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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Finalmente, setembro.

Por José Albuquerque

Já por aqui escrevi, em breves comentários, que creio que esta janela de transferências foi, desde que me lembro, a que mais determinada foi pela situação económica e financeira do Glorioso e dos outros dois clubecos que a mérdi@ nacional insiste em chamar de “grandes”. E foi nesse sentido que fui insistindo com os Leitores para que relessem aquelas três partes do texto em que fiz uma previsão das “contas” (para o exercício económico de 2015/2016), por forma a minimizar o grau de surpresa face aos acontecimentos.

Mantenho essas previsões?
Absolutamente e com um só possível ajustamento: o facto de a osgalhada ter, finalmente, vendido dois dos seus principais titulares, implica que este próximo exercício (2016/17) lhes garanta um resultado positivo (“lucro”), razão que lhes pode sugerir o registo contabilístico antecipado do prémio UEFA (pela presença na fase de grupos da CL) no exercício findo em junho, numa prática que era habitual nos andruptos (quando se qualificavam automaticamente) e que pode reduzir em 12M€ o prejuízo de cerca de 28M€ (reduzindo-o para 16M€) que estimei no já referido texto.
Tudo o resto que vos escrevi nesse texto, mantenho em absoluto, embora com todo o respeito pelas sugestões que alguns Companheiros me fizeram naquela oportunidade.

E como é que essas estimativas e a realidade económica que as determinou, influenciaram os comportamentos das SAD’s em causa?
Todos testemunhámos o à vontade com que o Glorioso enfrentou, atempadamente, este mercado: fizeram-se as aquisições capazes de garantir o crescimento do Plantel e, depois, fez-se uso de um extremo cuidado (Danilo) e do necessário músculo disponível (Rafa), já na fase final do calendário. Na minha humilde opinião, foi uma abordagem impecável, sobretudo pela estabilidade garantida, resultando num Plantel que eu acredito que terá deixado a Equipa Técnica radiante de ambição.
Naturalíssimo o humilde comportamento dos andruptos (escusavam era de cometer alguns erros crassos), antecipando aquilo que vai ser um forte “downsizing”, inevitável sem a entrada de novos accionistas.
E quanto à osgalhada?
Bem ... assistimos a um processo em duas fases: uma primeira caracterizada pela compra de algum lixo e, depois de asseguradas as 2 vendas que conhecemos, a folga necessária para bater o record de investimento num substituto do “suleimane” (slimani, em dialecto batráquio) e dois empréstimos de outros tantos belíssimos atletas.

E, afinal, o Al Calotes sempre vendeu ... e vendeu muitíssimo bem, diga-se em abono da verdade!
Vendeu bem não só porque não necessitava de vender (calma, já lá vamos), mas principalmente porque ele não queria vender, ou, pelo menos, já sabem que esta é a minha tese.
É verdade que o aldrabiscas lá teve de engolir aquela mirabolância dos “80 milhões”, um tipo de mentira que só serve para enganar carneiros (e dos amblíopes, ahahah), mas vendeu e muito bem o melhor futebolista que lá tinha, além de ter enganado os iniciados de Leicester, entregando-lhes gato (um fiteiro cotoveleiro cujo rendimento vai cair muito, agora que lhe vai faltar a Protecção da BOIADA nacional) a preço de coelho.
Parabéns ao brunalgas aldrabão e à pandilha que gere a osgasad!
Mas ainda maiores felicitações aos bancários que continuam a deixar-se enrolar por aquela cambada: esses vão ganhar um ano em que vêem reduzir-se um pouco o tamanho da fraude em que caíram (a coisa talvez dê para quase pagar os cerca de 35M€ que eu estimo devem estar a “descoberto” em 30 de junho) e, melhor que isso, vai dar para eles contabilizarem (receber será muito mais difícil) os juros sobre as VMOC’s e outros mútuos, fazendo com que a demonstração de resultados da osgasad, em junho de 2017, tenha uma rubrica de “Custos Financeiros” com uma aparência menos anormal, quase sugerindo que, afinal, os caloteiros não beneficiam de um perdão tão escandaloso como todos sabemos que ele, de facto, é.

Mas, ó Zé, que foi isso de escreveres que a osgalhada não necessitava de vender?
Companheiros, quem não tem de honrar compromissos, ou, para cumprir os mais urgentes, conta com a disponibilidade bancária “a descoberto” (e, por cima, só com 4,5% de taxa de juro ... a acumular ao descoberto), obviamente que se está cagando para se tem, ou não (e não têm!), tesouraria para realizar esses pagamentos.
Uma vez mais repito que a situação é tão escandalosa que, do ponto de vista estrito do Gestor, a osgasad deve fugir de ter lucro (tê-lo implica ter de “pagar” juros), pelo que deve fugir de realizar mais valias em ROPA.
Perceberam?
É que foi esse à vontade, pináculo do espírito caloteiro, que explicou o comportamento do “inflexível negociador” (ele não queria mesmo vender e poderia não tê-lo feito) e sustentou o inegável sucesso alcançado.

