Nota: em 2010, Elmano Santos cometeu a proeza de, aos 90 mts, mandar repetir um penalti (convertido) contra o foculporto alegando que ainda não tinha apitado! Na sequência o avançado atirou para as nuvens. Na época passada, para não irmos tão longe, em Famalicão, Taremi converteu uma grande penalidade à segunda tentativa pelos mesmos motivos que levaram o árbitro do Benfica-Chaves a fazê-lo.
Em março de 2020, Pizzi - que os verdadeiros benfiquistas aplaudiram entusiasticamente quando regressou à Luz com a camisola do Braga - em duas jornadas seguidas, Moreirense e V. Setúbal, bateu quatro penaltis e falhou três. E em dois não acertou na baliza, um contra o Moreirense, outro frente ao Vitória. No Benfica-Chaves o árbitro não assinalou três penaltis como os cartilheiros da fruta dizem por aí, mas apenas dois, embora ficasse mais um por marcar, sobre João Neves, que nem o árbitro nem o VAR quiseram assinalar.
O comportamento e a estratégia das equipas que defrontam o Benfica, inclusive na luz, onde fazem tudo o que lhes apetece, passa por, desde o banco de suplentes ao relvado, contestar em bloco todas as decisões dos árbitros. Ai do jogador do Benfica que reclame que leva imediatamente com um cartão amarelo. Ao contrário, tudo é permitido aos adversários. O que se passou na sexta feira na marcação dos penaltis, com jogadores do Chaves a escavarem o relvado na marca da penalidade máxima e a provocarem o marcador foi digno do terceiro mundo, quarto no caso da liga da farsa, como se comprovou ontem, mais uma vez num Estoril-foculporto.
É verdade. Quem estava à espera de cavalgar a nova e peregrina versão que o Benfica teve três pênaltis a favor no mesmo jogo - que seriam "quatro" se, como no castigo máximo que motivou a repetição, o VAR tivesse alertado para os dois jogadores do Chaves que voltaram a invadir a grande área antes do remate de Arthur Cabral - lixou-se com um F do tamanho da cornadura do Nuno Farinha.
Nem as poupanças dos dois melhores jogadores do Estoril, Pedro Álvaro e Rafik Guitane, deram qualquer vantagem a um foculporto demasiado fragilizado pela falta da W52 anti-Benfica (que não chega para a época inteira) e pelas ausências do Taremi e do injinheiro macaco. Taremi, como se sabe, não joga nem é convocado porque não segue o exemplo de Kökçü e porque o Sérgio, ao contrario de Roger Schmidt, é um génio a gerir balneários. O injinheiro macaco a culpa é da mouraria do MP que o mantém enjaulado.
A canalha comentarista que tanto falou dos milhões que separam o clube da fruta do Arsenal vai ter a mesma “coragem” para comparar os orçamentos do foculporto e do Estoril Praia que em 4 jogos venceu 3 frente ao clube da fruta? E o magnifico Ceição? Quantas lições táticas deu ao Basco Santos nessas três brilhantes derrotas? Será que não foi o Roger Schmidt a fazer a tática e a escolher o 11 inicial?
Quanto às arruaças no final do jogo, a responsabilidade se a houver (ainda falta sair o vídeo do foculporto e o testemunho de um dos pais foculportistas nas bancadas a provar a culpa do Benfica), tem que ser assacada ao alcaide de Cartaya que, como o clube da fruta frisou em comunicado, ao contrário do Sérgio e do próprio foculporto, «tem um passado marcado por acusações de violência, corrupção e falta de transparência». Foi ele, o Manuel Barroso, travestido (não, desta vez não usou o Moisés para separar as águas) de pai dos jogadores que correu para dentro do relvado a tentar apagar o fogo com a gasolina (mais barata) que trouxera de Cartaya. E mesmo o mastim Grrrrronçalves - que o Tribunal Central Administrativo do Sul (TCAS) aceitou a providência cautelar interposta no TAD livrando-o de um castigo de 40 dias de suspensão e multa de 6120 euros para estar presente na Amoreira - quando mostrou a afiada dentuça ao António Nobre deu toda a ideia de ter sido uma encomenda do alcaide de Cartaya.
Bem o fedelho (língua azul) Ceição, desabrido, a chamar filho da puta ao árbitro (concordância absoluta neste caso), excelente a agredir o árbitro assistente o novo internacional Wendel, a provar como Dorival Júnior tem um jeitinho especial para descobrir talentos para lá dos 30 anos, também Pepê, mais um produto Dorival, a provar a sua raça - e como não amar o comportamento do arruaceiro Pepe a ameaçar tudo o que mexe e a bater palmas na cara do Nobre árbitro? E tudo porquê? Of course por causa do alcaide, mas também por António Nobre ter cumprido as regras nos lances reclamados pelo foculporto e por não ter tomates para expulsar Evanilson, Pepe, Pepê, fedelho Ceição (chamar filho da puta tem como consequência a expulsão) em devido tempo, mas também, Otávio, Wendell, Conceição...
Uma palavra para o melhor Diogo Costa em campo (ficou bem à vista de todos a tão propalada excelência de jogo de pés) a espalhar a classe que deixou os tubarões da chincha desesperados para o contratar! Se na sequência de mais esta fantástica exibição não conseguir rebentar ainda mais a escala (já deve valer mais que do dois Gyokeres juntos) do Transfermarkt, não sei quando o fará! Mesmo assim, que a elegância não tem preço, foi sem qualquer espécie de dúvida a melhor expulsão em campo na história da liga da farsa.
PS: e a put@ na bancada lá continua firme e hirta à espera que o injinheiro macaco se decida a derruba-la de vez.


