«O Benfica é a maior instituição desportiva portuguesa, o clube mais amado e mais ganhador. Um clube, como cantam os nossos, maior do que Portugal». Ontem, numa cerimónia na câmara de Lisboa, o presidente Carlos Moedas recebeu uma comitiva do S. L. Benfica para homenagear os campeões nacionais de futebol. Do discurso do Presidente do Benfica, retive algumas frases - além da que me inspirou a dar início a esta prosa - que, orgulhosamente, aqui transcrevo...
Saber honrar o passado - “quero fazer uma dedicatória especial: Fernando Chalana. Meu amigo, meu ídolo, ídolo de todos nós, este título também é teu e também é para ti” - e o seu ídolo de menino. Vestindo o fato de líder - ciente que o palco dever ser prioritariamente para quem anda nos relvados - deixou para Roger Schmidt, “desde o primeiro dia foi o grande obreiro deste feito”, e para os artífices que, durante meses a fio, a meteram toda lá dentro - "aos nossos jogadores, a todos sem exceção, e lembro que começámos a época com 39, obrigado pela ambição e por terem jogado sempre à Benfica o ano inteiro. Muito obrigado a todos" - a maior fatia do sucesso.
Obviamente, não se esqueceu do merecido, e nunca por demais reconhecido, agradecimento aos "adeptos inigualáveis em número e dimensão. Na Luz, tivemos as 16 partidas com mais assistências da época, batemos mesmo o recorde de assistências na nossa casa, feito incrível que tanto nos orgulha. Pelo país fora e na Europa, a nossa equipa esteve ladeada por milhares de benfiquistas, adeptos fervorosos. Foram incansáveis do princípio ao fim", nada reclamando para si a não ser a constatação que - "este é um título do Benfica e pelo Benfica. Não é contra ninguém, é pelo Benfica (…) - o comprometimento de continuar a "pugnar pela valorização do futebol português e a lutar contra o habitual clima de crispação" e a palavra que mais queremos ver cumprida: "fica a promessa de que tudo faremos para voltar aqui na próxima temporada. Viva o campeão nacional!".
No exterior, numa Praça do Município que se tornou pequena para albergar tamanha demonstração de benfiquismo, os adeptos do Campeão Nacional aplaudiram emocionados e até conseguiram "obrigar" o habitualmente fleumático, mas extasiado, Roger Schmidt: “sinceramente nunca tinha visto nada assim como vi ontem. Creio que foi único” - a saltar! «E salta Roger, e salta Roger, olé, olé...e salta Roger, e salta Roger, olé, olé...». Nada de filhos da puta foculporto, nada de quem não salta é sapão...apenas Benfica...Benfica...Benfica!
Qualquer semelhança com outros festejos, raríssimos naqueles paços do concelho com outras cores que não as do Benfica, ou mais acima, a norte de pecos - onde o ódio e o dichote direcionado ao inimigo de Lisboa é o centro das comemorações - é mera coincidência!
Vão ser dois longos meses, duros, sem ver jogar o Benfica e sem as emoções vividas a partir dos relvados. Agora é tempo da MDCSDQT, em busca do clic, inventar diariamente 39 notícias do Benfica, e o resto fica com os fontanários. Desde a Cochinchina até à Austrália não haverá contratações do Benfica (das 39, entre saídas e entradas) que não tenham já na mira e...alinhavadas...tic, tac, tic, tac...
