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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

A formação do Benfica.

Muito se fala na qualidade e do trabalho que tem sido feito em Portugal, na formação. 
Eu começo por dizer que, e só para falar nos maiores clubes portugueses, acho que todos trabalham muito bem nessa área. Os benefícios que cada um retira da politica de apostar, ou não, nas jovens promessas fica ao critério de cada um avaliar....

Durante muitos anos, demasiados, foi o lgartedo a ter a fama, embora com pouco proveito em numero de títulos, de ter os melhores jogadores da formação. Futre, Figo, Simão Sabrosa e Ronaldo são as bandeiras, mas muitos outros jovens de enorme qualidade saíram da formação dos lagartos. Do Benfica, Rui Costa, P. Sousa e Maniche! A explicação é simples. O Benfica simplesmente abdicou dessa aposta, ao ponto de, 10 anos atrás, antes do Seixal Futebol Campus, quase não ter formação. Sem qualquer rumo, sem campos para os miúdos treinarem, o caminho dos jovens só podia terminar em Alcochete. 

Assim que o Benfica acordou, criando as condições que fazem hoje as delicias dos nossos jovens, e, muito importante; mostrando aos seus pais que o caminho era aquele, a Nossa formação mudou inexoravelmente, percorrendo o longo caminho - porque não se pode plantar jogadores ou fazê-los crescer como aos frangos de aviário - até se tornar na potencia dos dias de hoje, reconhecida por todos (os batráquios não contam) em toda a parte do Mundo. E não foi só a formação que mudou. Com ela, mudou todo o universo do Benfica! Os dolorosos tempos em que os benfiquistas eram "obrigados" a levar os seus filhos até Alcochete tinham finalmente acabado. Os tempos em que os Nossos jovens talentos eram "obrigados" a vestir aquelas horríveis camisolas de praia, terminaram para sempre.

Só para se ter uma ideia...
Nesta semana europeia estiveram envolvidos vários jovens saídos da formação do Benfica, titulares nas suas equipas, algumas das melhores da Europa. E todos com comprovado sucesso. Miguel Vítor, titular do Hapoel Be´er Sheva que foi ganhar a casa do Inter de João Mário (não foi inscrito na prova), Bernardo Silva (titular do Mónaco), André Gomes (titular no Barcelona), Renato Sanches (titular no Bayern de Munique) Lindlof, Ederson, Nelson Semedo, Gonçalo Guedes, todos titulares no Tricampeão Nacional. Não há memória de um registo semelhante!

Se nos lembrarmos que, na  Youth League, o Benfica, recorrendo inteligentemente à equipa B, foi à Turquia golear o Besiktas por 3-0, com esse golo inacreditável de Gedson Fernandes a correr o Mundo, podemos concluir que o futuro ainda será mais risonho. É que, mesmo desfalcada desses 4 jogadores, a equipa B foi a Famalicão, recorrendo a gente ainda menos experiente, e saiu de lá com um empate, jogando grande parte do jogo (50 minutos) com menos um jogador!

domingo, 29 de novembro de 2015

A Nossa “Fábrica”, de novo: um debate.

Por José Albuquerque

Na sequência do meu anterior texto (em duas partes) (AQUI) e (AQUI) sobre a Nossa Fábrica, recebi uma boa série de contactos de Companheiros que, concordando comigo ou não, se quiseram centrar num debate sobre as quatro vendas de alguns dos que Nos pareciam ser dos Nossos jovens mais promissores, a saber, o André Gomes, o Bernardo, o Cancelo e, finalmente, o Ivan.

Eu não sei se este assunto é, ou não, suficientemente pertinente para justificar um “post”, mas há pelo menos um aspecto que me parece fundamental discutir: esses cerca de 60M€ de “vendas brutas” foram determinantes para o equilíbrio das Nossas “contas”, nestes dois últimos exercícios económicos.
Ou, se preferirem, todos os que entendam apelidar de “erro crasso e histórico” as saídas desses quatro jovens do Benfica, têm o dever de indicar qual teria sido a alternativa, sem colocar em causa os princípios do Fair Play Financeiro!

E, muita atenção, olhem que não vale usar pseudo argumentos como, por exemplo, “bastava não torrar outro tanto em  dois contentores de contratações falhadas”, primeiro porque esses investimentos realizados ainda não originaram “prejuízos”, em segundo lugar porque a Nossa SAD tem, obrigatoriamente, de continuar a investir em novos jovens Atletas, mesmo em anos em que não fizesse uma única venda e, finalmente, porque não nos vamos aqui pôr a discutir quais os resultados, desportivos e económicos, que esses investimentos vão ter no futuro.

Ou seja e repetindo-me para que não restem dúvidas: não é intelectualmente honesto, nem de Benfiquista, considerar aquelas quatro vendas como “lesa Benfica”, sem apontar quais os Atletas que poderiam ter sido vendidos em alternativa e por forma a conseguir, no mínimo, cerca de 50M€ em mais valias contabilísticas.

Espero que esta questão tenha ficado absolutamente clara e, confesso, muito agradeceria que a caixa de comentários ficasse inundada de soluções alternativas que suportassem as críticas que tenho visto, aos molhos de montes, um pouco por todo o lado onde debatem os Benfiquistas.

Tal como espero que desapareçam aqueles (outrora muitos, mas cada vez menos) que, na linha de um Nosso ex-Presidente de péssima memória, consideravam os investimentos feitos na Fábrica como “uma perda de tempo e recursos”, à medida que se continue a confirmar o papel determinante que ela tem no Nosso futuro colectivo, seja pelos resultados desportivos, seja pelos económicos. 


Viva o Benfica!  

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

A Nossa “Fábrica”, de novo (II).

Por José Albuquerque

Se me permitirem, começo por reproduzir a tese que vou tentar demonstrar por números, imaginando o seu impacto ao nível das Nossas Contas, tal como se apresentaram em 30 de junho passado.

