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domingo, 8 de abril de 2018

E Pluribus Unum - Rumo ao Penta, força Benfica!

Que ninguém se iluda. No final deste campeonato, quando todos festejarmos esse merecido Penta, todos nos vamos lembrar de como foi importante desta enorme goleada enfiada - à bruta - nos entrefolhos dos compadres do cuspe e da fruta! Foi um dia fantástico. Assistimos à suprema humilhação do batráquio brunalgas, forçado a sair de cena com o rabo enfiado no terceiro olho, e ainda fomos premiados com uma colossal vitória à Benfica. Difícil, sofrida, mas muito, muito merecida. Os (Penta)campeonatos ganham-se assim, com estas vitórias à beirinha do fim. Ao contrario de outros, que jogam como nunca para perder como sempre, nós continuamos unidos, continuando a ganhar como nunca. O percurso tem sido diabólico, as minas e as armadilhas estão semeadas em cada esquina e em cada pedacinho dos terrenos pisados. Debalde. Nada nos demove do objectivo final. Jonas não pôde jogar dentro do campo mas fora dele as imagens não mentem. Arrepiam e mostram-nos o compromisso dos nossos jogadores com um único objectivo comum. Aquela corrida de Samaris, entrando a um minuto do fim como se fosse iniciar o encontro, dão-nos a certeza de que aquela muralha não cederá de jeito nenhum. 

Assisti - em excelente companhia - ao jogo no Bonfim e pude comprovar que, também fora do campo, ninguém está disposto a ceder. Aquela enorme mancha vermelha acredita na equipa, está com a equipa, e vai apoiar a equipa até ao fim. E quando Raúl a meteu toda lá dentro...meu Deus! Que grande loucura, tsunami de emoções finalmente libertadas! Todos abraçados, saltando como crianças, cachecóis levantados, gritando bem alto toda a nossa raiva, porque a temos demasiado oprimida, numa orgia fantástica e de grande fervor benfiquista! Depois, já com a adrenalina acalmada, diante da bifana e da 'sagres' da ordem, deu para perceber na TV, que passava em roda-pé declarações do reles insolvente chico traques e do raquítico e despresivel nuno só-raiva, o quanto lhes doeu essa importante vitória. Dois ratos de esgoto que têm que ser expurgados do mundo da bola. Se a justiça da liga é a merda que vemos, que a justiça comum não seja como a merda de justiça da liga que temos. Que varra para longe essas bestas e o ódio destilam na comunicação social.

Só gente mentalmente desequilibrada pode expelir tanta merda pela boca fora. Só gente cega e esquizofrénica pode pôr em causa a justiça de um penalti do tamanho da sua gigantesca frustração. Uma palavrinha para Iker Casillas e à sua rapidez a sair em defesa da causa. A convivência diária com gentalha reles não lhe dá o direito de ser tão mesquinho, desperdiçando um capital de respeito que a sua carreira me merece. Ordinário já consegue ser sem grande dificuldade. Que não se torne tão despresivel como aqueles a quem serve momentaneamente.

O Setúbal...
Campo terceiro mundista, lugares não marcados, preços de Champions, proibição de adereços vermelhos nas bancadas centrais e centenas de benfiquistas obrigados a entrar largos minutos depois do jogo começar; o Portugal pequenino. Lição muito bem estudada, provocações e simulações constantes, envolvendo Jardel, Rúben Dias e Fejsa (a dor de corno do 'tribunal' de onojo comprova o quanto a estratégia passava por aí) disputando cada lance como se fosse o último das suas vidas. Quedas repetidas a simular faltas, prontamente assinaladas pelo árbitro e, nas bancadas (bem perto de mim) uns arruaceiros que tresandavam a gosma verde a quilómetros de distância, justamente varridos (à bastonada) pela Policia de choque, quando, após o primeiro golo de Jimenez, desataram a atirar abjectos na nossa direcção com gritos de "assassinos", "assassinos". Conversa de sapo. Fim de noite à sapo. Com as costas quentes e a derrota no saco.

O Benfica...
Com o golo sofrido aos dois minutos, o cartão amarelo justamente mostrado a Rúben Dias e com Fejsa e Jardel a demonstrarem que a cabeça já estava concentrada na vitória do próximo confronto, o Benfica ficou demasiado dependente da...sorte que, desta vez não nos foi nada madrasta. Não me querendo aventurar por caminhos que não domino de todo, pareceu-me que Rui Vitória quando tirou Rafa para meter Seferovic, o que a equipa lhe pedia, e aos gritos, era a entrada Salvio. As perdas de bolas no meio campo, que já eram muitas, tornaram-se um tormento, o meio campo desapareceu de vez e a possibilidade de sofrermos o segundo golo ficou cada vez mais evidente. Salvio entrou, Zivcovic foi devolvido ao meio, e tudo se reequilibrou. O que nos leva à qualidade e ao potencial do plantel do Benfica. Em Portugal, e por muito que os especialistas no garantam o contrário, não tem mesmo rival. 

E Pluribus Unum
Rumo ao Penta, força Benfica!