As três (quatro com a Supertaça) vitórias e a liderança "partilhada" do Benfica neste inicio de campeonato estão a condicionar o escarcéu, preparado durante a pré-época, pelos cagativos fazedores de opinião. Enquanto não chega o primeiro empate que irá provocar o próximo apocalipse benfiquista, duas grandes polémicas encheram o peito dos especialistas da bola, neste fim-de-semana; os impropérios de Jorge Sousa ao guarda-redes da equipa «b» dos batráquios e o discurso manhoso do Manuel Vintém, depois de se apresentar com a corda ao pescoço no repasto dajantas. A jogada em que o Eliseu entendeu devolver a Diogo Viana um pouquinho da doçura que esse dragarto, desde o apito inicial, distribuiu a todos os que tiveram a desdita de se cruzarem com ele, fica para uma outra ocasião...
Depois da pressão dos milhentos lagartos - espalhados pela comunicação social - o justiceiro Meirim saiu do cu do brunalgas - onde mais se sente feliz - como se fosse esplelido por uma nuvem de cuspe electrónico. Demoraria menos de um traque a propor um processo sumario ao árbitro do Porto. Vamos por partes...Jorge Sousa foi um cretino ao tratar o jogador daquela forma. Não se admite que um árbitro internacional tenha esse tipo de comportamento arruaceiro, tão parecido com a "liga Salazar", o "bardamerdas" e a "puta da gala" que ao justiceiro Meirim nunca lhe provocaram quaisquer tipo de pruridos. Jorge Sousa limitou-se a fazer o mesmo que a esmagadora maioria dos árbitros quando pela frente encontram equipas de pequena dimensão. Apenas ninguém lhe explicou que o sporting do Campo Grande é uma minhoca mas apenas dentro das quatro linhas. Cá fora continua a ter um exército de vassalos, sobretudo na banca e na comunicação social, que lhe tira as castanhas do lume, mantendo acesa essa eterna ilusão de um clube que, nos últimos 35 anos, ganhou dois campeonatos - apenas mais um que o Boavista. Um coro de putas, ofendias, e a cheirar a bafio.
O Manel vintém é uma figurinha ridícula - sempre em bicos de pés - intelectual de pacotilha que cometeu a proeza de (des)orientar as duas equipas que desceram de divisão na temporada passada. O Arouca, que tinha chegado brilhantemente à Liga Europa (orientado por Lito Vidigal) que, com o machadês, perdeu os cinco jogos que disputou, e o Nacional da Madeira, que já levava 14 anos ininterruptos, na primeira liga! A «disparidade de meios à disposição» - referida por Manuel Machado - foi logo aproveitada pelos fazedores de opinião para se atirarem com unhas e dentes à "falta de competividade" do campeonato do video-árbitro. Mas não foi sempre assim até hoje? Não é assim em todos os campeonatos do Mundo? Não é assim em todas as modalidades desportivas onde os mais ricos ganham na esmagadora maioria das vezes? Não foi assim que o W52/foculporto trucidou a ''concorrência'' dos lagartos, na volta a Portugal?
É só para rir ou vale a pena chorar?
Passaram-se pouco mais de duas semanas desde que arrancou o campeonato, um dia depois de o Benfica arrecadar mais uma Supertaça para abrilhantar as sobrecarregadas prateleiras do "Cosme Damião". Cruz Azul, Chivas Guadalajara, Vitória de Guimarães, Portimonense, Deportivo da Corunha e Gil Vicente, adversários do foculporto, passaram a ser grandes colossos mundiais? Dos lagartos nem é bom falar. O estrátosferico empate com o Belenenses e as maravilhosas derrotas, onde os sapos jogaram como nunca, defrontando Valência, Basileia, Marselha e Vitória de Guimarães, valem tanto como essas épicas vitórias perante o Fenerbahçe e o Mónaco. Com os batráquios é sempre a somar! Não há ''disparidade de meios à disposição'' que chegue para lhes toldar a bazófia.
E...não era o Benfica que tinha de contratar não sei quantos jogadores, para, de alguma forma, tentar suprimir o evidente défice de qualidade, perante o poderio dos dois favoritos da critica? Onde é que se viu - ou ouviu - na pré-época, uma voz que fosse, preocupada com a falta de competividade da liga? Não ia, o Benfica, passar por grandes amargos de boca? Não iam - avaliando os grandes resultados da pré-época - os compadres da fruta e do cuspe, passear a sua alicerçada classe - num caso, também comprovada com as grandes contratações e o futebol de encantar, no outro? Que passou-se, entretanto? Que raio mudou, desde aí, para justificar todo este frenesim caricato?
Eu digo-vos o que mudou. O que mudou não foram os 3-0 do foculporto ao Moreirense, que por acaso é 'apenas' o detentor da Taça da Liga, ou o correctivo aplicado pelos sapos ao V. Guimarães, do submisso Martins. O que está a pôr em polvorosa a matilha anti-Benfica é essa possibilidade de o (pela primeira vez na história) Tetracampeão Nacional trucidar o pentacampeonato do clube da fruta, sem precisar recorrer ao uso da puta! Basta-lhe tão só, não se perder em tricas, e, sobretudo, manter sempre à mão o e-mail e o contacto do Nhaga!
Enquanto que o campeonato português se limitou a parir dois tetracampeões nacionais, jamais alguém se preocupou com a falta de competividade da Liga. Quando o campeonato gerou, criou e produziu o frutado pentacampeão de Contumil, tudo corria na santa paz do senhor. Quando, depois desse penta, o foculporto ganhou 9 campeonatos em 11 possíveis, havia uma puta de uma competividade que até fazia faísca! Era fruto de um clube (da fruta) muito bem estruturado; profissionalizado como nenhum outro em Portugal e no Mundo! Dos outros, uns, só serviam para lhe estender o tapete. Os restantes eram tal e qual os aguadeiros do W52/foculporto...
O Benfica, em sexto lugar na classificação, não era fruto da fruta, mas antes e, acima de tudo, fruto dessa fantástica competividade que havia na altura! Quando o Vítor Baía era o melhor central da Liga, jogando com as mãos dois metros à frente da sua área, ou, quando até um mais que obscuro Pena chegou para conquistar o troféu de ''melhor marcador do campeonato'', aí, sim, os especialistas da bola, mais o vintém, todos se sentiam muito bem! Existe uma forma bem simples de contornar o problema. Primeiro, e por muito que lhes custe, é aprender a lidar. E depois, é tudo uma questão de meter (muito) mais gelo. Dizem que ajuda a passar...