 Uma terceira via que privilegia a maturação do máximo possível dos melhores talentos formados na Fábrica, desde  que tal não agrave os riscos, a curto prazo, ao nível dos resultados desportivos na UEFA, mas apostando nos médio e longo prazos e complementando esta aposta determinada com uma otimização da Nossa Prospeção externa.
Uma fórmula que, reconheço, bem que poderia ser melhorada, ou sintetizada numa ainda mais simples:
Há que manter na Equipa o maior número possível de Atletas de alto nível, mesmo que subremunerados relativamente à média internacional, além de reforçar os meios à disposição do Departamento de Prospeção, tudo por forma a garantir o melhor sucesso possível na substituição daquelas Atletas que não resistirem às ofertas superiores ao teto salarial.
Sendo certo que a Equipa tem os recursos suficientes para assegurar a qualificação para a CL (mesmo que através de eliminatória) em todas as épocas e, depois, ou atingir os “oitavos” (+ de 30M€), ou, na pior hipótese, os “quartos” da Euroliga (15 + 5 = 20M€) e que a Nossa SAD tem de manter Resultados Líquidos ligeiramente positivos, por forma a prosseguir a trajetória de melhoria da relação Ativo/Passivo e continuar a reduzir a chamada “fatura bancária”.

Traduzamos tudo isto em números.

E, para o efeito, comecemos pelos Custos:

C1 – Os Custos Operacionais, que incluem todos os salários e que, nos dois últimos anos, desceram de 109,2 para 106,5M€ (os Custos com Pessoal reduziram de 63,2 para 59,6M€) – considerando a saída da anterior equipa técnica e de dois dos Atletas (Lima e mini) mais bem pagos, não me parece difícil estimar que este fundamental grupo dos custos vai ser contido abaixo de 105M€;

C2 – As Amortizações contabilísticas dos passes de Atletas, parcela negativa dos ROPA, que há anos que andam em torno dos 30M€ anuais (28,9 e 30,4M€ nos dois os mais recentes); e

C3 – Os Custos Financeiros, habitualmente designados por “fatura bancária”, que já percebemos estarem a cair (os números foram estragados pela resolução do BSF) e que vão ficar abaixo dos 18M€.

Ou seja ... (105 + 30 + 18 =) 163M€, uma brincadeira.

Muito bem, pensemos agora na vertente bem mais agradável dos Proveitos:

P1 – Os Proveitos Operacionais, que eu sugiro que comecemos por considerar sem os prémios UEFA; 82,6M€ (105 – 22,4) em 2014 e 87,5M€ (102 – 14,5) em 2015, numa tendência que, considerando as potenciais variações (menos quotização, mais Sponsors, consolidação BTV), eu arrisco que vai ultrapassar os 90M€ em junho de 2016 ;

P1a – Os Prémios UEFA, incluindo tudo menos a bilheteira dos jogos, em que já estão garantidos, hoje, muito próximo de 20M€ (15 de prémios e o “market pool” a dividir só com os andruptos) e que só um desastre impediria o apuramento para os “oitavos” da CL; em síntese, eu prevejo um valor de 35M€.

E é por isto que tudo é muito bonito, desde que se façam as contas: 90 + 35 – 163 = 38M€ negativos

P2 – Vendas (líquidas) de passes de Atletas (+ outros Proveitos com empréstimos, etc.), que já vão a caminho com as saídas do Lima e do Cavaleiro (7 + 15 = 22M€ “brutos”) e já devem ter ultrapassado, nesta data, os 18M€, tornando fácil estimar que, para garantir o equilíbrio económico em 30 de junho de 2016, falte realizar mais cerca de 20M€ em Proveitos (líquidos) com ROPA.

Conclusão 1.

Face à reconhecida pressão de compra que já se exerce sobre vários dos Nossos Atletas, seja dos mais valiosos, seja dos mais jovens e promissores, eu vou atrever-me a escrever que o CA da Nossa SAD não vai ter nenhuma dificuldade em garantir o equilíbrio económico do exercício corrente e, mais do que isso, vai é ter de saber resistir a realizar várias vendas excedentárias (não confundir com vendas de Atletas excedentários), que iriam catapultar este exercício económico para mais um exemplo de “lucros excessivos”.

Conclusão 2.

Outro requiem tocaria no inaceitável caso de não podermos contar com os prémios UEFA (P1a), ou se estes se resumissem ao escabroso resultado da época anterior (14,5M€), situações em que o mais simples respeito pelas regras do FPF Nos obrigariam a realizar vendas de Atletas a ponto de colocar em causa qualquer projeto a médio prazo, ou seja : a sustentabilidade do projecto desportivo.

A Nossa Fábrica e o Modelo para o Futebol.

Vitórias?
Claro que sim! Todos as desejamos e delas necessitamos como do ar que respiramos.
Mais a mais, tê-mo-las na Gloriosa História e no Hino do Clube, que perderia a sua própria razão de existir sem elas.

Mas, entre todos os resultados desportivos ...
equilíbrio económico à nível salarial à competitividade do Plantel
A presença constante na Champions e a ultrapassagem da sua fase de grupos, é muito mais que um “resultado desportivo” e, para um Clube que pretende entrar no restrito grupo dos 20 mais poderosos da Europa, passou a constituir um OBJECTIVO MÍNIMO DE TODA A GESTÃO, só ultrapassado em urgência pelo imprescindível equilíbrio económico das Nossas “contas”.

O próximo defeso (vocês sabem que eu não acredito na “janela de janeiro” para visar objectivos de curto prazo) vai ser o terceiro consecutivo em que o CA da Nossa SAD vai ter todas as condições de Gestão, incluindo a capacidade de investimento (com um EBITDA de mais de 50M€), para garantir a competitividade suficiente à Nossa Equipa de Honra, para que ela prossiga os resultados desportivos que mantenham a sustentabilidade do Modelo escolhido.

