São quase quarenta anos a passear no Bonfim! Ingénuo, ainda cheguei a pensar; com um treinador espanhol não serão as favas contadas do costume. Tá bem abelha...erros atrás de erros não provocados e se o clube da fruta estivesse disposto a gastar um Tiquinho mais de energia saía do Bonfim com o maior resultado da história na algibeira. O Vitória mostrou estar decidido a não dar quaisquer hipóteses ao Portimonense se de tornar o Calor da Noite do foculporto a sul do Rio Tejo. Chocos fritos? Nem o Coimbrões deu tão pouca luta!
O realismo é tramado! Julio Velázquez, que no lançamento do jogo prometia uns chocos - «ambiciosos mas muito realistas» - deixou o relvado abraçado ao boneco (um clássico em noites de pernas escaqueiradas), convencido que «não estivemos bem em nenhum sentido do jogo». E o fado de sempre «há que levantar a cabeça». Na conferência pós jogo lá foi dizendo que "fomos uma equipa irreconhecível". Do que eu não tenho a mais pequena duvida é que o espanhol se foi deitar completamente esclarecido do que é treinar uma equipa verdadeiramente infectada com um vírus (da fruta). E que aquilo no jogo com os sapos não era mais do que uma tosse cagalhoeira.
Vai de Mota. «foi um golo à foculporto». Quem estranhar a expressão que reveja a validação do primeiro golo do clube da fruta...
Vai de rastos. O jogo foi tão intensamente disputado que me pus a tentar perceber a quem é que a sportv iria entregar o prémio de melhor Bruno Fernandes engripado em campo. Ainda pensei no melhor Makaridze mas cheguei à conclusão que não seria justo para os restantes Zéquinhas que se mataram pelo resultado até ao ultimo segundo do jogo. Só na defesa, com aquela concentração, rapidez e vontade de vencer, esgotava o meu stock para a época. E foi assim que acabei por premiar o melhor Zéquinha em campo.
Saiu de Portugal a 19 pontos do Benfica, chegou a Inglaterra com menos 36 do primeiro lugar e já consegui subir para 38! Foi o melhor Bruno Fernandes em campo para os adeptos do Manchester Unitd e já tem a imprensa inglesa rendida! É a puta da loucura! Chegar, ver, empatar e cair, por troca com o Sheffield United, para o sexto lugar! Manchester Unitd - Wolverhampton; o fabuloso destino do Dumbo. Num encontro onde actuaram 9 portugueses, sem contar com os (seis) da equipa técnica do Wolverhampton, os lambedores da sportv só se conseguiram excitar com o suor do maravilhoso melhor Bruno Fernandes em campo...é que nem os tomahawk do Rónalde!
Sportv, primeira parte. Resumo da exibição do fenómeno; meia dúzia de blowjobs do Freitas Lobo, outros tantos do narrador de serviço, um passe açucarado para as mãos de Rui Patrício, dois remates disparatados para fora e um sem número de bolas perdidas. Ingleses rendidos. Segunda parte; triplicou o numero de falátios, mais remates para fora, os passes transviados do costume e o momento alto do jogo; aos 55 mts sai o primeiro cartão amarelo para o Dumbo. Milagre! Não encostou a cabeça no árbitro, não insultou o árbitro auxiliar, não tirou satisfações do polícia de serviço e também não há notícias de armários pontapeados no balneário!
A pérola; decorria o minuto 57. "Grande jogo, 0-0 e ninguém arreda pé, entusiasmo nas bancadas". Não me contaram, fui eu que ouvi. "Ninguém arreda pé"! Que boss! Até soltei um pinguinho nas calças. Ninguém me diga que não foi fantástico. O ribombar dos bombos e o estalar dos foguetes, descreve o emocionado rascord, ouviu-se um pouco por todo o mundo. Tenho na ideia que nem o Rónalde, quando foi para Turim reinventar a Juventus, ou na partida do mestre da táctica, decidido a colonizar o Brasil, houve tamanha unanimidade!
Já não bastava o VAR, a tecnologia, os frames e os milímetros do fora-de-jogo. Agora são os árbitros decididos a destruir a magia do futebol. Neymar, um dos últimos representantes dos meninos de rua a quem a bola de trapos era a única companhia, viu um cartão amarelo por fazer o que os brasileiro denominam de "lambreta"; passar a bola por cima do adversário com os dois pés. O Zéquinha francês, um frustrado da vida sabe-se lá bem porquê, não gostou e vingou-se no brasileiro! É este o futebol que merecemos.
