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quinta-feira, 21 de abril de 2022

Racismo selectivo, o IPDJ, Sandro Cruz e o "Somos Marega"!

No domingo, em Vila de Conde, Sandro Cruz, jogador do Benfica b, ouviu - ele e todos os que assistiram à transmissão da sportv - insultos racistas quando saía do relvado. Habituados ao "Filhos da puta SLB" e a outros mimos das claques da selecção e dos sapos, os comentadores c@garam para o "anda lá, preto" que se ouviu claramente, para o Sandro, para o «somos Marega» e para a vergonha na put@ da cara que é coisa que não lhes assiste. Sandro Cruz denunciou o crime nas redes sociais, condenando o "episódio nojento" e o Benfica fez a sua defesa nos locais que considerou apropriados. O Rio Ave, em comunicado, foi lesto a alijar responsabilidades e o provedor do adepto - é verdade, chama-se João Paulo Meneses, e o Rio Ave tem um de estimação - também em comunicado, solidarizou-se com o Rio Ave explicando que "não se apercebeu do comportamento incorreto dos adeptos vila condenses". Um caso raro de surdez aguda que urge tratar no otorrino do clube, quiçá em Contumil, onde moram alguns dos maiores especialistas da especialidade. A outra explicação é que o João Meneses, seguindo o exemplo do Hugo Miguel no alvalixo, se encontrava casa de banho na altura da substituição. Se viu (mesmo em repetição) o jogo na sportv, viu-o como eu - quando a isso sou obrigado - sempre com o som desligado. 

E enquanto a liga Palhinha se marimbava completamente para o jogador do Benfica, o IPDJ (Instituto Português do Desporto e Juventude) entendeu ser este o momento ideal para reconhecer o bom trabalho do Rio Ave na área do fair play, entregando ao clube de Vila de Conde a "Bandeira da Ética". Palavra de honra que não estou a brincar. Isto aconteceu mesmo este fim-de-semana! Ah, e os justiceiros da bola nacional, que abrem inquéritos sempre que alguém do Benfica peida mais forte, c@garam de bem alto para os insultos racistas, multando o Rio Ave em 250€ por comportamento incorrecto do público. Multa que o STA não terá problemas em anular (salvando os vilacondenses da banca rota) se, como no caso Marega, para isso for solicitado...

Todos nos lembramos do cagaçal de indignação que varreu o país (o futebolístico e o outro) de lés a lés, aquando dos insultos racistas que o "somos Marega" foi alvo em Guimarães! Não houve, então, cão nem gato que não clamasse por justiça ou que não condenasse os autores do crime. Mais de um ano depois, os conselheiros da liga Palhinha condenaram o clube da casa a uma multa de cinco mil euros, sancionando o Vitória com a realização de um jogo à porta fechada. Ontem, dois anos passados dos acontecimentos de Fevereiro de 2020, o Supremo Tribunal Administrativo (STA) confirmou a anulação do tal jogo à porta fechada, absolvendo o Vitória da multa de cinco mil euros. Lembram-se das câmaras do estádio do Jamor, que eram velhas e que não captaram nem o som nem o vídeo (entretanto distorcido), permitindo ao boi escapar na mata sem o merecido castigo? Pois bem. A pena imposta ao Vitória de Guimarães foi anulada por, segundo o STA, não haver som nas câmaras de vídeo vigilância do moderníssimo estádio D. Afonso Henriques! E que têm a dizer os indignados de 2020 - políticos e fazedores de opinião que aproveitaram a ocasião para lamberem os entrefolhos do clube da fruta - sobre a bizarra decisão que ontem foi tornada publica? Zero. Até agora nem uma palavra a condenar este lamaçal de indignidades se lhes ouviu!

Um outro tribunal, o da Relação, confirmou a condenação de Adelino Caldeira, vice-presidente do foculporto e administrador da SAD da fruta, por agressão a Nuno Lobo, presidente da AF Lisboa. Nove anos demorou a justiça (a agressão, que toda a gente viu, aconteceu num Estoril-foculporto em 2013) para condenar o esbirro mais próximo do fugitivo de Vigo, um dos maiores co-responsáveis pelo esgoto a céu aberto que se transformou o futebol e o desporto nacional. A MDCSDQT - como é costume quando em causa estão os valores (o arruaceiro Pepe chama-lhes honra, dignidade e retidão do carácter) proclamados pelo clube da fruta - varreu para debaixo do tapete a aberrante decisão do STA, chutando para canto a refrescante, porém inócua, confirmação do Tribunal da Relação.

Dias depois do cumbibio entre o clube da fruta e os alegres porteiros do Calor da Noite do Algarve, o boneco Ceição, sem se rir, disse aos pés-de-microfone que «não vale tudo para ganhar»! Embalado, tomou as dores da filial de Portimão para defender Paulo Sérgio, o mais recente lacaio do futebol português. Pensava eu que, no desporto nacional, poucos indivíduos tinham capacidade para me surpreender. Recordo aqui que já vi o injinheiro macaco discursar no "Simpósio “ Violência vs Valores” no futebol, realizado no Auditório Parque Biológico de Gaia, ao lado de figuras proeminentes como Guilherme Alguidar, Cândido Costa (comentador do canal 11 da federação) e Artur Soares Dias, entre muitos outros defensores da moral e dos bons costumes! Uma semana atrás se alguém me dissesse que eu ia viver tempo suficiente para ver um boi a defender um forcado, tinha-o mandado bugiar. Depois dos justiceiros do STA pintarem Marega de branco e do arruaceiro Pepe se declarar tutor da honra, da dignidade e da rectidão de caráter, já não sei o que pensar! E se um dia o foculporto mostrar provas que o Maniche (o focinho de porco foi contratado pelo fruta canal) foi visto a andar de bicicleta, então sim, mesmo que a hiena Gomes consiga fazer o pino só com um dedo gordo grudado no stick do pirata, já não me deixará espantado.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Verdade desportiva ferida de morte!

