segunda-feira, 13 de abril de 2026

Com imenso orgulho o digo, fui um dos 56 594

Não há muito a dizer do Benfica 2-0 Nacional. Com a fome saciada aos 14 minutos de jogo o resto do tempo - sempre com com Prestianni e Schjelderup a todo o vapor - resume-se a tentar perceber como foi possível ao Benfica não aproveitar pelo menos uma das imensas tantas oportunidades de golo criadas. E do futebol propriamente dito estamos conversados. Sobra o excremento do apito. Vamos a ele. Vou dar de barato o penalti não assinalado sobre António Silva aos 21 minutos mas não deixo de recordar os 14 que João Pinheiro e Pedro Ferreira levaram para oferecerem um penalti aos sapos no Santa Clara-Sporting. Um defesa do Santa Clara - lembram-se? - tinha tocado ao de leve num cabelo desalinhado de Hjulmand. 

Aos 56  minutos, pasme-se, o excremento do apito assinalou penalti a favor do Benfica!!!! O que diz a 'lei da dupla penalização': «quando um jogador cometer uma infração contra um adversário dentro da sua área de penalti que anula uma clara oportunidade de golo e o árbitro assinala um pontapé de penalti, o jogador infrator é advertido com cartão amarelo se a infração tiver sido cometida numa tentativa de jogar ou disputar a bola". Ora se Schjelderup não tinha nenhum adversário entre ele e o guarda-redes e como em momento algum Léo Santos pretendeu jogar a bola, que se encontrava completamente fora do seu alcance, logo - ficou um cartão vermelho por mostrar. 

Dou de borla as inúmeras faltas não assinaladas ou assinaladas ao contrário mas, ao contrário de José Mourinho, não perdoo ao excremento do apito a pressa com que correu para Samuel Dahl para lhe exibir o cartão amarelo. Conhecendo o excremento do apito como conheço ele que meta as desculpas no sítio onde meteu todos os roubos descarados que, durante toda a carreira, cometeu contra o Benfica e contra a verdade desportiva. Nem que vivesse duas vidas teria tempo para se desculpar por todas as filhas da putice cometidas. 

Mas o lance sobre Samuel Dahl, confesso, nem foi o que me meteu mais asco. A meio da segunda parte, ainda no meio campo do adversário, assinalou uma falta contra o Benfica. O jogador do Nacional, ao simular pôr a bola, em jogo deu-se mal. Com um toque inadvertido permitiu que Prestianni, sempre ligado à corrente, ficasse com a bola correndo com mais dois ou três jogadores do Benfica, completamente isolados, em direcção à baliza contrária. O excremento do apito disse não e mandou o infeliz repetir a marcação da falta. Caiu-lhe mal a aselhice do jogador do Nacional. Tenho visto de tudo nesta liga da farsa. Já vi coisas extraordinárias como o penalti do foculporto-Arouca, o canto fantasma do Santa Clara-Sporting e, como já relatei mais acima, os 14 minutos que João freteiro e Pedro Ferreira demoraram para oferecerem um penalti aos sapos por toque ao de leve num cabelo de Hjulmand. Nunca tinha visto, nem a este excremento do apito, um apitador mandar repetir uma falta por um jogador passar a bola ao adversário! 

Imparáveis, fieis, resistentes, fantásticos! Com quase tudo perdido, anos a fio sem vencer o campeonato, dissabores atrás de dissabores e a certeza de levar com um excremento do apito, nem isso evitou que, numa tarde de muito frio, 56 594 espectadores fossem à catedral do futebol demonstrar como o Benfica pode ser tudo menos um braço armado dos talibãs da internet e ainda menos dos verdadeiros verdadeiros que querem despedir meia equipa e provocar eleições a cada empate. Com imenso orgulho o digo, fui um dos 56 594.

