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sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Dificilmente os emparelhariam melhor.

Noronha Lopes esperou três meses para revelar que, convidado por Luís Filipe Vieira, chutou para canto o Presidente do Benfica, recusando a oferta de um lugar de vice-presidente na sua direcção. É de macho. Dando de barato os longos meses que demorou a mastigar a coisa, encontrando agora o momento apropriado para partilhar a tramoia, são precisos uns tomates do tamanho mundo para escarnecer da grandeza da proposta. Por muito menos - por um lugar na apresentação da Gala Cosme Damião ou por um lugarzito na tribuna de honra - grande parte dos seus mais mediáticos apoiantes cortariam a língua muito antes de ponderarem recusar a oferenda!

O porta-voz da candidatura de Luís Filipe Vieira foi célere a responder a Noronha. "Há dois meses fui convidado a regressar ao Benfica, como vice-presidente. No meu caso, o convite existiu mesmo!", escreveu João Gabriel no Twitter. Por mim, fazendo fé no putativo apoio de antigos campeões europeus anunciados com grande pompa pelo candidato Noronha, prontamente negado pelos proprios, ou familiares, considero-me devidamente esclarecido. Uma coisa é certa, o Noronha anunciou e o baldaia prontamente apoiou. Melhor que o declarado amparo dos betos é preencher os sonhos húmidos dos esbirros do calor da noite e do fugitivo de Vigo. Melhor cartão de visita é difícil. 
Ontem foi um dia triste - parte da noite, vá lá - para milhões de adeptos do PAOK! Segundo as contas do doutor brunalgas, cerca de três milhões de gregos foram dormir com uma bela dupla cornadura. Nada contra o Rio Ave, que fez por merecer melhor sorte, mas que eu fiquei que nem um gaio com o cabeção do lambe-cus Freitas Lobo, ai isso fiquei. Comparar os gritinhos de aflitos da bicha e a louca vontade de entrar em campo para metê-la toda lá dentro, com a alegria indisfarçável que o coiso faz por demonstrar quando comenta as derrotas do Benfica é o mesmo que olharmos para os cornos do fernando linhas mendes e pormo-nos a imaginar as dificuldades e o tamanho das portas por onde o agarrado os consegue enfiar! Foi uma das alegrias da noite. A outra foi passar no esgoto da manhã TV, passada meia hora do términus da epopeia dos sapos, e ver aqueles espectros assanhados a esmiuçar as contratações do Benfica!

Foculporto-Marselha, ditaram as bolinhas quentes da UEFA. Se houvesse um prémio extra, apenas acessível a clubes condenados por corrupção, dificilmente os emparelhariam melhor. Com a isenção dos sapos plenamente confirmada, a questão mais pertinente era mesmo a de saber até que ponto as bolas seriam capazes de esquentar. Como vem sendo hábito, o boneco Ceição ficou com a vida facilitada mas o verdadeiro brinde do sorteio acabou por premiar Villas-Boas. Rápido a reagir, o fruteiro usou as redes sociais para anunciar a boa nova. «Vou voltar à minha cidade e ao clube do meu coração e será dificilmente pessoalmente». É verdade. O face-rat tem muitas e variadas razões para não disfarçar a euforia. Não serão assim tantas as ocasiões onde garantidamente não sairá a perder. Vai reviver o beijar a mão do padrinho, repassar o lustro na cadeira de sonho, e, previsivelmente, usar o espaço kelvin para trocar fluidos com o boneco. Somente a ausência forçada do Soares Dias e do barrasco Santos em campo é que poderá momentaneamente baixar-lhe a tesão! 

