1-2. Como muito bem diz Rui Vitória, acabou por ser uma goleada. Sem espinhas, digo eu. Num campo onde o vento já tinha aberto brechas na bazofia dos sapos e onde as rachas foram forradas a euros no jogo mais comprido da história mundial, não foi de estranhar a dificuldade do Benfica em ganhar. Grande parte dos remates, que pareciam levar o selo de golo, só podem ter sido desviados pelo vento da Amoreira e aquela racha que se abriu na face de Raúl Jimenez apenas comprova as competências do inginheiro madureira. Estivesse o macaco, ali à mão, como no jogo anterior, e nem precisava Rui Vitória recorrer aos prestimosos serviços de Toto Salvio, o estocador. Adiava-se o resto do jogo para quando Jonas e Krovinovic estivessem curados, saldavam-se umas dividas que ninguém sabe que existem, untavam-se umas luvas aqui, umas botas ali, um mestre de obras acolá, e voilá. Sem rachas e a favor do vento, 784 mil euros na conta, três golos em menos de quinze minutos e a certeza de que o crime compensa.
Não posso nada concordar com Rui Vitória quando ele diz que o Estoril tem tido um comportamento meritório nesta fase final da época. E se ele se refere, como me pareceu, somente aos jogos após a vergonha que foi a segunda parte do jogo mais comprido da história mundial, eu também não fico nada convencido. O Estoril é uma equipa merdosa a quem só desejo que desça de divisão e que nunca mais regresse ao convívio dos grandes. Por muito que eu viva jamais esquecerei as escorregadelas e as luvas de manteiga do Renan, o espanhol recambiado para Espanha e a paralisia de metade da equipa, naqueles primeiros 20 minutos obscenos. E nem no outro mundo eu vou conseguir esquecer aqueles injustificados 784 mil euros, depositados pelo clube da fruta, na conta do clube da linha.
Mesmo tentando esquecer outras actuações vergonhosas, depois do ultimo Benfica-sporting e da actuação enviesada de ontem, na Amoreira, Hugo (Macron) Miguel afigura-se-me como um tipo repugnante sem qualquer vergonha na cara. E o VAR que o acompanhou, na cidade do futebol, só pode ter um problema de visão ou então, intestinal. Não o reconheço pelo nome (Gonçalo Martins) mas cheira-me (salvo seja) que não passa de um mentecapto esverdeado com o intestino grosso ligado ao cérebro. Que mais se pode pensar de uma dupla que nem com as imagens televisivas consegue ver a cotovelada sofrida por Raúl Jimenez dentro da área de rigor? Salva-se Ivo Vieira, treinador do Estoril, um tipo decente que importa realçar.
Jogar sem Jonas e Krovinovic é o mesmo que o Real Madrid ir a jogo sem Ronaldo e Luka Modrić ou o Barcelona actuar sem Messi e Sérgio Busquets. Lutar todos os jogos, correr sempre atrás dos três pontos, todos juntos a caminho do Penta. Estamos na luta. Força meu Benfica, sem rachas e a favor do vento, todos a remar até ao Marquês.








