubeco andrupto era o melhor exemplo do verdadeiro poder. Compará-los com os actuais “R&C” implica a dimensão inversa da comparação dos patrimónios pessoais dos seus dirigentes: gente rica que exauriu uma empresa pletórica. Comparar a riqueza dos planteis desde há 10 anos, comprova o declínio incompetente e criminoso que deveria envergonhar a elite andrupta, completamente conivente com a maior sucessão de crimes desportivos de que há memoria.

E é, também, por isto que tanto me envaideço do Benfiquismo, porque fomos Nós quem viveu a mais incrível ascensão e queda e tivemos de passar de uma hegemonia incontestada para o abismo mais terrível, depois de festejarmos um Campeonato ganho com salários em atraso, que nos induziu a premiar a incompetência, primeiro e a demagogia, depois. Mas arrepiámos caminho, soubemos ser lúcidos para confiar nos Nossos Valores e dispusemo-Nos a pagar o preço dos Nossos erros, assumindo a responsabilidade de reconstruir o Clube e cumprir o Nosso dever: entregar aos Mais Novos um Benfica Maior do que recebemos dos Mais Velhos!

Já que falo de Benfiquistas e por mais que esteja convencido que boa parte dos taliban não o são – são andruptos e osgas infiltradas para tentar desestabilizar-Nos, também compreendo o desespero em que caíram recentemente, confrontados com o sucesso da BTV (um sucesso que eles não imaginavam) e com o sucesso desportivo do Clube.

Como eu sou uma pessoa tolerante (acredito mesmo que o Universalismo a isso Nos obriga), sempre aceitei as reservas que muitos Companheiros colocavam ao Nosso Presidente, ou aos fundamentos do modelo de Gestão por ele implementado. Mais que isso, os meus Amigos mais antigos sabem bem que eu votei em branco na primeira vez que elegemos o Companheiro Luís Filipe Vieira.
Já a persistência desta inconcebível falta de confiança, traduzida em bacoradas tipo “presimente”, “braço direito do pinto da bosta” ou “cavalo de troia do sistema”, depois de uma década de incontáveis sucessos, de uma comprovada dedicação, de uma brilhante liderança e de uma ambição digna do melhor Benfiquismo, creio que só pode erradicar numa estupidez próxima da demência.

Se a essa quase demência acrescentarmos a perfídia, a cobardia e a demagogia, numa crueldade que nunca recuou nem perante a inevitabilidade de ter de ofender o próprio Clube e/ou terceiros (como o Maestro ou o JJ), que os leva ao petardo, a uma negação da democracia e a tentativas de achincalhamento da esmagadora maioria dos seus Companheiros, então já ultrapassámos a fronteira do absurdo e eles confundem-se, por vontade própria, com os mais ferrenhos dos anti.

Como é sabido, eu tenho formação na área económica, mas importa recordar que, nestes dias, são já dezenas (ou centenas) de milhar de pessoas, Benfiquistas ou não, com este tipo de formação académica, sedimentada por alguma experiência profissional. Por isso, custa-me entender que exista um Benfiquista que não tenha, nos seus círculos mais chegados, pessoas com competências suficientes para ultrapassar o registo básico do “Ativo igual a Passivo mais Capitais Próprios” e chegar a uma compreensão mínima da Nossa realidade económica e financeira.

Quero com isto advogar que não é nem compreensível nem aceitável que pessoas intelectualmente honestas se mantenham como que ancoradas nas maiores barbaridades e absolutamente incapazes de compreender como pode o Grupo Benfica continuar a crescer e desenvolver-se sustentadamente.
E defendo esta tese com a certeza de ter razão, que resulta de ter testemunhado a evolução da compreensão critica de muitos Companheiros que, partindo de visões erradas e/ou condicionadas por preconceitos, tiveram a capacidade para entender a realidade e a hombridade para o reconhecer (e nunca me canso de sublinhar o excelente exemplo dado pelo Companheiro B Cool).