Um clássico desta liga da farsa. Tiago Margarido, subproduto do Canelas2010 do inginheiro macaco, não resistiu à tentação de apontar o dedo ao árbitro. Caputa d'asco!

domingo, 12 de abril de 2026

Continua a farsa

José Mourinho foi à conferência de imprensa estilhaçar os paineleiros da especialidade, a MDCSDQT, a arbitragem e, sobretudo, o rascord das petas por causa de Prestianni, o canalhadas da manhã e o lagarto, filho de um comboio de putas, do CM que plantou a notícia que o treinador do Benfica arrasou Lukebakio em frente ao plantel. Aproveitando a ocasião para dar uma lição de comunicação ao inexistente departamento de comunicação do Benfica, José Mourinho também mostrou como se pode ser grande admitindo um dos seus defeitos publicamente. Foi um erro, como eu aqui duramente critiquei, a forma como destratou alguns jogadores mas o seu maior erro, e esse é que me deixou ainda mais estupefacto, foi o de só agora ter admitido que a liga da farsa - no que diz respeito à credibilidade - é igual ou pior que a liga turca. Pois muito bem, a liga da farsa - em termo de credibilidade - não é apenas igual ou pior que a liga truca. Se olharmos só para as arbitragens é do mais rasca que existe no mundo. José Mourinho, depois de duas épocas e meia à frente do clube da fruta conhece como as palmas das mãos toda a podridão que ontem, ao de leve, denunciou. Acaso pensou que alguma coisa mudou? 

Quando muito, parte do poder que o foculporto detinha em exclusividade, assentou arraias no alvalixo. É degradante a submissão dos apitadores. Hjulmand fez questão de demonstrar quem é que manda no futebol português. Já não se limita a fazer marcação cerrada aos árbitros. Ontem, na Amadora, o dinamarquês aproveitou as câmaras para mostrar como o árbitro David Silva (pesquisem neste bolgue o que eu previ para si assim que apareceu na alta roda) não passa de um verme rastejante, muito valente quando pela frente encontra os desprotegidos jogadores do Benfica. Fiquei com a sensação que se Hjulmand o mandasse tirar um galão da frente, David Silva punha-se imediatamente de joelhos. Do VAR (foi alguém nomeado para o Estrela-Sporting?) já nem a mim me apetece falar. Só vomitar. 

E por falar em vomitar...adivinhem quem vai à Luz estragar boa parte (só de olhar para o seu focinho de sapo emproado vomito-me todo) da minha tarde desportiva. Exactamente, um Verdíssimo monte de estrume. O Benfica que não se esqueça - alô Simão Sabrosa - de lhe oferecer produtos regionais e camisolas autografadas, como fez com 🤮João Pinheiro🤮 depois do Benfica-foculporto. 

Epá, a sério, especialistas dos planteis, cientistas da gestão, catedráticos do planeamento, das estruturas infalíveis, das compra e vendas ao desbarato. Metam essa sabedoria toda na seira. Querem saber o que faz toda a diferença? Observem o vídeo mais abaixo. Isso é que decide jogos, troféus, taças e campeonatos. O resto é conversa de surdos. Melhor, conversa para boi dormir. 


 

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Contramão

José Mourinho escolhe os maus resultados para arrasar os jogadores e mandar recados ao Presidente. Em alternativa fá-lo através do seu amigo e antigo sucessor Eládio Paramés. E quando o Presidente, numa deslocação ao parlamento para falar com os partidos políticos sobre questões de fundo - «Viemos falar das preocupações no futebol português, não só no Benfica» - aproveita a presença dos pés-de-microfone na Assembleia da Republica para se focar em assuntos como a permanência do treinador, o empréstimo obrigacionista, o titulo por um canudo e o segundo lugar cada vez mais distante depois do empate com o Casa Pia, fica mais do que evidente o completo desastre comunicativo do SLB. As especulações que resultam disso, convenhamos, são única e exclusivamente culpa do Benfica.

