Por José Albuquerque
Quanta barbaridade já li sobre o tema da próxima AG de Acionistas da Nossa SAD, caramba!
Quanta barbaridade já li sobre o tema da próxima AG de Acionistas da Nossa SAD, caramba!
E quanto silêncio, sobre isto, na Sempre Nossa BTV …
Bem sei que o assunto não é nem fácil, nem de simples e universal comunicação, mas … há que tentar, pelo menos!
E se o não fizerem agora, terão, na minha humilde opinião, de o fazer logo após a confirmação da operação, no próximo dia 15 de março, dia da AG Extraordinária da Nossa SAD.
Já agora e se não for pedir muito, não entreguem a tarefa ao Companheiro João Tomaz, que já desperdiçou, no “Uma semana do Melhor” a sua oportunidade: ou fazem uma entrevista esclarecedora com o DSO, ou convidem o Companheiro Pragal Colaço, por favor.
Se não o fizerem, vão ter de pagar o preço da desinformação que vai ser lançada por toda a corja de “antis”, “dragartos”, “Taliban” e RGS incluídos!
Companheiros,
Como já perceberam, eu posso ainda não ter uma opinião técnica final sobre este assunto tão importante na vida do Clube, mas não me falta convicção sobre a necessidade imperiosa de o ver tão esclarecido quanto a capacidade dos Benfiquistas o permita: desde o mais ignorante sobre estes assuntos, aos mais habilitados TOC e ROC, todos têm de poder ficar esclarecidos e para que não possa medrar a campanha de desinformação que adivinho.
Tarefa fácil?
Não, Companheiros: trata-se de uma matéria que atinge um nível de sofisticação fora do meu próprio alcance, ao meu nível de conhecimento sobre as Nossas “Contas”. Por isso, para vos não exaurir com demasiadas barreiras técnicas, nem correr o risco de ter de especular sobre hipóteses (por desconhecimento de vários “números” específicos), vou ficar-me pela explicação do que é verdadeiramente essencial.
Assim e antes de mais …
EM TERMOS DE “GRUPO” BENFICA, TUDO FICA IGUAL!
Sim, meu Caro Companheiro João Tomaz: tudo vai ficar “igual”, mas isso não chega para travar a onda de desinformação que se adivinha!
De facto e se desprezarmos os custos burocráticos da operação, serão nulas as consequências quantitativas para a face empresarial e económica do Glorioso.
Mais uma razão para que toda a operação seja explicada com o detalhe que os Benfiquistas “suportarem”: muitos “adormecerão” em 10 minutos, outros “aguentarão” até meio e, finalmente, alguns quererão conhecer até o mais ínfimo detalhe, ou não fossemos um Clube Plural e Universal.
ENTÃO, SE FICA TUDO “IGUAL”, PARA QUE É QUE SE FAZ ESTA OPERAÇÃO?
E TU, JOSÉ, ESTÁS DE ACORDO COM ELA?
Sim, à partida e tanto quanto conheço da realidade, vou votar a favor da operação!
E isto em coerência com o facto de, também, ter apoiado a “Fusão” da Benfica Estádio na Nossa SAD, há uns anos e numa operação quase “inversa” da que, agora, é proposta. Mas deixemos isso para mais tarde …
Esta operação poderá servir vários objectivos, entre os quais destaco: (1) para reduzir os previsíveis lucros “exagerados” da Nossa SAD, a partir do exercício de 2019/20 e (2) para consolidar a “transferência” da Nossa SAD para o Seixal, libertando-a do acessório para a sua actividade primordial, que é o Futebol.
Sim, porque discutir a “posse” da Nossa BTV ou, ainda pior, da Nossa Catedral (e dos pavilhões e da envolvente comercial, do Museu, etc.) é paleio de sanzala que só interessa aos (anti, dragartos, Taliban, RGS e quejandos) que fazem do sectarismo, do obscurantismo e da demagogia as únicas armas contra o Nosso Clube.
