O mercado define o valor dos jogadores. Não são os adeptos e muito menos os patetas que ora marram (7 anos a afiar a cornadura) no baixo perfil do Grimaldo para se agarrarem à braguilha do Rui Costa na hora da saída do gigante (cresceu 3M numa época) espanhol. Tenho cada vez mais nojo dessa gente. O Gonçalo Ramos não foi mal vendido pela falta que fez ao Benfica. Foi bem vendido por aquilo que não fez do PSG. Se tanto marram que o moço não singrou no clube francês, quer dizer que foi vendido na horinha certa. Essa é que é a verdade. O resto é caça ao clic e falta de vergonha na puta da cara. Ai e tal que o Benfica, sem ele, perdeu o campeonato? E quantos campeonatos perdeu com o Ramos no 11 inicial? Pensam que todos os que por aqui andamos gostamos de comer gelados com a testa?
19 anos, 25, 35…tanto me faz. Não tenho ídolos. Nunca os tive na minha vida e muito menos no futebol. Como todos gosto mais de uns jogadores que de outros, a grande maioria é-me indiferente e ainda desprezo uns quantos por se revelarem azeiteiros ou indecorosos arruaceiros. A transferência de João Neves custa-me tanto como a saída de Gonçalo Ramos, Darwin, João Felix, Renato Sanches, Enzo Fernandez, Grimaldo, Gaitan, Di Maria, Rui Costa, Humberto Coelho, Chalana, Nicolía ou...Kika Nazareth. É-me igual ao litro. São atletas profissionais que, perante a oportunidade, que pode ser única, saem do Benfica para garantir o seu futuro. E fazem-no com a mesma legitimidade que eu quereria para um filho meu caso se encontrasse perante o mesmo dilema. Eu, benfiquista ferrenho, que não sou falso como uma azêmola e por saber que há comboios que só passam uma vez, seria o primeiro a aconselhá-lo a aproveitar a oportunidade.
Jogadores da bola, médicos, músicos, polícias, engenheiros? Uns batem mais com a mão no peito, outros nem tanto lhes dá jeito. Há jogadores que se arrependem amargamente e outros são felizes para sempre. Todos vão em busca do mesmo, de dinheiro. O meu amor de adepto, que não tem preço, é incondicional e totalmente dedicado ao Benfica. Jogadores vão e, às vezes, voltam, entram e saem todas as épocas. O Benfica, com estes ou aqueles, mais ou menos benfiquistas, continuará a ser o que sempre foi. Maior que Portugal. Ganha umas vezes - muitas felizmente - e outras um pouco menos, porque não há ninguém que ganhe sempre. Foi sempre assim mesmo quando o único jogador merecedor de uma estátua a todos encantava. E assim continuará no futuro. João Neves não é vilão nem é mártir porque não existem vilões nem mártires em estórias onde jorram milhões e os neurónios sobreaquecem. Nem de um lado nem do outro.
O Benfica nada deve a João Neves, António Silva, Renato Sanches, Ruben Dias, Bernardo Silva, João Felix, Gonçalo Ramos e comp. O contrário sim, é verdade. Se hoje estão todos (bem como as suas famílias) ricos e celebres devem-no obviamente ao seu talento, trabalho e perseverança mas, sobretudo, a quem os tratou como reis desde crianças e lhes proporcionou toda a projeção mediática que só o SLB Benfica pode dar. Envergarem o manto sagrado levou-os a assinar contratos milionários. E jamais o seu o contrário.
Para se perceber como Rui Costa prejudicou o Benfica, Mikel Merino médio espanhol recentemente campeão europeu - onde João Neves foi ridicularizado pelo seleccionador, pela MDCSDQT e pela máquina de propaganda de sapos e clube da fruta - vai jogar no Arsenal por 30M€. Conor Gallagher, internacional inglês do Chelsea, sai para o Atlético Madrid por 39M€. Por Dani Olmo, médio melhor goleador do europeu e grande figura seleção espanhola, o Lipzig exige 60M€ ao Barcelona. É verdade que o João não foi tão bem vendido como o Taremi mas cumcatano, sem ter uma especialização em mergulho e um padrinho como o Rónalde, até nem sai assim tanto ao desbarato.
O meu medidor de cornaduras nunca falha. Para se perceber como estes negócios são maus para o Benfica basta observar o tamanho da cabeça e a enorme dor de corno da MDCSDQT, paineleiros encartados, cientistas das obras feitas, verdadeiros verdadeiros e especialistas da especialidade. Agarram-se a um pentelho mal aparado mas estão todos borrados de medo que o avô Renato chegue ao Benfica 10 anos mais novo do que quando foi vendido ao desbarato, já com o dobro da idade do arruaceiro Pepe, ao Bayern Munique.
Uns meses antes de Roger Schmidt apostar em Gonçalo Ramos como avançado de referência no ataque, Rui Costa o Benfica tinham zero de propostas por ele. Uns meses antes de Roger Schmidt apostar em João Neves ninguém conhecia o então suplente do Benfica b. Uns dias antes de Roger Schmidt apostar em Prestianni a corja que agora rosna que 70 milhões por João Neves são uma pechincha, chamavam tudo a Rui Costa por o argentino não ser mais que uma negociata. Repito. Cada vez mais tenho asco dessa gente.