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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Assustador!

Pepe Guardiola e Sir Alex Ferguson - Barcelona e Manchester United.

Os habituais consumidores de jornais ou programas de desporto conhecem muito bem a falta de respeito e a "desfaçatez", diria mesmo; o desprezo pelos mais básicos princípios de grandeza intelectual, como ambos foram tratados pela esmagadora maioria dos media em Portugal, quando ao serviço do Barcelona Pepe Guardiola tinha a concorrência de Mourinho e em Inglaterra Ferguson tinha como "sombra" (apenas na cabeça de uns quantos patetas) Carlos Queirós.

Percebo os motivos mas odeio os meios usados de forma torpe e canhestra, sem respeito pelos visados, e, sobretudo, sem respeitar os consumidores com um mínimo de cérebro para usar...é que nem todos fazemos parte da carneirada!

Guardiola, durante o consulado de José Mourinho em Madrid, e Alex Ferguson, quando este resolveu levar para seu adjunto Carlos Queirós, foram mais do que destratados pela cs em Portugal. Li e ouvi barbaridades como, ser Carlos Queirós o verdadeiro mentor do Manchester, cabendo a Ferguson os louros dos triunfos, mesmo não passando de um velho apreciador de vinho. Enfim, ouvi e li tantos iluminados, carregados de bacoco patrioteirismo, demasiadas vezes abaixo de cão. 

Abaixo de rato era o que se dizia (ainda diz) de Guardiola! Que o Barcelona jogava sozinho, sem precisar de treinador, e que aquela espantosa máquina de jogar futebol nascera da soma dos miúdos vindos da 'cantera' do Barça, do conhecimento que todos tinham entre si e de um milagre qualquer que nunca ninguém conseguiu explicar. Com eu sempre disse; não era nada disso. Aquela maravilhosa e genial equipa foi criada pela a mente privilegiada de Guardiola, um dos maiores génios da história do futebol mundial e acabaria assim que ele se fosse embora, como aconteceu, afinal.

É evidente que não foram só os portugueses a imaginar que aquela máquina nascera de combustão espontânea e que não deixaria de arder para sempre...tanto que Guardiola sairia de Barcelona sem grandes dramas, com os "culés" convencidos que até a dona Dolores, prima da Consuelo Carmencita, moçoila de fortes atributos mamarios, dona de um tasco muito concorrido, mesmo ao lado de Camp Nou, local onde se reúnem todos os 'especialistas' lá do sítio, teria tudo o que era preciso para fazer melhor que Guardiola...O mesmo que por aqui, afinal, bastado trocar os nomes dos envolvidos...

Acabou tudo num desastre tão grande que até arrastou a selecção espanhola, que, demasiado habituada a viver do trabalho feito no Barça, nunca mais foi a mesma, caindo, caindo, caindo, até que hoje, embora continue uma selecção de top, deixou, tal como o Barcelona, de meter medo às melhores equipas, mesmo às menos fortes, que agora os olham como um tenrinho e saboroso petisco - pronto a comer.

Dirão alguns dos que conseguiram chegar até aqui, estranhando o longo intróito; e nós com isso?
Pois, e nós com isso, digo eu de igual forma...nada, nada disso nos interessa muito, enquanto benfiquistas (a parte rasca dos merdias, sim, já me diz bastante) e apenas enquanto observador atento me merece (muita) atenção.

O que eu quero fazer notar, é que; quando nos habituamos a ter na mesa todos os dias 'filé mignon', temos tendência para esquecer os tempos em que nem para a faneca tínhamos posses, limitando-nos a comer restos - e quando muito - um osso seco para rapar! Mas não só; imaginamos que a fartura durará para sempre, quaisquer que sejam as opções que tomemos no imediato, sem cuidarmos de perceber os riscos de ficarmos rapidamente a comer espinhas...

Jorge Jesus, meus caros amigos, é mais do que 'filé mignon'...Jorge Jesus é a nossa "galinha dos ovos de ouro"...
Saibamos acarinha-la e estimá-la, dando-lhe tempo para que continue o seu trabalho...sem lhe exigir o impossível, sem lhe exigir que ponha todos os ovos de uma só vez, e sem lhe oferecer o mesmo destino que lhe é dado na estória...as consequências são, como facilmente se comprova; terríveis e devastadoras.

Olhemos para o Barcelona e Manchester de hoje e comparemo-los com o Barcelona de Guardiola e com o Manchester de Ferguson. Lembrem-se que se passaram apenas três anos no caso do Barça e dois em Manchester!
Assustador, não? Eu, até me arrepio.