Mostrar mensagens com a etiqueta campeonato europeu de clubes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta campeonato europeu de clubes. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Sobre o futuro Campeonato Europeu de Clubes.

Por José Albuquerque

Nestes últimos dias, voltaram a proliferar as notícias e comentários sobre aquilo que tudo indica que será o futuro Campeonato Europeu de Clubes (CEC), jogado a duas voltas e todos contra todos.
Os Leitores do GUACHOS sabem bem como eu tenho defendido esta fórmula, desde sempre e cada vez mais, como a única alternativa para os principais clubes do lado de cá da Mancha, conseguirem disputar o mercado mundial à BPL (Primeira Divisão Britânica), impedindo que a velha Albion venha a controlar, a longo prazo, todo o futebol que não envolva as selecções.
De facto e até agora, a FIFA e as estruturas continentais do “desporto rei” só têm equacionado soluções que, por passarem pelo crescente número de países nas fases finais dos campeonatos continentais e no campeonato mundial, nunca poderão ter o apoio dos principais clubes, que são a verdadeira força motriz deste desporto, chegando ao ridículo de surgirem propostas em que esses torneios poderão durar até dois meses e ser disputados, simultaneamente, em todos os países seleccionados.

Não é necessário ser um “Alvin Tofler” para perceber que, no longo prazo, não há nenhum desenho da evolução do futebol ao mais alto nível que passe por nacionalismos (mesmo os que não são bacocos), tal como já todos vimos que o crescimento da BPL é absolutamente imparável, constituindo, já hoje, um factor de distorção do mercado europeu, uma vez que o seu vigésimo clube, em poder económico, já tem orçamentos para competir com todos os clubes da Europa continental, à excepção dos dois maiores de Espanha e dos mais ricos de Alemanha, França e Itália, somando cinco clubes no total.
E esta realidade só pode ser alterada, pontualmente, através da entrada de “bilhardários” (que não se divorciem, como no caso do russo que comprou o Mónaco), que considerem um tipo como o Peter Lim um engraçado proletário.
Estruturalmente e a longo prazo, só há uma solução para reequilibrar o “Mercado Mundial do Futebol” e essa é, indiscutivelmente, a criação de um verdadeiro CEC, que inclua os principais clubes do continente (veremos se os maiores de Inglaterra se quererão juntar, eu creio que sim), disputado de sexta a domingo, com desafios a todas as horas do fim de semana, composto por “duas voltas” e com esses clubes a jogarem com todos os outros.
Na minha humilde opinião, só este tipo de alternativa poderá permitir que todos os clubes participantes recuperem um poder económico que lhes permita competir com o vigésimo clube que participa na BPL de hoje e esse será um factor essencial para que o futebol se mantenha como “Desporto Rei” na Europa.

Não sei se sabem, mas os primeiros projectos que laboraram este conceito datam da década de 90 do século passado (recordam-se da formação dos G14, G18, etc.?) e, lembro-me muito bem, como nesses tempos era o clube andrupto que representava Portugal nesses areópagos, claro que os anti defendiam o conceito com unhas e dentes e nunca, nunca choravam pela “verdade des_portiva”, nem pelo “fim do futeluso”: a essa cáfila já estava de bom tamanho verem o Glorioso arredado do lugar que é seu por direito – o de Maior Clube de Portugal e da Lusofonia.

O que não me entra na caixa craniana é que, agora que esse horizonte se aproxima a passos largos e que o Nosso Clube já não pode ser deixado de fora dessa competição, apareçam Companheiros Nossos a tentar “parar a ventania com as mãos”, prestando-se a fazer o serviço dos anti ao ecoarem todos os argumentos mais parvos com que aqueles tentam, em desespero, parar o caminho inexorável da História.
Há dias, o Companheiro Abidos de OINDEFECTÍVEL, reproduzia um choradinho da autoria do vítor dos croquetes (a borla), que mais não era do que uma repetição de todos os principais males do “futeluso” (excepto o anti Benfiquismo e as grosseiras afrontas à Verdade Desportiva feitas a favor de osgalhada e andruptos), como se os erros nacionais internos pudessem servir de argumentos contra uma realidade que, reconheçamo-lo, é imparável. E que o seria, ainda que o “futeluso” fosse um conjunto de competições perfeitamente organizadas, absolutamente isentas de erros e, naturalmente, livres do anti Benfiquismo que grassa por todas as instituições que o comandam, ou lhe constroem o cenário de fundo.