Sobre o sorteio do Benfica, mau grado a minha falta de aptidões para o métier, fiz a costumada ronda pelos especialistas da especialidade, profundos conhecedores dos planteis do St. Liège (Bélgica), Rangers (Escócia) e Lech Poznan (Polónia) e já fiquei com uma ideia de como vai decorrer a campanha. Como sempre, e sem excepções, ao maior clube português saiu em sorte um grupo fácil, onde o Benfica, o menos fraco dos quatro, enfrentará equipas fraquinhas, que por causa dos lesionados às toneladas se apresentarão com as segundas linhas ou, na melhor da hipóteses, com jogadores que em circunstâncias normais não caberiam no plantel do Rio Tinto. Conheço este filme desde os tempos em que o pirata pinto não passava de um projecto de espermatozoide rançoso e a hiena Gomes ainda era um façanhudo mancebo com banca no mercado da ribeira de dia, e, de noite, um segurança peludo nas casas de putas que o fugitivo de Vigo "fazia"...

domingo, 6 de setembro de 2020

Ao jeito de João Gabriel

A minha admiração por João Gabriel está exposta aqui no GV onde a sua frase a propósito do fugitivo de Vigo - "Grande parte do currículo de 30 anos que tem devia ser apresentado como cadastro" - tem honras de visibilidade permanente.

Hoje tive o privilégio (que saudades!) de ler um brilhante artigo - que aqui replico - marca registada do João, onde ele descasca com luva de pelica o cineastra António-Pedro Vasconcelos cuja maior visibilidade resulta não dos méritos profissionais mas das criticas ferozes sobre a vida do maior clube português, a bazófia e verborreia cerebral de especialista da especialidade que o caracteriza e, sobretudo, da sabujice doentia (nunca largou o luto desde que Jorge Jesus saiu do Benfica) e do lamber do chão que o mestre pisa.

«Tem direito à sua opinião, não aos seus próprios factos»

«No início de 2018, Barack Obama foi o convidado do programa de David Letterman na Netflix. Quando foi questionado sobre os desafios da democracia americana, nomeadamente sobre a possibilidade de um governo estrangeiro ter manipulado as eleições internas, o ex-presidente começou por referir que os russos apenas tinham explorado o que já havia nos Estados Unidos. "Se vir a Fox News, vive num planeta diferente", ironizou, evocando de seguida um episódio protagonizado muitos anos antes pelo ex-senador democrata Patrick Moynihan, já falecido. Contou Obama que o ex-senador "desafiou um colega menos capaz" em relação a um tema que não especificou, e que este ficou tão nervoso, que se limitou a replicar "é a sua opinião, eu tenho a minha". "Meu caro", prosseguiu Obama citando Moynihan, "tem todo o direito a ter a sua opinião, mas não os seus próprios factos".

É disto que se trata. Por força dos maus resultados desportivos da última época, a campanha eleitoral do Benfica foi claramente antecipada, o que mostra a dinâmica democrática do clube, tão contestada por alguns.

Lendo alguns dos artigos publicados por aqueles que mais reclamam por uma mudança de líder, dá ideia de que o Benfica teve uma década de absoluto insucesso desportivo, que vive debaixo da alçada da UEFA no que ao fair play financeiro se refere, que o seu centro de formação não é capaz de produzir talento, que os seus direitos televisivos continuam a ser detidos e transmitidos por um canal hostil ao clube, que tem dificuldade em contratar e que tem dívidas vencidas que não consegue liquidar. É como se estivéssemos a ver a Fox, "um planeta diferente", uma realidade alternativa.

Pois bem, a realidade do Benfica é bem diferente. Diametralmente diferente! O que nos leva de regresso a Moynihan: todos devem ter direito à sua opinião, mas não aos seus próprios factos.

Não era minha intenção escrever este ou qualquer outro artigo, mas há limites que não devem ser ultrapassados e afirmações que não podem ser toleradas. Quando há poucos dias li que Manuel Vilarinho "deixou a Vieira um estádio novo", tive de reler. Esperei pelos dias seguintes, mas não houve nenhuma errata.

Vilarinho devolveu a decência ao Benfica, e esse foi o seu maior mérito, mas a grandeza de Vilarinho também se vê na forma como sempre reconheceu que sem Mário Dias e Luís Filipe Vieira não teria havido estádio. Omitir este facto não foi acidente, foi intencional.

Não interessa quem escreveu, mas porquê. Podemos divergir dos caminhos, das propostas ou das estratégias, podemos identificar-nos mais com um candidato e com o que este defende, mas não reconhecer os méritos de Vieira nestes 17 anos não revela apenas desonestidade, mas também mesquinhez de espírito. Um cineasta devia ser o primeiro a saber que um bom guião pode ser destruído por maus actores.

