Há anos que o escrevo e cada vez mais estou seguro das minhas convicções. A maioria dos campeonatos são decididos antes da época começar. Desde os sorteios, autenticas aberrações, aos regulamentos adulterados à vontade do freguês - esta época foram os sapos que, estando-se a cagar para os mesmos, jogaram no dia e na hora que muito bem lhes apeteceu (e ainda se fizeram de vitimas) - com a liga da farsa nas tintas para os direitos do Famalicão (emparedado e com menos tempo de recuperação obrigado a jogar em dias quase seguidos frente a sapos e foculporto) e das restantes equipas, porque todas tiveram que se ajustar aos interesses do sapal. Se entre os dois clubes escolheram o adiamento o problema era deles e tinham que forçosamente jogar no dia seguinte...
Grave mas nada que chegue aos calcanhares do poder das arbitragens, essas sim, que decidem jogos, troféus e campeonatos. Com este Presidente ou aquele treinador, com o guarda-redes dos catedráticos, com trinco ou sem ferrolho, lateral (des)adaptado ou ponta de lança desconchavado, serão sempre as más ou as boas arbitragens a decidirem a esmagadora maioria dos jogos, troféus e campeonatos. Em Portugal há mais de 40 anos que é assim. Tomemos como exemplo o clube da fruta. No início do campeonato, depois de perder a supertaça para o Benfica, tudo foi feito - com prolongamentos de 20 minutos, quedas de energia, mergulhos para a piscina e muitas outras patifarias - pelos árbitros para manter o foculporto à superfície. Apesar do tamanho gigantesco do andor - um tudo nada acima de Sp. Braga e saparia - como o motor não arrancava o foco foi não deixar cair os sapos e, sempre que possível, puxar para baixo o SLB.
Com Billas-Boas em cena e os fruteiros a ferro e fogo (o poder politico deu uma ajuda para limpar a imagem da liga tendo em vista os direitos televisivos) foi fácil perceber como os mergulhos desbloqueadores de resultados deixaram de ser importantes no foculporto, ao pondo do Taremi perder a titularidade. Com os sapos instalados no andor e o Benfica mais do que nunca na mira (penaltis por assinar frente ao Farense e Casa Pia) as arbitragens tinham mudado drasticamente para o foculporto. Era preciso arrumar com Pinto da fruta. Arrumados o macaco e o velho tinhoso, foi necessário impedir que o Braga e o Guimarães ultrapassassem a frutaria. Qualquer individuo atento perceberá como as arbitragens, maioritariamente amigas dos minhotos, passaram a ser madrastas na hora da ultrapassagem definitiva. Os últimos 3 jogos do crime organizado, Chaves, com 0-0, expulsão por duplo amarelo aos 28 mts, Boavista, com 0-1, expulsão por duplo amarelo aos 64 mts e Braga, com 0-0, expulsão com duplo amarelo aos...12 mts não deixam marcas para dúvidas.