Festa em Contumil. O Bitó da mosca regressou a casa ao serviço de um clube (Nottingham Forest) que veste de vermelho. Antes do jogo, quando tudo eram rosas, o face rat desceu ao relvado para homenagear o seu antigo adjunto. Os relatos são unânimes, foi um encontro emocionante. Antes, na conferência de imprensa que antecedeu a partida, os pés-de-microfone não deixaram de recordar ao emocionado Bitó da mosca a sua maior glória. Sua e do foculporto, que até reservou uma sala no museu da fruta e da W52 seringas e transfusões sanguíneas, para perpectuar o momento maior da sua história. O golo do fedelho Kelvin que fez ajoelhar o treinador do Benfica. 

Para defrontar o seu clube, Bitó Pereira armou o Nottingham Forest com oito habituais suplentes, que no próximo Domingo há que lutar pela permanência na Premier League. Talvez por isso, o momento mais relevante do Nottingham em todo o jogo aconteceu no golo do empate dois minutos após o remate vitorioso de William Gomes. O entendimento perfeito entre mastim Fernandes e o melhor Diogo Costa em campo (rápido como um raio a reagir ao passe do colega) demonstra bem a harmonia dos gestos técnicos dos craques do foculporto. Quando o defesa passou a bola ao melhor Diogo Costa em campo (o que é que estava a fazer acampado fora da grande-área do foculporto?) estava já a iniciar um perigoso lance de ataque do foculporto. Se não aconteceu foi por culpa do mau posicionamento de Trubin. 

No final, o Bitó da mosca fez uma afirmação extraordinária para quem ganhou o que ganhou ao serviço do clube da fruta. Disse que o golo anulado ao Nottingham se fosse ao contrário seria validado pelos árbitros. Atentem que Bitó da mosca não estava a falar do João Pinheiro, do Manuel dos camarotes, da Claudia Ribeiro ou da liga da farsa. Falava de uma competição uefeira e de outros freteiros do apito internacional. Quando saem debaixo no manto do crime organizado, os ex-foculporto sentem logo na pele tudo o que eu repito aqui desde o primeiro dia em que inaugurei esta tasca. Basta um momento de franqueza e salta-lhes logo a tampa.

Escusam ficar preocupados os adoradores do crime organizado. Este Nottingham, que já perdeu esta época com o Sp. Braga e, em casa, com o Midtjylland e o Fenerbahçe, não será páreo para os craques de Farioli na segunda mão da eliminatória. Depois de usar os habituais titulares para enfrentar o Aston Villa (4º classificado na Premier League) não serão as reservas do Bitó a causar problemas ao foculporto.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Pimenta no olho dos outros é refresco.

O que representa o Presidente do Benfica para o pasquim abolha. O discurso de Rui Costa (com declarações fortes sobre o futebol nacional) na Gala Cosme Damião, foi resumido a uma pequeníssima nota de rodapé. Uma simples declaração (en passant) de circunstância deu-lhes para preencher hoje toda a primeira página. Só para vender papel. No interior do pasquim, aí sim, Rui Costa e o Benfica foram remetidos para a 12ª pagina. Atrás do Farioli, do Fofana, do Sapunaru, do Bitó da mosca, do Unai Emery, de um assalariado da escrita, do Florian Grillitsch, do Sp. Braga, do João Neves/Vitinha, do Atlético de Madrid e do Barcelona. À saída da Assembleia da República, o Presidente do Benfica falou de assuntos tão importantes como a questão dos direitos televisivos. O pasquim a bolha resumiu tudo a um "presidentes em confronto não é bom para o negócio". E é isto. Defender o produto futebol e que safoda o Benfica. 

«Hansi Flick não perdoa VAR que contou com Tiago Martins: "Não percebo para que serve"». O vídeo mais abaixo diz tudo sobre como uma arbitragem tendenciosa pode alterar o resultado de um jogo, marcar definitivamente uma eliminatória e até o vencedor da Champions League. Quando eu bato repetidamente na tecla dos árbitros é disto que falo. Pouco interessam os bons jogadores, presidentes sabedores ou treinadores infalíveis. São eles, com as suas decisões canhestras, que maioritariamente fazem e desfazem campeões.

