Por José Albuquerque
Tenho lido em alguns dos Nossos melhores blogues, referências
ao problema criado pelo crac na Taça da Liga, recomendando que o Benfica trate
a questão como se, também, fosse sua. Casos há em que, inclusive, esses
Companheiros sugerem que actos solidários do Benfica com a osgalhada nesta
novela poderiam espoletar uma, no seu entender, desejável aproximação entre os
dois clubes.
Num outro registo, mas ainda sobre esta questão da
Taça da Liga, a Enormíssima Leonor Pinhão aflorou o problema da forma lúcida
que a caracteriza, afirmando que ou o crac consegue vencer uma edição desta
prova, ou … ela tem de ser extinta!
Humildemente, eu não considero este imbróglio
suficientemente importante para que o Clube nele se envolva directamente, tal
como sou frontalmente contra qualquer “politica de alianças” que envolva a
osgalhada e mesmo que o objectivo fosse a erradicação do POLVO.
Quem está habituado a ler o que por aqui escrevo,
sabe com exactidão quais são os caminhos, ou as “batalhas” em que eu confio para
chegarmos a esse objectivo patriótico de libertar a Verdade Desportiva da
imundície em que o “Des porto” nacional medra há já mais de três décadas: todas
elas passam exclusivamente pelas Nossas escolhas, opções e trabalho, ainda que
eu admita que esta “luta” possa e deva, ser apoiada pelo maior número possível
de outros clubes, tal não sugere, nem carece, o estabelecimento de qualquer
tipo de “aliança”.
Para conseguirmos um raciocínio estruturado, lógico e
eficaz sobre esta polémica forjada (e/ou forçada), sugiro que façamos apelo ao
passado, que o recordemos e … reconheçamos que o crac tem uma “relação
difícil”, no mínimo, com esta prova.
Desde o seu início que o crac a “despreza”, a menoriza
e a disputa entre episódios ambivalentes, ora competindo com equipas “de
segunda”, ora nela festejando vitórias como se da Champions se tratasse e
sempre demonstrando, entre dentes, uma indisfarçável inveja pelas 4 conquistas
consecutivas do Glorioso.
Perante este quadro, será possível admitir que estes
dois incumprimentos dos regulamentos, em épocas sucessivas, não passem de
“coincidências”, ou “erros da estrutura”?
Não me parece e olhem que eu não sou uma pessoa
especialmente desconfiada, hahaha.
Façam o exercício de memória e revejam o “filme”
destas 6 edições da prova:
1 uma prova que começou com uma deficiente “gestão
do plantel” no alvalixo e com a osgalhada a perder a final para os “chocos”;
2 quatro sucessos consecutivos do Glorioso, um dos
quais numa final, no Algarve, que o crac disputou com uma “superequipa” (9 + o
bruto alto + o meio reles + o BOI sousa + os três cabrestos daquele BOI) e da
qual saiu copiosamente batido; e, finalmente,
3 mais uma final clamorosamente perdida com os
“pedreiros”, por mais que o BOI de serviço tentasse garantir-lhes o resultado.
Podemos cometer quase qualquer erro, menos o de
subestimar o D. Cor(no)leone, que de parvo não tem nada!
A Taça da Liga nunca foi do agrado do D.
Cor(no)leone e pela razão simples que ele dela não necessitava. A competição
foi criada para ajudar (economicamente) os clubes pequenos e o D. Cor(no)leone
gosta mais quando esses clubes lhe pedem ajudas a ele próprio. Tudo começou
quando ainda era incontestável a liderança do crac em todas as modalidades em
que, com o apoio de um “xistrema”, ele competia e, assim, só podia ser uma
“nova frente” para o contestar. Tudo começou quando o crac ainda patenteava
bastante solidez financeira …
Foram passando as épocas e … as cores escuras foram
escurecendo até ao mais preto dos negros.
O crac ganhou uma expressiva “mala pata” com esta
prova, a um ponto tal que os próprios andruptos já suportam mal novos
insucessos.
