Depois do cobarde achincalho publico de Renato Sanches, o achincalhamento reles de Nelson Semedo. Por questões racistas, clubisticas...o que for. Um asco que a todos devia envergonhar. Nelson Semedo foi tratado como um macaco por alguns grunhos da claque do Guimarães. Farto, fez um gesto para as bancadas. Não lhes cuspiu, não mostrou o dedo do meio ou chamou de ''filhos da puta'', como Bruno César aos adeptos do Boavista. Limitou-se a fazer um pequeno gesto com os dedos. Cometeu um erro e pagou por ele com o correspondente cartão amarelo mostrado por Xistra. Ponto final? Não. Parece ter cometido um crime.
Num País a sério, Nelson chamava o árbitro e pedia a intervenção da Policia para expulsar os adeptos racistas do estádio. O Guimarães seria severamente punido e os grunhos das bancadas impedidos de voltar ao futebol. Num País a sério os jornalistas ficariam satisfeitos com o cartão amarelo, punição prevista na lei para o seu procedimento. Mas não. Os canalhas exigem mais. Exigem o achincalhamento publico do Nelson. Para os grunhos racistas que passaram o tempo a grunhir como os macacos em direcção a Nelson Semedo, toda a tolerância do Mundo. Afinal, ao jogador do Benfica, só lhe restava agradecer aos grunhos os grunhidos vindos das bancadas!
Aproveitemos - como exemplo - um excerto do programa da Tv espanhola «Punto Pelota» onde o trabalho do GV foi usado para mostrar aos espanhóis o carácter de Ronaldo. Nessa altura não houve criticas à postura do jogador do Manchester e muito menos alguém se lembrou de gastar o tempo de antena a pedir a ''pena de morte'' para os seus actos vergonhosos. Mil outras imagens, ou vídeos, eu poderia mostrar com todo o tipo de jogadores, de todo o tipo de clubes, que tiveram em campo actos ainda mais graves, alguns repugnantes, verdadeiros atentados criminosos, quer para com os espectadores, quer com colegas de profissão. Não vale a pena. O que vale a pena demonstrar é a cobardia que de um modo geral enferma toda a comunicação social desportiva. Um asco.
Fernando Gomes e pedro proença, presidentes da Federação e da Liga, sem voz (calados como ratos) nos grandes problemas que afectam o futebol português, como os casos de racismo com Renato Sanches e Nelson Semedo, ameaças de morte a árbitros, esperas, arruaças e escarradelas nos túneis, jogadores e treinadores à cabeçada (um até se deu ao luxo de fazer uma pega pelas costas ao melhor estilo taurino) conferencias de imprensa a pôr em causa a honorabilidade dos organismos que presidem, e outras - como o vice presidente de um clube apanhado a depositar mil euros na conta de um árbitro - saíram a terreiro para se pendurarem na boleia do filho da melhor Dolores do Mundo. Assim que o moço recebeu o prémio parecia que tinham uma mola no rabo. Em menos do riscar de um fosforo saltaram ambos para tudo quanto é comunicação social cheios de vontade de falar. Ah, valentes!
Um dia depois dos lagartos retirarem a queixa judicial contra José Eduardo Bettencourt, soube-se que o antigo presidente dos sapos vai ser administrador do Novo Banco. Ele há coincidências do caraças!
O crime de Nelson Semedo...
Chega para mais uma bola de ouro?
