Cinco (5) miúdos da formação, Rúben Dias, Ferro, João Félix, Florentino e Gedson, em campo - mais o Jota no banco. Nove (9) portugueses utilizados, 10 se contarmos Gabriel - que é tão português como David Júlio, Lúcio, Deco, Pepe, Liedson e Dyego Sousa - não foram suficientes para que a merda de comunicação social que temos desse qualquer relevância a uma aposta do Benfica que foi cavalo de batalha dos merdia, durante os anos em que o maior clube português não tinha campos sequer para treinar!
Frescura física...Eu fui obrigado a ir ver com os meus próprios olhos o que, pelo que me diziam, me parecia algo de completamente impossível. O rasteiro - que não neste caso em que me pareceu ter crescido uns 20 centímetros avaliados por baixo - Rui Santos (agora com letra maiúscula) a defender as opções do treinador do Benfica - no pós-jogo da última quinta-feira - afirmando que assistiu a um grande jogo de futebol, uma excelente vitória do maior clube português (estas são palavras minhas) que fez bem não só ao Benfica como a todo o edifício do futebol indígena. Tudo isto perante o olhar incrédulo dos seus colegas (passaram a hostilizá-lo num ápice) paineleiros que tinham na cartilha somente o intuito de achincalhar Bruno Lage, menorizando de todas as maneiras e feitios tudo o que de bom o Benfica-Dínamo de Zagrev nos proporcionou. A David Borges e a Jorge Baptista só lhes faltou andar à chapada para contradizerem Rui Santos. Jorge Baptista, com aquele focinho de sapo a quem Carlos Queiroz - uns aninhos atrás - muito justamente afiambrou umas belas murraças, estava tão puto da vida que chegou ao ponto de lhe atirar à cara que "quem quer agradar diz tudo bem"!!! Agradar ao Benfica!!!
Estavam absolutamente certas as teorias e as previsões dos dois especializados especialistas da especialidade. Menos de 72 horas depois o Benfica apresentou-se arrasado fisicamente em Moreira de Cónegos, viu-se em palpos-de-aranha para segurar o 4-0, dando razão aos dois mamíferos que queriam à força que o treinador do Benfica metesse Jonas, Grimaldo e João Félix logo na primeira parte do Benfica-D. Zagrev, tirando-os de campo tão logo chegasse ao quarto ou quinto golo, na pior das hipóteses, aí pela meia hora de jogo. À terceira pisadela no tendão de aquiles, a Grimaldo, Rafa e Florentino, Nuno Almeida, quase a acabar o jogo, lá acabou por deixar sair um cartão amarelo a penalizar um jogador do Moreirense. Grunhos à parte, e mesmo com todas as capeladas, tem sido um regalo ver jogar este Benfica de Bruno Lage. É certo que João Félix está a precisar de banco, que o Pizzi não acerta um cruzamento e que o Samaris já devia ter sido posto à venda muito antes de assinar pelo Benfica. Rafa, por exemplo, um dos flops preferidos dos especializados especialistas da especialidade, é daqueles que parece ter cismado em os fecundar jornada após jornada, quiçá no propósito de dar razão aos talibans da internet que tantas vezes se predispuseram a levá-lo ao aeroporto, pagando-lhe a viagem de ida...sem volta.
E até o Fernando Santinhos já teve autorização do Rónalde para convocar o Nelson Semedo (só falta a entrevista da bajulação bacoca) e também se lembrou que, na Luz, morava Rafa, outrora também campeão europeu!!! Está tão louco o Mundo que, tendo Fernando Santinhos Marafona em plenas condições físicas, optou por chamar Pizzi em detrimento do segundo guarda-redes do Braga...
Anda tudo tão ás avessas que o Miguel Albuquerque, em vez de aparar no focinho todos os sopapos que merece pelas figuras de grunho que tem feito nos pavilhões portugueses, acaba a queixar-se que "um adepto do FC Porto desferiu um murro no olho da minha esposa". Terá sido apenas um arrufo de namorados e a reunião do hotel em Lisboa já deu o que tinha para dar, foi o valentão Albuquerque que, ao descobrir o melhor lugar da refrega, resolveu resguardar o toutiço com o corpo da mulher, ou consequências e mazelas do Cashball?