E o guião com que João Noronha Lopes inicialmente se apresentou está a ser destruído por alguns dos que o rodeiam. A gratidão engrandece, não nos diminui como alternativa, e os que apoiam Noronha Lopes deviam ser os primeiros a sabê-lo. O ruído, só por si, não é uma alternativa, é apenas ruído.

Trabalhei com Luís Filipe Vieira durante oito anos. Errou, porque não é infalível. Exagerou nos objectivos, e por isso muitas vezes falhou, mas foi por esse permanente inconformismo e pelas metas sempre inflacionadas que traçou que chegámos aonde estamos. Já se contradisse, porque em 17 anos é impossível não o fazer. E, se conseguimos chegar até aqui sem rumo ou sem plano, como alguns defendem, espero que Vieira continue sem rumo para os próximos quatro anos.

O final da época de 2014 foi doloroso, e muitos vaticinaram o fim do projecto Vieira. Não foi. Tal como o insucesso da última época também não será. Falar de Vieira à frente do Benfica obriga-nos a voltar atrás. Antes de Vieira, o clube era um fantasma, uma sombra do passado, incapaz de suportar o peso da história. Vieira e todos os que o acompanharam nestes anos devolveram a grandeza e a dignidade ao clube.

Não posso terminar sem fazer mais um reparo ao artigo que aqui me trouxe. Nos oito anos em que trabalhei no Benfica, assisti a quase todas as Assembleias Gerais do clube. Nunca vi, em nenhuma delas, o autor do mesmo, o que não o diminui como sócio, nem lhe retira a legitimidade de criticar ou desejar outra pessoa para dirigir os destinos do clube, mas devia inibi-lo de produzir afirmações sobre algo a que não assistiu, de que desconhece o contexto. Vieira irrita-se, exalta-se, simplesmente porque – para surpresa de muitos – tal como nós é humano.

E para aqueles que querem usar a justiça para pôr em causa a obra e a credibilidade do Presidente do Benfica, convém lembrar que a justiça é um processo e, tal como um jogo de futebol, o importante não é como começa mas como acaba!

O desconhecido é perigoso quando o que temos nos continua a dar garantias, sobretudo quando o nosso principal adversário, aquele que festeja mais as nossas derrotas que as suas vitórias, parece tão interessado em que a liderança do clube mude».

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Um escolhido de risco e a cartilha do sarrabisco...


Descubra as diferenças...Ao rasteiro rui santos deu-lhe para alinhar pela cartilha do padre Nuno roubando-lhe o protagonismo da táctica e do sarrabisco. Aos 190 cms (e 105 kg de peso) revelados por Nuno, os tais que foram capazes de deter o pistoleiro Jonas embalado, contrapõe o meia-leca batráquio com um belo par de cornos já com cerca de 15 anos de estágio. Aos 105 kg do Picasso dajantas o pequeno jumento ostenta parte da banha que o liposaspirado brunalgas já lhe terá prometido deixar em testamento.

Guardado desde que se percebeu que o xistra seria o arbitro do clássico da Luz, Artur Soares Dias é o árbitro escolhido pelo Conselho de Arbitragem da FPF para dirigir o Sporting-Benfica, o dérbi que marca a 30ª jornada da I Liga.
A 5 de Janeiro deste ano, antes do Paços-foculporto, o internacional do Porto já tinha sido escolhido pelos legalizados super dragões (quando se preparava para treinar no centro de estágio da Maia) para o ameaçaram de morte, e à sua família.
Daí resultou um penalti, do tamanho dos cornos do bernardino escarros (perdoado ao clube da fruta) e as consequências para os agressores ficaram-se por uma maior mediatização do macaco madureira - apenas suplantado pelo filho da melhor Dolores do Mundo; mais viagens e bilhetes à borla para os jogos da selecção...

Um gajo ouve/lê os especialistas da bola e só dá vontade de fugir! Na goleada dos sapos só falta saber quantos vai marcar o Bas Dost! 
Ele é o clube da fruta que já tem os três pontos assegurados no jogo contra ao Feirense. Ele são os lagartos que estão outra vez a jogar como nunca. Ele é o jorge lagarto que está à beirinha de reconquistar o prémio rui santos. Já não se previa um apocalipse assim desde que o Tricampeão Nacional foi trucidado no alvalixo, na época passada! Salvos pelo gongo. Eu fico com a sensação de que se não faltassem apenas 5 jornadas para o fim do campeonato o Benfica ainda descia de divisão! 

