MDCSDQT. Até onde chega a falta de vergonha na puta da cara desta gente. Todos os dias procuram velhas glorias a recordar os bons velhos tempos (golos e vitórias contra o Benfica) vividos no clube da fruta e no Sporting+18. Do Benfica só encontram aziados!
Tendo como alvo um dos maiores símbolos do futebol nacional, para descarregar o autoclismo, foram ao ponto de desencantar Marc Zoro, desengonçado defesa central que passou de raspão pelo Benfica (7 jogos) há mais de dez anos. No lugar de Rui Costa sei bem o trato que lhes daria. Quando me procurassem para saber coisas do Benfica, fazia como o Tiquinho Soares fez ao boneco Ceição e mandava-os tomar no seu cu antes de ligarem ao costa-marfinense. Hoje descobriram Capdvila, defesa espanhol que fez 12 jogos pelo Benfica em 2011, para tentar arrasar a credibilidade do Aimar. Dois dos maiores futebolistas que pisaram os relvados internacionais, dois portadores do clássico número 10, resistentes mágicos da bola, adorados pelos adeptos de todo o mundo, reconhecidos internacionalmente pelo fairplay e pela classe que sempre demonstraram ao serviço das suas selecções e clubes, vêm desta forma canhestra, apenas porque um dia vestiram de vermelho, o seu nome conspurcado nos jornais desportivos, os que mais os deviam preservar e amar.
Futebol sem espectadores. Eu tenho evitado falar do regresso às polémicas futebolísticas - o que temos visto são a caça ao clic e as reles tentativas dos pasquins desportivos em manter viva uma rivalidade (acirrar o ódio ao Benfica) que não tem pernas para andar sem a bola a rolar. Que fortes razões existem para não se dar por terminados os campeonatos enquanto a pandemia durar? Com as restrições actuais só há uma. O factor económico que a todos afecta. Tudo o resto aconselha a manter as fechadas. Excepcionalmente, e sabe-se como o momento que vivemos é tão excepcional, não me choca nada realizarem-se os jogos em falta sem publico nas bancadas. O que eu não consigo compreender é como vão os intervenientes actuar com um mínimo de normalidade. Os jogadores não são gente? São imunes ao vírus? As suas famílias estão livres do contágio? Vão fazer testes de imunidade diários? Vão impedi-los de sair de casa? Se um jogador acusar positivo metem de quarentena forçada todos os que lidaram de perto com ele? Pode-se contratar um plantel todo novo?
Vamos lá tentar entender. Com as recomendações da OMS, vamos ver jogadores e árbitros em permanente contacto durante 90 minutos (99 se o foculporto estiver em dificuldades)? Os senhores do apito vão continuar a dar palmadinhas nas costas a uns e a exigir distanciamento social aos restantes? Se o otávio cuspir no guarda-redes contrario, como fez com o Ederson, será considerado crime ou acrescenta três pontos ao clube da fruta? Sopro no cachaço ainda é penalti para o foculporto? E se o Pepe enfiar uma galheta no primeiro que lhe aparecer pela frente, como fez ao Taarabt no ultimo foculporto-Benfica? Candidata-se a receber uma salva de palmas nas janelas de Contumil ou uma medalha ao mérito na câmara do Porto? Marcação homem a homem, puxões nos calções e agarrões pelo pescoço. São proibidos mas podem-se fazer? E nos cantos, onde há mais esfrganços nas molhadas do que nas festas da mulher do Uribe?
Pode-se espirrar para cima dos adversários mas não se podem abraçar os colegas para festejar? É isso? E se for preciso respiração boca a boca? Deixa-se morrer o jogador com medo da COVID-19? Vão ser obrigados a marcar com os olhos, como no golo de Marcano (aos 99mts) ao Portimonense, onde os jogadores algarvios começaram a treinar a futura obrigatoriedade do distanciamento social? (Catano, bateu uma saudade tão grande do Vasco Santos e do Rui Costa que tive de fazer uma pausa para evacuar o baldaia da ordem). E se o boi do Jamor aparecer outra vez? Pode o boneco Conceição encher de perdigotos os árbitros assistentes ou cuspir no treinador do Paços de Ferreira outra vez? Serão permitidos calduços na passagem pelos túneis dos estádios? O mastim Gonçalves será obrigado a usar um barbilho? O cuspe electrónico, à laia do brunalgas, será penalizado ou merecedor de uma medalha? As rachas serão inspeccionadas?
E quem garante a desinfecção dos campos? O clube conhecido por obrigar os jogadores do Benfica a equiparem-se nos corredores por causa dos maus cheiros e das substâncias tóxicas nos balneários? E as bolas de golfe lançadas à entrada dos estádios? E as pedras arremessadas nas autoestradas? Há garantias que serão desinfectadas? Estou contra o futebol (excepcionalmente) sem espectadores nas bancadas? Não. Mas vão ter de me convencer que o que eu vou ver na TV não são uma espécie de reuniões de tupperware para fingirmos que tudo voltou ao normal. Ou há futebol competitivo ou não há. Se é para fingir repitam os Portimonense-foculporto.
