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domingo, 11 de agosto de 2019

Os cinco na Avenida dos Aleijados.

Ilustração de Patrícia Rodrigues
Está uma ventania que não se aguenta. É só penas no ar! A passarada é danada para estragar homenagens. Ele é o Pardal que não baixa a crista, o Galo a destapar a sujeira, a Águia que voa altaneira...Nuno Tavares o proctologista...Estou um bocadito desiludido com os merdia. Não sei se é do tempo mas acho-os um pouco murchitos. E com zero de criatividade. Safou-se o onojo, ainda assim, o melhorzito. Apesar do inchaço o pasquim da fruta continua a dar cartas. Trocadilhos com o galo até uma hiena é capaz de fazer. Nem uma piadola sobre o estado da relva, do congresso dos jeovás...nada. A ironia do costume, que aqueceu a homenagem de Esposende, esvaiu-se em Barcelos, constipou-se no douro e corre sérios risco de morrer de velha - mais logo, na avenida dos aleijados. Carrega (Brandão) Joni.

Com muito mais graça, apesar do amasso, o treinador do Paços de Ferreira teve presença de espírito suficiente para disfarçar o constrangimento na sala, provocado pelo inchaço de Barcelos e pelos destemperados meninos de Lage. «Fizemos um resultado igual ao do Sporting; se calhar não foi assim tão mau» - foi assim que Filipe Rocha provocou o único momento de relativa boa disposição vivido pelos pés-de-microfone no estádio da Luz. Foram cinco - Rúben Dias, Ferro, Nuno Tavares, Florentino e Jota - mas podiam ser mais, caso Rafa Silva, Pizzi e Chiquinho tivessem ''nascido'' no Seixal! Está cada vez mais fodido voltar às piadolas dos portugueses no onze inicial e na espinha dorsal das selecções...Até porque o flop João Félix não dá indícios de se cansar de fazer inchar cabeções. Razões de sobra tinha o Otávio "gosma" Lopes quando, preocupado com os dinheiros envolvidos, se cuspia todo com receio de o Atlético de Madrid falir.

Agora, cagões como eles são, eu não me admiraria nada se o Vagandas fizer queixinhas na federação e na liga, pondo em causa o direito à piada fácil do Filipe Rocha, reclamando para o museu das osgas a patente dos cinco. Não é qualquer plebeu que tem direito à manita.

Dois grandes golos (dois maus alívios no entender dos lagartos ou um par de calçolas lavadas do dizer da hiena Gomes) e mais uma ou outra chiquelina bem aplicadas pelo antigo jogador do Benfica deram o mote para um fim-de-semana (falta acender o Caldeirão) perfeito...

«"Classe", "recital", "sensacional": imprensa espanhola rendida a João Félix»
"Português faz capa este domingo nos diários desportivos de Madrid"
«"É um craque", "João Feliz" e "KO a Ronaldo": João Félix domina manchetes em Espanha»
«"Nasceu um craque" ou "É uma bomba": jornais internacionais rendidos a João Félix»
Alguns exemplos dos pasquins desportivos que hoje reproduzem títulos da imprensa internacional.

Se o puto tivesse feito um assalto (na verdade acabou por fazer dois) o termo ''ex-jogador do Benfica'' estaria presente em todas as (re)publicações. Mas percebe-se o cuidado com que o campeão nacional foi exemplarmente excluído do sucesso (relativo) do moçe. O Atlético continua sem falir, João Félix continua a denotar as enormes dificuldades que os especialistas da especialidade previram nesta sua aventura em Madrid e a Juventus continua sem ganhar nesta pré-temporada, apesar dos incontáveis sucessos pessoais do Rónalde. Há que aprender a lidar e fazer o que fez, nas redes sociais, o melhor filho da melhor Dolores do mundo; «Feeling good and keep working»

Penúria. Acaba hoje, na avenida dos aleijados, no Porto, a volta ao norte de Portugal que se iniciou em Viseu, a 31 de Julho. Enquanto que o avô da Naundinha suspira por um lugar no pódio que lhe dê tusa para continuar com as graçolas, o Sporting já fez saber que os sapos não vão gastar os milhões do Dumbo em baba de caracol e placenta de burro. Diz que, por falta de sucessos desportivos, não há pilin para sustentar a cagança. Eu acho que o Vagandas faz bem. Se é para manter apenas as equipas que trazem vitórias retumbantes ao clube, canalizar o dinheiro das VMOC para pagar os salário do Dumbo, mais que uma necessidade premente, é o desafio consequente...

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Nem cinco violinos nem as cinco pandeiretas. Só sobraram pernetas.

Hoje, dia cinco, prometo não usar, nem repetir exaustivamente, a palavra cinco mais de cinco vezes numa frase. Não quero ferir (há sempre essa possibilidade remota de um sapo furar o bloqueio) susceptibilidades e recuso-me a faltar ao respeito aos batráquios. Uma manita é uma manita e não há necessidade de repetir a palavra cinco. Detesto gozar com os anuros até porque nunca consegui distinguir uma perereca de um sapo. Há que ter cuidado com as piadolas fáceis não vão as bichas estranhar a rudeza da língua. E no essencial, acabou por ser uma noite quente, algarvia e normal. Muita animação, bastantes cabeçudos (contei pelo menos uns cinco) bombos de festa que nunca mais acabavam (de lamentar a debandada final) onde o cinco que ficou gravado no placard acabou por não reflectir as cinco horas passadas ao sol e nas bejecas (contei pelo menos umas cinco) que marcharam, com a prestimosa ajuda do mano Guachos!

