
Imagine-se Roger Schmidt a dizer, numa indirecta a Roberto Martínez, que um seu jogador tinha vindo a dormir da selecção. Imaginem Schmidt a afirmar que, fazendo parte do seu trabalho, teve de o acordar após 3 dias de sonolência, para o jogador (burro que nem uma porta) compreender que tem um treinador português competente e não um espanhol desleixado. Agora tentem entender a perseguição que fizeram ao treinador do Benfica por ter dito no final de um jogo que acabara de perder (não numa conferência de imprensa a falar para meia dúzia de serviçais sem pressão de qualquer espécie) - «normalmente costumamos fazer isto muito melhor, foi uma questão de toda a equipa. O último homem (Vlachodimos) pode evitar os golos e nesses momentos ele pode fazer melhor» - e comparem-na com as gargalhadas alarves dos pés-de-microfone presentes na sala e o silêncio da MDCSDQT que, hoje, tudo faz para varrer para debaixo do tapete as declarações do malcriado individuo. Se fosse o treinador do Benfica a proferir semelhante alarvidade, a esta hora tinha a MDCSDQT em peso a acusá-lo de, no mínimo, destruir a carreira internacional do João Mário, já com o rotulo de xenófobo colado na pele por meter em causa a nacionalidade do seleccionador nacional. Isto, para começar. Depois, logo se veria onde a onda os iria levar...
Mais deste cidadão que, descaradamente, afirma repudiar a violência: «Obviamente repudio qualquer tipo de violência e, claramente, o que vi na AG deixa-me triste e é condenável». Vindo de individuo que passa grande parte do seu tempo metido em motins de toda a espécie só pode ser brincadeira. Pois podem achar-lhe muita graça, até mesmo quando levam na cornadura, que por muito que tentem - e como tentam! - despejar toneladas de lixívia em cima dos seus alarves comportamentos, jamais conseguirão lavar quase três decadas de continuadas arruaças. Do que se sabe publicamente aqui fica um cheirinho do corneteiro (o magala que acorda as tropas) do puteiro...
No Standard Liège, onde jogou após sair do foculporto, num jogo da Taça da Bélgica, Sérgio Confusão escarrou num jogador do Zulte-Waregem, antes de tirar a camisola e lançá-la à cara do árbitro. Não satisfeito, saiu a correr desembestado, a berrar como um javali, antes de levantar o dedo do meio aos espectadores que, nas bancadas, o vitoriavam durante o 'tranquilo' recolher aos (curros) balneários. Por falta de antecedentes (algo que o persegue injustamente até hoje) – o ordeiro Conceição tinha no cadastro apenas o nobre acto de arremessar a braçadeira de capitão do Standard para o chão - livrou-se da irradiação.
Como treinador, e apenas nas ligas da farsa, onde também tem um percurso (24 expulsões) bastante imaculado, recordo-me que deixou o cargo no Olhanense devido a uma violenta rixa com o presidente Isidoro Sousa, testemunhada pelos espectadores nas bancadas, antes de um treino da tarde. Na Académica, para onde seguiu, ficou tão amigo do presidente Eduardo Simões que quando – desembestado com o empate a zero bolas – o apanhou, na época seguinte, desprevenido no túnel do Municipal de Braga (onde progrediu na carreira), lhe apertou o pescoço ao mesmo tempo que lhe gritava em estado de enorme devoção: «seu filho da puta..., paga o que me deves».
Com o balanço, Conceição acabaria expulso por Bruno Paixão a quem também brindou com o fofinho “seu filho da puta” da ordem. E nem o irascível pedreiro Salvador lhe escapou ao fino trato. Mosquitos por cordas outra vez e o despedimento por justa causa nos dias seguintes à derrota do Braga na final da Taça de Portugal com o Sporting do Lumiar. A administração liderada por António Salvador queixou-se do caráter «conflituoso, autoritário e agressivo» do fofinho Conceição que se recusou a cumprimentar o presidente na presença da equipa técnica, ao mesmo tempo que «lhe dirigiu insultos e ameaças de agressão de uma forma desabrida e tempestuosa».
