domingo, 17 de outubro de 2010

«Batalha por um futebol respirável»

O presidente da Fundação Benfica num discurso que pela acutilância e desassombro,  faz falta ouvir neste Portugal de meias verdades e "mea culpas" da treta...


O presidente da Fundação Benfica, Carlos Móia, teceu duras críticas ao FC Porto no seu discurso de agradecimento à homenagem de que foi ontem alvo na Casa do Benfica de Ovar, cidade de onde é natural. O empresário, de 64 anos, começou por explicar por que, nascendo tão perto da Invicta, preferiu apoiar a equipa de Lisboa.

“Ser do FC Porto era ser o que o FC Porto era: um clube a fechar-se dentro de uma região, a olhar todo o resto de Portugal como um espaço de inimigos em delírio, de mouros a abater. O Benfica dava-me a imagem oposta: a ilusão de um universo sem limites”, começou Móia por dizer, considerando que se “o FC Porto ganhou mais do que nós, não soube aprender a ganhar o que ganhou.”

Ditadura

 

Mantendo o mote, o responsável pela fundação encarnada fez uma referência histórica aos tempos da ditadura. “Naquele tempo, ser Benfica era escolher simbolicamente a liberdade. Enquanto os nossos adversários tinham a dirigi-los homens da Legião, deputados da União Nacional, magnatas e burocratas enfeudados no salazarismo, nós, no Benfica, tínhamos presidentes que tinham sido operários e sindicalistas, que tinham sido deportados e perseguidos pela PIDE, que não se resignavam à ditadura, antes pelo contrário”, disse.

E concluiu: “Não, o Benfica nunca foi o clube do regime, foi sempre o clube que o regime teve de suportar a contragosto e de que, depois, se apoderou para, na sua propaganda, lhe parasitar a glória.”

Ida ao Dragão

Móia, que recordou o papel da Fundação do Benfica na ajuda às vítimas das cheias na Madeira e na criação de um projeto na Amadora de combate ao absentismo e insucesso escolar, não se furtou ainda a comentar a próxima visita das águias ao Estádio do Dragão.

“Acusaram-nos de sermos ridículos por ameaçarmos não jogar no Dragão se não nos derem condições de segurança. Ridículos? Só assim, levando essa nossa luta para além dos 3 pontos que estão em jogo, poderemos ganhar o que é preciso ganhar: a batalha por um futebol mais respirável, menos subterrâneo. Onde a viagem a um estádio não se transforme na vertigem de uma intifada com meia dúzia de aprendizes de talibãs escondidos a rirem-se dos vidros partidos, dos desaforos, dos insultos, do sangue talvez”, concluiu acusador.

9 comentários:

  1. bom dia
    para começar enviava este post ao vitor serpa para o homem ter a noção ,ele,sim,ter a noção do ridiculo que é, ao escrever o que escreveu hoje na bola
    um batata igual a tantos outros que por lá parasitam na bola.escreve-me aquele palerma sobre o menino rico que queria jogar a bola só porque era dono da bola e ainda fazia exigências o tal menino
    esse artista se tinha um menino rico no bairro era porque fazia parte dum bairro dos ricos também só por isso devia ter bola ou então era ele esse menino rico.
    quanto ao que me toca isso acontecia era na escola onde aparecia de vez em quando um gordito ou inábil para o jogo com bola e que nós o deixávamos jogar invariavelmente a baliza e não havia mais exigências se não não tocava na redondinha sequer.
    quanto ser o Benfica a lutar pela verdade desportiva é porque esses fulanos e outros como os tribunais se demitiram dessa luta.
    no jornal dele que até leio só reconheço para ai umas três pessoas que remam contra maré de medo ou subserviência dessa resma de atados morais e são os dois gatos que até nem fazem da bola o seu ganha pão e o sr.Delgado.
    ele devia era olhar para o que foi essa casa,quando no tempo de menino, ele se lê-se a bola tinha então sim quase todos os jornalistas pessoas com H enorme que lutavam pela transparencia no futebol e escreviam sómente o que viam nos jogos sem inventarem nem aldrabarem.
    desculpe-me tão longo texto mas preferi desafabar aqui senão tinha que lhe chamar nomes muito feios através do email dele.
    atenciosamente
    joão rodrigues

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  2. Grande discurso!
    Está completo ou ainda tem mais?

    Abraço.

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  3. penso que não está a ser ironico Sr.Manuel de Oliveira e como tenho a certeza disso o que lhe digo é que as estas horas ainda estou sobreaquecido pelo o que lá foi escrito.
    havia mais concerteza a dizer vou esperar que a raiva me passe.
    nunca bati em menino gordo ou inábil na escola e fiz a industrial antes do 25 abril(o pior dos bairros de Lisboa ia lá parar)mas a este pardal neste momento só me apetecia partir para a ignorancia se o visse.
    abraço
    j.rodrigues

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  4. @joão Rodrigues, importa-se de transcrever o tal texto de vitor serpa?

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  5. titulo-o erro do Benfica
    quando era pequeno,havia um menino rico na minha rua que tinha uma bola nova e e brilhante que a todos seduzia.para jogarmos com ele,o menino impunha regras.as primeiras aceitaveis a que logo se seguiram algumas humilhantes.contrariado por todos o menino decidiu ir embora com abola.nós fomos buscar uma velha bola de ténis para continuar a jogar.o menino rico voltou no dia seguinte e aceitou jogar sem as regras dele.não conseguia jogar sozinho,admitiu o menino.
    ora por grande que seja,para a dimensão de um Portugal dos pequeninos,o Benfica precisa de todos os outros clubes ,dos maiores aos mais pequenos e não deve ter a tentação de impor a sua grandeza contra os naturais interesses do negócio futebol.pode e deve lutar peloque entende ser os seus legitimos direitos de assegurar uma competição limpa e livre de vicios na verdade desportiva,mas o melhor caminho não é o da insolência.a ideia de que combate pela verdade desportiva se faz no apelo aos seus adeptos para não verem futebol fora do estádio da Luz ,além de desaquada parece ser uma dispensavel manifestação de arrogancia.

    p.s-o vale e azevedo é que os topava.querem comer vão as roulotes
    j.rodrigues

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  6. @J.Rodrigues,obrigado pela resposta!
    realmente mais parece a crónica de um excremento (leia o post acima), e percebe-se porque a bola dá guarida a tantos jumentos...
    a resposta terá de ser dada pelos Benfiquistas, não comprando a merda do seu pasquim!

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  7. estes filhos da mãe são tratados como lordes, para mim é como o J.Rodrigues diz no post de cima, querem comer, tomar cafezitos que vão ás roulotes, está na hora de castigar essa corja submissa.
    E PLURIBUS UNUM

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  8. Amigo Manuel,
    como estive entretido a escrevinhar o post seguinte nem lhe respondi...
    O discurso, saquei do rascord!
    não sei se está completo ou apenas cita algumas passagens do mesmo!

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  9. Caro João Rodrigues, não estava a ser irónico, pois estava a referir-me ao grande discurso do Carlos Móia, como ainda não o tinha lido, não sabia se estava completo o texto ou era parcial.
    Li a sua revolta no comentário mas não lhe respondi a si.
    E faço minhas as palavras do Guachos, eu também gostaria de ler o que o V.Serpa escreveu pois não tenho acesso ao jornal em papel.

    Abraço.

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Se pertenceres aos adoradores do putedo e da corrupção não vale a pena perderes tempo...faz-te à vida malandro.