Confesso que entendo os motivos pelos quais Companheiros como o “Steady” Nos interrogam se não será já tempo de tentar aliviar a pressão que aqui, no GUACHOS,  exercemos sobre essa cambada de Companheiros cujos comportamentos os misturam com os mais fanáticos anti, enquanto usam o alegado Benfiquismo para tentar condicionar os que Nos representam com integral e incontestável legitimidade.
Sim, porque criticar não só é legitimo como constitui um salutar exercício dos Nossos Valores Democráticos, mas especular sobre conjecturas, ou “anunciar” crimes de Gestão do porvir, nunca pode ser confundido nem com critica nem com nada que se lhe assemelhe.

Por isso, Companheiros, ainda que os taliban, reunidos em congresso, decidissem passar a elogiar diariamente o GUACHOS e as nossas teses, vão continuar a ser desmascarados … sistemática e alegremente.

Viva o Benfica! 

sábado, 28 de dezembro de 2013

O Benfica depois de Vieira. Um Parlamento no Benfica.

Por José Albuquerque
 
Não sou formado em Ciência Politica, nem politólogo, mas sempre vivi o Benfiquismo num misto de paixão e de razão e acredito que temos de repensar a legitimidade democrática no Clube, adaptando-a ao século XXI, á dimensão que já conseguimos e tentando projetar eficazmente os Nossos Valores nos sonhos de um futuro cada dia mais ambicioso.
 
Que fique muito claro que, com estes raciocínios e sugestões, não estou nem a colocar em causa a democraticidade no Benfica, muito menos a legitimidade, que é absoluta, dos Nossos Corpos Sociais. Aliás, considero verdadeiramente miseráveis aqueles que, fazendo tábua rasa desse Nosso Valor essencial, se recusam a aceitar ser apenas uma ínfima minoria, não hesitando em vilipendiar os “83%”, em lançar a mais vil suspeição sobre o voto electrónico, chegando ao absurdo de comparar o Nosso Clube e os Nossos legítimos dirigentes com pretensas “ditaduras” e “ditadores”: trata-se dos mesmíssimos demagogos que se servem do pouco que sabem para, manipulando e mentindo, inspirar o discurso dos anti com as abjectas alegações de “falência”, “buracos” e “comissões”.
 
Ainda assim, confesso que gostava de testemunhar uma progressivamente maior participação dos Benfiquistas na vida do Clube, ou, se preferirem, uma maior presença do Clube e do Benfiquismo na vida de quem o ama.
 
Dir-me-ão alguns que não passo de um romântico, idealista e iludido, uma vez que a maioria dos Companheiros só quer que o Clube lhes ofereça vitórias com as quais possa reforçar uma autoestima periclitante, estando nas tintas para tudo o resto. Dir-me-ão outros que me estou a preparar para copiar a osgalhada, propondo uma cópia do conselho osgalhino que sirva de palco formal para os Nossos papagaios mais notáveis.
 
A uns e outros respondo pela negativa, mesmo que me agrade a ideia de sentir que o Nosso Clube vai continuar a ser um baluarte de ideais e um campo fértil para os concretizar. Já quanto aos “Benfiquistas nas Vitórias”, confesso que me não preocupam muito, quer porque os creio simples Adeptos, quer porque acredito que o número crescente de Vitórias os vai “educar” progressivamente. 
 
Convido-vos a pensar o futuro …
Um Benfica ainda Maior, ainda mais Universal, ainda mais poderoso e complexo dos pontos de vista desportivo, económico e financeiro e … ainda mais Vencedor. Por exemplo, o Benfica de 2030.
Um Benfica indiscutivelmente líder na esmagadora maioria das modalidades desportivas praticadas e, por isso mesmo, com uma ainda maior responsabilidade desportiva, económica e social.
Um Benfica num mundo ainda mais carente de Valores, que já não usa papel, nem “correio” e, quem sabe, que se prepara para ultrapassar as fronteiras do planeta.
 
Caramba!
Eu nunca fui invejoso, mas … se me ponho a sonhar assim, vou acabar invejoso, hahaha.
 