Aliás e se me permitem o desvio ao tópico, é por isso que eu considero absurdos os tantos textos escritos por Companheiros na vã tentativa de justificar que, por mais que vendam, as osgas pouco recebem em caixa: não só não é verdade, tecnicamente, como é indiferente ...
Claro que a maioria esmagadora desses Companheiros, por inocência técnica, deixam-se tentar pelas regras da normalidade e, assim, desatam a raciocinar como 99 em cada 100 sociedades. Infelizmente para eles, a osgasad é a centésima dessas sociedades e goza de um sistema de benesse bancária tão forte que não só subverte a Verdade Desportiva, como inquina esses raciocínios mais elementares.
Já o Companheiro Benfica Eagle não beneficia dessa mesma desculpa (a ignorância) e eu só consigo interpretar os seus textos demagógicos sobre a situação de tesouraria da osgalhada, uma vez que todos sabemos que ele escreve no blogue mais lido pela carneirada, a maioria dos quais são bem capazes de se iludir com textos inqualificáveis como um que me enviaram recentemente.
Para ser curto e grosso, tratem de esquecer a situação de tesouraria da osgasad, pelo menos até que apareçam sinais concretos de que os bancários enganados já foram despedidos e substituídos por gente competente capaz de defender os interesses reais dos seus accionistas. Até lá, não percam mais tempo.
Tal como, quanto aos andruptos, coisa similar pode vir a ocorrer (com um apoio/antecipação da MEO, por exemplo), razão pela qual eu insisto convosco para que, de uma vez por todas, esqueçam essa “ótica de tesouraria” (raciocinando em termos de “receitas e despesas”), cingindo-se a uma ótica económica (com “proveitos e custos”), muito mais fáceis de estimar, controlar e analisar.

Mas, podem perguntar-me, nesse caso e com benesses desse tipo, a osgalhada (ou os andruptos) não pode tornar-se imbatível?
Não exageremos, Companheiros!
Se continuarmos a Vencer a “Batalha Económica” (gerindo ao nível dos anos recentes e baixando sustentadamente a “factura bancária”), osgalhada e andruptos não conseguirão fazer-Nos frente sustentada, a menos que venham a ser vendidos a “bilhardários” inconsequentes.
Sabemos que os andruptos já devem estar à beira de se colocarem em posição para uma intervenção do FPF e parece-me que o processo de redução forçada de custos (especialmente salários, FST’s e postas distribuídas à quadrilha que continua a desmandar nos proveitos).
Já pelo lado da osgalhada, a situação tem evoluído desta forma sintética: (1) há 3 épocas, com Leonardo Jardim, eles não tinham luxos no plantel, mas somavam 3 soberbas vantagens económicas (a benesse bancária, metade dos custos salariais e 15% dos custos com as amortizações contabilísticas; (2) na época do Marco Silva, já começaram a delapidar alguma parte das vantagens comparativas em termos dos custos não financeiros, gastando a rodos em futebolistas verdadeiramente anedóticos e; finalmente, (3) já com o visconde novo, mais que duplicaram os custos salariais da equipa (técnicos e atletas), ultrapassando os Nossos, vão, progressiva e inapelavelmente, aumentando o valor contabilístico do plantel (por mais que tentem evitar os prémios de assinatura nos momentos de renovações) e, agora, até já vão ter de contabilizar custos financeiros que não se ficam pelo nível do ofensivamente ridículo.

Pelo meu lado, juro-vos que não estou nem um pouco preocupado, até porque acho benéfico que o Clube tenha concorrência.
Repugna-me, é verdade, que essa concorrência seja amplificada por distorções da Verdade Desportiva: antes, eram os roubos da BOIADA (o “leitinho para dormir” e os “envelopes vazios com dinheiro dentro”); hoje são alguns BOIS, uma mérdi@ vergonhosamente amestrada e inundada de antis e esta chocante benesse bancária.
Pois que venham eles, que os Benfiquistas saberão manter o “colinho” que as Nossas Equipas transformarão em Vitórias.

E concluo com duas perguntas simples ...

Acham, mesmo, que é este o momento para abdicarmos do poder e da liberdade que construímos com o sucesso da Nossa BTV?
Considerando a estabilidade do valor das Nossas quotizações (cujo valor real tem vindo a decrescer), a crescente lista de benefícios a que elas Nos dão acesso (especialmente aos que residem no País) e o facto de, hoje, a totalidade do seu valor reverter para as “Modalidades” ... acham, mesmo, que é este o momento para pedir uma redução do valor das quotas?

(A menos que fosse para gastarem essa poupança na sporcostv, ora phod@-se!)  
  

Viva o Benfica!