Os «óles» que se ouviram aos 92 mts na gaiola dos sapos, no estádio da Luz, não foram mais que o eco das estrondosas parangonas que já se preparavam nas redações dos jornais. Os «óles» e os canticos de «Benfica é merda» que se ouviam na gaiola dos sapos, mais não foram que o ribombar da artilharia pesada que os verdadeiros exigentes, os catedráticos da chincha e os especialistas da especialidade experimentavam em privado antes de irem para o ar. O choro, o destempero e a azia estratosférica que se seguiram, como a dos anuros, na Luz, a não esconderem a monumental cornadura, foi uma pequena amostra da incontida raiva que percorreu as redações e os demais lesados de Schmidt, obrigados a meter nas 'rigeuiras' inflamadas todas as chacotas e as crónicas que já tinham alinhavadas.
No meu périplo - como me tenho divertido, meu Deus! - pelas tvs da especialidade dei por mim na CNN Sapos de Portugal a ouvir três anuros anti-Benfica a divertirem-se à grande antes de chorar baba e ranho. Eles era a potência para aqui, eles era potência para ali, o futebol adulto dos sapos e o divino o Gyokeres, catano, o espantoso Gyokeres que iria encher as primeiras páginas por mais 3 ou 4 quinze dias! Era o impressionante Edwards e o maravilhoso Hjulmand, o resplendor do Amorim e o descalabro do Schmidt até que chegou o golo do empate, com o Benfica engolido pelo brilhantismo dos sapos. A expulsão do Inácio, que só tinha dado força extra aos rapazes, começou, enfim, a fazer mossa - que, até aí, quem tinha jogado com menos dois, Di Maria e João Mário, foi o SLB, que ainda apresentou mais dois coxos (Aursnes e Morato) nas alas que davam asas aos sapos. Nisto chegam da Luz os ecos da desgraça - "muito para lá dos 90 mts" - e o Benfica que não jogara um peido, como por milagre, passou a fazer parte de um grande jogo (mas como, meu Deus, se o campeão nacional só fez merda até aos 94mts e se o treinador errou em todas as decisões?) que merecia um final mais feliz.
Se o empate já os deixara amarelos como a diarreia, imaginem o tamanho das cornaduras quando a realidade (golo de Tengstedt que, pela falta de qualidade, nem devia estar no plantel quanto mais no relvado a sodomizar verdadeiros e especialistas) lhes entrou sem avisar, à bruta, pelos entrefolhos acima! O Ruinzinho Santos ainda conseguiu (são muitos anos a engolir sapinhos) disfarçar um poucochinho, agora, tanto o Luís Camelo 🤮 como o Focinho de Porco🤮, que bom foi vê-los a cuspir pelos olhos o fogo que, vindo da Luz, lhes entrava, à bruta, pelos entrefolhos! O Benfica que não espere pela demora, que o Sporting foi muito melhor com menos um (João Mário e Di Maria já entravam nas contas) e com todos os erros do plantel, sem laterais e sem guarda-redes (que desplante aparecer na área dos sapos sem autorização dos especialistas), mas com um treinador que só faz disparates, desde que acorda até que se deita, é tudo uma questão de dias até acontecer o descalabro, gritava o Luis Camelo desesperado. O resto do rebanho abonou a cornadura, concordando. Estavam tão ressabiados que até o fanhoso moderador deu mostras de, por várias vezes, se sentir incomodado.
Nas figuras da partida, onde Jon Snow (também era o que faltava) conseguiu a unanimidade, Trubin com um par de defesas (que seriam monumentais noutras paragens) não fora o passeio à área dos sapos para ver de perto o golo de João Neves, teria passado ao lado nas analises da MDCSDQT, deitando por terra toda a excelência e o ataque mortífero da potência. Quando o guarda-redes não é tido nem achado num jogo de futebol sempre ouvi a justificação da sua "ausência" pela falta de trabalho apurado ou porque a equipa contrária, simplesmente, se divorciava da baliza à sua guarda. Costumava ouvir…digo bem, costumava, que, com este descalabro do futebol do Benfica qualquer ideia preconcebida deixa de fazer qualquer tipo de sentido…palavra de especialista da especialidade.
Aursnes, a jogar onde os catedráticos mais mediáticos juram que não rende (um dos muitos equívocos de Schmidt) já leva mais assistências (4) para golo - obviamente por mérito da minha tia Felismina - que em toda a época passada a jogar no lado esquerdo do meio campo onde, apesar de ser um dos melhores do campeonato, também não satisfazia as eminências pardas da crítica especializada.
Já António Silva, aquando do golo do empate, apanhado desesperado a mandar toda a gente para o seu meio campo, fê-lo pela vontade (concretizada) de apertar o pescoço a João Neves e jamais com a pressa de o Benfica ainda poder chegar à vitória. É a conclusão lógica de quem viu um resultado injusto para os sapos, caído do céu aos trambolhões no regaço privilegiado do Benfica.
Eu não me quero tornar repetitivo e, muito menos, contestar os méritos do campeão das conferências de imprensa no aproveitamento de Freseneda, Jovane Cabral, Sporar, Vietto, Bellerín, José Marsà, Sotiris Alexandropoulos, Tanlongo, Rochinha, Rúben Vinagre, Gonzalo Plata, Dário Essugo, Chermiti...e também não fujo ao consenso que quem descobriu Morato, António Silva e João Neves na equipa b (também Tiago Gouveia e Tomás Araújo resgatados ao Estoril Praia e ao Gil Vicente) e quem fez de Gonçalo Ramos um goleador afamado, Enzo Fernández o melhor jovem do mundial, Grimaldo um defesa esquerdo de eleição, recrutando o desconhecido Aursnes que joga bem em todo o lado, foi o Rúben que o Schmidt só faz merda. Também não me custa admitir a sua genialidade ao deixar Dário Essugo e Daniel Bragança no banco, quando, a ganhar por 1-0 e com menos uma unidade no relvado (isto se Di Maria e João Mário já contarem) optou por lançar o ponta de lança Paulinho que ficou a ver João Neves rematar para o empate, assistindo de longe ao remate vitorioso de Tengstedt. Não conseguiu perceber até agora se foi o Rúben a dar ordens para a entrada de Tengstedt ou se esquematizou a jogada do canto - passe de Morato para o Jon Snow - e o cruzamento fatal do outro coxo, Aursnes, que provocou uma das maiores emoções que eu já vivi na minha vida. Não é por nada. É que, passados estes dias todos, ainda não sei a quem hei-de agradecer.