Claro que o futebol em Portugal definharia se o Glorioso deixasse de participar nas competições internas e é isso que dos deixa, aos anti, na mais profunda depressão.
Tenham calma, cambada!
O Glorioso e os seus milhões de Sócios e Adeptos vão continuar a “alimentar-vos” um pouco, já não será é com a Nossa Equipa de Honra, uma vez que essa irá competir, não tenho a menor dúvida, com os outros clubes que querem defender o Futebol como o verdadeiro “Desporto Rei”, em vez de um mero instrumento para tentar impedir o crescimento e o desenvolvimento do Maior Clube de Portugal e da Lusofonia.

Claro que a Nossa Equipa B irá participar na principal liga portuguesa e, talvez, venhamos a criar a Nossa Equipa C, para abrilhantarmos a liga Ledman Pro.
Claro que o Sport Lisboa e Benfica continuará a participar, com as suas Equipas dos escalões etários mais jovens, em todas as competições oficiais em Portugal.
A diferença estará que e só que, com a sua Equipa de Honra, o Glorioso irá representar o país e toda a lusofonia na maior e mais conceituada competição de clubes à escala planetária e fá-lo-emos com toda a responsabilidade e patriotismo.
Mais do que isso e enquanto um dos melhores e mais credíveis clubes do mundo, o Glorioso continuará a pugnar pela credibilização de todas as competições internas nas quais participem as suas Equipas, seja em que escalão for e seja em que modalidade for, mas sem se inibir de, caso surjam as oportunidades, incentivar à criação de outras competições entre os principais clubes europeus, além de intervir na respectiva exploração dos direitos de transmissão televisiva desses eventos.

E, ainda e sempre com a maior humildade, eu exorto os clubes que vierem a fundar o CEC a equacionarem que papel querem desempenhar na exploração dos direitos de transmissão televisiva dessa prova. Ou de outros campeonatos, de outras modalidades, ou de outros escalões etários, que venham a desenvolver.

A ver se nos entendemos todos …
Quem #mandanistotudo são as audiências e, em função delas, os patrocinadores!
Os clubes, perdão, os principais clubes do continente, enquanto aglutinadores dessas audiências e espoletas de todo o fenómeno desportivo, têm o dever e o direito de comandar a execução de “produtos”/”conteúdos” desportivos à altura das expectativas das audiências, usando a UEFA apenas e só como instrumento de regulação dessa oferta e meio de promover o futebol à escala continental.

Entendemo-nos bem?   

Viva o Benfica!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

O futuro Campeonato Europeu de Clubes.

Por José Albuquerque

Ao longo dos últimos dois anos e meio, este blogue divulgou uma quantidade de ideias e sugestões que bem poderiam (e deveriam, digo eu) servir de inspiração para qualquer Companheiro que entenda (re)candidatar-se aos Nossos Corpos Sociais e há, nessas páginas, propostas de todos os tipos e para todos os gostos.
Aliás e com a permissão do Guachos, do Mathayus e de todos os Leitores, aqui vou deixar o convite a alguém que tenha tempo disponível, para que promova uma recolha de toda essa vasta informação (vai dar trabalho, mas nós somos novos, ahahah) e, depois, uma ou duas vezes por ano, repetir a publicação de toda essa criatividade, como forma de a ir seleccionando, enquanto se estimula o salutar hábito de “Benficar”, no sentido de pensar o Nosso Clube.

