Não há muito a dizer do Benfica 2-0 Nacional. Com a fome saciada aos 14 minutos de jogo o resto do tempo - sempre com com Prestianni e Schjelderup a todo o vapor - resume-se a tentar perceber como foi possível ao Benfica não aproveitar pelo menos uma das imensas tantas oportunidades de golo criadas. E do futebol propriamente dito estamos conversados. Sobra o excremento do apito. Vamos a ele. Vou dar de barato o penalti não assinalado sobre António Silva aos 21 minutos mas não deixo de recordar os 14 que João Pinheiro e Pedro Ferreira levaram para oferecerem um penalti aos sapos no Santa Clara-Sporting. Um defesa do Santa Clara - lembram-se? - tinha tocado ao de leve num cabelo desalinhado de Hjulmand.
Aos 56 minutos, pasme-se, o excremento do apito assinalou penalti a favor do Benfica!!!! O que diz a 'lei da dupla penalização': «quando um jogador cometer uma infração contra um adversário dentro da sua área de penalti que anula uma clara oportunidade de golo e o árbitro assinala um pontapé de penalti, o jogador infrator é advertido com cartão amarelo se a infração tiver sido cometida numa tentativa de jogar ou disputar a bola". Ora se Schjelderup não tinha nenhum adversário entre ele e o guarda-redes e como em momento algum Léo Santos pretendeu jogar a bola, que se encontrava completamente fora do seu alcance, logo - ficou um cartão vermelho por mostrar.
Dou de borla as inúmeras faltas não assinaladas ou assinaladas ao contrário mas, ao contrário de José Mourinho, não perdoo ao excremento do apito a pressa com que correu para Samuel Dahl para lhe exibir o cartão amarelo. Conhecendo o excremento do apito como conheço ele que meta as desculpas no sítio onde meteu todos os roubos descarados que, durante toda a carreira, cometeu contra o Benfica e contra a verdade desportiva. Nem que vivesse duas vidas teria tempo para se desculpar por todas as filhas da putice cometidas.
Mas o lance sobre Samuel Dahl, confesso, nem foi o que me meteu mais asco. A meio da segunda parte, ainda no meio campo do adversário, assinalou uma falta contra o Benfica. O jogador do Nacional, ao simular pôr a bola, em jogo deu-se mal. Com um toque inadvertido permitiu que Prestianni, sempre ligado à corrente, ficasse com a bola correndo com mais dois ou três jogadores do Benfica, completamente isolados, em direcção à baliza contrária. O excremento do apito disse não e mandou o infeliz repetir a marcação da falta. Caiu-lhe mal a aselhice do jogador do Nacional. Tenho visto de tudo nesta liga da farsa. Já vi coisas extraordinárias como o penalti do foculporto-Arouca, o canto fantasma do Santa Clara-Sporting e, como já relatei mais acima, os 14 minutos que João freteiro e Pedro Ferreira demoraram para oferecerem um penalti aos sapos por toque ao de leve num cabelo de Hjulmand. Nunca tinha visto, nem a este excremento do apito, um apitador mandar repetir uma falta por um jogador passar a bola ao adversário!
Imparáveis, fieis, resistentes, fantásticos! Com quase tudo perdido, anos a fio sem vencer o campeonato, dissabores atrás de dissabores e a certeza de levar com um excremento do apito, nem isso evitou que, numa tarde de muito frio, 56 594 espectadores fossem à catedral do futebol demonstrar como o Benfica pode ser tudo menos um braço armado dos talibãs da internet e ainda menos dos verdadeiros verdadeiros que querem despedir meia equipa e provocar eleições a cada empate. Com imenso orgulho o digo, fui um dos 56 594.
Um clássico desta liga da farsa. Tiago Margarido, subproduto do Canelas2010 do inginheiro macaco, não resistiu à tentação de apontar o dedo ao árbitro. Caputa d'asco!
