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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Em jeito de balanço...

Em jeito de balanço (mais um) e enquanto não chega o novo ano, onde as coisas que realmente interessam vão começar a acontecer, o Benfica - com padres, primeiros ministros, vouchers, colinhos, emails e o melhor que ainda esta para vir - termina o ano no nono lugar do ranking da UEFA! Coisa de somenos importância se o compararmos com o melhor futebol da liga do rasteiro rui santos ou a prodigiosa performance física de Aboubakar, Marega & Comp. Em Portugal, apesar do domínio implacável dos dois favoritos da critica especializada, e também da outra - da que não percebe um Carrilho de futebol - o Benfica, sem conseguir sair da crise profunda que se abateu sobre si assim que o cientista da relva foi limpar 8 milhões por época para tratar dos buracos do alvalixo, entrará em 2018 a escassos 3 pontos dos compadres da fruta e do cuspe. Para quem, como a critica especializada, e a outra - a que não vê um boi à sua frente - afirma todos os dias que o campeonato português é muito desequilibrado, importa olhar um pouco para os equlibradíssimos campeonatos inglês, espanhol, alemão e francês...

Em Inglaterra, o Manchester City - se ganhar hoje - ficará 15 pontos à frente do M. United. José Mourinho, na falta dos padres, dos vouchers e dos e-mails, queixa-se da chuva (quando cai) do sol (que nunca chega) do calendário, da relva e dos malandros que compram defesas laterais ao preço de um avançado. Da eliminação aos pés do galáctico Bristol City, do championship inglês, nada. Zero de explicações. Em Espanha, o Barcelona (depois de ir a Madrid entregar três secas rabanadas, abrir alas e prestar justa vassalagem ao filho da melhor Dolores do mundo) lidera o campeonato com escassos 11 pontos de vantagem. Atlético de Madrid a 11 e Real Madrid (com um jogo a menos) a 14 seguem de perto o anão anafado e a sua turpe de pés de chumbo. Na Alemanha, o Bayern de Munique segue com 9 pontos de vantagem sobre o Shalke 04 e em França o PSG já leva 9 Mbappés à melhor sobre o Mónaco. 

Voltando ao desequilibrado futebol indígena eu devo dizer que não acredito nada numa corrida a três até ao fim do campeonato. Nunca aconteceu, apenas no papel, e não vai ser desta que será uma realidade. Como sempre, e até ao fim do mês de Janeiro, um dos candidatos da critica cairá com estrondo e, o outro, fingirá, mais ou menos, que continua a dar muita luta ao futuro (Penta)Campeão. Esta é a minha convicção. Com o final de Janeiro, coincide a "Final four" da «Taça Luícilio», ou «da cerveja» - conforme a dor de corno de cada um, onde - de certeza absoluta, e por mais que a imprensa continue a jurar o contrario - pelo menos um dos dois favoritos ficará com menos uma prova para disputar. É a vida; ao Benfica calhou em Dezembro. Outro (pelo menos outro) não passará de Janeiro. Um mês depois, na Taça de Portugal a disputar em Oeiras, ou no Jamor, conforme o compadre que passar, saberemos quem dos dois favoritos da critica ficará com menos um empecilho a complicar-lhe as contas do campeonato. Nas competições europeias, dos dois colossos mundiais, não espero menos do que as grandes epopeias dos últimos anos.

Os "verdadeiros benfiquistas", que passaram um Natal absolutamente tranquilo depois de se livrarem da perspectiva e do terror de - em Maio - perderem finais atrás de finais, agora, e a menos que Luís Filipe Vieira venda em Janeiro um dos cachopos 'Made in Seixal' ao desbarato, até podem entrar no ano novo sem stress de nenhuma espécie. O campeonato, como todos sabemos, está perdido desde que eles começaram a vaticinar o apocalipse assim que o Urretaviscaya foi vendido ao desbarato e ver o Tetracampeão chegar vivo a Janeiro, perante a metralha que o cerca por todos os lados, já é um milagre que poucos talibans da internet conseguirão explicar. Falta esse penoso Setúbal-Benfica para encerrar o 2017 antes da chegada do 2018 que está a pôr em brasa os foliões. Com ele, inevitavelmente, chegará a dura realidade e as costumadas desilusões.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

A diferença está no treinador...

