Mostrar mensagens com a etiqueta Álvaro Pacheco. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Álvaro Pacheco. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Taça do cansaço e do fair play acrescentado!

Taça de Portugal, dia de ontem. Destaque para o Rabo de Peixe, que mantém fortes possibilidades de se bater (assim as bolinhas quentes o ditem) com o foculporto já na próxima eliminatória, e para a queda inesperada de um dos favoritos que acalentava fundadas esperanças de defrontar o clube da fruta na final. Foi uma bela jornada, com resultados esperados (se excluirmos a surpresa do Vizela) e com grandes exibições como a do Sporting nas Caldas da Rainha. Apesar do campeonato muito aquém daquilo que os especialistas da especialidade tinham com o certo a potência do Lumiar voltou a dar uma pequena amostra da sua verdadeira mais valia. Safou-se à justa o Benfica que, no Coimbra da Mota, esteve a duas ou três rachas de entrar na espiral descendente que desde agosto se (des)espera.

Os sinais estiveram todos lá. Uma equipa cansada - espremida até ao tutano por um treinador teimoso que insiste em não fazer a gestão de esforço que os cientistas da modalidade tanto lhe exigem - deu indicações claras que depois do mundial não haverá sorte do mundo que lhe ampare a queda inevitável. Aproxima-se essa espécie de pré-época adiantada e, como se (com)provou no mês de julho, Roger Schmidt - ainda mais com o regresso em barda dos lesionados - vai ter a vida mais complicada do quando teve essa ideia peregrina de levar 38 jogadores para estágio. Uma desgraça anunciada (agora é que vai ser) que os especialistas da especialidade tornarão no pão nosso de cada dia até ao dia em que a selecção do Rónalde, do arruaceiro Pepe e do Otávio cuspideira, for despachada do Catar.

Estoril 0-1 Benfica. A minha análise de especialista da especialidade. Odysseas continua com os mesmos problemas de sempre. Não sabe jogar com os pés e com as mãos também não é grande espingarda. Roger Schmidt deve pensar que o Ody é um Adán ou um Diogo Costa, não prescinde grego, mantendo o (Helton) Leite a encaroçar, num eterno banho maria que agonia. Mais um problema grave que o Benfica terá de resolver com urgência no próximo mercado de inverno. António Silva (inaceitável a forma como falhou um corte em 94 minutos de jogo) depois dos dois remates facilitados de Domingo, regressou ao plácido registo do Paulinho. Aquele golo que falhou escandalosamente, num remate com o pé esquerdo de fora da área, nos pés do David Carmo era canja...

Rafa, depois da recusa em lamber a tomatada do Rónalde (tanto que o culpado dos maus resultados da selecção da Femacosa podia aprender com o Palhinha!) depressa extinguiu o fogo que lhe ardia. Leva dois jogos seguidos no Estoril sem apontar um único golo. David Neres, que definitivamente caiu no goto dos especialistas (não há nada que o moço faça que não lhes provoque comichão na cornadura), envergonhado, optou por deixar de apontar por um só olho e já só marca de costas para a baliza. Grimaldo, com a mira estragada, só vê a barra. E Bah, que voltou a escapar por um triz à expulsão de João Pinheiro, continua a obrigar o treinador a substitui-lo vezes sem conta!...

O cansaço acumulado do João Mário só não bate os €30M de indemnização que os sapos dão como certos nas suas contas como parte da transferência do Inter Milão para o Benfica. Se for ao mundial só se for para descansar. Gonçalo Ramos baixou tão dramaticamente o seu rendimento que há dois jogos e meio não toca na bola. Musa não deu tusa. Otamendi e Enzo Fernández (que já nasceu cansado) também se mostram completamente de rastos. E só a falta de soluções dos argentinos - falta-lhes na defesa um jovem arruaceiro como o Pepe, um Gonçalo Inácio ou um Tiago Djaló e no meio campo um William Carvalho que já faça parte da mobília - lhes permite acalentar esperanças de viajarem para o Catar. É despachar tudo para aeroporto. Dos suplentes, cansados de não jogar, nem vale a pena falar. 

Inspirado pelos bons comportamentos de Beato Ceição, o Zé do Boné (que grande lição de fair play deu, um mês atrás, de língua na boca com o treinador do Casa Pia!) do Vizela escoiceou que nem o boi do Jamor em busca de um louvor. Para integrar a lista da beatificação só lhe falta enviar anonimamente uns pacotes de arroz a uma creche e pedir aos amigos da MDCSDQT que o publicitem sem ele (saber) querer. Pode não valer um car@lho como treinador (não é o único) mas que este moço reúne a maior parte dos predicados que sustentam a carreira do Beato Ceição não tenho a mais pequena dúvida. Falta-lhe, talvez, rosnar mais forte na sua rodinha da sorte.

