Da mesma forma que optar por não ir ao estádio ver jogar o João Félix é perder uma oportunidade única de ver ao vivo um dos maiores talentos do futebol mundial, eu acredito que quem não se deslocou ontem ao estádio da Luz perdeu um acontecimento ímpar que nunca mais se repetirá mais na história do futebol português! Na época passada cumpriu-se, por motivos obscenos, o jogo mais (comprido) comprado da história - uma vergonhosa estória cujos verdadeiros figurantes (figurões) que ainda estão por (caçar) contar! Esta época, mas agora por motivos decentes, já podemos dizer que não há memória de um jogo tão curto cumprindo os parâmetros que farão dele o mais alongado no tempo! Esqueçam tudo o que já foi visto que nada chega ao nível de superação dos futebolistas vermelhos!
Odisseas e Félix, Seferovic e Samaris, Pizzi, Gabriel, Grimaldo André Almeida e Ferro...Rúben Dias, Jonas, Rafa, Florentino...e Krovinovic, vestiram a pele dos deuses! Eles fizeram história. Nós ficamos com a estória que um dia quereremos contar. Passarão muitos dias, meses, anos - tantos quantos a vida nos conceder - nenhum em que possamos esquecer o fascínio e a magia que presenciamos na Luz! O futebol foi brilhante...a atitude imperial ...os passes geniais...os golos fenomenais! Houve alegria, companheirismo, união, raça mas também altruísmo. Foi épico sem ser heróico mas, porque monumentalmente deslumbrante, ficará para sempre na história, contada à maneira de uma fábula de um guerreiro imortal e vibrante! Eu estive na Luz para os ver!


Foram somente três pontos? Não. Esses, que valem como os espremidos de uma sofrida vitória, estarão seguramente esquecidos já na próxima vitória na Aves. E quando o «Benfica dá-me o 38» cantado nas bancadas da Luz se ouvir a vibrar, o 3+7 ainda irá perdurar. A magia do 10, do homenageado Chalana, os astros alinhados - no dia 10 - que permitiram a Florentino, na estreia, João Félix, na primeira época, e Ferro, no seu primeiro jogo a titular, entrar para a história - ninguém a poderá apagar!
À boleia da fama há sempre um palhaço de serviço...ao contrario do que uma vereadora (benfiquista, segundo ela, mas, cretina até dizer chega) sedenta de protagonismo afirmou, nenhum jogador do Benfica pretendeu humilhar a equipa do Nacional da Madeira e ainda menos os seus profissionais. Honraram-nos jogando ao mais alto nível e, no fim, rodearam-nos solidários, confortando-os com toda a humildade.
Os foguetes que se deitaram com a saída de Rui Vitoria, as confusões do sai e entra de JJ, o salário de Bruno Lage, os reforços que não chegaram e os flops que se foram embora, estão a rebentar nas patas dos especialistas da especialidade a uma velocidade incrível! O Costa pequenino diz que meteu a viola no saco, deixando-me a mim, que não sofro da falta de sexo da vereadora Sofia Vala Rocha, um certo sabor a injustiça por o Chalana não ter optado por usar o 21 do Nuno Gomes. Afinal ainda cabiam lá mais...foi pena.
O maior problema dos pés-de-microfone no jogo do estádio da Luz foi o de saber quem tinha sido o melhor jogador em campo. Algo que nenhum dos compadres da santa aliança tem muito que se preocupar. É só saber o nome do árbitro e do VAR.
O Marcel Keizer - por enquanto ainda me parece um tipo decente - diz que viu a taça da liga no autocarro dos sapos. É uma pena que não tenha visto mais três pontos vindos de Mota! O golo anulado ao Feirense é um caso de policia. Arbitragens como a de Manuel Mota, e Bruno Esteves (VAR) não podem adulterar a verdade desportiva só porque interessa à merda de comunicação social que temos, à federação e à liga, manter os sapos de nariz no ar a respirar! Isso é que é humilhante para os futebolistas, treinadores e para as gentes da Vila da Feira! Calar a sua revolta ainda é mais revoltante! E ninguém se chega à frente para pôr cobro a este nojo?
