Noronha Lopes esperou três meses para revelar que, convidado por Luís Filipe Vieira, chutou para canto o Presidente do Benfica, recusando a oferta de um lugar de vice-presidente na sua direcção. É de macho. Dando de barato os longos meses que demorou a mastigar a coisa, encontrando agora o momento apropriado para partilhar a tramoia, são precisos uns tomates do tamanho mundo para escarnecer da grandeza da proposta. Por muito menos - por um lugar na apresentação da Gala Cosme Damião ou por um lugarzito na tribuna de honra - grande parte dos seus mais mediáticos apoiantes cortariam a língua muito antes de ponderarem recusar a oferenda!
sexta-feira, 2 de outubro de 2020
Dificilmente os emparelhariam melhor.
domingo, 6 de setembro de 2020
Ao jeito de João Gabriel
Hoje tive o privilégio (que saudades!) de ler um brilhante artigo - que aqui replico - marca registada do João, onde ele descasca com luva de pelica o cineastra António-Pedro Vasconcelos cuja maior visibilidade resulta não dos méritos profissionais mas das criticas ferozes sobre a vida do maior clube português, a bazófia e verborreia cerebral de especialista da especialidade que o caracteriza e, sobretudo, da sabujice doentia (nunca largou o luto desde que Jorge Jesus saiu do Benfica) e do lamber do chão que o mestre pisa.
«Tem direito à sua opinião, não aos seus próprios factos»
«No início de 2018, Barack Obama foi o convidado do programa de David Letterman na Netflix. Quando foi questionado sobre os desafios da democracia americana, nomeadamente sobre a possibilidade de um governo estrangeiro ter manipulado as eleições internas, o ex-presidente começou por referir que os russos apenas tinham explorado o que já havia nos Estados Unidos. "Se vir a Fox News, vive num planeta diferente", ironizou, evocando de seguida um episódio protagonizado muitos anos antes pelo ex-senador democrata Patrick Moynihan, já falecido. Contou Obama que o ex-senador "desafiou um colega menos capaz" em relação a um tema que não especificou, e que este ficou tão nervoso, que se limitou a replicar "é a sua opinião, eu tenho a minha". "Meu caro", prosseguiu Obama citando Moynihan, "tem todo o direito a ter a sua opinião, mas não os seus próprios factos".
É disto que se trata. Por força dos maus resultados desportivos da última época, a campanha eleitoral do Benfica foi claramente antecipada, o que mostra a dinâmica democrática do clube, tão contestada por alguns.
Lendo alguns dos artigos publicados por aqueles que mais reclamam por uma mudança de líder, dá ideia de que o Benfica teve uma década de absoluto insucesso desportivo, que vive debaixo da alçada da UEFA no que ao fair play financeiro se refere, que o seu centro de formação não é capaz de produzir talento, que os seus direitos televisivos continuam a ser detidos e transmitidos por um canal hostil ao clube, que tem dificuldade em contratar e que tem dívidas vencidas que não consegue liquidar. É como se estivéssemos a ver a Fox, "um planeta diferente", uma realidade alternativa.
Pois bem, a realidade do Benfica é bem diferente. Diametralmente diferente! O que nos leva de regresso a Moynihan: todos devem ter direito à sua opinião, mas não aos seus próprios factos.
Não era minha intenção escrever este ou qualquer outro artigo, mas há limites que não devem ser ultrapassados e afirmações que não podem ser toleradas. Quando há poucos dias li que Manuel Vilarinho "deixou a Vieira um estádio novo", tive de reler. Esperei pelos dias seguintes, mas não houve nenhuma errata.
Vilarinho devolveu a decência ao Benfica, e esse foi o seu maior mérito, mas a grandeza de Vilarinho também se vê na forma como sempre reconheceu que sem Mário Dias e Luís Filipe Vieira não teria havido estádio. Omitir este facto não foi acidente, foi intencional.
