Muitos benfiquistas, inebriados com o hollywoodesco golo de Trubin, ainda não perceberam que o Benfica, na Champions League, amassou o Real Madrid sem Barrenechea (meia dúzia de minutos em campo mais preocupado com o ombro do que com qualquer outra coisa), sem Manu Silva e Bruma, no banco de suplentes mas em processo lento de recuperação, sem Richard Ríos, Bah e Lukebakio. Sidney Cabral, outro jogador, como Barreiro, à imagem de Mourinho, também não jogou impedido pelos regulamentos. Outra coisa é a corja mediática que, mesmo com as cornaduras inchadas, de imediato partiram para cima de Mourinho e do Benfica tentando abrir uma brecha por causa do que 'falhou' no Benfica 4-2 Real Madrid! Eles sim, perceberam logo o que está em causa. Parar a onda vermelha que, liderada por Mourinho, ameaça tornar-se imparável. Assim Rui Costa e os seus conselheiros o queiram.
O Benfica que perdeu pontos em casa - incapaz de vencer João Pinheiro, Sérgio Guelho e António Nobre - derrotou na Luz (4-2) o campeão dos campeões na competição mais forte do mundo, desperdiçando mais meia dúzia de oportunidades flagrantes! E fê-lo, com jogadores como Leandro Barreiro, com toda a naturalidade. Enquanto no resto do mundo só se fala da jornada épica do Benfica e de José Mourinho a corja mediática agarra-se a um pormenor para desmerecer a importância do momento. Reparem bem. Para a corja anti-Benfica, se José Mourinho soubesse dois ou três minutos antes que era preciso marcar mais um golo - veja-se como o Real Madrid passou de maior colosso mundial a mija na escada a quem marcar um golo é brincadeira de meninos - bastava ao Benfica adiantar as suas linhas, cagar para o Mbappé e o Vinícius Junior, carregar em cima dos pobres espanhóis, marcar o golo redentor (quiçá mais dois ou três que o tempo chegava para tudo) e, cereja em cima do bolo, poupar Trubin à chatice de subir à área para fazer o trabalho de Pavlidis.
José Mourinho dorme no Seixal, fica na fila com o tabuleiro na mão, come com os jovens, assiste aos jogos da formação e já deu oportunidades a Samuel Soares, Rodrigo Rêgo, Ivan Lima, Tiago Freitas, José Neto e Daniel Banjaqui na primeira equipa do Benfica. João Rego jogou frente ao Real Madrid, no banco estavam Diogo Prioste, José Neto, Gonçalo Oliveira, Banjaqui, Diogo Ferreira. A «nem de borla» depois da vitória épica do Benfica frente ao Real Madrid conseguiu meter Tomás Tavares - «A saída de Bruno Lage prejudicou-me, tal como a outros jovens que estavam no plantel» - a fazer o papel de pulha que lhes cabe.
Agora mesmo, enquanto evacuo um Luís Mateus, passo os olhos pela imprensa online. O chefe de redação do rascord, Luís Pedro Sousa, vomita a sua bílis - «Vídeo é bonito, mas não mostra que os jogadores do Benfica eram os únicos que não sabiam que precisavam de marcar um golo» - sem conseguir disfarçar a frustração e a enorme cornadura.
Não há volta a dar, Luís Mateus - «Mesmo dizendo que críticos estão errados, Mourinho tem ido ao encontro do que a crítica defende.... E bem» - gosta de ser escroto.
Na «nem de borla» um tal de Hugo Vasconcelos - «O que Mourinho disse é grave. Vamos todos ignorar?» - demostra bem como escrever de pé deve ser foda.
Caríssimos. Quando o Sismómetro do Instituto Dom Luiz registou um evento de magnitude 0,5 na Escala de Richter no momento épico de Trubin com toda a certeza não levou em linha de conta o barulho de tantas cornaduras a baterem nas paredes.
No vídeo mais abaixo deixo uma pérola do fruteiro Bitó Puinto (uns dias antes) a gozar com Schjelderup. Como é que o coisinho ainda se consegue sentar não é fácil de explicar.