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segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Memória, meus senhores, memória.

Gelados com a testa. Passam as semanas e ainda não se convenceram que as eleições já acabaram. Há gajos para quem quanto pior melhor. João Neves para aqui, João Neves para ali, o antigo médio do Benfica é agora o seu campo de batalha. A Darwin - último viagra que lhes havia dado vida - que passou de barrete cheio de espondiloses a 'foi vendido ao desbarato' por 85M€, largaram-lhe a braguilha quando saiu do Liverpool. De Gonçalo Ramos (mais uma invenção do Roger Schmidt que não percebia nada disto) tem dias. Ora foi oferecido de borla por 65M€ ora passam a borracha em cima do 'médio esforçado' que observam no período pré-Schmidt! 

As ladainhas tanto passam do vendemos tudo o que mexe - jogadores medianos que deixam no clube verbas em torno dos 15 ou 20 milhões de euros - a não se aproveita nada do Seixal e, como, de repente, olham para o banco de suplentes e só vêm, made in Seixal, putos inexperientes. Nenhum se recorda do não é com "Taliscas" (Oblak, Ederson, Lindelof, Morato...) que vamos lá e ainda menos do Rúben Dias, transferido para o Manchester City por 68M€, mais um negócio desastroso porque, em troca, o Benfica recebeu Otamendi (já na altura mais velho que a potassa) que não passava de um perigoso espião (a cair aos bocados) ao serviço do clube da fruta.

Quando João Neves saiu (a minha memória continua a ser de ferro) os que mais o usam para metralhar Rui Costa, foram os primeiros a dizer que se o João, com a equipa que o PSG tinha, jogasse uns minutos de vez em quando já seria uma vitória para ele. A cada golo que João Neves marca mais reforça a ladainha que, se fossem eles a mandar, recusavam liminarmente os 66M€ que já rendeu que ainda podem chegar aos 70M. Uns pândegos! Até porque quem descobriu João Neves foram eles, não foi o Roger Schmidt (que não percebia nada disto) a quem os mesmos inteligentes/exigentes, durante dois anos, transformaram a sua vida num inferno.

Prestianni, que brilhou bem alto no Mundial de sub-20 e já é internacional A pela selecção Argentina, campeã do mundo, para os verdadeiros exigentes nunca será jogador para o Benfica. Em sentido inverso ainda se contorcem com as saudades do esforçado Tiago Gouveia, outra invenção (promoveu o seu e o regresso de Tomás Araújo ao Benfica) do Roger Schmidt que não percebia nada disto. 

Lembram-se de Nelson Oliveira e do Zé Gomes - para não falar da berraria em torno de Tiago Dantas quando foi parar a Munique - que, quando se falou em saírem do Benfica, provocaram autênticos terramotos no restrito universo dos verdadeiros exigentes? Que com mais dois três anos no Benfica acabariam por ser melhores que o Ronaldo Nazário, o fenómeno? Pois é, como o comboio só passa uma vez, é só olhar para o percurso deles e tentar perceber onde foi parar o talento supra sumo que só os sagazes exigentes conseguiram vislumbrar. Os jogadores são (muito) valorizados quando as suas equipas ganham taças e vencem campeonatos. E os campeonatos e as taças (roubadas) do Benfica têm batido invariavelmente no penalti assinalado por uma rasteira de cabeça do Otamendi ou no grunho Matheus Reis 'nois aqui pisa na cabeça' do Belotti. Esse é o verdadeiro problema do Benfica. O resto são retóricas da treta de uma casta de eleitos que um dia dizem uma coisa e no outro o seu contrário. Memória, meus senhores, memória. 

Em cima, numa simples imagem, fica a diferença entre uma estrutura vencedora e uma outra a quem apontam mais buracos que um queijo suíço. Isto sim, é o que faz toda a diferença. Num lado promove jogadores, dá títulos e honrarias e faz desaparecer do mapa o mais insatisfeito exigente. No outro é origem de grandes terramotos e hecatombes, viagra dos especialistas e dos verdadeiros exigentes.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

É atar, pôr ao fumeiro e...já está.

