segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Cidadania selectiva

«Em momento nenhum, as opiniões do cidadão Pedro Proença se podem confundir com o papel atual e as opiniões formais do presidente da Federação». Sem um pingo de vergonha na puta da cara, assim falou Pedro na qualidade de Proença, ou terá sido o seu contrário? Para o Proença, presidente da federação, o cidadão Pedro pode rasgar os árbitros de cima abaixo (talvez a única coisa de valor que disse em toda a sua carreira) qualificando-os, com muita vontade, vários patamares baixo de Xistras, sem qualidade de nenhuma espécie para além das cunhas e do compadrio, métier onde o árbitro Proença, ou seria o cidadão Pedro? (sempre de 'cócaras' para o fugitivo de Vigo) era mestre. Na sua tortuosa concepção de cidadania, ameaçar o maior clube português - na pessoa do cidadão Fernando Seara - à altura, Presidente da AG do Benfica, é para o lado que o presidente Proença (ou será Pedro o cidadão?) melhor dorme. Infelizmente nenhum pé de microfone foi capaz de lhe perguntar se falava na (falta de) qualidade de Pedro ou se, antes pelo contrário.

«Maior do que Rui Costa, Mozer, Amorim ou Aimar: o legado de António Silva no Benfica» escreve a nem de borla em letras garrafais! O pasquim abolha (e toda a Merda De Comunicação Social Desportiva Que Temos) descobriu um novo ai Jesus! Depois de anos a fio a destratar o cidadão António, agora que o Silva - ex-jogador do Benfica - saiu para Inglaterra, em poucas horas transformou-o numa lenda! Um craque do outro mundo que «deixou as águias como o 75.º com mais jogos na história do clube». Aproveitando a saída da nova lenda o pasquim que mede meças ao rascord pelo mais reles da MDCSDQT fez as contas  aos (parcos) proventos do envergonhado mercado benfiquista. «Ainda com um mês pela frente com a janela do mercado aberta, entraram nos cofres encarnados 66,25 milhões de euros, fruto de negócios realizados neste verão» lê-se na bolha. Num rol de transações que vão de José Mourinho a António Silva, passando por Lopes Cabral, Gonçalo Oliveira, Gustavo Varela, André Gomes e afins, o fazedor de contas do pasquim varreu para debaixo do tapete o dinheiro da venda de Florentino Luis. Pouca coisa. Para quem, como a bolha e a MDCSDQT, contabiliza o que os sapos poupam em salários, prémios, comida e papel higiénico dos jogadores transferidos - os 24 M€ da cláusula obrigatória (a juntar aos 2M do empréstimo) que o Burnley pagou no mês passado ao Benfica são peanuts. 66,25M€ ou mais de 90M€ para esses trastes é igual ao litro.

O modus operandi do clube da fruta nunca muda. Ter na presidência Peido da Costa, Billas-Boas ou o inginheiro macaco é exactamente a mesma coisa. Troca-se o cheiro e olha lá. Depois da execrável exibição do Narciso e comp. - ainda assim com inúmeras tentativas na MDCSDQT de lavagens cerebrais - nada como uma cortinha de fumo para entreter o pagode. O relvado pagou o pato. O escarcéu habitual centrou-se no tapete verde do Magalhães Pessoa. As criticas ao relvado foram tantas que já ninguém se lembra do Narciso. Curiosamente, nenhum protesto se ouviu sobre o campo inclinado a cargo do cidadão André, ou terá sido o Narciso? 

Segue-se o vídeo do olhar demente do apitador pró Calor da Noite...



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