Tal como acontecera, há uns anos, quando da operação de fusão, momento em que alguns, como o Companheiro Benfica Eagle (à época ainda escrevendo no antigo “Fórum Benfica”, onde também escrevia o nosso Guachos Vermelhos) imaginavam espantalhos que afastavam a Catedral do Nosso Clube (deve ser por isso que, essa ave, anda tão calada sobre este tema, ahahah).
E não, nunca a Catedral esteve na “posse” do Clube!
Ela foi construída pela Benfica Estádio, S.A., de onde nunca “saiu”, nem vai, agora, “sair”!
Razão, óbvia, pela qual (felizmente, eu diria) esta operação não vai ser votada em AG do Clube e é “reservada” aos Acionistas da Nossa SAD (maioritariamente detida pelo Clube)!
Razão, óbvia, pela qual dela não decorre nenhum “aumento do endividamento” do Nosso Clube!
Enfim … deixemos essa amostra de tentativas de desinformação (uma minoria das quais admito terem sido não intencionais, como a do Companheiro “Benfiquista Crítico”), tanto mais que os Leitores do GUACHOS puderam ler a Convocatória da AG Extraordinária da Nossa SAD, cuja divulgação este blogue garantiu, e conhecem, em síntese, do que se trata efectivamente.
E se não a leram, ainda, basta descerem alguns post e vão lê-la, por favor!
O ESSENCIAL.
Da aprovação desta proposta vai resultar, a partir de 1 de julho de 2019, que a Benfica Estádio, S.A. e a BTV, S.A. vão sair (com todos os seus Ativos e Passivos) da Nossa SAD (quase poderíamos falar de um “Spin Off”), cujo capital não é do Clube a 100%, para a órbita direta da Benfica S.G.P.S. que é detida pelo Clube em 100%.
Por isso e em linguagem de café, podemos dizer que a Catedral e a BTV passam a “pertencer ao Clube em 100%”.
Em contrapartida, a Benfica S.G.P.S. pagará, ao longo de 25 anos, o valor de €99.270.000,00, acrescido dos juros à melhor (mais baixa) taxa obtida pelo Grupo Benfica.
Claríssimo e bastante simples!
E, à partida, muito em favor de todos os Sócios do Glorioso!
Sem “espinhas ou espinhos”?
Claro que não!
Tal como, quando da fusão, a operação foi feita para solucionar a grave insuficiência dos Capitais Próprios da Nossa SAD, incorporando-lhe um Ativo (subavaliado) superior ao Passivo, agora, esta operação pela qual a Nossa SAD vai perder Ativo (muito subavaliado) superior ao Passivo, implica que ela – a Nossa SAD, vai “perder valor”.
Vai perder o mesmo valor que vai ser ganho pela Nossa S.G.P.S., que é detida pelo Clube a 100%!
Se a isto conseguirmos adicionar o desarme da (já planeada, que ninguém duvide) campanha de desinformação anti, completamos tudo o que, de essencial, há a sublinhar sobre este assunto.
COMO “DESARMAR” OS ANTI E A DESINFORMAÇÃO?
É simples!
Basta apresentar, antecipadamente, os impactos previsíveis sobre as “Contas” da Nossa SAD!
Acima de tudo e principalmente, há que explicar aos Benfiquistas que não vão poder comparar as “Contas Consolidadas da Benfica S.A.D. em 2019/20 com as que vão ser apresentadas neste próximo “R&C” (referente ao exercício anual que vai terminar em 30 de junho de 2019.
É que, por mais óbvio que isto seja, eu aposto que toda a corja de anti vai alinhar por este diapasão e alegar que “o Ativo do Benfica está em descalabro”, “as receitas do Benfica desceram muito” e outras aldrabices quejandas.
Assim, Companheiros, qualquer comparação de “Contas” ao nível da Nossa SAD terá de ser feita, a partir de 1 de julho próximo, com as anteriores “Contas” sob o título Individual, face à “saída” das duas (maiores) Empresas que, hoje, são integralmente consolidadas.
(A partir daqui, todos os Leitores que não querem saber das Nossas “Contas”, podem deixar de ler. Aos outros, sugiro que abram uma página com o “R&C” relativo a 30 de junho de 2018)
CONTAS INDIVIDUAIS DA NOSSA SAD (em 30 de junho de 2018).
