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terça-feira, 22 de agosto de 2017

É tudo uma questão de meter (muito) mais gelo. Dizem que ajuda a passar...

As três (quatro com a Supertaça) vitórias e a liderança "partilhada" do Benfica neste inicio de campeonato estão a condicionar o escarcéu, preparado durante a pré-época, pelos cagativos fazedores de opinião. Enquanto não chega o primeiro empate que irá provocar o próximo apocalipse benfiquista, duas grandes polémicas encheram o peito dos especialistas da bola, neste fim-de-semana; os impropérios de Jorge Sousa ao guarda-redes da equipa «b» dos batráquios e o discurso manhoso do Manuel Vintém, depois de se apresentar com a corda ao pescoço no repasto dajantas. A jogada em que o Eliseu entendeu devolver a Diogo Viana um pouquinho da doçura que esse dragarto, desde o apito inicial, distribuiu a todos os que tiveram a desdita de se cruzarem com ele, fica para uma outra ocasião...

Depois da pressão dos milhentos lagartos - espalhados pela comunicação social - o justiceiro Meirim saiu do cu do brunalgas - onde mais se sente feliz - como se fosse esplelido por uma nuvem de cuspe electrónico. Demoraria menos de um traque a propor um processo sumario ao árbitro do Porto. Vamos por partes...Jorge Sousa foi um cretino ao tratar o jogador daquela forma. Não se admite que um árbitro internacional tenha esse tipo de comportamento arruaceiro, tão parecido com a "liga Salazar", o "bardamerdas" e a "puta da gala" que ao justiceiro Meirim nunca lhe provocaram quaisquer tipo de pruridos. Jorge Sousa limitou-se a fazer o mesmo que a esmagadora maioria dos árbitros quando pela frente encontram equipas de pequena dimensão. Apenas ninguém lhe explicou que o sporting do Campo Grande é uma minhoca mas apenas dentro das quatro linhas. Cá fora continua a ter um exército de vassalos, sobretudo na banca e na comunicação social, que lhe tira as castanhas do lume, mantendo acesa essa eterna ilusão de um clube que, nos últimos 35 anos, ganhou dois campeonatos - apenas mais um que o Boavista. Um coro de putas, ofendias, e a cheirar a bafio.

O Manel vintém é uma figurinha ridícula - sempre em bicos de pés - intelectual de pacotilha que cometeu a proeza de (des)orientar as duas equipas que desceram de divisão na temporada passada. O Arouca, que tinha chegado brilhantemente à Liga Europa (orientado por Lito Vidigal) que, com o machadês, perdeu os cinco jogos que disputou, e o Nacional da Madeira, que já levava 14 anos ininterruptos, na primeira liga! A «disparidade de meios à disposição» - referida por Manuel Machado - foi logo aproveitada pelos fazedores de opinião para se atirarem com unhas e dentes à "falta de competividade" do campeonato do video-árbitro. Mas não foi sempre assim até hoje? Não é assim em todos os campeonatos do Mundo? Não é assim em todas as modalidades desportivas onde os mais ricos ganham na esmagadora maioria das vezes? Não foi assim que o W52/foculporto trucidou a ''concorrência'' dos lagartos, na volta a Portugal?

É só para rir ou vale a pena chorar?
Passaram-se pouco mais de duas semanas desde que arrancou o campeonato, um dia depois de o Benfica arrecadar mais uma Supertaça para abrilhantar as sobrecarregadas prateleiras do "Cosme Damião". Cruz Azul, Chivas Guadalajara, Vitória de Guimarães, Portimonense, Deportivo da Corunha e Gil Vicente, adversários do foculporto, passaram a ser grandes colossos mundiais? Dos lagartos nem é bom falar. O estrátosferico empate com o Belenenses e as maravilhosas derrotas, onde os sapos jogaram como nunca, defrontando Valência, Basileia, Marselha e Vitória de Guimarães, valem tanto como essas épicas vitórias perante o Fenerbahçe e o Mónaco. Com os batráquios é sempre a somar! Não há ''disparidade de meios à disposição'' que chegue para lhes toldar a bazófia.

E...não era o Benfica que tinha de contratar não sei quantos jogadores, para, de alguma forma, tentar suprimir o evidente défice de qualidade, perante o poderio dos dois favoritos da critica? Onde é que se viu - ou ouviu - na pré-época, uma voz que fosse, preocupada com a falta de competividade da liga? Não ia, o Benfica, passar por grandes amargos de boca? Não iam - avaliando os grandes resultados da pré-época - os compadres da fruta e do cuspe, passear a sua alicerçada classe - num caso, também comprovada com as grandes contratações e o futebol de encantar, no outro? Que passou-se, entretanto? Que raio mudou, desde aí, para justificar todo este frenesim caricato?

Eu digo-vos o que mudou. O que mudou não foram os 3-0 do foculporto ao Moreirense, que por acaso é 'apenas' o detentor da Taça da Liga, ou o correctivo aplicado pelos sapos ao V. Guimarães, do submisso Martins. O que está a pôr em polvorosa a matilha anti-Benfica é essa possibilidade de o (pela primeira vez na história) Tetracampeão Nacional trucidar o pentacampeonato do clube da fruta, sem precisar recorrer ao uso da puta! Basta-lhe tão só, não se perder em tricas, e, sobretudo, manter sempre à mão o e-mail e o contacto do Nhaga! 