O cartão vermelho (directo ou por duplo amarelo) e o correspondente penalti que os árbitros não assinalaram são chocantes. Não há como desculpar essa gentalha do apito. Se a UEFA tivesse um pinguinho de vergonha teria de se expurgar por dentro proporcionando a quem gosta de um futebol limpo uma das poucas boas notícias da época: a irradiação do traste Martins. Dando razão ao ditado popular que diz, «pimenta no cu dos outros é refresco», Hansi Flick ficou muito irritado com o VAR (Tiago moedas foi AVAR) do Barcelona-Atlético. Já do VAR (Dennis Higler) do Benfica 4-5 Barcelona que transformou um possível 5-4 para o Benfica (penalti claro perdoado ao Barcelona) numa indecorosa vitória (na sequência o Barcelona marcou em contra-ataque) para o Barça, o treinador alemão considerou que «temos de confiar no VAR, eles decidiram contra o Benfica e a nosso favor». Mete rolhas, Hansi Flick, mete rolhas. Se, como os treinadores do Benfica, levasses com os Martins da liga da farsa nos jogos do Barça, há muito que já estavas a plantar batatas...

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Preparem-se para, pelo menos, mais 11 anos de seca prolongada

A época passada por esta altura, jornada 28 cumprida, o Benfica seguia na frente com 68 pontos, mais 2 que os sapos e 12 a mais que o clube da fruta. Bruno Lage era alvo predilecto dos verdadeiros exigentes e saco de pancada da MDCSDQT. Os jogadores mais achincalhados eram então Di María, João Mário, Arthur Cabral, Schjelderup, Prestianni, Renato Sanches, Kökçü, Belotti, Amdouni...Ninguém servia para o Benfica. Florentino só jogava para trás, Trubin às vezes sim e outras não, Otamendi arrastava-se, Pavlidis marcava um e falhava dez, Marcos Leonardo não justificava a aposta (sempre para ontem), Carreras dava uns toques e o Niklas Beste, centímetros à parte, era demasiado parecido com o José Sá. Com o Benfica a ser espoliado semanalmente, sempre com a complacência dos exigentes, a época - que nos proporcionou jornadas épicos como os 4-1 por duas vezes ao foculporto, 4-0 ao Atlético de Madrid e vitórias no Monaco e na Juventus - ainda valeu o segundo lugar do campeonato (a 2 pontos da saparia) a taça da liga e a supertaça, um percurso meritório no campeonato do mundo (outra vitória histórica sobre o Bayern de Munique) e a presença nos playoff da Champions League. A Taça de Portugal, como sabemos, foi-nos roubada por Luis Godinho e Tiago Martins.  

Bruno Lage (segundo foi dito) teve palavra decisiva na construção do plantel actual, extraordinariamente elogiado por José Mourinho aquando os embates (0-0 e 1-0) Fenerbahçe-Benfica nos playoff da Champions. Despedido à 5ª jornada, a 4 pontos (um jogo em atraso) do clube da fruta e a 2 do sapedo, Bruno Lage capitulava perante Rui Costa que o entregava assim, de mão beijada, a sanha sanguinária dos verdadeiros exigentes e da MDCSDQT. Tinha perdido com o Qarabağ para a Champions League. José Mourinho, seu sucessor, encarregou-se das restantes 6 derrotas e do actual 3º lugar do campeonato que, como ele próprio confessou, dificilmente mudará de proprietário. Aqui chegados temos mais um apocalipse entre mãos mas este de proporções bíblicas. Os sinais são preocupantes, muito preocupantes para o futuro. Após a debacle (cada empate tem o sabor amargo da derrota) de Rio Maior, José Mourinho voltou a carregar na tecla de culpar publicamente os jogadores que tanto elogiara quando os encontrou como adversário. Pior, criou um enorme imbróglio ao Presidente Rui Costa e a toda a politica de contratações do Benfica. Quando um treinador diz publicamente que só mete em campo alguns jogadores porque é obrigado a valorizar os activos do clube ou quer ir embora rapidamente ou quer encostar à parede o Presidente. 