Após o Supremo Tribunal Administrativo confirmar que o Tribunal Arbitral do Desporto não tinha competência para apreciar o recurso interposto pelo Sporting quando João Palhinha viu o quinto cartão amarelo na temporada passada, o conselho de (in)disciplina da liga Unilabs/Palhinha emitiu uma nota de emburrecimento (chamando-lhe "esclarecimento") a dar conta que «Palhinha tem um jogo de castigo por cumprir referente à época passada, mas que, face ao Regulamento Disciplinar da Liga, não poderá cumpri-lo na presente temporada, uma vez que «[o]s cartões amarelos exibidos numa época ao jogador não contam para efeito de acumulação, na época seguinte». 

A piada de mau gosto começa logo onde se lê "face ao Regulamento Disciplinar da Liga"! Cum catano! Até eu que não percebo um boi de regulamentos tenho de reconhecer que os especialistas da liga são uns génios do direito, sobretudo do direito desportivo. Pelos regulamentos da liga, Palhinha não estava obrigado a cumprir um jogo de castigo automático assim que lhe foi exibido o quinto cartão amarelo? Cumpriu-o? Onde é que se enquadra a decência moral de toda esta gente? E onde metem eles os direitos de igualdade dos restantes clubes, quando é o próprio CD o primeiro a validar o vergonhoso procedimento dos sapos, cagando de cima abaixo nos regulamentos? Quererá o conselho de disciplina da liga garantir que, a partir de agora, quaisquer recursos de jogadores e/ou de clubes cuja decisão final apenas seja conhecida na época seguinte, irão parar todos ao caixote do lixo do Palhinha? É esta balburdia regulamentar, ao serviço dos sapos, que queremos preservar e perpectuar? 

E a homenagem que impõe fazer-se ao presidente do Tribunal Central Administrativo do Sul que entendeu aceitar como boa (com o cachecol verde e branco a toldar-lhe a visão) a providência cautelar dos batráquios, agora completamente arrasado pelo acórdão do Supremo Tribunal Administrativo? Construir-lhe uma estátua insuflada no pavilhão da Doyen, à entrada? Uma vigila pela canonização do Juiz ao nível da que fez do pirata Pinto o mártir da pátria que todos veneramos? Uma petição pública para entrar no próximo Big Brother famosos, ou criar uma regra que que lhe permita entrar na história dos sapos com igual estatuto dos quatro campeonatos Peyroteo?

Para quem já não se recorda (dá ideia que o Peyroteo ainda não era nascido) Palhinha viu o quinto cartão amarelo na partida anterior ao Sporting-Benfica. Na altura - agora é Matheus Nunes a pertencer-lhes os sonhos mais húmidos - era Deus no Céu e o caceteiro lagarto (espécie de Maradona de chancas) na terra. Vai daí, o maqueiro Vagandas, presumo que aconselhado pelos expert da justiça que atempadamente anunciou em campanha eleitoral, “Tenho na minha lista dois juízes-conselheiros do Supremo, um procurador da República, um juiz-desembargador”, encontrou no presidente do TCAS o parceiro ideal para permitir aos sapos continuarem a utilizar o jogador - apesar de, pelos regulamentos da liga, ter de cumprir um jogo (automático) de castigo, precisamente no jogo contra o Benfica. 

Palhinha viu outro cartão amarelo (sexto da época no campeonato, quinto se considerarmos a anulação do anterior) dez jornadas mais tarde mas, - aberração das aberrações! -, o inimputável sapo voltou a não cumprir o castigo porque os doutores da bola decidiram que uma vez que o quinto cartão tinha sido anulado, o sexto seria o primeiro de uma nova série de cinco! Ao todo foram 18 jornadas em que (como se comprova pela decisão do STA) Palhinha alinhou irregularmente pelos sapos, ferindo de morte a verdade desportiva! 

Como nos titalos Peyroteo é assim que os viscondes do alvalixo (são mesmo diferentes!), a coberto da MDCSDQT, c@gam na justiça e para os regulamentos. Todos os clubes, a começar pelo Benfica, deviam impugnar imediatamente o campeonato 2020/2021, exigindo chorudas indemnizações à federação e à liga. Devem-no aos sócios e adeptos que se recusam prestar vassalagem a sapos. 

Como no caso Palhinha, onde toda a gente assobia/ou para o lado, eu relembro que o Coates deu uma sapatada na mão do árbitro (as imagens não mentem) que continua sem castigo e sem qualquer expressão mediática! Se fosse um jogador do Benfica a fazê-lo, não só João Pinheiro não se esqueceria de o mencionar no relatório como a MDCSDQT (e bem) ainda não se tinha calado com o assunto!