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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Vamos a “Contas” (sintéticas) do exercício 2017/18?

Por José Albuquerque;

Mais uma vez e como tem sido a rotina dos anos recentes, a Nossa SAD divulgou a síntese dos resultados económicos do exercício terminado em 30 de junho p.p. e o Guachos publica as 4 páginas do documento que resume essa informação, cuja leitura vos recomendo vivamente.
Tal como nos anos anteriores e porque não é fácil explorar esta informação, por ser demasiado sintética, teremos de aguardar a publicação do “R&C” final, para podermos ter as respostas definitivas a algumas questões importantes.

Ainda assim, chamo a vossa atenção para os quatro elementos seguintes:
1. No pior ano desportivo do último quinquénio, o Grupo Benfica consegue os segundos melhores “Resultado Operacional” e “Resultado do Exercício” dos 5 anos (apenas ultrapassados pelo exercício anterior, o do Tetra), além de estancar 1/3 da sangria representada pela chamada “factura bancária”;
2. O Passivo do Grupo levou mais um corte de 40M€, sendo que os “empréstimos obtidos” levaram um corte de mais de 110M€;
3. Considerando os maus resultados desportivos, parece-me natural que este exercício tenha sido desértico em termos dos inerentes prémios, levando a um corte de quase 10% dos Custos com Pessoal que voltaram a descer (bem) abaixo dos 70M€ (menos de 56% dos Proveitos Operacionais sem ROPA); e
4. Em 30 de junho, a SAD do Glorioso fica a menos de 30M€ de reconstituir integralmente o seu Capital Social.

Como é que eu qualifico estes resultados económicos?
Fenomenais!
Embora mantenha a crítica que venho repetindo desde há quatro anos quanto aos “excesso de velocidade” na recuperação dos Nossos Capitais Próprios, crítica que, pela primeira vez neste exercício, pode ser fundamentada nos maus resultados desportivos.
Como imaginam, eu preferia voltar a ter de engolir o sapo se este tivesse sido o ano do Penta, como sucedeu nos três anos anteriores.

Há cerca de um ano eu escrevi … “Com estes resultados anuais e as duas vendas concretizadas desde 1 de julho (Nelsinho e Mitrogolo), está quase garantido equilíbrio do exercício que vai terminar em junho de 2018, facto que confere ao CA da Nossa SAD as condições ideais para planear a(s) próxima(s) época(s) desportiva(s), enquanto toda a estrutura de gestão se pode focar, tranquilamente, nos objectivos desta época.”, recordam-se?

Pois foi, enganei-me!
Não me enganei quanto ao “equilíbrio do exercício”, especialmente porque ainda vendemos (e bem, na minha humilde opinião) o João Carvalho, acabando com quase 20M€ de “lucros”.
Enganei-me e muito foi quanto às “condições ideais para planear” e, sobretudo, quanto à previsão segundo a qual “toda a estrutura de gestão se pode focar, tranquilamente, nos objectivos desta época.”!

Pois não, nunca me passou pela cabeça que a actual coligação anti Benfica (osgalhada, andruptos e mérdia, reforçada por alguns poderes institucionais e pela pior talibanada) Nos conseguisse castigar tão objectivamente.
Bem hajam os Nossos Corpos Sociais e o CA da Nossa SAD que souberam prosseguir o essencial do caminho que Nos vai garantir a passagem da tormenta.
Bem hajam os Benfiquistas que, sem hipocrisias e conhecendo o lamaçal com que o Polvo conspurcou o Desporto em Portugal, reconheceram e continuarão a reconhecer que o Nosso Clube tem de continuar a lutar uma “guerra” que não iniciou, nunca desejou, mas vai ter de Vencer, em nome dos Nossos Valores fundacionais e da Verdade Desportiva.

E uma vez que, neste texto, é da “batalha económica” que vos falo, posso subir ao estrado e anunciar que … esta batalha já é Nossa (ao menos esta foi uma previsão em que sempre acertei, ahahah)!

E quanto ao futuro?

Como eu não acredito que Nos seja possível deixar de ver alguns dos Nossos melhores Atletas serem “recrutados” pelos clubes mais ricos da Europa (a falta de competitividade fiscal sobre os salários a isso Nos condena), então o “caminho” é o mesmo que temos percorrido nos últimos anos, sendo que vamos poder quase que duplicar a “folha salarial” das Equipas profissionais de futebol (notem que os Proveitos Operacionais vão crescer para muito próximo dos 150M€, só pelo aumento dos prémios da UEFA), o que deve permitir sustentar a Nossa hegemonia desportiva no espaço nacional.