Um Benfica ainda mais impossível de governar a partir de formas de democracia directa como as AG’s, corre o sério risco de se tornar mais “presidencialista”, talvez mesmo “elitista” e isso seria, de algum modo, contrário á Nossa idiossincrasia popular da qual tanto Nos orgulhamos.
Num mundo em plena revolução tecnológica e feito aldeia global pluridisciplinar, uma participação positiva de um número crescente de Sócios pode constituir uma enorme vantagem competitiva e eu não sinto que essa participação tenha de resumir-se ao papel da dinamização e democratização desportivas, embora considere que esse nível de participação deve continuar a ser o mais importante e necessário.
 
Então, porque não uma representação proporcional e legitimada do Universo Benfiquista?
Um conjunto de Sócios disponíveis para “pensar” o Clube e o seu futuro, para colaborar activamente com a Direcção na definição das opções estratégicas fundamentais, ou na preparação de alternativas a referendar, para melhorarem um diálogo permanente com os Benfiquistas que também quiserem colaborar, capazes de lançar ideias inovadoras e motivar gente competente para os detalhar, trabalhar, testar, discutir e, finalmente, preparar para que possam ser apresentadas ao universo dos Sócios.
 
Uma representação legitima de todos os Benfiquistas verdadeiramente representativos, um imenso fórum para todos os Nossos debates pertinentes e relevantes, uma “entidade” capaz de cumprir os papeis estatutários da Mesa da Assembleia Geral e do Conselho Fiscal, composta por Companheiros que podem desempenhar papeis como os do tipo de um “Provedor”, de um “Advogado do diabo”, ou de um “Promotor de Justiça”, quer para dentro, quer para fora do Benfica e do Benfiquismo.
 
Um fórum subdividido em “Comissões”, tantas quantas as necessárias: uma para a fiscalização das “Contas”, uma para a “Revisão dos Estatutos”, mais uma para cada projecto que tenha recebido uma primeira luz verde de validade conferida por uma maioria do próprio fórum, uma para as “novas modalidades”, todas, elas próprias, fóruns de estudo, debate e produção de projectos.
 
Um fórum composto de eleitos em listas alternativas, com a representatividade assegurada, por exemplo, pelo método de Hondt. Um fórum “reforçado” por outros eleitos representativos, direta e indirectamente, como todos os elementos da Direcção, Administradores da SAD, Directores das modalidades, Casas do Benfica e Directores dos vectores económicos.
 
Um imenso fórum sem nenhuma responsabilidade executiva de gestão, completamente orientado para a critica construtiva/alternativa do presente e dirigido ao futuro estratégico. Um fórum capaz de motivar e recolher todos os contributos válidos dos Benfiquistas, optimizando a respectiva eficácia.
 
Uma “loucura”, é o que é!
 
E, agora, a melhor parte, hahaha: um fórum quase sem custos, além de um secretariado mínimo e de um “software” já disponível no “baixaqui”!
Tudo por puro amadorismo, tudo por e pelo Benfica!
E esta, hein?
 
Como concretizar uma tal “loucura”?
Bem, como em tudo na vida (eu sou macaco velho, hahaha), transformando a “loucura” num projecto escrito, discutido e aprovado por um número significativo de Sócios Proponentes.
Segunda fase … um teste de aceitação geral, já promovido pelos Nossos Corpos Sociais.
Seguidamente e esta é outra faceta que me agrada muito, ela pode ser implementada a titulo experimental, já nas próximas eleições, mesmo antes de uma eventual formalização estatutária e com o primeiro objetivo de elaborar duas alternativas para o seu próprio “Regimento”, bem como as necessárias correcções estatutárias que a poderiam tornar “legal”.
Essa fase, digamos, experimental, permitiria que todos tomássemos verdadeira consciência do alcance e impacto que um tal “Parlamento” poderia alcançar.
 
Na pratica, este Nosso Parlamento mais pareceria um imenso “blogue” Benfiquista (ou uma rede de blogues temáticos), com a imensa diferença de ser regulamentado, orientado para o aproveitamento das competências dos Benfiquistas (e não das suas fraquezas e/ou frustrações) e para a sua transformação em projectos referendáveis.
 
Quanto mais penso nisto … mais a ideia me apaixona e mais razões encontro a seu favor.
 
Viva o Benfica!