Em jeito de balanço (mais um) e enquanto não chega o novo ano, onde as coisas que realmente interessam vão começar a acontecer, o Benfica - com padres, primeiros ministros, vouchers, colinhos, emails e o melhor que ainda esta para vir - termina o ano no nono lugar do ranking da UEFA! Coisa de somenos importância se o compararmos com o melhor futebol da liga do rasteiro rui santos ou a prodigiosa performance física de Aboubakar, Marega & Comp. Em Portugal, apesar do domínio implacável dos dois favoritos da critica especializada, e também da outra - da que não percebe um Carrilho de futebol - o Benfica, sem conseguir sair da crise profunda que se abateu sobre si assim que o cientista da relva foi limpar 8 milhões por época para tratar dos buracos do alvalixo, entrará em 2018 a escassos 3 pontos dos compadres da fruta e do cuspe. Para quem, como a critica especializada, e a outra - a que não vê um boi à sua frente - afirma todos os dias que o campeonato português é muito desequilibrado, importa olhar um pouco para os equlibradíssimos campeonatos inglês, espanhol, alemão e francês...
Em Inglaterra, o Manchester City - se ganhar hoje - ficará 15 pontos à frente do M. United. José Mourinho, na falta dos padres, dos vouchers e dos e-mails, queixa-se da chuva (quando cai) do sol (que nunca chega) do calendário, da relva e dos malandros que compram defesas laterais ao preço de um avançado. Da eliminação aos pés do galáctico Bristol City, do championship inglês, nada. Zero de explicações. Em Espanha, o Barcelona (depois de ir a Madrid entregar três secas rabanadas, abrir alas e prestar justa vassalagem ao filho da melhor Dolores do mundo) lidera o campeonato com escassos 11 pontos de vantagem. Atlético de Madrid a 11 e Real Madrid (com um jogo a menos) a 14 seguem de perto o anão anafado e a sua turpe de pés de chumbo. Na Alemanha, o Bayern de Munique segue com 9 pontos de vantagem sobre o Shalke 04 e em França o PSG já leva 9 Mbappés à melhor sobre o Mónaco.
Voltando ao desequilibrado futebol indígena eu devo dizer que não acredito nada numa corrida a três até ao fim do campeonato. Nunca aconteceu, apenas no papel, e não vai ser desta que será uma realidade. Como sempre, e até ao fim do mês de Janeiro, um dos candidatos da critica cairá com estrondo e, o outro, fingirá, mais ou menos, que continua a dar muita luta ao futuro (Penta)Campeão. Esta é a minha convicção. Com o final de Janeiro, coincide a "Final four" da «Taça Luícilio», ou «da cerveja» - conforme a dor de corno de cada um, onde - de certeza absoluta, e por mais que a imprensa continue a jurar o contrario - pelo menos um dos dois favoritos ficará com menos uma prova para disputar. É a vida; ao Benfica calhou em Dezembro. Outro (pelo menos outro) não passará de Janeiro. Um mês depois, na Taça de Portugal a disputar em Oeiras, ou no Jamor, conforme o compadre que passar, saberemos quem dos dois favoritos da critica ficará com menos um empecilho a complicar-lhe as contas do campeonato. Nas competições europeias, dos dois colossos mundiais, não espero menos do que as grandes epopeias dos últimos anos.
Os "verdadeiros benfiquistas", que passaram um Natal absolutamente tranquilo depois de se livrarem da perspectiva e do terror de - em Maio - perderem finais atrás de finais, agora, e a menos que Luís Filipe Vieira venda em Janeiro um dos cachopos 'Made in Seixal' ao desbarato, até podem entrar no ano novo sem stress de nenhuma espécie. O campeonato, como todos sabemos, está perdido desde que eles começaram a vaticinar o apocalipse assim que o Urretaviscaya foi vendido ao desbarato e ver o Tetracampeão chegar vivo a Janeiro, perante a metralha que o cerca por todos os lados, já é um milagre que poucos talibans da internet conseguirão explicar. Falta esse penoso Setúbal-Benfica para encerrar o 2017 antes da chegada do 2018 que está a pôr em brasa os foliões. Com ele, inevitavelmente, chegará a dura realidade e as costumadas desilusões.
