Por José Albuquerque
Nem foram necessários dois dias completos, para
todos podermos testemunhar uma das mais soberbas exibições de patrioteirismo (o
meu dicionário tem esta palavra ... e que não a tivesse, ahahah) de que tenho
memória: uma terça feira de glória para um único campeão europeu, ainda que
muito bem acolitado por um talixo lusófono, logo seguida por uma quarta feira
em que um outro campeão(zito) europeu (zito porque suplente do único auréulio
que é visconde nacional e cavaleiro da coroa britânica) se defendeu como um
campeão(zão) contra uma horda viking e em que a maior manada de auréulios
campeões da Europa jogou, “olhos nos olhos” (sempre me cago de riso com esta
verdadeira alegoria da caverna), com o idílico filho da ditosa Mãe do melhor tendão
rotulineano do mundo, pentabota, tribola, campeão de todas as europas e
salteador do engenheiro perdido.
Porra, Companheiros!
Que canseira esta de tentar acompanhar as crises
gástricas de toda a cáfila de especialistas, cumentadeiros e jornaleiros, ainda
por cima bem amplificados pela carneirada e pelo coral Taliban.
Que fervor patrioteiro! Que maravilhoso apelo à
discriminação positiva das minorias étnicas (ciganos e baianos broncos)! Que
soberba ode de apoio ao país a quem a Europa pagou o frete de reciclar o
refugiado lixo que tanto fazemos para tentar extirpar das TV’s, talvez para
que, como o Capitão, possamos carpir as penas que temos pelos luxos de que já
nem nos apercebemos.
Que maravilhosa terça feira, esta que passou, em que
o qualesma, sem jogar um berlinde, se fez personagem de Cervantes e emparelhou
com um superinovador Sancho, este sem pança, para repor toda a justiça ao
minuto 93: qualesma e talixo redentores!
Musas tatuadíssimas inspiradoras de todas as
vinganças, aldrabices imbecis e globatinol patrioteiro!
Justiceiros do vento que obrigou à bolina do
Glorioso, uma Equipa sem nenhuma desculpa e, acima de tudo, onde joga um tipo
grego (imaginem a afronta) e um ex desempregado que não tolera carícias de
vinconde novo, razão pela qual recebeu um divino castigo na forma de uma
maleita num pé.
O Sport Lisboa e Benfica, por estes dias tratado
como o maior clube de Timor Leste (que também é, obviamente), com um Plantel
enriquecido por anos sucessivos de investimentos astronómicos e a memória de ter
sido treinado por um cérebro tão privilegiado que, inclusive, pensa
simultaneamente em duas línguas – dialecto batráquio e o mais hilário portinhol,
lá se “colocou a jeito” de nova justa punição do minuto 93.
“Karma is a bitch”, berraram de anti Benfiquismo
dado. Até aqueles que, por “iliteratícia”, se ficaram entre perguntas sobre
essa praia.
E foram quase 24 horas de festim!
Um pouco antes dessas 24 badaladas, a barraca
andrupta levou um primeiro abano de um viking amigado com o franguillas,
provocando um primeiro assomo de tristeza dos patrioteiros do “karma is a
bitch”.
Ligeiro assomo, que a tropa aureliana continuava a
jogar como nunca lá para Castela e o BOI amestrado reequilibrava as coisas
pondo os andruptos a jogar como melhor sabem – contra 10!
Minuto 88, a tão só cinco das 24 badaladas, uma
convulsão chorosa do melhor tendão rotulineano de toda a História ... fez o que
não queria, coitado. Mas que falta de sorte, ó pátria!
Ainda assim, continuava a sobrar esperança, uma vez
que os que roubam os bancos estavam a fazer o mesmo resultado dos que costumam
ter milhões no banco, pouco importando que, na noite anterior, tivessem os
milhões no banco ... da enfermaria.
Aguentem, patrioteiros, que estão a chegar as 24
badaladas e, com elas, a redenção de todos os vossos pecadilhos!
Ai.
Ai, ai.
Ai, ai, ai.
Por toutatis e todos os auréulios, franguício
incluso ...
Puta da praia em que o karma fornicou as megeras que
pariram os 93 especialistas, cumentadeiros, jornaleiros e Taliban, obrigados a esfregarem-se
com areia. Uma areia muito “bitch”.
Afinal, aquele nada ... e este nem nada!
Afinal o tal do karma vai deixar de ir à praia?
Jogaram como nunca, com o resultado de sempre,
digo-vos eu.
O Glorioso, sem desculpas nem milhões no banco,
mesmo com dois ou três futebolistas que já nem sub23 são e todos com nomes
estrangeiros – um italiano, um sérvio e o tal grego, saiu vergado por uma
equipa obscura de um país mais asiático que europeu, onde brilharam a grande
altura um campeão europeu auréulio e um outro que não o sendo, merecia sê-lo de
tão grande lixo é.
Os andruptos, com um só campeão europeu e que nem
auréulio é (coitadito), com uma “equipaça” muito jovem, reforçada pelo
frangueiro mais titulado do Paseo La Castellana, batendo-se soberbamente 11
contra 10, conseguiram vergar o campeão de um dos países europeus com maior PIB
per capita.
Já a osgalhada, carregada de auréulios importados e
uma multidão de dois jovens tão refinadamente lusitanos como as caldas de
Viseu, encantaram os espectadores amantes do melhor futebol com uma exibição de
sonho, daquelas mesmo imorredouras, malbaratando a equipa campeã da Champions,
embora incapazes de subverter o malfadado alinhamento astral e escapar às 93
marretadas do apocalipse instigado pelo antigo director de comunicação do
Benfica.
E é este o patrioteirismo dos FDGP!
Viva o Benfica!