Fim de fim-de-semana e inicio de segunda feira recheado de notícias boas envolvendo gente (muito) ligada ao clube das putas. No domingo à noite, Edgar Costa, trafulha que inventou uma estória mirabolante, à laia dos e-mails truncados roubados ao Benfica, foi parar com a sua boca de sarjeta à segunda liga. Pior para o Marítimo, pouco ou nada importante para ele. Terá assegurado um tacho na SIC quando acabar a carreira ou acabará do canal da fruta a ajudar o Maninhe a fazer bicos ao clube das putas? Cá estaremos para ver...
Ontem, pela manhã, Mário Costa, presidente da Assembleia Geral da Liga, foi alvo de buscas do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) - o mesmo SEF que caçou Reinaldo Teles numa rusga à Taverna do Infante (escola da universitária Naundinha) onde guardava uma dezena de brasileiras fechadas em arcas frigorificas - constituído arguido pelo Ministério Público e suspeito de crimes relacionados com o tráfico (a coisa pega-se) de seres humanos. No início da tarde Francisco espanca Marques foi punido com 10 meses de prisão por violação de correspondência agravada ou telecomunicações, e mais um ano e dois meses por ofensa a pessoa coletiva, ficando, em cumulo jurídico, uma pena de um ano e 10 meses, suspensa por igual período. Diogo Faria, diretor de conteúdos do fruta Canal, foi condenado a nove meses de prisão, com pena suspensa durante um ano, por violação de correspondência ou telecomunicações.
Diz o tribunal que julgou o processo dos e-mails, que os responsáveis de comunicação do foculporto «truncaram, construíram narrativas com inverdades» e atingiram o bom nome do Benfica, segundo o acórdão que foi explicado pelo juiz: «Em causa está o crime de violação de telecomunicações. E a conduta do arguido Francisco Marques ao divulgar os e-mails aqui em causa preenche este tipo de crime. O arguido fez aquilo a que se chama a manipulação da informação.»
O Benfica afirma que «o reconhecimento dos crimes de violação de correspondência agravada e de ofensa a pessoa coletiva, embora não apague da memória a campanha negra de que o clube foi vítima, deu sentido ao esforço para que, no fim, ganhasse a verdade».
Os advogados do Benfica reconheceram que "as condenações não se medem em meses, nem anos. Para nós, o que era importante era que houvesse uma condenação e que se reconhecesse o que se reconheceu: Em primeiro lugar foi um comportamento criminoso e injustificável, em segundo lugar houve manipulação de informação e em terceiro lugar houve mentira" (...) "Nós, no fundo, não estávamos à espera que num processo desta natureza houvesse condenações efectivas, para nós o importante é que a narrativa da corrupção caísse por terra, e essa narrativa caiu". Eu digo que os criminosos foram condenados!
Eu digo que os criminosos, ao invés das penas suspensas, deviam ser condenados a prisão efectiva, com férias garantidas a apanhar sabonetes em Caxias. Assim, são medalhas para eles. O objectivo a que se propuseram, está (e continua) a ser cumprido: conspurcar reiteradamente o nome do Benfica. Se fossem pessoas de bem? Cobriam a cara de merda com as sucessivas condenações. Assim...
A liga, a federação e a CMVM (uns coninhas com as notícias do SLB mudos na espionagem, divulgação de segredos e nos ataques da SAD da fruta à Benfica-SAD) não disseram nada durante a truncagem dos e-mails e a devassa publica da vida do Benfica, não abriram o bico aquando a constituição dos arguidos, fecharam a fossa durante todo o processo, calam-se agora como ratos após as condenações dos meliantes e não irão dizer nada daqui a 20 anos quando, depois dos 345 recursos apresentados pelos advogados, os arguidos forem declarados inocentes por prescrição ou falta de provas. Os escaparates de hoje, com a MDCSDQT e a outra, a cagar de cima abaixo nas buscas ao presidente da AG da liga (constituído arguido) e nas condenações com pena de prisão dos assalariados do clube das putas, em contraste com o destaque que deram ao que motivou as condenações, demonstram bem as motivações dessa gentalha.