Se verificarem, na página 81 do “R&C”, à direita do quadro (na parte “Individual”), vão encontrar em “Investimentos em Participadas” os cerca de 99M€ que vão ser trocados pelo crédito que vai ser concedido à SGPS para pagamento da operação. Neste ponto (os outros investimentos em participadas – na Benfica Saúde e na Benfica Seguros, são de valor diminuto), tudo fica quase “igual”, resumindo-se a uma “troca” de valores do Ativo.
Mas se olharem para a área esquerda deste quadro (Consolidado), quer nos Valores do Ativo, quer nos do Passivo, vão verificar que há diferenças substanciais e são essas mesmas que vão atrair a corja de anti para as usarem contra o Benfica.
E, por favor, recordem que essas diferenças serão ainda maiores e impossíveis de prever com total rigor, dado que a operação se dará às zero horas do dia 1 de julho próximo (só a Nossa SAD já deve ter uma previsão muito rigorosa das “Contas” das duas empresas reportadas a 30 de junho próximo). Serão inúmeras as contas, quer do Ativo, quer do Passivo, quer de Proveitos, quer de Custos (as primeiras – Ativo e Proveitos, bem maiores que as segundas) a ser afetadas pelo “Spin Off”.
Mas os impactos mais significantes serão notados ao nível das Demonstrações de Resultados (“Contas de Exploração”, pela moda antiga), por afetarem várias linhas dos Custos e Proveitos da Nossa SAD. Proveitos esses que são e serão bem maiores que os Custos.
E é por isso que esta operação vai permitir reduzir os “Lucros excessivos” que a Nossa SAD tem apurado nos anos recentes!
Ou seja: que grande lição levei da Nossa Administração, depois de andar a alertar para este “desequilíbrio” positivo (exagerado) nas Nossas “Contas”, desde há cerca de cinco anos, ahahah!
Preocupava-me eu com o que poderia suceder após a recuperação integral dos Nossos Capitais Próprios, caso se mantivessem os níveis médios de “Lucros” dos cinco últimos exercícios, incluindo a hipótese de surgimento de uma OPA hostil atraída por essa expectativa de dividendos.
É que, no final deste exercício (30 de junho) é previsível que o Nosso Capital Social (115M€) esteja integralmente recuperado, sendo igualmente previsíveis futuros Resultados positivos e a natural expectativa de distribuição de dividendos por parte dos Acionistas. De todos eles e não só do Clube e da SGPS!
O desaparecimento (nas contas consolidadas da SAD) desse saldo positivo (Proveitos menos Custos) da exploração das duas empresas – a Benfica Estádio S.A. e a BTV S.A.), vem limitar, substancialmente, aqueles meus (antigos) receios, facilitando a tarefa de manter os “Lucros” da Nossa SAD em níveis menos exagerados.
Sobretudo quando se anuncia uma estratégia de “controlo das Operações (vendas) com Atletas”, retendo o talento existente por prazos crescentes,
E COMO FICA O FAIR PLAY FINANCEIRO?
Pois, é esse o “busílis” da questão!
Com uma queda dos Proveitos Operacionais (sem Operações sobre Passes de Atletas) e um previsível crescimento dos salários dos Atletas (condição sine qua non para a retenção de talento), pode estar “ameaçado” um dos critérios principais do FPF: que os custos salariais sejam inferiores a 70% dos proveitos operacionais, ratio que foi de 58% no exercício 2017/18.
CONCLUSÃO.
A QUALIDADE, A CREDIBILIDADE E O PROFISSIONALISMO QUE CARACTERIZAM A Gestão Empresarial do Grupo Benfica desde há mais de uma década, permitem-me concluir (e confirmá-lo-ei na AG) que todas as variáveis que vai ser necessário controlar, no melhor interesse do Clube e no respeito da legalidade, FPF incluído, o vão ser e a preceito, continuando a garantir a sustentabilidade do Nosso Crescimento e Desenvolvimento futuro, para Nosso gáudio, TODOS UM, e desespero de toda a corja de anti, dragartos, Taliban e RGS incluídos.
Viva o Benfica!