Não interessa quem escreveu, mas porquê. Podemos divergir dos caminhos, das propostas ou das estratégias, podemos identificar-nos mais com um candidato e com o que este defende, mas não reconhecer os méritos de Vieira nestes 17 anos não revela apenas desonestidade, mas também mesquinhez de espírito. Um cineasta devia ser o primeiro a saber que um bom guião pode ser destruído por maus actores.
E o guião com que João Noronha Lopes inicialmente se apresentou está a ser destruído por alguns dos que o rodeiam. A gratidão engrandece, não nos diminui como alternativa, e os que apoiam Noronha Lopes deviam ser os primeiros a sabê-lo. O ruído, só por si, não é uma alternativa, é apenas ruído.
Trabalhei com Luís Filipe Vieira durante oito anos. Errou, porque não é infalível. Exagerou nos objectivos, e por isso muitas vezes falhou, mas foi por esse permanente inconformismo e pelas metas sempre inflacionadas que traçou que chegámos aonde estamos. Já se contradisse, porque em 17 anos é impossível não o fazer. E, se conseguimos chegar até aqui sem rumo ou sem plano, como alguns defendem, espero que Vieira continue sem rumo para os próximos quatro anos.
O final da época de 2014 foi doloroso, e muitos vaticinaram o fim do projecto Vieira. Não foi. Tal como o insucesso da última época também não será. Falar de Vieira à frente do Benfica obriga-nos a voltar atrás. Antes de Vieira, o clube era um fantasma, uma sombra do passado, incapaz de suportar o peso da história. Vieira e todos os que o acompanharam nestes anos devolveram a grandeza e a dignidade ao clube.
Não posso terminar sem fazer mais um reparo ao artigo que aqui me trouxe. Nos oito anos em que trabalhei no Benfica, assisti a quase todas as Assembleias Gerais do clube. Nunca vi, em nenhuma delas, o autor do mesmo, o que não o diminui como sócio, nem lhe retira a legitimidade de criticar ou desejar outra pessoa para dirigir os destinos do clube, mas devia inibi-lo de produzir afirmações sobre algo a que não assistiu, de que desconhece o contexto. Vieira irrita-se, exalta-se, simplesmente porque – para surpresa de muitos – tal como nós é humano.
E para aqueles que querem usar a justiça para pôr em causa a obra e a credibilidade do Presidente do Benfica, convém lembrar que a justiça é um processo e, tal como um jogo de futebol, o importante não é como começa mas como acaba!
O desconhecido é perigoso quando o que temos nos continua a dar garantias, sobretudo quando o nosso principal adversário, aquele que festeja mais as nossas derrotas que as suas vitórias, parece tão interessado em que a liderança do clube mude».
domingo, 16 de julho de 2017
quinta-feira, 20 de abril de 2017
Um escolhido de risco e a cartilha do sarrabisco...
terça-feira, 7 de março de 2017
João Gabriel também é Tricampeão Nacional!
Numa cerimónia que decorreu no Museu Cosme Damião, Luís Filipe Vieira recebeu, das mãos do presidente da Liga, a taça de Tricampeão! Numa altura em que do léxico da comunicação social quase desapareceu o termo «Campeão Nacional» e onde o «Tricampeão» nem chega a ser opcional - nunca é demais relembrar essa gente que o Benfica é mesmo o Tricampeão Nacional. Uma data de desmiolados, adeptos dos clubes da fruta e do cuspe, riram-se do facto, da cerimónia, da taça e do acto. Eu também me rio muito! Rio-me dos patetas que, vai para quatro anos uns, e os outros para 15, só vivem de tretas! E achei muita graça ao ver um individuo, dos que mais se esforçou para nos tirar campeonatos, fazer um belo discurso e entregar-nos a taça. Pela segunda vez, em quatro anos, nas meias-finais da prova. E o primeiro clube a atingir os "quartos" em todas as edições da competição! Perante este cenário - há uma pergunta que impõe fazer-se...Carlos Diniz; tenho uma enorme curiosidade em saber se alguém do Benfica lhe fez algum mal, quando ele era pequeno...