Pelo meu lado e humildemente, eu continuo a sentir que o Glorioso, enquanto comunidade intergeracional, multicultural e plurinacional de Valores fundamentais e fundacionais, persiste ainda muito aquém dos seus limites de crescimento, razão pela qual considero que continuaremos longe de cumprir o Nosso Benfiquismo enquanto não investirmos o suficiente em projectos (cuidadosamente estudados e seleccionados) que apontem para que possamos, de facto, testar esses limites, quer desenvolvendo a participação dos Sócios e Adeptos, quer promovendo a divulgação de cada vez mais modalidades de prática desportiva, quer ampliando o âmbito espacial do Nosso Parque Desportivo.
Desde o exemplo mais unânime da Benfica FM, a uma Secção de Ciclismo (de estrada, pista e BMX) que viabilizasse, a prazo, a criação de Equipas de alta competição no Clube, à realização de eventos (eu adoro o conceito dos Nossos Campeonatos de “Sueca”) do tipo de “Congressos”, a criação de espaços para os chamados XGames, a formação de Árbitros (em todas as modalidades), a formalização de uma política de discriminação positiva ao desporto praticado pelas Nossas Companheiras, etc., etc., etc.

De cada vez que eu me lembro de reflectir sobre estes assuntos, a minha maior dificuldade é parar de identificar projectos e/ou conceitos que, associados à Nossa Marca, certamente revelariam potencial de sustentabilidade a longo prazo, condição necessária e suficiente para merecerem um estudo rigoroso e, eventualmente, algum investimento inicial do Benfica.
É claro que o futebol em geral e as suas (duas, por agora) Equipas profissionais vão continuar a constituir o Nosso “core business”, o que me parece implicar uma progressiva maior ambição na sua Gestão: não só estamos a falar da modalidade mais popular do Clube, como aquela em que maiores investimentos foram (e serão) realizados, aquela em que o Benfica parece deter um know-how mais desenvolvido no sentido da respetiva sustentabilidade (tantas palavras para dizer ... “Fábrica”) e, finalmente, aquela que pode libertar os recursos financeiros que hão de financiar todos os outros investimentos.

Ora bem ... depois desta longa, mas necessária, introdução, creio que ficou bem demonstrada a importância determinante de equacionar e repensar o futuro a longo prazo do Nosso futebol profissional.

Coerência, a pedra de toque da Gestão.

Qual é, para Nós, a maior restrição ao desenvolvimento do Nosso futebol?
Eu diria que é a pequenez (quantitativa) do mercado e (qualitativa) das competições internas e espero que quem não estiver de acordo me corrija na caixa de comentários.
Há mais clubes nacionais aos quais essa restrição também afecta, embora numa menor dimensão?
Sim! Todos os que ambicionarem ter orçamentos que contem com as receitas das provas da UEFA e/ou que pretendam realizar , rotineiramente, proveitos (ROPA) com a venda de passes de atletas.
E, em outros países europeus, há outros clubes aos quais se colocam o mesmo tipo de problemas, especialmente quanto à menor dimensão dos seus mercados internos e quando têm de competir com os clubes de Itália, França, Alemanha, Espanha e, sobretudo, da Premier League?
É evidente que sim! Todos os melhores clubes da Bélgica, Holanda, Dinamarca, Escócia, Grécia, Suíça, Sérvia e Áustria, pelo menos (países como a Turquia, a Polónia, a Hungria, as repúblicas Checa e Eslovaca, a Bulgária, a Ucrânia, outros países dos Balcãs e do Báltico, além da própria Irlanda), vivem num bloqueio de competitividade quando comparados com as maiores “potências” europeias.

Se pensarmos bem e em resultado do soberbo desempenho da Premier League, cujo sucesso à escala mundial e em termos de direitos televisivos, ameaça até a própria liga italiana a como que “descer um degrau”, nenhum clube daquela longa lista de países pode aspirar a ser competitivo com os clubes mais ricos dos 4 maiores campeonatos, especialmente os da Premier League.
Os Leitores mais assíduos do GUACHOS sabem que é por isto que eu venho defendendo que a UEFA, querendo impedir o “quase monopólio” da BPL e garantir que o futebol seja sustentável à escala continental, só tem uma solução viável: criar um verdadeiro Campeonato Europeu de Clubes (preferivelmente 2, com uma “2ª divisão”), a duas voltas e “todos contra todos”, esperando que a partilha desse mercado global, especialmente no tocante aos direitos de TV, viabilize um salto positivo na competitividade para fora dos tais 4/5 “campeonatos ricos”.