Pergunta do «chorões diário» no seu diario choro habitual...
«há quanto tempo não é assinalada uma grande penalidade contra o Benfica no campeonato nacional?» 

João Gabriel pegou no tema e questiona no seu twitter o filho do manuel queirós: "Há quantos dias PC não recebe um árbitro em casa? Há quanto tempo não pagam viagens a árbitros? Há quanto tempo PC não cumprimenta Nuno?" É obra!!!»

Eu, sem a facilidade do João em abrasar traseiros corruptos, fico-me por algumas simples questões...
Há quanto tempo pinto da costa já não vende actualizações do seu GPS? Há quanto tempo é que o presidente portista não tem de fugir à pressa para Espanha? Há quanto tempo é que o foculporto não é acusado de corrupção? Há quanto tempo o Feirense não fica a jogar com menos um elemento logo aos dois minutos de jogo? Há quanto tempo é que o foculpoto não pirateia o e-mail do Benfica?
O GuachosVermelhos no Lanças apontadas, cortesia habitual de José Manuel Antunes

terça-feira, 7 de março de 2017

João Gabriel também é Tricampeão Nacional!

Numa cerimónia que decorreu no Museu Cosme Damião, Luís Filipe Vieira recebeu, das mãos do presidente da Liga, a taça de Tricampeão! Numa altura em que do léxico da comunicação social quase desapareceu o termo «Campeão Nacional» e onde o «Tricampeão» nem chega a ser opcional - nunca é demais relembrar essa gente que o Benfica é mesmo o Tricampeão Nacional. Uma data de desmiolados, adeptos dos clubes da fruta e do cuspe, riram-se do facto, da cerimónia, da taça e do acto. Eu também me rio muito! Rio-me dos patetas que, vai para quatro anos uns, e os outros para 15, só vivem de tretas! E achei muita graça ao ver um individuo, dos que mais se esforçou para nos tirar campeonatos, fazer um belo discurso e entregar-nos a taça. 

"Há muitos anos que Pedro Proença não saía do Estádio da Luz sem ter prejudicado o Benfica. Alguma vez tinha de ser a primeira" - quem o diz (que pena não ter sido eu) é João Gabriel, antigo antigo director de comunicação do Benfica e, de certeza, o melhor comunicador que alguma vez vi ao serviço do Tricampeão. Não é preciso falar muito. Não são necessárias grandes conversas, gritos, insultos, deselegâncias, acusações...frustrações. Basta-lhe, tão só, saber usar a inteligência. E isso, meus caros amigos, João Gabriel fá-lo com toda a eficiência!

Os media andam aflitos com as ausências do Dortmund. (lembram-se? contra os lagartos foram só dez). Primeiro Mario Götze...agora Marco Reus! Estão inconsolaveis. Grimaldo, Fejsa, Jonas...deixa para lá. Que é isso quando comparamos o poder económico dos clubes? Se o Benfica passar não será apenas uma enorme proeza. Será também o espetar vários ferros, com grande destreza.

A fácil vitória do Rio Ave (em casa do Estoril) trouxe-me de novo à memória o preço a pagar por se correr contra o Benfica de forma invulgar. Já antes falei do Moreirense, lembro outra vez o Setúbal, e reforço a ideia do tal estudo comparativo, no antes e após jogos, dos clube ditos pequenos no confronto directo com os grandes...

O nojo, que tanto se esforçou para convencer o treinador brasileiro, encontrou no Real Madrid o fictício local onde vender mais um caceteiro. Até faz sentido. A seguir ao clube da fruta não conheço nenhum clube do mundo onde a vida possa correr tão bem a um sarrafeiro. Aproveitem e, no pacote, enviem-lhes o outro frangote. Com o namorado do Badr Hari em final de carreira, André Silva era bem capaz de pulverizar os seus recordes de penaltis, sem grande canseira.