Enquanto que o campeonato português se limitou a parir dois tetracampeões nacionais, jamais alguém se preocupou com a falta de competividade da Liga. Quando o campeonato gerou, criou e produziu o frutado pentacampeão de Contumil, tudo corria na santa paz do senhor. Quando, depois desse penta, o foculporto ganhou 9 campeonatos em 11 possíveis, havia uma puta de uma competividade que até fazia faísca! Era fruto de um clube (da fruta) muito bem estruturado; profissionalizado como nenhum outro em Portugal e no Mundo! Dos outros, uns, só serviam para lhe estender o tapete. Os restantes eram tal e qual os aguadeiros do W52/foculporto...

O Benfica, em sexto lugar na classificação, não era fruto da fruta, mas antes e, acima de tudo, fruto dessa fantástica competividade que havia na altura! Quando o Vítor Baía era o melhor central da Liga, jogando com as mãos dois metros à frente da sua área, ou, quando até um mais que obscuro Pena chegou para conquistar o troféu de ''melhor marcador do campeonato'', aí, sim, os especialistas da bola, mais o vintém, todos se sentiam muito bem! Existe uma forma bem simples de contornar o problema. Primeiro, e por muito que lhes custe, é aprender a lidar. E depois, é tudo uma questão de meter (muito) mais gelo. Dizem que ajuda a passar...

domingo, 20 de agosto de 2017

Entre o oitcho e os noventa e quatro minutos...

Domingos Paciência nunca foi um grande treinador. E eu tenho como certo que, não fossem os inúmeros padrinhos, nunca chegaria a treinar qualquer equipa da primeira liga. Não gosto dele. Nunca gostei. É demasiado chorão, cagão, manhoso como poucos e faz parte de um grupo de treinadores cujo maior mérito - nalguns casos, o único - é ser ex-jogador do foculporto. A sua competência mede-se por treinar clubes alinhados com um sistema que teima em resistir ao avanço de uma modernidade imparável e pelo papel de comentador televisivo onde ainda são mais evidentes a sua incapacidade no uso da palavra e/ou do conhecimento do jogo. No estrangeiro, fora da protecção dos padrinhos; zero. Demasiado mau para a cagança que teima em querer demonstrar.

Brilha, como todos, sempre que o adversário é o Benfica. Agora deu-lhe para tentar ser engraçado..."Vai ser o jogo mais fácil"..."só não queremos sofrer um golo aos 92 mts" e mais uma serie de frases feitas, vazias de conteúdo, somente para entreter os carneiros. Embora ''chato como a potassa'', como se diz na minha terra, Domingos Paciência, podo-se a jeito, acabou por alegrar o nosso fim-de-semana desportivo. Quando o Belenenses abrir a pestana e o despedir pela porta dos fundos, o grande Carlos Daniel não deixará de o convidar para a televisão publica onde o experiente treinador nos explicará, com enorme sapiência, a melhor forma de derrotar o Benfica...

Depois queixam-se que os media só gostam de falar do Benfica!...
«O "Rival" não joga junto há oito semanas, joga junto há oito anos». Jorge lagarto também gosta de parecer engraçado. Conseguiu transformar uma conferência de imprensa do sporting do Campo Grande num acontecimento mediático onde o assunto passou a ser exclusivamente o Benfica. Não se lhe pode levar a mal. O sapo não consegue esconder as saudades dos tempos do Seixal e desta forma parece, pelo menos, não ser demasiado anormal. Tal como Domingos Paciência, jorge lagarto é também ele um mestre na arte do saber comunicar!

E assim chegamos à Catedral da Luz, 20,30H da noite...
Como diria um emproado dragarto - a história do jogo não poderia ser mais fácil de contar. Explica-se pela sequência dos golos....
Centro de Luisão para a área do Belenenses, desmarcação célere de Luisão e...bola no fundo da baliza. Os oitcho anos de convivência diária dão nisto. Ainda não tinham passado dois minutos de jogo e já Domingos Paciência deixava de se preocupar com as horas, o Hélder Conduto cedo se arrrrrrepiava e os médicos e os enfermeiros do Belenenses percebiam que a refrega não lhes traria grande trabalho! Nas bancadas a noite era de gala! 1-0.

Luisão, de rompante, remata de cabeça para uma grande defesa de Muriel. A jogada não pára. Insaciável e após vários ressaltos em que o Belém sacudiu a bola como pôde, Luisão recupera a bola em esforço, endossa-a de novo a Luisão, que, de fora da área, chuta em arco, fazendo um golo de belo efeito! Fantástico! 2-0. Mais arrepios, cânticos, relógios esquecidos e...os médicos e enfermeiros de baixa.

O três a zero foi ainda mais fácil. Luisão com um perfeito toque de cabeça isola Luisão, que com a já usual eficácia atira para o fundo das redes. Oitcho anos de trabalho apurado resumidos numa só jogada. Experiência, simplicidade, qualidade, eficácia! Parecia bruxedo!

Quatro bolas enviou o Benfica direitinhas (por onde andas tu, Nhaga?) aos ferros da baliza do Belenenses. Uma por Luisão, ainda na primeira parte, com um remate quase da linha do meio campo. Outra num cruzamento/remate após uma incursão de Luisão à linha de fundo. Um remate de cabeça que bateu estrondosamente na barra, num lance onde o capitão desceu à área contraria, e, finalmente, um remate cruzado de Luisão que momentos antes tinha entrado para substituir...Luisão. Tudo isto antes de uma bomba de Luisão, com o pé esquerdo, ter feito o 4-0 - para três minutos depois, na ultima jogada do jogo, Luisão - a passe de Luisão - marcar o definitivo 5-0!

Não é apenas o disco rígido do jorge lagarto, ou, como diria o bem informado Manel Fernandes; as disquetes que roubaram ao sapo. Os oitcho anos a jogar juntos também são bem capazes de ajudar um bocado. Inbestigue-se!