Como eu ontem disse (AQUI) em «para o ano há mais do mesmo» - "Eu, no lugar de José Mourinho, punha-me na alheta sem um segundo de hesitação. E nem precisava do conselho amigo de Jorge Mendes. Eu, no lugar de Rui Costa, ou mudava completamente de comportamento ou despedia José Mourinho na hora. E nem precisava de conselho para isso". Nesta paz podre nada funciona. E se o balneário explodir (está em marcha a caça às bruxas na MDCSDQT dos proscritos que corporizam as acusações de José Mourinho) coisas bem piores - como uma derrota pesada no alvalixo - ainda podem acontecer. O dilema de Rui Costa: Mourinho sai agora ou no final da época ou aposta tudo no actual treinador, promove uma revolução no plantel, contratando jogadores caros, despachando os que foram por ele desvalorizados. Aqui chegados, à 5ª jornada da próxima época, o que fará Rui Costa se José Mourinho tiver o seu Qarabağ atrás da porta? Paga-lhe a respectiva indemnização e vai a correr contratar o Messias Amorim? Alguém acha que Amorim vai ter a MDCSDQT a seus pés como quando era treinador dos sapos e do Manchester United onde bateu todos os recordes negativos do colosso inglês? Alguém acha que Amorim resistirá à pressão dos verdadeiros exigentes se repetir o 4º lugar de 2020 e 2023 ao serviço do lagartedo?  

O Benfica venceu 2-0 o Vitória de Guimarães e eu só vi a MDCSDQT e os verdadeiros exigentes, unidos mais do que nunca, chateados porque o jogo lhes deu sono. O empate de Rio Maior, sim, deu-lhes uma pica do caralho! Acordou-os a todos num instante. Enquanto que o Benfica e os benfiquistas não perceberem que os campeonatos se ganham com pontos, que os pontos se conseguem com vitórias e que as vitórias cada vez mais dependem das decisões canhestras do João Pinheiro, Fabio Veríssimo, Vasco Santos, Luis Godinho, Claudia Ribeiro,  Gustavo Correia, Hélder Carvalho, João Gonçalves, Miguel Nogueira, David Silva, Hélder Malheiro, José Bessa, Sérgio Guelho, António Nobre,  Iancu Vasilica, Manuel Oliveira, Manuel Mota, João Bento, Luis Ferreira, Ricardo Baixinho...a sua luta fraticida com a valia dos presidentes, treinadores e jogadores levá-los-á a, pelo menos, mais 11 anos de seca. E ao despedimento do novo Trapattoni...

terça-feira, 7 de abril de 2026

Para o ano há mais (do mesmo).

"Há perfis de jogadores em que uns, independentemente da conta bancária, dos títulos e estatutos, têm fome. E há gente que leva esta vida de uma maneira leve». Foi assim que José Mourinho começou a enviar recados para alguns, poucos digo eu, destinatários. O primeiro é o Presidente Rui Costa que sempre indicou e/ou contratou este perfil de jogadores. Sudakov, só para servir como exemplo, preenche o pacote por completo. Bom de bola, técnica acima da média, conformado e incapaz de se superar perante as dificuldades.

O segundo recado - "Neste momento tinha vontade de não fazer jogar mais alguns, mas são ativos" - além de Rui Costa foi sobretudo destinado (assim o entendi) a António Silva. É muito doloroso olhar para o António que, pela mão de Roger Schmidt, debutou no estádio do Bessa com apenas 18 anos, cheio de vigor, vontade de vencer e forte personalidade (cagou para João Pinheiro que lhe exibiu o amarelo aos 7mts) e só ver a sua sombra. Do centralão de 18 anos que, em Turim frente à Juventus, de dedo em riste, meteu o capitão Bonucci na linha - nem a sombra! Ontem foi penoso olhar para o António. Sem alegria, sem personalidade, sem um passe de rotura, sem um lampejo, conformado, sem vontade de comer...nada. A forma displicente como entregou a bola ao adversário para o golo do empate (é verdade que foi o último a falhar) diz muito do seu estado de espirito. Este António Silva parece ter voltado ao recreio da escola. 

