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quinta-feira, 23 de abril de 2020

Fruta americana....

MDCSDQT. Rascord e abolha só têm olhos para Adrian Silva. Diz o pasquim do Serpa que o jogador do Mónaco é o sonho de Fedorico Vagandas. E se chegar pelo preço que, até agora, custou o Rúben Amorim, eu acredito que o Vagandas esteja tentado a trazer o resto do plantel do S. de Braga. Layoff e negócios de ocasião são com o sapo. O onojo enche a sua capa com a razão da sua existência. Amuado com o presidente do sindicato dos jogadores (Evangelista surgiu de espinha direita e empenhado na saúde dos jogadores como é sua obrigação) o fugitivo de Vigo deu à costa com a verborreia habitual; ironia do costume em linguagem de sabujo. «Agora não há evangelhos, as igrejas estão fechadas e não há missas». Até me cuspi todo. Foi de compêndio, canudo. Fiquei com a sensação que, desde o "bardamerda para quem não é sapo" do brunalgas, mais nenhum cretino seboso o tinha batido na chalaça até hoje. Este pedaço de merda, em forma de texto, é bem capaz de se perpectuar no museu da fruta como a frase que esteve na origem do fim da pandemia.

Desabituados da ironia do costume do criador do GPS da rua da Madalena e dos aconselhamentos matrimoniais a árbitros na véspera dos jogos do foculporto, muita malta nova - pés-de-microfone incluídos - podem não entender a mensagem, confundindo a graçola do boss com uma bem afortunada bufa. Cabe-me a mim, profundo conhecedor dos efeitos da fruta, descodificar a msg para uma linguagem que se entenda; Agora não há putas, o Calor da Noite e a Taverna do Infante estão fechados e não há arcas congeladoras do Reinaldo Teles.

É dever do bom cristão (e sabe-se como o «papa» venera uma "virgem"!) não deixar passar a efeméride em claro. Completam-se hoje 38 anos da primeira tomada de posse do fugitivo de Vigo. É muita fruta! Quase quarenta anos de putedo e batota! Quatro decadas a evangelizar a MDCSDQT, espalhando bufas, ironias do costume, quinhentinhos, deusas, fruta para dormir, rebuçados, chocolatinhos e café com leite, mereciam uma festa de arromba no coração da moirama. É uma pena que o parlamento se encontre engalfinhado a discutir o numero de presenças nas comemorações do 25 de Abril quando o ideal seria parar o país para condecorar o prostíbuleiro decano!

Nem sei se devia tocar num assunto quando - tirando uma "farpa" (na minha terra chama-se peido) do ainda director de comunicação do foculporto, citado no rascord - ninguém lhe deu qualquer importância. Como os 'jornais brasileiros' usados pela MDCSDQT como produtores de notícias de jogadores do foculporto muito cobiçados em França, o NYN, na longínqua América do Norte, deu à estampa, sempre baseado em "algumas pessoas" (VER AQUI), um amontoado de lixo tóxico, saído - estou disposto a apostar as orelhas do Dumbo e um GPS da rua da Madalena que me custou dois e-mails truncados - dos escritórios dos advogados do mártir da pátria. Os bastidores do futebol português são tão importantes para o planeta terra que, mesmo em tempo de pandemia, os USA se recusam a perder pitada. E com fontes tão boas - "algumas pessoas" - a comprar o espaço, até admira como não provocaram já a extinção da humanidade!

Longe da importância das fontes fidedignas ("algumas pessoas") do NYT, fica essa constatação do quase anónimo Sir Alex Ferguson; «O F.C. Porto compra o campeonato no supermercado» (...) «Sempre que compram uma garrafa de leite são mais três pontos». Recordando sempre os bons negócios com o Portimonense onde o presidente é um dos maiores accionistas da SAD da fruta, o Estoril Gate e os 784 mil euros pagos no intervalo do jogo mais comprido da história, fica um cheirinho (o espaço é demasiado confinado para tanta trapaça) em palavras e imagens...«Casagrande confessa uso de doping no FC Porto» (...) Jardel: «Médico do FC Porto sabia que consumia cocaína». Condenação de seis pontos perdidos por corrupção, o caso Laureta, os quinhentinhos de José Guimaro, as viagens dos irmão Calheiros ao Brasil pagas pelo clube da fruta e o caso Cadorin, aliciado com 500 contos e a possibilidade de uma transferência para o clube da fruta, só teria de cometer um penalti nos primeiros cinco minutos, um clássico de 40 anos que se repete época apôs época.  


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Assustador!

