Passa a maior parte do tempo de braços levantados, barafusta, irado, a exigir uma bola só para si, amua sempre que não lha dão, chuta todos os livres para as bancadas ou para o lado, usufrui do trabalho dos outros para empurrar a bola à boca da baliza ficando com os louros todos só para si, foge dos pés-de-microfone sempre que a sua equipa não ganha, deita a braçadeira de capitão ao chão se o árbitro não se verga à sua vontade, despede treinadores conforme lhe dá na telha, escolhe os convocados (ai de quem não lhe preste vassalagem), não joga um peido e é o maior empecilho - espécie de tartulho com pernas - de uma (são várias, na verdade) geração dourada que pode ficar a dever a si própria um europeu perfeitamente ao seu alcance. Passou a bola (pensando que estava offside) a um colega melhor colocado - algo tão básico que todas as crianças da escola sabem de cor e salteado - e já só falta dar o nome ao futuro aeroporto. Foda-se! Altruísmo? A sabujice potenciada, projetando a figura de um individuo patético e excepcionalmente egocêntrico, dá vómitos. Ao mesmo nível, ou parecido, só a tarja nas bancadas a pedir a libertação imediata do macaco. Quem terá sido o bandalhoco que se esqueceu do Mustafá?
O melhor peido do europeu, a melhor selfie do mundo, a mija mais célere e o cocó mais rápido a sair dos blocos de partida, três recordes ratificados pelo rascord, onojo e abolha antes do moçe sair do hotel, foram o embalo para a assistência de compêndio que deixou o mundo, a galáxia e os Inuítes do Alaska estupefactos. Já é seguro. Nem o Chico espalha brasas conseguiu tamanho desiderato. Georgina, a soltar labaredas nas bancadas, voltou aos escaparates para bater o recorde de melhor Georgina do europeu e as bancadas do Signal Iduna Park, a arder de felicidade, ficam para sempre imortalizadas por aquecerem o cagueiro da (também ela) altruísta convidada.
E assim vai o europeu da nossa alegria. Nuno Luz irradia-nos diariamente com as suas ardentes crónicas, abrilhantadas por uma acalorada 'asma' cada vez mais aprimorada, e só é pena (penaié como diz o grande Domingos Paciência) que o autogolo, com dois remates certeiros, seja por agora o melhor marcador da equipa. Abençoado seja o altruísmo da Chéquia e da Turquia que participam com metade dos golos (o dobro do Chico espalha brasas e duas vezes mais que o melhor altruísta das arábias) marcados.
«Trubin ainda não me convenceu». Quem não ouviu, ou leu, da boca de um especialista da especialidade ou de um verdadeiro exigente semelhante enormidade? Duas grandes exibições frente à Alemanha (particular antes do euro) e, por consequência de um jogo desastroso de Lunin - guarda-redes do Real Madrid metido à força na selecção da Ucrânia - frente à Eslováquia, o guarda-redes do Benfica está prestes a tornar-se um grande problema para...Rui Costa. Ai do Presidente se o vende ao desbarato por menos de 120 M€.
No mesmo jogo, Yaremchuk, triturado pelos verdadeiros exigentes, com uma grande execução técnica e um golo pleno de oportunidade, selou a vitória dos ucranianos. Outro dos excomungados, David Jurásek, depois de não jogar na partida inicial, foi titular no Chéquia 1-1 Geórgia, substituído aos 81 minutos de jogo. Já leva mais 78 minutos de utilização no europeu que o incrível Chico espalha-brasas.
Velhos hábitos. Segundo a imprensa brasileira, um dos motivos do despedimento do Zé do boné foi ter marrado com o ex-Benfica João Victor, a contratação mais cara do Vasco da Gama no último mercado.
