A versão «beto da Foz» face rat Billas-Boas é meter vídeos interruptos na cabine dos árbitros sem que estes os possam desligar, decorar as paredes do balneário com recortes do pasquim do clube, onojo, alusivos aos troféus da fruta e manter o ar condicionado (sem comando) ligado com a temperatura no máximo! Os foguetes a estoirar em frente ao hotel de madrugada, na véspera do jogo, sendo uma novidade para os sapos, há decadas que fazem parte da rotina do Benfica. Se não mandarem para lá a macacada os jogadores nem adormecem! Modernizem-se, pá! Mandar colocar cortinas e colunas de som em cima dos adeptos para abafar os seus cânticos é bem melhor do que os obrigar (os do Benfica) a descalçarem-se e só os deixar entrar no curral já decorrer da segunda parte.
Ficamos sem saber se Luis Godinho, muito elogiado pelo Billas, também teve o seu balneário decorado. Obviamente com fruta, que nunca falta naquele antro de malfeitores e - como não podia deixar de ser - com imagens (de o nojo) do guarda Abel espalhadas pelas paredes, fotos icónicas como a de José pratas a correr espavorido à frente dos jogadores do foculporto, outras com as donzelas do Calor da Noite e da Taberna do Infante, as que mostram o assalto dos super dragões ao centro de treinos dos árbitros, as do talho partido do árbitro Manuel Mota e, entre muita outras conquistas gloriosas, imagens do restaurante (Taberna da Esquiça) do pai do árbitro Jorge Ferreira atacado pelos muchachos do injinheiro macaco que na véspera do foculporto-sporting foi finalmente libertado da pildra.
A versão beto Billas-Boas pode parecer menos 'grunha' mas a canalhice está toda lá e os métodos medievais - herança histórica de quem não sabe, nem gosta de ganhar sem batota - também. E pasme-se, também se jogou bom futebol onde a magia andou à solta no curral de Contumil. Quando assistimos a estes jogos, prenhes de criatividade, é que percebemos como o Benfica está órfão de jogadores com essas características. Num jogo com tanta riqueza técnica, ainda assim, duas jogadas épicas ficarão para sempre na memória do clássico. A jogada do clube das putas ao esconder a toalha do Rui Silva foi de génio e mandar retirar as bolas regulamentares ao redor do relvado assim que o foculporto marcou, foi épico. Do lado do sapal, a marcação cerrada (durante os 99 mts) de Hjulmand ao sapo Luis Godinho é pura magia. O penalti salvador aos 98 mts foi de antologia. E o Benfica a colecionar penaltis não assinalados e oportunidades perdidas.