Pepe Guardiola e Sir Alex Ferguson - Barcelona e Manchester United.

Os habituais consumidores de jornais ou programas de desporto conhecem muito bem a falta de respeito e a "desfaçatez", diria mesmo; o desprezo pelos mais básicos princípios de grandeza intelectual, como ambos foram tratados pela esmagadora maioria dos media em Portugal, quando ao serviço do Barcelona Pepe Guardiola tinha a concorrência de Mourinho e em Inglaterra Ferguson tinha como "sombra" (apenas na cabeça de uns quantos patetas) Carlos Queirós.

Percebo os motivos mas odeio os meios usados de forma torpe e canhestra, sem respeito pelos visados, e, sobretudo, sem respeitar os consumidores com um mínimo de cérebro para usar...é que nem todos fazemos parte da carneirada!

Guardiola, durante o consulado de José Mourinho em Madrid, e Alex Ferguson, quando este resolveu levar para seu adjunto Carlos Queirós, foram mais do que destratados pela cs em Portugal. Li e ouvi barbaridades como, ser Carlos Queirós o verdadeiro mentor do Manchester, cabendo a Ferguson os louros dos triunfos, mesmo não passando de um velho apreciador de vinho. Enfim, ouvi e li tantos iluminados, carregados de bacoco patrioteirismo, demasiadas vezes abaixo de cão. 

Abaixo de rato era o que se dizia (ainda diz) de Guardiola! Que o Barcelona jogava sozinho, sem precisar de treinador, e que aquela espantosa máquina de jogar futebol nascera da soma dos miúdos vindos da 'cantera' do Barça, do conhecimento que todos tinham entre si e de um milagre qualquer que nunca ninguém conseguiu explicar. Com eu sempre disse; não era nada disso. Aquela maravilhosa e genial equipa foi criada pela a mente privilegiada de Guardiola, um dos maiores génios da história do futebol mundial e acabaria assim que ele se fosse embora, como aconteceu, afinal.

É evidente que não foram só os portugueses a imaginar que aquela máquina nascera de combustão espontânea e que não deixaria de arder para sempre...tanto que Guardiola sairia de Barcelona sem grandes dramas, com os "culés" convencidos que até a dona Dolores, prima da Consuelo Carmencita, moçoila de fortes atributos mamarios, dona de um tasco muito concorrido, mesmo ao lado de Camp Nou, local onde se reúnem todos os 'especialistas' lá do sítio, teria tudo o que era preciso para fazer melhor que Guardiola...O mesmo que por aqui, afinal, bastado trocar os nomes dos envolvidos...

Acabou tudo num desastre tão grande que até arrastou a selecção espanhola, que, demasiado habituada a viver do trabalho feito no Barça, nunca mais foi a mesma, caindo, caindo, caindo, até que hoje, embora continue uma selecção de top, deixou, tal como o Barcelona, de meter medo às melhores equipas, mesmo às menos fortes, que agora os olham como um tenrinho e saboroso petisco - pronto a comer.

Dirão alguns dos que conseguiram chegar até aqui, estranhando o longo intróito; e nós com isso?
Pois, e nós com isso, digo eu de igual forma...nada, nada disso nos interessa muito, enquanto benfiquistas (a parte rasca dos merdias, sim, já me diz bastante) e apenas enquanto observador atento me merece (muita) atenção.

O que eu quero fazer notar, é que; quando nos habituamos a ter na mesa todos os dias 'filé mignon', temos tendência para esquecer os tempos em que nem para a faneca tínhamos posses, limitando-nos a comer restos - e quando muito - um osso seco para rapar! Mas não só; imaginamos que a fartura durará para sempre, quaisquer que sejam as opções que tomemos no imediato, sem cuidarmos de perceber os riscos de ficarmos rapidamente a comer espinhas...

Jorge Jesus, meus caros amigos, é mais do que 'filé mignon'...Jorge Jesus é a nossa "galinha dos ovos de ouro"...
Saibamos acarinha-la e estimá-la, dando-lhe tempo para que continue o seu trabalho...sem lhe exigir o impossível, sem lhe exigir que ponha todos os ovos de uma só vez, e sem lhe oferecer o mesmo destino que lhe é dado na estória...as consequências são, como facilmente se comprova; terríveis e devastadoras.

Olhemos para o Barcelona e Manchester de hoje e comparemo-los com o Barcelona de Guardiola e com o Manchester de Ferguson. Lembrem-se que se passaram apenas três anos no caso do Barça e dois em Manchester!
Assustador, não? Eu, até me arrepio.