Termino de escrever na hora em que o Benfica acaba de despachar o CSKA Moscovo - na Youth League - por duas bolas a zero.
Pela segunda vez, em quatro anos, nas meias-finais da prova. E o primeiro clube a atingir os "quartos" em todas as edições da competição! Perante este cenário - há uma pergunta que impõe fazer-se...Carlos Diniz; tenho uma enorme curiosidade em saber se alguém do Benfica lhe fez algum mal, quando ele era pequeno...

quarta-feira, 1 de maio de 2013

O 'Anjo' Gabriel

Agora mais calmamente vamos lá tentar analisar a conferencia de imprensa de João Gabriel...

Comecemos pela gestão de contenção de palavras que o Benfica fez após o Benfica-Sporting;
A máquina estava montada e bem preparada tal como esteve na época passada com a rábula da gaiola que serviu para atear fogo ao estádio...
Desta vez não deitaram fogo ao estádio mas incendiaram o país de lés a lés, contestando a legitimidade de uma vitória justa e limpa. Repito - limpa, conseguida com dois golos absolutamente legais.

Insinuou-se e em muitos casos afirmou-se que o Benfica tinha o controle das arbitragens...

O Benfica, inteligentemente, não reagiu logo e deixou (parece-me que propositadamente) que essa ideia passasse...
Uma coisa é sermos acusados de controlar arbitragens e depois levarmos com os 7 «magníficos» (xistra, Benquerença, Sousa, S.Dias, Proença, Cosme Machado e Rui Costa) outra coisa é ficarmos longe dessa comandita perigosa, o que tem acontecido sistematicamente esta época...

De qualquer forma, reagir a quente daria sempre a ideia que o Benfica se sentia culpado.
Seria mais aconselhado deixar que os ecos do dérbi de desvanecessem lentamente até morrerem na eliminatória europeia - estratégia correcta.

Com a maralha já muito mais interessada na ressaca de Istambul - agarrados às canelas de Melgarejo - Vieira aproveitaria o momento para atacar os corruptos, trazendo de novo à baila os 30 anos de benefícios e os roubos escandalosos que tantos títulos lhes trouxeram...
Mais uma vez esteve bem Vieira...

Atacou o inimigo, pondo-o a descoberto, expondo-lhe o ridículo dos seus protestos e evitou que o árbitro da Madeira aparecesse com a "obrigação" de compensar quaisquer "prejuízos" dos corruptos...
Em nenhum momento Vieira mostrou azedume com as arbitragens, e pode-se mesmo dizer que teve um especial cuidado em não trazer os árbitros à coação, "mostrando-lhes" novos caminhos...

Na Madeira o Benfica ganhou com uma boa arbitragem e para tudo ser perfeito os lances de possíveis grandes penalidades aconteceram sim, mas na área do Marítimo, enquanto que em Contumil e Alvalade foi precisamente o contrario - no Porto, Xistra resolveu todos os casos polémicos a favor do patrão e em Alvalade ganhou-se com um golo ilegal!
Aí estava a legitimidade para o contra-ataque de ontem.

Desta vez, os benefícios dos nossos rivais assentaram como uma luva para "calçar" e favorecer a estratégia do Benfica - não poderia ter corrido melhor.

O Benfica (João Gabriel) disse tudo o que tinha que dizer, atacou o corrupto onde nem ele sem os seus seguidores se podem esconder (benditas escutas) mostrou à saciedade e também à sociedade os poderes sobrenaturais dos 'manetas' das antas (apenas Danilo e Alex Sandro porque Rolando entretanto saiu) sem nunca (muito importante) beliscar qualquer árbitro, sem nunca beliscar a estrutura que os comanda, evitando as possíveis represálias e mais do que isso, "sensibilizando-os" e "mostrando-lhes" que há outros caminhos para as suas carreiras...

Perfeito - para quem que como eu foi sempre um acérrimo critico da forma amadora, atabalhoada e muitas vezes patética como o Benfica geria as suas intervenções publicas, tenho que tirar o chapéu a quem delineou e definiu esta estratégia - perfeita.

Atenção - tudo só foi possível porque a equipa ganhou em campo.
Sem isso, sem uma equipa competitiva e ganhadora, esqueçam tudo o que ficou dito para trás - nada faria sentido.