Companheiro Presidente,

Tu sabes que, como eu, há milhões de Companheiros que te somos eternamente gratos pelo tanto que tens feito para engrandecer o Nosso Clube e que, por essa gratidão, confiamos na coragem com que sempre enfrentaste e Nos lideraste a Vencer os Nossos obstáculos, adversários e inimigos.

Trata de continuar a Honrar, também tu, Os Azes que Nos Honraram no Passado.

“When the going gets tough, the tough get going”

Viva o Benfica!

PS; não deixem de ler (AQUI) a parte I de «A Nossa “Fábrica”, de novo»

sábado, 21 de novembro de 2015

A Nossa “Fábrica”, de novo (I).

Por José Albuquerque

No final da mesma semana em que a Nossa Equipa sub21 (a Equipa B sem “reforços”) completou o terceiro desafio da fase inicial da International Premier League com a terceira vitória, em outros tantos encontros disputados, dando seguimento a mais um soberbo desempenho da Nossa Equipa sub19 na UEFA Youth Champions League, felizmente que dois dos Companheiros com presença mais pertinente na CS – o João Tomaz (JT) nos Nossos meios e o RGS na sua coluna publicada n’ “a bolha”, recolocaram o debate sobre o papel da “Fábrica” na Nossa Política Desportiva no que ao futebol profissional diz respeito, permitindo-me fugir daquele tema – a Comunicação, sobre o qual mais malta gosta de falar, mesmo sem perceber bolufas sobre o assunto.

É, assim, à boleia de ambos e a ambos reconhecido, que entendo oportuno regressar a este tema, tentando acrescentar alguma coisa ao que esses Companheiros Nos ofereceram para debate.
Mesmo recomendando a leitura de ambos, vou permitir-me fazer um contraponto livre sobre como os interpretei e, em síntese, considero que o texto do Nosso Vice Presidente, embora mais longo, se concentra numa só ideia – “Formar sim, mas a Vencer”, enquanto o habitual comentador da BTV foi um pouco mais longe (com alto sentido de tópica) e pretendeu colocar em questão o enquadramento económico do tal “Novo Paradigma”, dando relevo à questão da competitividade salarial e chegando a sugerir uma preferência de Política Desportiva que me parece ter apoio maioritário entre os Benfiquistas e que, por mero acaso, eu insisto em considerar pouco viável.
O JT faz a apologia do modelo “Seixal, sempre que possível, complementado com aquisições de reconhecido mérito e valor” e faz apelo a que o Nosso novo reequilíbrio económico, ao permitir pagar salários mais elevados, viabilize a permanência dos GG’s, Nelson Semedos e Renatos pelo maior número de anos possível e de Manto Sagrado vestido.

Descodifiquemos os limites dos modelos.

Sendo claros e objectivos, todo este debate tem de se estabelecer entre dois modelos limite:

1 – um primeiro que privilegia os resultados desportivos da Equipa de Honra e propõe que o impacto da Fábrica se concretize quer a nível económico (mais de 60M€ com a venda de 4 Atletas que muito pouco jogaram na Equipa), quer a nível desportivo (vidé Nelson Semedo e GG), se e só quando eles revelarem a competência para ganhar a titularidade a outros Atletas mais maduros que possam estar no Plantel ou ser adquiridos dentro do Nosso teto salarial; e

2 – um segundo limite que, pressupondo crescentes limitações financeiras (?) e uma quebra nos preços do mercado mundial de Atletas (?), privilegia a maturação do máximo possível dos melhores talentos formados na Fábrica, mesmo que tal agrave os riscos, a curto prazo, ao nível dos resultados desportivos, mas apostando nos médio e longo prazos e complementando esta aposta determinada com uma concentração da capacidade de investimento da SAD em Atletas com alguma craveira mundial.

Concretamente, creio não errar ao escrever que o Companheiro JT fez, neste seu último artigo em “O Benfica”, a apologia clara desta segunda opção, enquanto me pareceu que o Companheiro RGS demonstrou preferência pela primeira.
Ora sucede que, humildemente, eu creio que nenhum deles abordou esta grande escolha pelo cerne da questão, que passa pelas Nossas condicionantes económicas, pela (falta de) competividade dos salários líquidos que a SAD pode/quer pagar e, fundamentalmente, pela variável “Receitas UEFA/CL”.

Eu também sou sensível a todos os Companheiros que confessam que se estão marimbando para os meios, desde que o Benfica consolide a liderança que já conquistou/disputou nestes anos recentes, até porque o Benfica é um Clube e o seu Grupo Empresarial é um mero instrumento de suporte aos objectivos desportivos, ainda assim, creio que nem o mais fundamentalista desses Companheiros, sendo sérios, podem deixar de concordar que a rentabilidade económica do Grupo é uma restrição determinante nestas escolhas, muito para além das imposições do Fair Play Financeiro.

É nesse quadro que eu insisto que o objectivo da Nossa SAD tem de ser o de manter um Plantel com o maior nível de qualidade e competitividade possível, dentro do nível salarial determinado pelo equilíbrio económico do Grupo, tendo a Fábrica como um pilar essencial desse equilíbrio, seja pelo contributo económico por vendas de passes, seja pelo contributo desportivo directo e consequente menor necessidade de investimento em Atletas prospectados no mercado internacional. E só não escrevo que esse contributo da Fábrica deve ser indiferentemente optimizado, entre vendas e número de titulares, porque, obviamente e como todos, eu também gostaria de ver a Nossa Equipa cheia de profissionais formados no Seixal.