Mourinho deixou também os já habituais recados aos árbitros. Para não variar, passaram em claro. Falou dos empates devido a factores externos sem carregar muito na tecla. A verdade é que os factores externos estiveram bem presentes em Rio Maior. Há um corte com o braço (bem aberto) dentro da área do Casa Pia (o penalti nem foi ao VAR) e o guarda redes do Casa Pia cometeu grande penalidade sobre António Silva com uma cotovelada na nuca antes de afastar a bola para longe. A VAR tinha ido cag@r e o árbitro, como acontece nestes casos, assinalou falta ao Benfica. Recordo-me de um jogo do Benfica, na Champions frente ao Salzburgo (António Silva foi expulso aos 13 mts), em que o árbitro assinalou penalti de Trubin por um lance tirado a papel químico. Mais tarde, quase a acabar a partida, o árbitro voltou a assinalar falta (Anísio Cabral) ao Benfica, numa disputa de normal, quando a bola foi cortada pelo braço do defesa da casa. Momentos antes, o mesmo Anísio falhou um golo cantado em que a bola foi fragrantemente desviada para canto. Prontamente, o árbitro assinalou pontapé de baliza. Helder Carvalho foi rijo. Mostrou um cartão amarelo ao guarda-redes aos 84 mts de jogo. 

Para terminar os recados, José Mourinho lançou definitivamente a toalha ao tapete. "Perdemos as últimas possibilidades que teríamos de lutar pelo título, houve displicência e o segundo lugar já não depende do Benfica". A capitulação quando ainda existem 18 pontos em disputa diz muito do que o treinador do Benfica pensa de si próprio, do futebol português, mas sobretudo da incapacidade do Benfica para mudar o rumo dos factores externos que o enterram cada vez mais fundo. Eu digo a Mourinho que é apenas matemática. Na verdade, esta classificação (eu ainda acho que os sapos vão ultrapassar o foculporto) está sentenciada desde o primeiro jogo do campeonato. 

Os cientistas do treino, verdadeiros exigentes que fizeram a vida num inferno a Roger Schmidt (ganhou por sorte, diziam) já direcionaram toda a artilharia pesada para o actual treinador do Benfica. Se o «cabrão do alemão» que não falava português, não estudava os adversários nem ministrava treinos por sectores, José Mourinho, julgando-o apenas pelos resultados, deve passar os dias (e as noites) no Seixal a cuidar da manicure. Se da língua não é só pode ser por não estudar os adversários ou por não fazer treinos por sectores.

O problema do Benfica nunca foi de treinadores e muito menos de presidentes ou de jogadores. Ninguém, mesmo vencendo campeonatos, troféus e taças, preenche os sonhos húmidos dos verdadeiros exigentes. Vieira foi excomungado, Rui Vitória escorraçado, Jorge Jesus obliterado, Schmidt era todos os dias achincalhado, João Mário foi estilhaçado, Darwin nem para a equipa b, Gonçalo Ramos era tosco, Di Maria era uma desgraça, Pavlidis nem de borla, Prestianni e Schjelderup eram para despachar a qualquer preço, Otamendi já nasceu velho, Ríos serve-lhes de cagadeira, Rafa voltou a ser um problema...Tudo é um problema no Benfica. Eu, no lugar de José Mourinho, punha-me na alheta sem um segundo de hesitação. E nem precisava do conselho amigo de Jorge Mendes. Eu, no lugar de Rui Costa, ou mudava completamente de comportamento ou despedia José Mourinho na hora. E nem precisava de conselho para isso. 

O lance do golo do Casa Pia (fabricado com quatro passes de jogadores do Benfica para os adversários) que nem nos iniciados se admite, mostrou ao mundo como é muito fácil abrir o estreito de Ormuz. A melhor notícia que o Benfica pode ter (para mim é de certeza absoluta) é a Juventus ou Fenerbahçe contratarem rapidamente Bernardo Silva. Ficamos livres de mais um camião TIR de problemas.