A situação económica e financeira do crac
degradou-se muito, a ponto de se ter reduzido a quase zero o outrora imenso exército
dos “emprestados” e, agora, a ponto de já haver necessidade de “fundir” o
plantel entre as equipas A e B.
E o D. Cor(no)leone continua a não se conseguir
“livrar” nem da prova, nem da sucessão de derrotas nela averbadas.
Humildemente, eu acredito que o D. Cor(no)leone quer
“cortar o mal pela raiz” e livrar o crac desta competição sustentadamente. Para
isso, ele necessita de um argumento ponderoso …
Que melhor argumento poderia ser-lhe oferecido do
que ver o crac excluído com base num (discutível) incumprimento regulamentar,
fosse ele de 15 minutos ou de quase 3, como nestas duas épocas?
Que melhor resposta haveria – parece que o estou a
ver, num discurso “inflamado” e bem regionalista, em caso de uma tal
penalização regulamentar, do que assegurar aos andruptos que o crac na Taça da
Liga … “jamé”?
Especialmente quando o D. Cor(no)leone sabe que já
não vai a tempo (ai os anos, que já lhe faltam) de superar as 4 conquistas
sucessivas do Glorioso e, concomitantemente, que um tal compromisso poderia ser
facilmente revertido pelo seu sucessor.
Resumindo, Companheiros:
. quase como disse a Enormíssima Leonor, para quem
ou o crac a conquista, ou acaba a Taça da Liga, eu acredito que o D.
Cor(no)leone anda a tentar provocar os (péssimos) regulamentos, numa busca, que
prevejo incessante, de um “argumento” que possa justificar a bomba que
permitiria ao crac “ver-se livre” da prova por alguns anos; e
. que ninguém fique surpreendido no caso de, seja
nesta próxima meia final, seja no ano que vem, o crac voltar a “infringir
aparentemente” os regulamentos da prova (regulamentos incompetentemente feitos
por competentes, ou competentemente elaborados por incompetentes, ou uma
qualquer combinação das duas hipóteses anteriores), ainda e sempre na busca de
serem excluídos de uma prova que, ainda, continua a não lhes interessar, apesar
de a quererem vencer.
E quanto a possíveis “alianças” com a osgalhada, nem
me falem de tal coisa!
Gostaria muito de os ver ficar em segundo lugar
nesta Liga (apesar de permanecer convicto de que não vão poder disputar nenhuma
prova da UEFA, por incumprimento do FPF), vou “torcer” por eles na jornada em
que recebem os andruptos no alvalixo, desejo, sinceramente, que aproveitem este
absurdo “perdão de juros e de divida” a ponto de conseguirem manter uma equipa
competitiva, mas … ficamo-nos por esses pontos, que eu não esqueço que 99% dos
adeptos do ChportAng Millennium do espirito santo são osgas primariamente anti
Benfiquistas.
Mas, podem perguntar-me, o Maior Clube do Mundo pode
permitir-se assistir a sucessivas “danças com regulamentos” sem fazer ouvir a sua
voz e afirmar uma posição de liderança?
Pode, Companheiros!
No meio desta coisa espúria em que o POLVO
transformou o “futeluso”, o Nosso Clube tem de ser muito competente, muito
eficiente e muito eficaz, mantendo 100% dos recursos e esforços concentrados no
crescimento e no desenvolvimento, económicos e desportivos, do Glorioso e do
Nosso Grupo Empresarial.
Quem é obrigado a percorrer um lamaçal, tem de
manter-se concentrado no caminho para de lá sair, em vez perder tempo a sacudir
algum salpico.
Viva o Benfica!
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Mário Coluna partiu...
O Capitão de Portugal, como alguém lhe chamou, foi para uma vida melhor. Partiu tão discretamente como discreta foi a sua vida na terra.
Um exemplo para todos - no passado, no presente e no futuro.
Será no Céu, lado a lado com Eusébio, o seu protegido de sempre, que partira um pouco antes para melhor lhe preparar o eterno descanso, que assistirá ao 33º titulo, um dos muitos que ajudou a conquistar.
Obrigado por tudo senhor Mário.
