Quando eu ontem (AQUI) previa que o desbloqueador de resultados, no alvalixo, poderia surgir do apito de Helder Carvalho (2 penaltis no bornal) estava longe de imaginar que o bom e velho Marcelo estaria em campo pronto para qualquer eventualidade. Quando o moço se prestou a afirmar ter sido aliciado para facilitar a vida ao Benfica, num jogo que o Benfica ganhou de aflitos com um golo de Raúl Jimenez ao cair do pano, fê-lo na companhia de Lionn, um fulano que não podia jogar por estar castigado ou lesionado, já não me recordo ao certo. Ficou para a história a estranha incompetência do aliciador que nem cuidou de saber que o Lionn (que nome mais apropriado) estava de molho ou no estaleiro. Mas vamos ao velho Marcelo, o azarado. No final da época do 'aliciamento' assinou pelos sapos do brunlagas. Fez um jogo, contra o GS Loures, na taça de Portugal e outro na taça da liga antes de ser despachado para o Chicago Fire (fez 2 jogos) de onde nunca devia ter saído. Infelizmente regressou. Andou por aqui e ali à espera de ser aliciado até atracar no Moreirense, demonstrando ontem no alvalixo como ainda mantém todos os predicados que levaram o brunalgas a contratá-lo e a despachá-lo rapidamente.
Helder Carvalho, embora diligente, não estava a dar conta do recado e o jogo não havia meio de desatar. Até que surgiu o azarado. Primeiro num passe a isolar um avançado dos sapos que desperdiçou a oferta e logo depois, aos 75 mts, a traçar Trincão dentro da área. Ao mesmo tempo que desbloqueava a charada demonstrava como ainda sente o ferro do aliciamento do Benfica. Já para lá do tempo regulamentar estendeu a passadeira (pode-se dizer vermelha?) ao acutilante Ioannidis. Dois penaltis fizeram o resultado e o resto é estória. O pisão (foto mais abaixo) por trás de Mangas no tornozelo de Dinis Pinto (com 0-0 no marcador) fica para memória futura. Os especialistas dizem que o cartão amarelo foi bem mostrado. Quem não é sapo não vislumbrou outra que cor que não fosse o vermelho.