É óbvio que eu não espero que este projecto possa vir a ser apoiado pelos clubes da Premier League, além de que também os clubes espanhóis (a menos que a Catalunha se torne independente), alemães, franceses e italianos, só se motivariam a participar no caso de verificarem que a experiência já tinha sucesso, razão pela qual eu acredito que a iniciativa, embora não ignorando esses países, terá de partir dos outros.

Ora eu acredito que os principais clubes nacionais são, entre todos (talvez na companhia do Olimpiacos), aqueles a quem um tal projecto deveria mobilizar, arrastando a LPFP, a própria FPF e, até os clubes sem ambição de acederem às provas da UEFA, uma vez que poderiam ver mantidos os chamados “grandes” no campeonato nacional (através das suas equipas B), transformado numa competição também ela muito mais competitiva.

O “embrião” do futuro Campeonato Europeu de Clubes.

Com uma designação do tipo Copa de Clubes Europeus, parece-me completamente possível montar e organizar uma dupla competição (1ª e 2ª divisões) entre os principais clubes de Portugal, Grécia, Escócia, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Suíça, Áustria e Sérvia, com impacto mediático claramente compensador (porque os custos também serão maiores) quando comparado com as respectivas aturais competições internas e com a vantagem desses clubes nem sequer terem de as abandonar, podendo nelas participar com as suas equipas B.

Se as “Ligas” e Federações nacionais destes países aproveitarem uma tal oportunidade para, profissionalmente, desenvolverem um “produto” verdadeiramente competitivo (estamos a falar de um mercado “interno” de uma centena de milhão de consumidores, com importante potencial de “exportação”), não só os seus melhores clubes se vão poder aproximar do poder económico dos chamados “tubarões”, como, acima de tudo, demonstrar a viabilidade do único conteúdo futebolístico capaz de poder competir com a BPL à escala planetária.

Pensem neste conceito, Companheiros. Sintam-se à vontade para o melhorar e detalhar, dando respostas pertinentes aos primeiros obstáculos (como a qualificação para a Champions e a Euroliga actuais). Assumam, pelo menos um de vós, o papel de advogado do diabo e contribuam com todos os contrargumentos possíveis e imaginários. Falem deste conceito ao desgraçado do “cabeça d’unto” a quem o chão vai fugindo debaixo das patas (eu garanto que prescindo de quaisquer direitos de “autor”, ahahah).

Sinceramente e enquanto Benfiquista, eu não tenho a menor dúvida de que este degrau intermédio pode ser a solução para chegarmos, a longo prazo, ao desejado Campeonato Europeu de Clubes e foi por isso que tenho insistido junto do Presidente para que ponha alguém a trabalhar o conceito.
Somos um Clube que é maior que Portugal e que tem uma imensa audiência potencial na Europa central (em todo o planeta também) e que já comprovou a necessidade de prosseguir uma estratégia de internacionalização da Nossa Gloriosa Marca.
E ... temos um comprovado e inovador know-how consolidado na Nossa própria televisão (a BTV tem de ser omnipresente em tudo o que pensamos e fazemos), que pode ser determinante no germinar deste projecto.

Reparem e pensem no que é que levou a própria BPL a implementar (e financiar) a chamada “international Premier League”, para equipas sub23 e na qual temos participado, brilhantemente, diga-se, com um misto das Nossas Equipas B e sub19.

Vai ser por este caminho que vamos garantir a sustentabilidade, a longo prazo, do processo que Nos há de fazer regressar ao pináculo dos clubes europeus.

Votos de um Natal à Benfica, para todos os Leitores do GUACHOS VERMELHOS.

Viva o Benfica!