Para lavar a honra dos dois gladiadores, o S. Braga aceitou mais tarde pagar 87 mil euros ao ex-treinador (os destinos - descidas de divisão - da Olhanense e da Académica provam o acertado da medida) selando um acordo que tratou da «reposição da honra do Sérgio Conceição e do presidente do Braga». Durou uma época em Guimarães para onde zarpou a seguir. Foram 31 jogos até que “à sobremesa pediu um kiwi, não havia, desatou aos gritos ao ponto de terem ido a correr ao supermercado. Quando chegaram, disse que afinal já não lhe apetecia” (estória contada por um ex-dirigente do Vitória ao Expresso), rumando ao Nantes (mais 26 jogos) de onde zarpou em litígio uma semana depois de renovar o contrato por três anos. O motivo? A doença da mulher (com a graça de Deus nunca mais se ouviu falar da enfermidade da senhora) e.…um convite de Pinto da fruta para se sentar na retrete de sonho que já pertenceu ao Billas-Boas.
Waldemar Kita, presidente do clube francês: «foi ele que não respeitou moralmente a palavra e o seu contrato. Que esperou que o seu antecessor no FC Porto fosse despedido para ir bater à porta do presidente» (...) «quis assinar connosco para ter uma segurança e foi-se embora, depois de ter ganho notoriedade graças ao Nantes».
Já no clube da fruta ficou na retina uma escarreta (mais uma) ao treinador do Paços de Ferreira, a quem deixou de manita a abanar, por lhe ter aberto as perninhas. Deu tratamento semelhante a João Félix, na altura o melhor amigo do seu filho Rodrigo, deixando-o de mão estendida após uma derrota do foculporto. Aplicou a receita ao Maqueiro Vagandas depois de perder para os sapos a Taça de Portugal de 2019 e, antes, para a Taça da Liga, que também perdeu nos penaltis para os sapos, entendeu mostrar o seu melhor lado - Sérgio incomodado com os desacatos na AG - arremessando a medalha de vencido para as bancadas como quem atira dióspiros a porcos.
Quando assistia a um jogo do foculporto «b» quis bater nos adeptos do clube da fruta que enviaram uns piropos – por nada de importância que “no Porto chamar filho da puta é uma vírgula” – ao Rodrigo filho. Atirou um soco ao treinador do Belenenses, que ninguém pôde confirmar porque as imagens - as do “boi do Jamor” - acabaram surripiadas ou rasuradas por ordem de alguém tão fofinho como ele...
E chamou literalmente boneco a Rui Vitória quando este era treinador do Benfica, repetindo em conferência de imprensa, “estou-me a cagar” para os adeptos, depois de um inesperado empate em casa com o Marítimo. Noutras ocasiões atrever-me-ia a dizer que estes, como tantos outros que ficaram por retratar, são comportamentos de javardo, ao nivel dos que vimos na AG, mas como não quero estragar o momento fofinho do trauliteiro, fico-me por um bem mais apropriado - este homem é um exemplo, carago!
Na taça de Portugal 2021 pegou-se com o amigo Carvalhal – “onze contra onze levas cinco ou seis” – por não lhe abrir o buraquinho, mas lembro-me de o ver piar finhinho quando o Tiquinho (Soares) o mandou tomar no cuzinho. Jogou a bolinha (que o moço ainda é bastante grande e com pouca apetência para aturar desaforos) rasteirinha quando o capitão Danilo o peitou - estória rocambolesca parecida com a contada pelo antigo dirigente do Vitória - e borrou-se de medo do inginheiro macaco, obrigado a voltar ao terreno de jogo (num Moreirense-foculporto) de espinha dobrada, sujeitando-se e aos seus jogadores a uma das maiores humilhações que tenho memória. Como medalha de bom comportamento, ainda tem uma participação dos sapos à liga onde o acusaram de agredir o guarda-redes Renan.