Se a semana começou altruísta, com esse artigo no pasquim da fruta onde Pepa, 'sodomizado' dois dias antes por dois mergulhos de Taremi, «entrou na história» como «o rei da formação», a sexta-feira foi santa para os de Guimarães, liquidado o resto da factura do silêncio cumplice e cobarde do Vitória que, frente ao Paços de Ferreira, viu tantos penaltis assinalados a seu favor como o Benfica em toda a época passada, já depois dos primeiro e segundo lugares estarem completamente assegurados por sapos e clube da fruta. O treinador do Paços que, frente ao foculporto viu a sua equipa cometer 4 faltas em toda a partida, num jogo onde foi obrigado a substituir Fernando Fonseca ao intervalo (o ex-foculporto estava com um galo do catano!), um mês depois do seu clube emprestar, de borla, o seu melhor jogador ao clube da fruta, queixou-se (karma is a bitch) do árbitro e das "faltas assinaladas por os jogadores caírem com o vento".
O sábado, esse, foi de Aleluia! Vinda do sul do país chegou a Contumil uma subespécie de delegação do foculporto b do Algarve para abrilhantar a competição! Na mala, entre os coelhinhos da páscoa, doces finos de Portimão e os recordes dos Zaidus para oferecer, traziam três titulares da partida anterior que deram o pitoresco colorido que a festa merecia. O treinador aproveitou as facilidades que se previam para rodar os sub-23 e o cheiro nauseabundo, que varreu Portugal de norte a sul, a MDCSDQT que se encarregasse de vaporizar. Não se sentia um fedor assim desde que o injinheiro macaco chafurdou, com o sucesso que se conhece, nas cagalhotas do Coimbra da Mota. O treinador da equipa c do foculporto b do Algarve (como é que este sujeito consegue olhar-se ao espelho sem vomitar!) entendeu justificar-se aos pés-de-microfone por já ter visto "outros clubes virem cá apanhar quatro ou cinco com o plantel todo", adiantando - sem demonstrar um leve esgar de repugnância - que "teve de fazer poupanças, já a pensar no Moreirense".
Salvos pelos justiceiros da liga Palhinha, que escorraçaram o V. Setúbal (entre a fruta podre e os quinhentinhos venha um corrupto e escolha) para as divisões inferiores, a verdade desportiva anseia pelo dia em que a justiça portuguesa (a desportiva e a cível) seja capaz de acabar com o bedum de Theodoro Fonseca e Rodiney Sampaio, dois dos rostos visíveis do imenso esterco futeboleiro nacional.
Domingo de ressurreição. Durante a semana crucificado, achincalhado, morto e enterrado, o maior Clube português elevou-se das cinzas para dinamitar o equilíbrio do campeonato programado. Ficaram apeados sapos, verdadeiros "Vascos Mendonças" e toda a fauna de especialistas da especialidade, reduzidos à linha de seis (seja lá o que isso for) que o Benfica encontrou para escapar ao massacre tantas vezes anunciado! Ninguém teve duvidas. Depois do esplendor que se vira em Contumil, no alvalixo foi a um mau jogo de futebol que se assistiu, autêntico soporífero que a todos desiludiu. Não fosse a linha de seis - é tanto o que se aprende com os novos catedráticos do futebol - que Nélson Veríssimo descobriu, nem hoje que já acordei da letargia, seria capaz de carregar no teclado com metade da energia.
Enquanto que nos estúdios os rostos de enfado tomaram conta dos especialistas, no terreno, os pés-de-microfone não tinham mãos a medir para oscular a opinião dos sportinguistas. Sem adeptos do Benfica à vista, todas as televisões escolheram a frustração dos batráquios, procurando nos adeptos dos sapos as razões das duas batatas na baliza de Adán. As opiniões coincidiram. O sono, a má exibição dos sapos e a linha de seis do Veríssimo, estragaram o campeonato. Aquilo que o Benfica apresentara no alvalixo foi demasiado mau para o futebol atrativo que a equipa de Rúben Amorim e a liga Palhinha habitualmente nos oferece. Dois ferros curtos inesperados, zero de grandes penalidades assinaladas e nenhuma expulsão do Taarabt, foram fruta de menos para tamanha expectativa. Foi um jogo tão mau que dos sapos e dos especialistas da especialidade não se ouviu um queixume sobre os árbitros. Doeu-lhes tão a sério que passaram as horas seguintes às voltas com as deficiências dos sapos e nem um minuto com os méritos de Nelson Veríssimo e do Benfica. Em Liverpool tinha sido contra a equipa b. No alvalixo esmiuçaram o fantasma c dos sapos, inapelavelmente derrotados.
Espremidos pela jornada do sofá europeu os comandados de Rúben Amorim (continua a arrasar no campo como nas conferências de imprensa) apresentaram-se numa linha de Rambos ofensivos, decididos como nunca a trucidar o débil Benfica. Frescos como alfaces, depois do treino de descompressão com a reserva activa do Liverpool, os homens de Nélson Veríssimo esconderam-se atrás de uma linha ultradefensiva, de seis e às vezes de onze (segundo os especialistas da especialidade), borrados de medo das três duplas de dois do ataque - dessas dei conta eu - que formaram a temível linha avançada dos sapos. Tinham as pontas emboladas!
A Darwin e a Gil Dias saiu-lhes a sorte grande! No alívio, em forma de charuto, lá para a frente, foi possível observar Neto e Coates a meterem Darwin no bolso, num lance onde ficaram evidentes os limites técnicos do avançado do Benfica e a tremenda lentidão de Otamendi e Vertonghen. Quase no fim, aos tropeções (onde voltou a ficar explícita a dificuldade do uruguaio em dominar a bola) Darwin lá conseguiu despachar a redonda para a terra de ninguém, de onde surgiram Gil Dias e João Mário, sabe se lá vindos de onde, que, atrapalhados com a oferta, um deles, à sorte, acabou por a meter toda lá dentro! O mau futebol - que já era insuportável - agudizou-se tremendamente, mas, felizmente já não houve tempo para mais. Destroçados, o lagarto Veríssimo apontou para as cabines e o sapo Hugo Miguel saiu da cagadeira onde fez sala durante as agressões de Nuno Santos, Matheus Nunes, Sarabia e Paulinho, acabando ambos com aquele tormento de hora e meia que envergonhou o festival de golos e o futebol de ataque que, de véspera, encantara o país! No alvalixo só deu sono! O pior Benfica da ultima hora e meia tinha derrotado o melhor sporting dos últimos 30 anos.