No meu penúltimo post (6/8/2026) eu alertei que mais do que a nomeação - à laia de prémio pelos bons serviços prestados - do fruteiro Gustavo Correia para o jogo Gil Vicente - Rio Ave, o Benfica devia preocupar-se com o (também ele) apreciador da fruta podre, David Silva, para o Benfica - Académico Viseu que não deixaria de aproveitar as bancadas desertas para empatar o Benfica logo a abrir o campeonato. Ontem, mesmo com 63 112 espectadores presentes nas bancadas (média de 31 556 em 2 jogos, menos de metade de taxa de ocupação para a liga da farsa, reveladora do impacto dos clubes na questão dos direitos televisivos) que se predispuseram a levar com um fulaninho, no mínimo tão anti-Benfica como o superdragão D. Silva, Helder Carvalho mostrou-se um reles apitador (também ele) de primeiríssima linha. E quando no VAR se encontra um barrasco como o Tiago das moedas só por um verdadeiro milagre algo bem cheiroso pode emergir de uma dupla tão rasca. Contudo (não é, Helder Conduto?) tenho a certeza absoluta que - a começar pela televisão do Benfica - ambos terão tido (aposto a minha ausência destas lides nos próximos 50 anos) uma nota🤮a roçar a perfeição!!
E que safodam os cartões amarelos retidos na bunda do apitador (o único, exibido a contra gosto a Ismael Sierra surgiu apenas aos 74 mts), as inúmeras faltas não assinaladas ou assinaladas ao contrário, mais os lances para vídeo árbitro dentro da grande área do Estoril Praia. Leandro Barreiro, dando de barato um lance manhoso aos 13 mts em que foi abalroado por Xeka, foi claramente agarrado e puxado para trás dentro da área do Estoril (77 mts) acabando por ser o protagonista menor de um filme inacabável. Só como termo de comparação, na Liga Europa, o Benfica já tem 4 penaltis assinalados a seu favor em lances que em nada, mas mesmo nada, são mais flagrantes do que a ostensiva mão de Messeguem (Académico de Viseu-Benfica), o derrube de Bah no Casa Pia - Benfica ou os lance de Leandro Barreiro na grande área do Estoril que, ontem, passaram impunes.
Em duas coisas eu tenho de dar razão aos especialistas especialidade que já têm nas bancadas (ontem saí da Luz com os ouvidos a derreter de tanta imbecilidade que escutei) fervorosos, e até furiosos, seguidores. Sudakov não empresta qualquer tipo de expressão atacante ao Benfica e, desde que Trubin saiu da baliza (dois golos sofridos), nunca mais a bola entrou (por 7 vezes) na baliza Benfica! Na CI um artista questionou Marco Silva com números que muito ajudaram a minha contabilidade de tasqueiro. E como Sudakov - segundo as contas do pé de microfone - não participou em nenhum dos 30 golos em 9 jogos do Benfica (já há verdadeiros exigentes a encher a boca com o crónico e inteligentíssimo «andamos a jogar com menos um) eu até sinto pena dos nossos adversários quando o desajeitado e inconsequente Sudakov der lugar ao craque que deixará o Benfica com um 11 à medida dos exigentes e dos especialistas. Menos de 50 golos (com participação direta do novo Messias em, pelo menos, metade dos remates vitoriosos) nos próximos 9 jogos sem Sudakov no 11 inicial será coisa de meninos. E é assim, com o prestimoso contributo dos verdadeiros benfiquistas, que ao número 10 do Benfica já não lhe falta nada para ser o novo picanha das bancadas. Depois de ajudarem a trinchar Trubin, Sudakov também já tem os pés na cova.
Ah, o jogo propriamente dito...nem vale a pena falar. Quando vejo Richard Ríos no banco de suplentes a tempo inteiro, a menos que existam razões politicas - como uma iminente transferência - isso não só comprova a minha ignorância sobre o jogo como convida a um prudente distanciamento. Pareceu-me vislumbrar alguma ressaca europeia (numa acumulação de 7 jogos disputados em Agosto) que o conhecimento aprofundado dos treinadores portugueses (como correm os seus jogadores quando defrontam o Benfica!) do modus operandi da liga da farsa quase sempre tiram proveito. Vasco Matos - barbaramente roubado, em diversa ocasiões, frente aos sapos na época transata - aproveitou bem a bonomia arbitral para montar dois autocarros em frente à sua grande área e o resto foi correr, correr, voltar a correr muito e dar pau até cheirar a alho. É o segundo benfiquista (o outro é o Bruno Pinheiro do A. Viseu) a dar água pela barba ao Benfica. Pudesse ele, o Vasco, meter a sua equipa a 'morder' assim, impunemente, nos jogos com os sapos e o clube da fruta...
Uma nota muito especial - de longe a mais importante - para Salvador, menino de 6 anos que sofre de Epidermólise Bolhosa Distrófica Recessiva, a quem a Fundação Benfica proporcionou cumprir o sonho da sua ainda curta vida. De mão dada com Rafa, Salvador pode entrar no relvado da Luz e ver de perto os seus ídolos. Para além da forte emoção que o sofrimento de uma criança sempre deixa, fica o meu muito obrigado Benfica, muito obrigado Fundação Benfica. Ontem senti-me especialmente grato por pertencer a esta grande família.