Resumindo e sempre na minha humilde opinião, a sequência de restrições é a seguinte:

equilíbrio económico à nível salarial à competitividade do Plantel

Era bom que deixássemos fora do debate falsas questões como, por exemplo, “temos, ou não, necessidade de vender”, porque o problema nem é esse, quando, muito antes desse, temos a consciência de que todos os Nossos Atletas mais brilhantes, sejam formados no Seixal ou não, vão receber propostas irresistíveis de alguns dos clubes que podem pagar salários líquidos superiores.
Foi por essa razão que saíram todas as Nossas “estrelas”, muitos dos quais preferiam continuar na Equipa, desde que a SAD igualasse essas propostas de remuneração. É por essa razão que casos como o Capitão, ou o Gaitán, só permaneceram no Plantel no limite daquela restrição salarial, por alguma sorte e pelas insuperáveis condições profissionais que o Benfica lhes coloca à disposição (a remuneração imaterial).
Basta recordar a quantidade de jovens que já fazem parte das selecções nacionais e que, a partir da Fábrica, foram alvo de propostas irresistíveis e saíram do Plantel, entre os quais o exemplo daquele que está nos andruptos é bem paradigmático.

A variável “Proveitos UEFA”.

Ora bem, esclarecido que ficou este ponto, não há como escamotear a importância determinante do contributo que as receitas UEFA têm no Nosso equilíbrio económico e, por via disso, no nível de competitividade a longo prazo da Equipa.
Ou seja, quando falamos em Resultados Desportivos, há uma alínea específica que tem uma importância muito diferente de todos os outros e assim vai continuar a ser no futuro, a menos que o Glorioso venha a integrar outra qualquer competição que lhe permitisse alternativas, como seria essa eventualidade de fusão entre a Liga NOS e a La Liga, ou aquela tão (por mim) sonhada Liga Europeia de Clubes.

Concretamente, num exercício económico em que vencêssemos todas as competições internas, mas não tivéssemos receitas UEFA, muitos Benfiquistas podiam ficar radiantes, mas eu ficaria aterrorizado e só o não ficaria mortalmente porque, ao menos, a conquista desse campeonato tinha garantido o acesso directo à CL da temporada seguinte.
Inversamente, num exercício económico em que não conquistássemos nem um só título interno, mas em que atingíssemos os “oitavos” da CL (valendo um mínimo de 30M€ em prémios UEFA), creio que todos faríamos um luto pesado, mas, desde que garantíssemos o acesso à CL seguinte, mesmo que indirectamente, saberíamos que não estava em causa a Nossa competitividade a longo prazo (a Nossa sustentabilidade, se preferirem).

Por outras palavras e recuperando aquela alternativa, sugerida pelo Companheiro JT, antes descrita no ponto 2, eu vou reescrevê-la com ligeiras alterações e, desse modo, definir a minha posição sobre este tema:

2(a) – uma terceira via que privilegia a maturação do máximo possível dos melhores talentos formados na Fábrica, desde  que tal não agrave os riscos, a curto prazo, ao nível dos resultados desportivos na UEFA, mas apostando nos médio e longo prazos e complementando esta aposta determinada com uma optimização da Nossa Prospecção externa. 

Porquê esta segunda alteração?
Muito simples: porque a via da concentração da capacidade de investimento da SAD em Atletas com alguma craveira mundial Nos coloca, imediatamente, em concorrência com clubes que lhes podem oferecer condições salariais muito superiores, pelo que ou os contratamos antes que esses os “descubram” ou só com ajuda divina os traremos e, depois, para os perdermos na época imediata (Ramires, Witsel, etc.), reduzindo o seu contributo desportivo e aumentando o risco de instabilidade no Plantel.

Ó Zé, esse teu discurso todo é muito bonito mas ... troca lá isso em números, para a malta ver se te percebemos.

Certo! Fica prometido para amanhã.

Viva o Benfica!  

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Por ti, Bernardo (II).

Por José Albuquerque

Apresentados que foram os principais argumentos pelos quais podem ser considerados erros, ou não, eventuais (des)aproveitamentos desportivos de jovens Atletas saídos da Nossa “Fábrica” e, paralelamente, bons negócios, ou não, vendas como as do André Gomes, Bernardo Silva, João Cancelo, Ivan Cavaleiro, ou outros que se lhes venham a seguir, importa voltar a clarificar qual é a razão essencial pela qual o Nosso Clube vai ter de continuar a vender alguns dos seus melhores Atletas, ou alguns dos mais promissores: os salários (líquidos de impostos e contribuições) que lhes podemos pagar, muito inferiores aos que eles podem vencer noutras paragens.

Vejo muita gente a fazer enormes confusões com este tema dos contratos com futebolistas profissionais, quer por desconhecimento do Regulamento (por exemplo, estou farto de ouvir dizer que este garoto holandês assinou por 6 épocas, quando, por ainda não ter 18 anos completos, ele só pode ter assinado por um máximo de 3), quer por exigirem a profissionais que coloquem os interesses do Clube acima dos seus próprios.
Para clarificar a questão e de forma desapaixonada, vou tomar um exemplo que acabei de ver sobre o alegado interesse do Mónaco em relação a um jovem atleta da osgalhada, em que os dados do problema serão estes:
1 o salário anual actual do garoto é de 70K€ brutos;
2 a cláusula de rescisão (desconheço a duração e data de início do contrato) deve ser daquelas “à la brunalgas”;
3 o Mónaco oferece 9M€ pelo “passe” do atleta;
4 mas oferece ao atleta um salário anual líquido de 1M€.

Não vamos perder tempo a discutir a fiabilidade destes valores, uma vez que sabemos bem que a osgalhada paga miserávelmente aos miúdos de alcoshit e eu acho preferível respondermos a duas perguntas: (a) e se fosse convosco, ou (b) com um vosso familiar?
E, recordando o famigerado “caso Bruma”, com que vontade é que vos parece que um atleta destes pode continuar no clube que lhe paga tão menos do que outros lhe oferecem?
É que nem interessa assim tanto falar da pressão que um “empresário” pode fazer junto do jovem atleta cujos interesses deve defender...

