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domingo, 23 de junho de 2024

Altruísmo ou sabujismo?

Passa a maior parte do tempo de braços levantados, barafusta, irado, a exigir uma bola só para si, amua sempre que não lha dão, chuta todos os livres para as bancadas ou para o lado, usufrui do trabalho dos outros para empurrar a bola à boca da baliza ficando com os louros todos só para si, foge dos pés-de-microfone sempre que a sua equipa não ganha, deita a braçadeira de capitão ao chão se o árbitro não se verga à sua vontade, despede treinadores conforme lhe dá na telha, escolhe os convocados (ai de quem não lhe preste vassalagem), não joga um peido e é o maior empecilho - espécie de tartulho com pernas - de uma (são várias, na verdade) geração dourada que pode ficar a dever a si própria um europeu perfeitamente ao seu alcance. Passou a bola (pensando que estava offside) a um colega melhor colocado - algo tão básico que todas as crianças da escola sabem de cor e salteado - e já só falta dar o nome ao futuro aeroporto. Foda-se! Altruísmo? A sabujice potenciada, projetando a figura de um individuo patético e excepcionalmente egocêntrico, dá vómitos. Ao mesmo nível, ou parecido, só a tarja nas bancadas a pedir a libertação imediata do macaco. Quem terá sido o bandalhoco que se esqueceu do Mustafá? 

O melhor peido do europeu, a melhor selfie do mundo, a mija mais célere e o cocó mais rápido a sair dos blocos de partida, três recordes ratificados pelo rascord, onojo e abolha antes do moçe sair do hotel, foram o embalo para a assistência de compêndio que deixou o mundo, a galáxia e os Inuítes do Alaska estupefactos. Já é seguro. Nem o Chico espalha brasas conseguiu tamanho desiderato. Georgina, a soltar labaredas nas bancadas, voltou aos escaparates para bater o recorde de melhor Georgina do europeu e as bancadas do Signal Iduna Park, a arder de felicidade, ficam para sempre imortalizadas por aquecerem o cagueiro da (também ela) altruísta convidada. 

E assim vai o europeu da nossa alegria. Nuno Luz irradia-nos diariamente com as suas ardentes crónicas, abrilhantadas por uma acalorada 'asma' cada vez mais aprimorada, e só é pena (penaié como diz o grande Domingos Paciência) que o autogolo, com dois remates certeiros, seja por agora o melhor marcador da equipa. Abençoado seja o altruísmo da Chéquia e da Turquia que participam com metade dos golos (o dobro do Chico espalha brasas e duas vezes mais que o melhor altruísta das arábias) marcados.

«Trubin ainda não me convenceu». Quem não ouviu, ou leu, da boca de um especialista da especialidade ou de um verdadeiro exigente semelhante enormidade? Duas grandes exibições frente à Alemanha (particular antes do euro) e, por consequência de um jogo desastroso de Lunin - guarda-redes do Real Madrid metido à força na selecção da Ucrânia - frente à Eslováquia, o guarda-redes do Benfica está prestes a tornar-se um grande problema para...Rui Costa. Ai do Presidente se o vende ao desbarato por menos de 120 M€. 

No mesmo jogo, Yaremchuk, triturado pelos verdadeiros exigentes, com uma grande execução técnica e um golo pleno de oportunidade, selou a vitória dos ucranianos. Outro dos excomungados, David Jurásek, depois de não jogar na partida inicial, foi titular no Chéquia 1-1 Geórgia, substituído aos 81 minutos de jogo. Já leva mais 78 minutos de utilização no europeu que o incrível Chico espalha-brasas.  

Velhos hábitos. Segundo a imprensa brasileira, um dos motivos do despedimento do Zé do boné foi ter marrado com o ex-Benfica João Victor, a contratação mais cara do Vasco da Gama no último mercado. 

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

Mercado de transferências!

Campeões do mercado. Segundo José Manuel Ribeiro, ex-director de o nojo que agora está no canal da federação a completar o painel de lagartos residentes, Gabriel Veron foi o melhor reforço de verão! E eu concordo. Entre um gajo - combinação entre o Palhinha e Matheus Nunes - que foi do Estoril para os sapos na véspera de se defrontarem (imaginem o granel se fosse com o Benfica) e o internacional alemão Julien Draxler (com um historial de lesões superior ao entreposto de 31 jogadores do eixo Contumil/Portimão) não há dúvidas que o foculporto, com a contratação do brasileiro, deu um passo decisivo para colmatar eventuais lesões ou baixa de forma dos pontas de lança Soares Dias, Manuel Oliveira ou Vasco Santos. 