Ontem houve Taça. Taça de Portugal. Transbordou de coisas boas, como no caso da conferência de imprensa de dois senhores, Bruno Lage e Luís Castro, que parecem estar a mais no futebol português, mas também nos deixou um intenso fedor a trampa, como as perguntas insidiosas e o comportamento de taberneiro do «pé-de-microfone» com ligação directa ao esgoto da manhã. O caso é ainda mais grave se verificarmos que os dois treinadores ousaram ir à sala de imprensa focados no jogo que haviam participado, explicar modelos tácticos, posicionamento dos jogadores e o que é pior, somente para falar de futebol. Tão reles como o canalhadas da manhã ou o rasteiro ruim santos fica o registo dessa reentrada em grande do arruaceiro Pepe no submundo do futebol português. De patas para a frente, como tanto gostam os lacaios do clube da fruta, este carniceiro da bola "disse" claramente ao Felipe vale-tudo que o lugar de parte pernas encartado deixou de lhe pertencer por direito. 

Ao nível da entrada assassina do regressado carniceiro e das perguntas desprezíveis do cartilheiro do esgoto da manhã a Bruno Lage, está a lavagem que a merda de comunicação social que temos faz do comportamento animalesco de Pepe. E também a "confissão" publica de João Capela de que não tem o mínimo de condições para arbitrar um jogo de futebol. Ou está convencido que ainda não apitou para o final do Tondela-sporting, é absolutamente incompetente ou gosta demasiado de comer dióspiros maduros. Em Chaves correu célere para Conti para o expulsar por um lance casual e natural num relvado completamente encharcado. Deixou o Benfica exposto ao empate que acabou por acontecer. Em Matosinhos não mostrou o correspondente cartão vermelho ao arruaceiro Pepe, dando a possibilidade ao foculporto de ir para prolongamento com 11 jogadores a ponto de passar a eliminatória!

O homem do ano para o pasquim abolha voltou a mostrar o quanto o prémio foi ajustado. Boneco Conceição, outra vez com o seu comportamento animalesco, provocou a ira dos adeptos do Leixões em diversas ocasiões. Não esteve sozinho nas arruaças. Primeiro foi com o mastim Luís Gonçalves e o guarda-redes Casillas apertar o Capela na saída para os balneários, ao intervalo. Teria o seu momento mais alto ao festejar o golo do apuramento virado para os adeptos da casa e para o banco leixonense. Home do ano que se prese é assim. E quem gosta deles a valer é o Meirim.

Agora o futebol. Primeiro quero agradecer ao clube da fruta por ter dispensado o João Félix. Fica-lhe tão bem a camisola vermelha colada ao seu corpo franzino que eu sou incapaz de imaginar o miúdo com o castanho vestido. Aquela sua forma de levitar deixa-me sempre mais perto de perceber a essência do futebol e nem mesmo o receio de o ver bater de frente contra uma besta qualquer consegue impedir o prazer que me dá ver o garoto actuar. Aquela recepção com o pé esquerdo e o remate pronto com o direito por debaixo do guarda-redes do Vitória revela toda a classe que o levará, estou certo, ao estrelato mundial. Há um outro génio, digo eu que de bola não percebo nada, que se mantém amarrado lá atrás. Svilar, a quem os especialistas da especialidade se uniram para trucidar, vai acabar por se impor com a naturalidade dos que nasceram para brilhar. É só uma questão de saber esperar. Como João Félix ou Tiago Dantas, Svilar é como o algodão. Só engana os que cultivam o prazer em deixar-se enganar...

E não é que o Gabriel parece saber jogar futebol? Minha nossa senhora. Ainda bem que o país está pejado de especialistas da especialidade. O que seria de nós sem as suas avalizadas e competentíssimas sentenças. Eu confesso que, às vezes, fico um bocadinho baralhado das ideias (algo fácil de perceber pelos meus escritos mal amanhados) mas tenho que lhes dar o devido valor. E digo mais. O SLB devia ter um departamento só para aproveitar o que de bom é dito sobre os profissionais que contrata. Comprava e vendia dois planteis por semana mas mantinha em alta o ego do pessoal da bifana. Ontem estavam furiosos com a vitória sobre o Vitória. Que não, que não se pode jogar assim tão mal. O Vitória que, lembre-se, trucidou o clube da fruta najantas (apesar de ser espantosamente roubado) e rebentou com a bazófia dos sapos menos de um mês atrás. Com esta malta a outra equipa não conta. É atar, pôr ao fumeiro e...já está.