Tanto quanto sei e em valores de há 3 anos, os salários mínimos (base, fora casos excepcionais) praticados pelo Glorioso são da seguinte ordem:
5 juniores com contrato profissional (sub18) à 60K€ brutos anuais;
6 seniores (1º contrato de longa duração) à entre 120 e 180K€ brutos anuais; e
7 idem, caso sejam chamados a treinar/jogar com a Equipa de Honra à 240K€ brutos anuais.

Perante valores desta ordem, claro que o Clésio até vinha a nado desde Moçambique, se tivesse sido necessário, tal como o tal “mané” nem vai conseguir dormir até que o deixem ir para o principado.
É irresistível! É imparável! Tal como foi para o Fábio, para o Ramires, para o Luiz, para o Matic e todos os outros.
Eu li que o Marcovic, um miúdo de 20 anos, foi para o Liverpool ganhar 2M€ líquidos por ano e, assim, eu compreendo perfeitamente a gratidão que ele sente pelo Glorioso!

Mas, então, para que é que servem as “cláusulas de rescisão”?
Perguntem ao Rojo, ao Slimani ou ao Jeferson, que quase iam à tromba do brunalgas ...
São valores indicativos e que muitos Atletas, como o Gaitan, se esforçam por reduzir quando renovam os seus contratos.
E é esta uma das especificidades da Gestão de uma SAD de futebol que leva tantos “especialistas” a não perceberem um boi das respectivas “Contas”, tal como é por isto que são ignorantes os que perguntam ao Presidente “se o Benfica tem de vender”: e que não quisesse, como poderia evitá-lo?

Tal como são ignorantes os que defendem que a Gestão da SAD deveria ter por objectivo o equilíbrio das “Contas” sem contar com as vendas de Atletas (que eles designam como “proveitos extraordinários”), porque os lucros dessas vendas (inevitáveis) levariam a Nossa SAD a ser objecto de OPA’s consecutivas.

E tal como são ignorantes os que defendem que “em vez de contratar uma dúzia de Atletas desconhecidos, deviam-se contratar só dois ou três, que fossem mais valias desportivas”.
Claro, ahahah. E, já agora, onde é que eles estão, disponíveis para aceitar o Nosso teto salarial?

Isto é uma beleza e só mesmo uma “besta como o orelhas” é que não percebe como se deve gerir a Nossa SAD!
É facílimo ... para quem nada mais faz do que sentar-se ao teclado para escrever ... “críticas”, ahahah.

Regressemos ao exemplo do Nosso Bernardo Silva ... e imaginemos que o contrato de empréstimo não tinha aquela cláusula de “opção de compra” a favor do Mónaco: acham que esse clube o tinha deixado jogar tantos minutos sem o negociar antes?
Claro que não!
Tratavam de lhe fazer uma oferta salarial de revirar os olhos e faziam uma oferta semelhante para a respectiva aquisição.
E o que poderia fazer a Nossa SAD?
Na minha humilde opinião, podia fazer pouco mais do que o que fez: negociava o Atleta!
Não o fazer seria, isso sim, um erro crasso: seria assumir um risco não calculado (trocando o certo pelo incerto) e ficar com um Atleta contrariado!

É um bocado “injusto” verificar que o Maior Clube do Mundo não tem argumentos económicos para ombrear nem com um tal de Mónaco?
Mesmo que seja difícil chamar “injusto” a um lucro limpo de 15M€ (os 750K€ foram para a Gestifute) e que não se considere a tremenda vantagem fiscal desse clube (recordem-se que essa vantagem é tão gritante que eles têm de pagar 200M€/ano para poderem participar na Ligue1, mas já não têm de pagar nada para participar nas provas da UEFA) ... é! De facto é um pouco absurdo!

Mas é a realidade e convém que aqueles nos quais delegamos a responsabilidade de Nos liderar no caminho do futuro, tenham uma noção muito clara de toda a realidade.
E, felizmente, a FIFA estabeleceu um “Mecanismo de Solidariedade” que fará com que a Nossa SAD venha a beneficiar de 5% de todas as transferências do Bernardo, do João, do Ivan e de todos os outros que venham a fazer esse caminho.

É a “isto” que estamos condenados?

Enquanto não criarmos as condições para poder aumentar o teto salarial, estamos muito sujeitos a “isto”.
Para o poder aumentar (o teto salarial), teremos de reduzir a tal “factura bancária” de quase 20M€ anuais, alargar a implantação da Nossa BTV e ... chegar sistematicamente aos oitavos da Champions.
Ou isso, ou conseguirmos convencer os outros maiores clubes europeus a forçar a criação do tal verdadeiro Campeonato Europeu de Clubes, que permitiria um enorme salto na competitividade dos clubes que nele participassem.

Mas eu espero que nenhum Companheiro (nem os mais jovens) se esqueçam de onde viemos, onde estávamos há apenas uma década e onde sabemos poder vir a estar no final desta década (definitivamente entre os 20 clubes mais poderosos da Europa), desde que saibamos manter o rumo.

Sempre com o contributo, desportivo e/ou económico, dos Nossos jovens “bernardos”.

Viva o Benfica!   

(Podem ler também o «Por ti, Bernardo (I)» do Companheiro Albuquerque (AQUI).)

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Por ti, Bernardo (I).

Por José Albuquerque

Há uns dias, um nosso Leitor assíduo desafiou o Guachos a abordar, aqui, o tema Bernardo Silva e eu, mesmo sem saber se o Guachos o pensa fazer, creio que hoje é um dia particularmente adequado para o fazer, quer pela entrevista do Presidente que a bolha acaba de publicar, quer pela final de mais logo em que o Bernardo vai participar e que bem pode vir a celebrar o nascimento da mais brilhante estrela sub21 do actual futebol desta velha Europa.
Mas tenho de confessar que tenho um interesse mais geral em regressar a este tema da formação e lançamento de jovens profissionais de futebol, muito além do exemplo do Bernardo: trata-se de um assunto que tratei especificamente quando o Miguel Victor partiu para continuar a sua carreira longe do Glorioso, ou seja ... há já muito tempo.