Eu iria mais longe. Se há contratações que dão pontos, e só Samuel Portugal aos olhos dos adeptos garante 6 logo à partida, Veron tem tudo para trucidar os recordes que o pequeno Francisco Conceição tem estorricado no banco de suplentes (nem isso às vezes) do Ajax!

Sairam do Benfica dois jogadores, Vertonghen e Weigl, dois gentlemans que o futebol português dos Otávios e dos Pepes nada fez por merecer. Como não merece a presença de Julien Draxler ou até de John Brooks. Sapos e fruteiros dou de barato tal é a dor de corno que não conseguem disfarçar. Muito pior fizeram a MDCSDQT e o camião de especialistas da especialidade pendentes do fecho de mercado. Foi geral mas o olhar de desconfiança/descrédito, dou como exemplo o canal 11 da federação, que tiveram sobre um jogador com o currículo do alemão vai para além do que eu julguei imaginável! 

Em vez de enaltecer a entrada de um futebolista (Draxler) de eleição num campeonato periférico como o nosso, o canal que mais devia defender o produto nacional foi à procura de tudo que o pudesse desvalorizar! Do internacional americano, com dez anos interruptos de futebol alemão, o especialista Bouças escolheu cinco jogos, vistos à pressa, para lhe descobrir mais defeitos que um pixote acabado de sair dos distritais cometeria! Esta gente não merece o Benfica que tem. Querem lá eles saber de nivelar o futebol por cima. O que fazem todos os dias, e descaradamente, é tentar obrigar o Benfica a descer ao nivel deles.

Vertonghen e Weigl saíram como entraram. Nada de bicos de pés, em silêncio e com classe. Ao contrário dos que sempre os atacaram.

PS: ao ver o descaramento do Pedro Bouças (sim, já sei que é um benfiquista dos sete costados, que percebe disto como ninguém e que tem uma carreira de treinador adjunto de fazer inveja a qualquer um) a catalogar John Brooks lembrei-me do buraco, em forma de cratera, que o arruaceiro Pepe (até eu que não percebo nada disto!) criou atrás de si deixando o odioso para Marcano que, em desespero, tentou emendar o erro de principiante do brasileiro! A lavagem que fizeram deste (e de muitos outros) erro gritante do arruaceiro é uma vergonha. 

PS II: saiu para reforçar o Club Brugge adversário do foculporto na Champions. Porque sempre o achei um excelente ponta de lança e porque lhe desejo o maior sucesso pessoal e desportivo: tudo de bom para ti Yaremchuk. Festejarei os teus golos ao clube da fruta como se fossem marcados ao serviço do Benfica.


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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Alma até Almeida!

O que é que mudou para que o Benfica durasse até aos 85 minutos (quando metade da equipa estoirou fisicamente) mas, ainda assim, com capacidade para obrigar o Ajax a queimar os 4 minutos de descontos (aos neerlandeses se lhes apertassem o nariz também cairiam redondos no chão) com receio das corridas de Rafa (dos poucos que ainda não tinha as pilhas esgotadas) se falhasse a marcação impiedosa que Slavko Vinčić, o esloveno, árbitro de mão da UEFA, que deixou o Benfica a jogar com 10 (PSV-Benfica) a partir dos 32 minutos de jogo, lhe moveu durante os 90 minutos! Para a Champions, eu já não me recordava de um árbitro tão manhoso na Luz desde que o espanhol Undiano Mallenco, praticamente sozinho, derrotou sem apelo nem agravo o Benfica de Rui Vitória, em 2017!

A história do Benfica diz-nos que nunca é fácil defrontar o Ajax. Ainda por cima, o clube neerlandês tem demonstrado uma queda para empatar contra equipas portuguesas que ninguém, por muito que se esforce, poderá olvidar. Depois dos empates com os sapos (1-5) no alvalixo e (2-4) em Amsterdam, nem se pode dizer que o 2-2 com que terminou a partida na Luz tenha sido de todo intragável. Eu vi uma grande noite europeia, um público gigantesco a fazer recordar memórias de outros tempos e jogadores com vontade de ganhar, dando um cheirinho daquilo que são capazes. Pena uma arbitragem sem qualquer qualidade à moda da bosta que temos na liga Palhinha. 

