Pela primeira vez em muito tempo, apesar da carraspana e do nariz entupido, consegui dormir descansado. Não foi apenas espetar 4 (que podiam ser o dobro sem nenhum tipo de facciosismo) ao Real Madrid, a qualificação para os playoffs, nem o extraordinário hollywoodesco golo de Trubin no ultimo suspiro do encontro! Foi, como disse José Mourinho, pensar na quantidade de grunhos a precisarem de consulta psiquiatra para não se suicidarem, saltando das varandas desesperados, esquecidos que, com a tremenda sorte que o Benfica tem nos sorteios - Real Madrid ou Inter de Milão já a seguir - um empate ou uma derrota redentora não é de todo improvável. E mais, com o sapo Godinho nomeado para o Tondela-Benfica, talvez nem tenham de desesperar tanto para voltarem a marrar com o Benfica. Pedir à corja mediática para respeitar um bocadinho os jogadores e o Benfica, isso, José Mourinho, é que já me parece pedir demasiado. Pois se eu, no meio da euforia, consegui ver no camarote do Benfica um ou outro elemento com cara de quem não peida há mais de três quinze dias, como é que se pode exigir respeito a uma gentalha que depende da falta de caráter para comprar Rennie, Gaviscon ou Gastrol?
Este jogo só foi épico porque o (abençoado) autor do guião decidiu que, mesmo marcando 4 golos ao Real Madrid, não o queria decidido (Mbapé considerou que 5-1 seria um resultado justo) ao intervalo. Jogando sempre a grande velocidade, com acerto no passe, recepção a roçar a perfeição, certeza nas tomadas de decisão e rapidez na pressão à perda de bola, o Benfica como que atropelou os madrilenos, enjeitando 5 ou 6 oportunidades de golo feito e mais não sei quantas aproximações a cheirar a golo à grande área do Real. Se a isso lhe juntarmos o penalti (carga evidente pelas costas a Prestianni) não assinalado pelos árbitros, percebe-se como o 2-1 no final do primeiro tempo era um resultado tremendamente lisonjeiro para Vinicius Júnior, Carreras (que devia ser expulso), Jude Bellingham, Courtois (o melhor do Real) Valverde e comp. Mas, apesar do penalti não assinalado e da expulsão perdoada a Carreras, não se pode dizer que os árbitros entraram em campo para prejudicar o Benfica. Isso é na liga da farsa. O golo (de Trubin), do nosso contentamento, que deixou as redações e os paineleiros com uns enormes melões, aconteceu na sequência de uma falta mal assinalada sobre Aursnes. Há que dizê-lo.
Com um árbitro português jamais viveríamos tamanha emoção. O penalti não assinalado sobre Prestianni, na liga da farsa, já seria bom se não visse o amarelo por simulação. A grande penalidade sobre Otamendi nem seria objecto de consulta do VAR. A Sporttv - como fez no pisão de Mora a Leandro Barreiro, no foculporto-Benfica, escondendo as imagens por trás da baliza - não passaria as imagens e o intervalo chegaria com o Real Madrid a vencer (0-1) confortavelmente o Benfica. Xau Champions, xau playoffs, xau vitória épica, lugar à corja que José Mourinho, exemplarmente, identificou. E haveria bastante menos gazes contidos na tribuna presidencial do Benfica.
Uma palavra mais, a mais importante, para os nossos (todos foram) heróis. Mourinho, imperial a preparar a equipa (uma verdadeira equipa na verdadeira acepção da palavra) não pode ser esquecido, mas, o que dizer de Dhal (exibição de sonho), Aursnes (monstro), Prestianni (rato atómico), Sudakov (classe e uma garra nunca vista) Schjelderup (dois golos marcados, dois perdidos e uma exibição exuberante) Pavlidis (um golo e duas assistências para Schjelderup) que os talibãs, lesados do 8 de novembro, tanto lutam para pôr borda fora do Benfica! Mesmo Trubin, ignorado pela mídia dos blowjobs ao melhor Diogo Costa em campo, Otamendi (estava velho e era uma toupeira do clube da fruta), Dedić, de longe o melhor lateral da liga da farsa, Leandro Barreiro (jogador à imagem de Mourinho) que, segundo os mesmos catedráticos não tem perfil de jogador do Benfica, têm sido sistematicamente achincalhados. Ontem, esmagaram o Real Madrid das 15 Champions! Salva-se Tomás Araújo (mais uma exibição cheia de classe) o único jogador do Benfica que, desde que António Silva passou a fazer perigar o G. Inácio dos sapos na selecção do Rónalde, pode errar à vontade que nunca tem culpa de nada. Nada - muito pelo contrário - contra Araújo, que é um dos centrais mais excitantes do futebol europeu. Apenas uma (triste) constatação da realidade.
Tudo seria tão simples sem os Pinheiros, Godinhos, Cláudios, Malheiros, Veríssimos, Nobres, moedas, Gustavos e Gonçalves desta vida!
Tudo dito, excepcional prosa mas o que me comoveu bastante foi o Mourinho ter apelado a que a canalha que persegue o clube não se atire da varanda , Mourinho é um homem de bem e já os colocou a ir a imobiliárias comprar.R/Chão sejam eles especialistas ou os verdadeiros, verdadeiros Benfiquistas do Benfica é nosso.
ResponderEliminarMais uma vez a prova que o Benfica não ganhar em Portugal nada tem a ver com a qualidade do treinador/ jogadores
ResponderEliminarUm breve comentário sobre a arbitragem: foi do melhor que tenho visto. Personalizada, sem medo do ungido clube de Madrid. Tomara disto por cá.
ResponderEliminarGaúchos não deixes de escrever...mesmo quando as coisas não andarem tão bem.
ResponderEliminarO Morinho já deu a dica... os opositores ao regime na Russia acabam todos com mortes lançados pelas Janelas/varandas, suícidios claro está, mas muito mais original é os Mesquitas alves desta vida que se suicidam com uma arma de fogo e a mesma nunca apareceu LOL!
ResponderEliminarFelizmente o Benfica não tem claques senão não sei se não seria uma boa ideia os Pinheiros, Godinhos, Cláudios, Malheiros, Veríssimos, Nobres, moedas, Gustavos e Gonçalves desta vida terem visitas iguais aquelas que os Super Dragões tem o hábito de fazer aos centros de treinos de Gaia dos arbritos e a Juve Leo aos centros de estágio.
É por estás e por outras que os nossos campeonatos nunca serão sérios!
Ass: Madskinn