Mas vamos primeiro ao Nosso Bernardo (sim, Nosso, porque se trata de mais um de Nós) e começo por fazer votos de que ele possa brilhar ao mais alto nível esta noite em Praga. Mais que isso, faço sinceros votos de que ele possa ter uma carreira sem limites de sucessos, bem complementados por inúmeras razões de felicidade na sua vida extraprofissional.

Creio que ele ainda não tinha 13 anos quando eu o vi, pela primeira vez, saltar do banco para participar num jogo treino de uma Nossa Equipa de sub14 (contra uma equipa do Casa Pia, se a memória não me atraiçoa) e aquele garoto franzino me impressionou a pontos de eu ter interrogado o meu Filho mais novo sobre quem ele era, como era e tudo o mais que a minha curiosidade permitiu: até eu, que não pesco bolufas disto, pressenti que se tratava de um pequeno frasco de perfume, de demasiado talento (jeito e inteligência) para tão pequeno arcaboiço físico!
Nos anos subsequentes só o vi jogar umas três vezes (duas já nos sub19), mas fui acompanhando o seu crescimento através dos meus Filhos, que me repetiam os exemplos de “como o pequenote brilhava no meio dos grandes”, numa estória repetida de autêntico David contra Golias, em que aquele Nosso Atleta compensava a falta de gabarito atlético com cada vez melhor técnica, cada vez maior inteligência e uma dedicação sem limites.

Recordo-me bem, apesar de ter conhecido a pequena estatura física dos pais, de como esperávamos que o Bernardo “desse o pulo”, até que, depois dele apresentar um buço farto, nos convencemos de que ele estava condenado a lutar contra um tremendo handicap atlético.
E ainda ontem me recordava o meu Filho mais novo de quantas vezes eu o incentivei a dizer ao Bernardo para esquecer o futebol de onze e se dedicar ao futsal, porque eu pressentia que ele podia ser um “novo Ricardinho”, com uma técnica ainda superior e, sobretudo, uma capacidade para ler o jogo e decidir sempre bem que nem o Ricardinho tem.

Pois, pois ... eu sou daqueles que têm a tendência para simplificar as coisas (é a Lei dos 20 – 80, que todos os Gestores seguem) e nunca apostaria em futebolistas com menos de um metro e oitenta ... e cinco se forem defesas laterais ... e noventa se forem centrais ou guarda redes. E isto é mesmo um limite inferior, porque o que eu queria mesmo eram muitos Matic, Jardel, ou Pogba, ahahah.
Mais uma forma de comprovar o pouco que eu percebo de futebol, quando escrevo estas barbaridades e, se me perguntarem sobre os dois mais fabulosos futebolistas dos últimos 25 anos, lá terei de responder ... Maradona e Messi, dois “cambutas” cuja magia faz explodir todas as mais voluntariosas preferências atléticas do jogo.

Honra e Glória, pois, ao Nosso Bernardo Silva que soube carregar esse handicap, rir-se dele (e de mim, ahahah), lutar com ele e ultrapassá-lo definitivamente, comprovando que essa regra do suporte atlético tem de aceitar excepções.
Cada um destes quatro desafios do Europeu de sub21 foi, na minha humilde opinião, a prova absoluta de que ele, Bernardo Silva, já ultrapassou qualquer “regra” e vai a caminho do aerópago reservado aos predestinados, àqueles de quem se diz “who cares what the size of the dog in the fight, when what does matter is the size of the fight in the dog”.

Tanto quanto são permitidas certezas, hoje eu tenho a certeza de que o Benfica “perdeu” um Atleta ímpar, perdeu a oportunidade de o ver afirmar-se perante o mundo com o Manto Sagrado vestido, perdeu a possibilidade de ter ganho o dobro, ou mesmo o triplo, com a sua venda e, acima de tudo, tenho a certeza de que ele, o Bernardo Silva, não tinha de “nascer mais dez vezes”!
Pior que isso, repugna-me a hipótese de que alguém que sabe muito de futebol tenha, nem sequer, imaginado que o Bernardo poderia ser melhor aproveitado como defesa lateral esquerdo!
Eu já tinha ouvido essa parvoice, mas confesso que não tinha acreditado: é inconcebível e nem me vou dar ao trabalho de explicar porquê. Uma tal bacorada pode não ter sido motivo para despedimento com justa causa, mas cheira-me exageradamente a uma qualquer espécie de castigo, de tão inconcebível que é.

Mas os Leitores do GUACHOS já me conhecem e sabem que eu não sou de fugir a responsabilidades, nem de desdizer o que escrevi, pelo menos sem pedir desculpas pelo erro.
Quando, há um ano, escrevi que um empréstimo de um ano para o Mónaco, mesmo com uma opção de venda por 15M€ (limpinhos de comissões ao agente, que recebeu os 750k€ restantes), era uma excelente solução para o “caso Bernardo”, eu sabia que era uma boa decisão, mesmo que ele viesse a provar valer o dobro, e mantenho a opinião!

Eu tenho quase 40 anos de Gestão de Empresas e de Equipas de Colaboradores, pelo que seria imperdoàvel se eu ainda imaginasse ser possível ter as qualidades dos Colaboradores sem os seus defeitos, recolher as coisas que eles fizeram bem e eliminar as que eu teria feito melhor, sob pena de ter de trabalhar só.
Quando se trabalha em equipa, os teus Colaboradores são como as rosas e boa parte do teu trabalho como líder é, precisamente, tentar limar-lhes os espinhos, dar-lhes a conhecer os seus pontos menos fortes e treiná-los a evitarem as situações em que essas fraquezas podem gerar maus resultados. Mas não podes “arrancar” os espinhos sem “matar” as rosas!
Ao longo de 6 anos, eu escrevi muitas vezes que considerava a ligação entre o Glorioso e o Nosso antigo técnico uma combinação perfeita ... e não me arrependo de o ter feito.
Ao longo de todos esses anos eu também repeti que considerava que essa “perfeição” dependia da capacidade desse excelente profissional em manter-se motivado e solidário com o Clube e os Nossos objectivos, algo que creio que sucedeu até há alguns meses e que acredito que deixou de ser verdade logo que conquistámos o Bicampeonato.