Do jogo, propriamente dito, não há grande coisa a dizer. Os sapos, lançados ao ataque pelos especialistas da especialidade, respaldados nessa recepção apoteótica - após a estratosférica “vitória” sobre o Liverpool - entraram em campo convencidos que o Dumbo é o novo Zidade e que o Thierry Correia (cheguei a ter pena do sapo!) passaria o tempo (deitado) a apanhar sol na areia! E nem a advertência que o Valência lhes aplicou, chegou para os meter em desassossego. Nem cinco violinos nem as cinco pandeiretas. Só sobraram pernetas.

Odyseias voltou a demonstrar o quanto o deixaram afectado todas as sentenças dos expert. A linha de defesas na sua frente eu juro que me pareceram sempre mais cinco do que quatro e, daí para a frente - mesmo sabendo que não passavam de cinco+um - fiquei sempre com a sensação que não eram menos de (dez+cinco) quinze! Tantos como os que (não) esborracharam o focinho do sapo Albuquerque! Gabriel despachou serviço a granel, Pizzi usou e abusou do bullying, Florentino devia ser castigado por utilizar cinco pernas, Rafa, com rotor de cinco velocidades, continua a recusar usar as primeiras quatro, Raúl de Tomás é zás-trás-pás e o Seferovic fez questão de não desaproveitar o pic-nic! E ainda havia Chiquinho, Taarabt e Jota! Eu juro; no lugar do Albuquerque (cruz, credo, canhoto, que eu prometo flagelar-me cinco vezes após terminar o escrito) fugia para casa ainda antes dos 15 (10+5) mariquinhas ousarem aquecer-lhe o toutiço.

Nas bancadas...Exemplar convívio entre adeptos. Vi, à minha volta, mães vestidas à sapo com filhos menores de vermelho envergado. Vi amigos das duas cores partilhando lugares entre a grande massa dos adeptos vermelhos! Tranquilamente, todos saíram sem uma provocação ou ofensa. E depois, quando chego a casa - ainda rouco e em brasa - dou com o boneco articulado (Fedorico Vagandas) a tentar colocar o enfoque numa putativa agressão a um grunho encornado! Miguel Albuquerque nas redes sociais - «No final do jogo da Supertaça de Futebol, no Estádio do Algarve e quando me dirigia para o meu carro, fui cobardemente atacado por cerca de 15 adeptos do Benfica devidamente identificados com camisola desse clube, que ao me reconhecerem avançaram em grupo desferindo vários murros na cabeça, socos e pontapés! Um acto cobarde de gente sem escrúpulos ao me agredirem a traição e agindo em grupo»...

Benfiquistas de pacotilha! A malta em peso, lá dentro do estádio, a festejar a desinfestação dos batráquios e os quinze (nem um a mais ou a menos) estarolas cá fora à espera do sapo para lhe cascar na marmita! O grunho Albuquerque é um herói. Outro batráquio qualquer desertaria dali espavorido e a correr. O suíno, não. Habituado a arrear na mulher (anda pelos tribunais a tentar convencer os Juizes que a senhora foi feita para comer papa de urso) até teve tempo para contar os mariquinhas, que - a julgar pelos estragos publicados nas redes sociais pelo sapo - lhe causaram menos danos que um calduço bem aplicado nas beiças por um pequeno lagarto de 10 anos! 

Na academia de Al Cacete foram 44 os terroristas apanhados. Para domesticar o desequilibrado anuro, quinze foi a conta que o sapo fez. Eu, dentro do estádio, não dei por nenhum benfiquista sair antes dos festejos da entrega da taça. O que me apercebi, foi da extraordinária rapidez com que as bancadas destinadas aos sapos ficaram às moscas! Cinco minutos bastaram para se meterem na alheta! Cheguei a pensar que tinham horário combinado em Lisboa (5,05H frente ao pavilhão do Brunalgas), juntamente com o valente Albuquerque, para receber os lesados do cinco. E como nestas coisas das chegadas triunfais se sabe como é rigoroso o Vagandas - não gosta nada de fazer esperar os amigalhaços dos jornais - nem imaginei que esbanjariam cinco preciosos minutos só para fazerem a folha ao Miguel.

Também digno de umas palavrinhas - não menos de cinco - o Ferrari (Nuno Almeida) Vermelho. Se o seu repugnante namoro com o Dumbo (foda-se, pá! Andar de língua na boca em publico já mete nojo pa cacete, metê-ela despudoradamente no cu, é pior que um boquete) não terminar em casamento, eu prometo não voltar a chama Dumbo ao Dumbo, não gaguejar a imitar o Vagandas e...sobretudo esta; não voltar a repetir a palavra cinco nos próximos cinco segundos. E como eu me gabo de ser um homem de cumprir promessas, não me obriguem a, nos comentários, bloquear os primeiros cinco. Contem até cinco antes de soltarem as (cinco) falangetas, porra!