O professor Rui Vitória - como gosta de lhe chamar o Pedro War para meter jorge lagarto no lugar - recusa-se a fazer balanços de fim de ano e eu acho que ele tem toda a razão. Os balanços fazem-se, internamente, no segredo dos gabinetes, e em publico, somente no final da época. Outra coisa são os comentadores, especialistas e os abalizados paineleiros que vivem dos balanços, balancetes, macetes e, sobretudo, das previsões que, no caso da maioria, mudam - semana sim semana não - à medida dos desejos de cada um...Eu também gosto de balanços, mas como não sou vidente e de bola só entendo bem as que entram na baliza dos adversários do Benfica, divirto-me muito mais a fazê-los, analisando e seguindo à risca o que nos ensinam os expert da bola nacional...

Ao fim de 14 jornadas já podemos afirmar - com total segurança - que todos (a esmagadora maioria dos analistas) os que previram o passeio triunfal do lagartedo e do seu treinador, acertaram em cheio na mouche. O sporting do Campo Grande tem mesmo um grande plantel, jogou maravilhosamente na Europa, e em Portugal continua a passar a ferro os adversários. Sairam somente Slimani (apenas à terceira jornada) e João Mário, devidamente compensados com as dezenas de craques que aterraram no alvalixo. O novo Garrincha (Gelson) arrasa todas as semanas e o Bas Dost até marcou um golo ao Benfica. O prémio bola está cada vez mais à mão.

Najantas mora - segundo as mais recentes avaliações dos especialistas - o "melhor futebol da liga".
Mas nem sempre foi assim. O foculporto e o padre Nuno chegaram a ter algumas dificuldades para desenhar o maravilhoso quadro que nas ultimas semanas passou a ser consensual em Portugal. Mas o que é que mudou assim tanto para que os desenhos do padre Nuno desaparecessem da ordem do dia? As arbitragens, obviamente. Logo que a choradeira começou a marcar pontos...

Com o Braga - penalti e expulsão ao minuto 35; golo da vitória aos 96 mts. Com o Feirense - penalti e expulsão logo aos três minutos de jogo. Marítimo - minutos finais de credo na boca a queimar tempo....e Chaves, com o foculporto a perder até aos 72 minutos. Três vitórias tangenciais e uma folgada, em Vila da Feira, a jogar contra 10. É este o resumo da equipa que «joga o melhor futebol da liga»!!!

Na Luz, o primeiro balanço fez-me perceber que o Tricampeão Nacional se reforçou imenso com as saídas de Gaitan e Renato Sanches! Quando eu observo a choradeira com as 'ausências' de Slimani e João Mário (e de Adrien durante três jogos) e o absoluto silêncio que a partir do momento em que o Benfica chegou ao topo do campeonato se instalou nos fóruns da bola, não posso concluir outra coisa! A juntar a Renato e Gaitan, há que contabilizar a enorme vantagem que foi para o Benfica jogar sem o melhor jogador do campeonato; Jonas, o rei dos goleadores! E as muitas lesões que - segundo os mesmos especialistas -  foram uma sorte que permitiu ao Benfica retirar daí grandes proveitos, podendo rodar tranquilamente o plantel.

Grandes vantagens que foram evidentes também na arbitragem - com performances dos homens do apito absolutamente fantásticas. Em casa com o Setúbal, logo na segunda jornada; manuel oliveira - perda de 2 pontos. Em Arouca, com fabio verissimo ao mais alto nível. Em Chaves, onde tiago martins fez tudo o que pode, mas não pode. Na Madeira, frente ao Marítimo, onde o vasco santos levou para casa os três pontos da mala. No Estoril, com muita mas muita (bruno) paixão. E ontem - frente ao Rio Ave - em que rui costa nos maravilhou a todos com mais uma daquelas arbitragens à antiga portuguesa. Chorou-se baba e ranho na zona de Contumil, tal a nostalgia que ali se instalou!

Confirma-se que o Benfica só é forte contra os fracos; 7 pontos nos últimos três confrontos com sporting e clube da fruta. 

É espantosa a facilidade com que se continuam a mostrar cartões amarelos a jogadores do Benfica.

A sportv está cada vez mais parecida com o rascord.

O próximo clássico entre os compadres do cuspe e da fruta arrisca-se - pela segunda época consecutiva - a voltar a ser um amigável; agora com vontades e desfecho diferentes. 

Rui Pedro Brás já está outra vez em condições de garantir que o Jonas não volta a jogar este ano.

É muito provável que, na zona do campo Grande, a temperatura desça até uns agradáveis 11 graus negativos...

E que obrigar jogadores profissionais a dar explicações a bandidos e cadastrados passou a ser algo perfeitamente normal.

Frase do ano - «a diferença está no treinador»