Paralelamente, desde há dois anos (desde o início da “nova” BTV), ainda o Bernardo estava no seu primeiro ano de Júnior, que eu defendo que o futebol do Glorioso entrou numa nova fase do seu desenvolvimento, passando a ter dois novos pilares de sustentação (a BTV e a “Fábrica”), que se vieram juntar ao já existente “sucesso desportivo” (medido em títulos e proveitos da UEFA).
Eu considero que o Nosso antigo técnico errou no que diz respeito ao Bernardo Silva, tanto como não errou relativamente aos dois André, nem ao Cavaleiro, nem ao Cancelo: o André Gomes comprovou o seu talento e potencial, mas já estava vendido em condições que eu considero válidas; o André Almeida é um soberbo Atleta, um típico número “12” de eleição; o Cancelo e o Cavaleiro continuam a não demonstrar a qualidade necessária para a Nossa Equipa, pelo que a sua venda em condições económicas atractivas é uma oportunidade imperdível.
Quanto ao Bernardo, creio que é indiscutível que, estando no Plantel, poderia ter assumido um papel muito importante na segunda metade da época finda, desde que não fosse a substituir um qualquer defesa.

Agora, não adianta chorar sobre o leite derramado: eu prefiro que o Benfica tenha aprendido com o (único) erro!
Agora, resta-Nos apoiar o Bernardo Silva como fazemos com qualquer um dos Nossos Atletas, nem que seja chorando com ele, se ele tiver de viver o infortúnio de Nos marcar algum golo: eu já o fiz uma vez, com o Maestro!
E fazer-lhe sentir que nunca vai estar só ...  

Obrigado, Bernardo!   

Viva o Benfica!   

quinta-feira, 18 de julho de 2013

A Champions Sub-19

Por José Albuquerque

É uma noticia que quase tem passado despercebida, mas que eu considero merecedora de “honras de 1ª página”: a UEFA vai passar a organizar, já nesta época, a Champions U-19 com o mesmo formato e equipas (juniores) dos clubes da competição principal.
Num momento em que, em Portugal, tantos duvidam da validade dos altos investimentos que o Benfica continua a fazer na sua “Fábrica”, esta noticia deveria, se necessário fosse, ser suficiente para esclarecer quaisquer dúvidas que ainda subsistissem e que, na minha modesta opinião, nunca tiveram argumentos reais. 

De facto, em qualquer modalidade e no futebol ainda mais (por ser a mais popular de todas as modalidades desportivas no mundo), o Nosso Clube tem de aprofundar todos os investimentos necessários para conquistar a liderança nacional (pelo menos) na respectiva “Formação”, desde a mais simples divulgação e animação desportiva, passando pela consolidação da cultura desportiva e terminando na alta competição dos escalões etários mais jovens, sem nunca esquecer uma salutar discriminação positiva pelo feminino.

Creio que um dos erros mais frequentes que podem confundir os que colocam em causa a “Formação”, prende-se com o impulso para uma sua avaliação economicista, que menoriza os êxitos desportivos nas “Modalidades” e, confrontando-os com a dificuldade de integração dos Nossos “Produtos” na Equipa principal de futebol, parece conduzir a uma adicional avaliação económica negativa desses investimentos.
Humildemente, não concordo e nem sequer vou invocar que a “produção” de um só futebolista de eleição em cada década poderia permitir a recuperação, em resultados desportivos e económicos, da quase totalidade desses investimentos.

Ao contrário, eu considero que todas as actividades inerentes á formação desportiva, seja qual for a modalidade em causa, transportam os Nossos Valores e contribuem para a divulgação e glorificação da Nossa História, razão mais que suficiente para que o Benfica não deva considerar a prática de nenhuma modalidade, sem a suportar numa estrutura própria de “Formação”, o mais ampla e vitoriosa possível.
O Benfica somos Nós, Sócios e Adeptos, todos, sem excepção ou discriminação baseada nas modalidades que preferimos. Mais ainda, o desejável conceito de “ownership”, deve motivar-Nos a uma participação mais directa na vida das modalidades que preferimos e, assim, constituir a melhor estatística de popularidade, com base na qual a Direcção deveria estabelecer as suas prioridades estratégicas.

Regressando ao futebol e á Nossa “Fábrica”, há que assinalar que esta Champions U-19 não vai só representar (num caminho há muito seguido pela SAD, ao contribuir directamente para a proliferação de torneios internacionais nos escalões mais jovens) a institucionalização da prova mais competitiva para os Nossos Juniores, como vai constituir um segundo e determinante passo no sentido da constituição da “Primeira Liga Europeia de Clubes”, um projecto estruturante que há de ‘revolucionar’ o futebol europeu e organizar o já quase inadiável Campeonato Europeu de Clubes, no tradicional formato de “todos contra todos e a duas voltas”, talvez a razão mais importante para que o Benfica (e a Nossa TV) se constitua como um dos seus principais animadores.

A terminar, gostaria de fazer mais duas menções ligadas a este tema da “Formação”, a saber: a Nossa BTV e a “saída”, inexorável, do Benfica por parte da esmagadora maioria dos jovens futebolistas formados na “Fábrica” e tomando como exemplos os casos mais actuais dos Migueis (Vítor e Rosa), ambos excelentes Atletas e profissionais dos quais já Nos podemos orgulhar.