Pode adquirir «A LIGA DA FARSA E (TODAS AS) OUTRAS HISTÓRIAS DO FUTEBOL PORTUGUÊS» em - https://www.ligadafarsa.pt/

Todas as questões sobre o livro em;
guachosvermelhos.livro@gmail.com

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Mais previsíveis que os mergulhos do Taremi!


Foi um domingo bastante entretido. Mais uma jornada sem penaltis assinalados a favor do Benfica - o pasquim da fruta contou pelo menos dois, roubados ao foculporto - e duas goleadas (a de Vizela extremamente previsível) das antigas. Na Luz, Rafa e Darwin, Darwin e Rafa, fizeram gato sapato do Marítimo, num jogo em que a única duvida foi saber se, chegando aos dez, as velhas glórias e as virgens ofendidas sairiam outra vez da toca para chorar a falta de competividade da liga. Mudando aos três e acabando aos sete, apenas sobrou essa possibilidade de sapos e clube da fruta unirem esforços para, na próxima reunião de tupperwares da liga, tentarem também a repetição deste jogo. Não sendo, por absurdo, possível, e, por ser da mais elementar justiça, cada vez que o Benfica voltar a marcar sete ou mais golos, quatro deviam ser creditados a Taremi e os restantes depositados na conta corrente do Paulinho.

Zé do boné - "vamos ser uma equipa corajosa" (...) "antevejo um jogo com golos, interessante a nível estratégico". A foto do golo de Zaidu comprova-o. Enorme coragem para sufocar o clube da fruta logo à saída da área e a brilhante estratégia de matar o fora-de-jogo, arrumando a equipa toda encostada à esquerda no meio campo do adversário, deixando a Avenida dos Aliados (tudo o que eu previ (AQUI) no post anterior) desimpedida do lado contrário, para Zaidu correr o campo todo sem qualquer tipo de oposição. Fez-me lembrar um Leixões igualmente corajoso, atirado para a frente, cabendo a Hulk o papel de Zaidu. Só faltou o Beto na baliza - pouco tempo depois assinaria pelo clube da fruta com contrato vitalício na selecção do Rónalde - todo encostado a um poste, deixando - numa extraordinária lição de como não defender - três quartos da baliza deserta; escaqueirada para o remate vitorioso do mostrengo verde...

Quem também facturou, num belo desvio para a sua própria baliza, foi Samu, improvisado goleador de serviço. Impedido pelo árbitro (na jornada anterior) de forçar o cartão amarelo que o impediria de actuar frente ao clube da fruta, onde fez a sua (má) formação, Samu, demonstrando ser um fruteiro de fortes convicções, não quis deixar créditos por cabeças alheias! Ai querem-me obrigar a jogar contra o meu clube? Então embrulhem e paguem na caixa. Assim, à moda de um qualquer Jorge Costa!

Em Inglaterra continuam a dar que falar antigos futebolistas e treinadores do Benfica. Rubén Dias e João Cancelo marcaram na goleada do M. City ao Newcastle e o Wolverwampton, de Bruno Lage, Marçal, Nélson Semedo, Raul Jimenez e a barba do José Sá, emperrou a máquina do Chelsea, campeão europeu. No final do jogo, o antigo treinador do Benfica surgiu aos pés-de-microfones locais agastado com o árbitro como nunca o vimos (apesar dos constantes enxovalhos) na liga Palhinha. Dá que pensar! Bruno Lage já falou mais de arbitragem em meia dúzia de jogos em Inglaterra do que em todos os anos que passou no Benfica, equipas jovens incluídas. 

Nas imagens mais abaixo constata-se como é tão fácil aos senhores da cidade do futebol manipular resultados a seu bel prazer. Um frame atrás ou à frente é o suficiente para legalizar (ou anular) um golo obtido em fora-de-jogo. Não é pelo golo sofrido pelo Benfica, que o Marítimo até fez por merecer, é pelo constatar em que mãos está depositada a verdade desportiva da liga. Quando se legaliza um offside (que é claro a olho nu) por 55cm imaginem-se os contorcionismos quando em causa estão somente dois ou três para ajustar!