Contra uma equipa que tem nos automatismos e na posse criteriosa da bola os seus pontos mais fortes, não se recupera por duas vezes de uma desvantagem sem se possuir enorme qualidade individual, um coração forte (à Benfica) e...Alma até Almeida. E o Benfica foi capaz de meter em campo tudo isso, mesmo denotando, aqui e ali, boa parte dos erros que exibe na liga Palhinha, onde por vezes, o maior clube português se apresenta nos relvados nacionais como se fora um grupo de desconhecidos (sem critério ou qualquer jogada estudada) que se juntaram à pressa para despachar uma encomenda. Aquela equipa que se o colega se desmarca para a esquerda o passe vai no sentido contrário ou se a bola vai para a direita é o jogador a correr no sentido oposto? Quase não apareceu ontem à noite. Os erros individuais não forçados, sim, sobretudo na primeira parte, estiveram na génesis da derrota nos primeiros 45 minutos.

Corrigidos em grande parte (exibições monstruosas de Weigl e Taarabt!) os buracos e as compensações que se abrem no meio campo e nas laterais defensivas, expondo as piores deficiências da nossa defesa... Estancando os passes de Odisseas para Grimaldo que resultam quase sempre em bolas perdias ou em contra-ataques perigosos dos adversários, a juntar à pressão quinze metros mais à frente, dando a provar ao Ajax algum do seu próprio veneno...de repente - até a matriz de jogo do Benfica, inexistente na liga Palhinha (alguém diga qual é o modelo de jogo do Benfica ou que me mostre uma jogada emblemática ou estudada que tenha resultado em golo) deixou ficar a ideia que afinal está a ser trabalhada! Eu só espero que, de regresso à liga Palhinha, não seja já desmentida por um qualquer mija na escada.

Ainda na linha da minha (pior) faceta de especialista da especialidade, este Yaremchuk (para quem não sabe, um mês atrás correu o risco de ficar cego apôs um acidente num treino) tem de jogar sempre. Saia quem sair! A jogar no sítio certo e com uma equipa a saber explorar sua qualidade (sabe segurar a bola como poucos) o ucraniano - na minha opinião, de longe o melhor avançado centro da liga - garante desde logo a agressividade que o Benfica não tem tido no meio campo adversário e...golos. Marcados por si ou pelos colegas de sector (Darwin e Rafa são indiscutíveis) a quem proporciona autenticas avenidas que podem e devem ser melhor aproveitadas. 

Darwin, sangue demasiado quente á parte, é um dos maiores craques que já vi jogar (efemeramente) no Benfica. Quando sair é que muitos perceberão a sua qualidade superior. Rafa, se fosse capaz de decidir bem metade das jogadas que cria, era um talento mundial de enorme valia! Mesmo assim, permitir que a sua imagem seja queimada na MDCSDQT, é um crime que lesa sobretudo o Benfica.

Concordo com Veríssimo quando afirma que Taarabt é um jogador diferenciado. Desde que começou a jogar regularmente no Benfica que eu o digo. Taarabt tem um talento excepcional e pensa muito mais rápido que a esmagadora maioria dos colegas. Destruir (achincalhar na grande maioria) os talentos do Benfica foi sempre uma característica dos verdadeiros trauliteiros e da MDCSDQT. Ao correr da pena, Di Maria, Cardozo, Gaitan, Aimar, Saviola, Jonas,...todos, por um motivo ou por outro, por causa da espondilose ou porque lhes apetece, foram assobiados, nalguns casos miseravelmente assobiados, pelos que emprenham pela MDCSDQT, sempre mais disponíveis para aplaudir uma correria sem sentido do que reconhecer a importância de um passe de magia.  Discordo do treinador do Benfica quando, a propósito de Gonçalo Ramos, afirma que «é importante correr muito». Não é. Mais do que correr muito o que é preciso é correr bem. Para ocupar os espaços nem é preciso acelerar. Também se chama treinar bem. E treinar muito (se não for bem) nunca fez bem a ninguém. 

Facto: o Benfica na Champions, com duas pré-eliminatórias de acesso pelo meio, apenas perdeu com o Bayern de Munique. Nenhuma equipa sem qualidade individual consegue esta performance na maior prova de clubes. Não é ajudando a destruir jogadores como Everton Cebolinha (se observassem melhor as suas estatísticas teriam grandes surpresas) que o seu desempenho melhora. Pensem nisso.

Quaisquer tentativas de desvalorização do Ajax (detinha o pleno de vitórias na Champions até agora) com tiradas  como, 'este Ajax já não é o mesmo do alvalixo' (saída do cu da sapa (Sofia qualquer coisa) do canal 11), ou 'o foculporto limpava-lhes o sebo com facilidade' (oriunda do focinho de porco (maniche) do mesmo canal da FPF), não só revela a dor de corno pelo resultado positivo do Benfica, tendo em conta os constantes ataques (nenhum clube do mundo resistiria a tanto ódio da comunicação social) que tem sido alvo - como demonstra a índole moral, necessariamente reles, de quem faz e promove semelhantes afirmações!