Creio que o Vítor e o Rosa devem considerar-se privilegiados por terem completado toda a sua formação desportiva no Glorioso, tal como devem considerar-se estimulados a provar que esse investimento lhes vai permitir completar boas carreiras em equipas de outros clubes, honrando os serviços que prestaram ao Clube e, até ás selecções nacionais jovens que ambos representaram. E Nós, Sócios e Adeptos que tantas esperanças depositámos na sua evolução desportiva, devemos preferir aplaudir o “copo meio cheio” de tudo o que eles conquistaram, em vez de carpirmos o “copo meio vazio” do que eles ainda não conseguiram.
Guarde a SAD, ou não, uma parte dos seus “direitos económicos”, fonte eventual de alguns proveitos futuros, voltem, ou não, algum deles e algum dia a envergar o Manto Sagrado, o importante é que todos nos recordemos do que já conseguimos e do que podemos melhorar no futuro.
No meu caso particular e uma vez que sou dos que privilegiam a componente atlética na selecção de jovens candidatos a futebolistas profissionais, eu concluo que nenhum dos dois conseguiu ‘libertar-se’ de um claro handicap de gabarito, contrapondo-lhe uma necessária genialidade técnica e tácita.

Tal como creio que, mal consigamos garantir um retumbante sucesso da Nossa BTV, deveremos motivar uma solução que permita o relançamento do seu antigo canal “gratuito”, especialmente dedicado ás modalidades amadoras e á “Formação”.

Viva o Benfica!   

sábado, 29 de janeiro de 2011

BENFICA EM GRANDE.

Juniores: Benfica-Sporting, 2-1
Vitória no dérbi dá liderança final

O Benfica venceu este sábado o Sporting por 2-1, em jogo da última jornada da 1.ª fase do campeonato nacional de juniores. Os pupilos de João Santos acabaram, assim, no primeiro lugar da tabela classificativa.

Depois de ter empatado (3-3) a meio da semana com o Real para a Liga Centenária, o Benfica iniciou o desafio com o objectivo de terminar a 1.ª fase no lugar mais alto da classificação.

Os “encarnados” entraram melhor no encontro e inauguram o activo aos 24 minutos. O defesa Vinicius Silva foi o autor do tento.

No segundo tempo, o Sporting chegou à igualdade num lance irregular. O jogador João Mário Eduardo dominou o esférico com o braço e a jogada prosseguiu, permitindo a Betinho bater o guarda-redes benfiquista Ederson Moraes (66’).

A reacção da formação de João Santos não demorou muito tempo, já que Miguel Herlein desfez a igualdade com um remate dentro da área contrária (73’).

O Benfica continuou a ser perigoso e só não fez o 3-1 por manifesta falta de sorte. Basta dizer que Ivan Cavaleiro (80’) e Paulo Teles (93’) remataram à barra.

Com este resultado, a formação de João Santos acabou a primeira fase da Zona Sul no primeiro posto da tabela classificativa.

Benfica-V. Guimarães, 79-63
“Encarnados” acertam contas

Foi uma espécie de acerto de contas que aconteceu este sábado entre o Benfica e o Vitória de Guimarães no Pavilhão Império Bonança. Depois de duas derrotas [1.ª volta da Liga e Taça de Portugal] e uma vitória [Taça Hugo dos Santos] frente aos vimaranenses, os “encarnados” superaram os minhotos no jogo da 13.ª jornada do campeonato.

A equipa de Henrique Vieira dominou totalmente o encontro e obteve, assim, uma vitória folgada sobre o adversário. Depois de ter vencido o primeiro período por 21-17, o Benfica manteve a mesma toada do encontro e foi, assim, para o intervalo a vencer por 39-30.

Os “encarnados” nunca permitiram a reacção vimaranense a seguir ao intervalo, conseguindo aumentar a diferença no último período, o que resultou num triunfo por 79-63.

Contra tudo e contra todos E PLURIBUS UNUM

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Prodígio de Cabo Verde no Benfica?

O jovem são-vicentino Kevin Oliveira conhecido por Carlos vai integrar o escalão iniciados do Benfica de Portugal. Em conversa com Nha Terra Online, Carlos disse que vai encarar essa nova oportunidade na expectativa de evoluir cada vez mais e um dia ser jogador profissional.

Ele que tem como principais pontos fortes, visão de jogo, passe e remate, foi um dos destaques de Cabo Verde, e na recente edição dos Jogos da CPLP, em Moçambique e despertou o interesse de um olheiro do clube da Luz.

Esta é a segunda vez que o médio ofensivo vai tentar a sorte nos escalões de formação do futebol português. Antes fez um estágio no Sporting, voltou para Cabo Verde e ficou a espera para voltar ao clube leonino.

Enquanto aguardava, conta que o Benfica foi mais rápido e enviou-lhe o documento que precisava para poder voltar as terras lusas e dar continuidade a sua formação futebolística.

Fonte www.nhaterra

A ser verdade esta notícia, o GuachosVermelhos deseja-te as maiores felicidades do mundo...

E PLURIBUS UNUM

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Benfica na EXPO Criança

A Geração Benfica Escolas de Futebol estará presente na FIL, no evento da EXPO Criança, nos próximos dias 15, 16 e 17 de Outubro.

O stand das Escolas Benfica estará localizado junto ao campo desportivo multiusos. No decorrer do evento, equipas técnicas do Benfica irão orientar vários treinos Geração Benfica para estabelecerem interacção com o jovem público a frequentar a feira.

As actuações dos técnicos “encarnados” no campo desportivo multiusos são:

- Sexta, 15 de Outubro

11 Horas e 16 horas

- Sábado, 16 de Outubro

10 Horas e 15 horas

- Domingo, 17 de Outubro

13 Horas e 18 hora

Não deixe de comparecer e dar mais uma alegria aos seu filhos.

Fonte SLBenfica

E PLURIBUS UNUM