Para mais detalhes, esperemos pela publicação do “R&C”.

Até lá, fico à vossa disposição na caixa de comentários e deixo-vos com o meu

Viva o Benfica!




sexta-feira, 27 de maio de 2016

A “Batalha Económica” II.

Por José Albuquerque

Já está quase!
Já falta pouco para que eu regresse aos textos sobre o Clube, tão habituais até há alguns meses e dos quais tantas saudades tenho tido.
Devem ser mais de um milhão os temas sobre os quais tive vontade de escrever alguma coisa que pudesse ser pertinente, que, talvez, acrescentasse alguma coisa ao que se diz e escreve a propósito do Glorioso. É tanta coisa que vou ter de me esforçar para fazer sentido e não me baralhar a meio: é para isso que servem os títulos, como este que escrevi ali em cima e que escolhi para me antecipar ao texto que o Companheiro B Cool nos vai escrever sobre as “Contas” do último trimestre (do fim de março) que devem estar para ser publicadas, aproveitando, também, a oportunidade gerada pela publicação do “Estudo” da KPMG “football clubs valuation” (para leitura do documento, copiem o endereço abaixo).


Passaram uns anos desde que eu escrevi um primeiro texto com este título e, confesso, sonhei que seria possível o Benfica acumular bons resultados desportivos com a recuperação dos Capitais Próprios do Nosso Grupo económico (o que implica a melhoria da relação Activo/Passivo), exactamente porque eu acredito que se trata de um binómio que se deve manter insolúvel e que se potencia biunivocamente no longo prazo.
E o triénio que terminará em junho próximo vai demonstrar tudo o que eu anunciei!
Um TRIntaecinco e um verdadeiro tsunami de títulos em quase todas as modalidades, incluindo vários títulos continentais e, melhor ainda, um papel crescente dos títulos obtidos pelas Nossas Equipas e Atletas femininas, tudo isto combinado com uma recuperação de algumas dezenas de milhão de euro nos Nossos Capitais Próprios.

Razões para festejarmos?
Claro! Muitas razões e muitos festejos ... e uma catástrofe entre os anti, Taliban incluídos, cujo sofrimento excede, largamente, a surpresa dos especialistas da mérdi@, aparafusados na ignorância quase comatosa de centenas de previsões desmentidas.

Sofremos bastante, Companheiros.
Sofremos e suportámos, anos a fio, um castigo que merecemos por inação. Por inação e por termos permitido que, em quase duas décadas, a incompetência e o populismo desbaratassem boa parte do que fora construído nas primeiras 8 da Nossa Gloriosa História.
Sofremos muito, é inegável, mas também estivemos à altura dos “Ases que Nos Honraram o passado” e deitámos mãos à obra de reconstruirmos o Clube, para o deixarmos aos Mais Novos melhor e Maior do que o recebemos dos Mais Velhos.

O “Football clubs valuation” da KPMG (estudo reportado a 31/12/2015).

21º Clube mais valioso, é o que a KPMG diz que Nós somos e avalia-Nos em 285M€! Sabiam?
Claro que não sabiam, porque a mérdi@ nacional está sem saber como divulgar esta notícia e por uma razão evidente: os andruptos aparecem só no 28º lugar (188M€) e a osgalhada ... nem lá aparece.
Ou seja, faz-me lembrar a anedota do professor que explica a um pai as notas dos seus filhos dizendo que: este nada e aquele, nem nada!

Se querem saber, aproximadamente, como é que a KPMG chega àqueles valores, então sigam o endereço que vos dei e tratem de ler (se tiverem dúvidas, venham cá dar conta delas e tentaremos resolvê-las), mas se vos contentar uma síntese do trabalho (na parte que Nos toca), então aqui vai ...

Basicamente, os técnicos da KPMG elaboraram um algoritmo (uma “caixa negra”, em economês, referida na página 11) que relaciona 5 variáveis tidas por fundamentais (Rentabilidade, medida pelos resultados contabilísticos, Popularidade, medida pelo número de seguidores nas “redes sociais”, Potencial Desportivo, medido pelo valor do plantel no Transfermarket, Direitos de TV e, finalmente, Propriedade do Estádio) e, depois, completam esse resultado com um outro a que chamam EV (Enterprise Value) e que me obriga a escrever um novo parágrafo, todo sublinhado, para castigo de todos os anti, Taliban incluídos ...

O tal EV (página 9) calcula-se somando o Valor das Ações (tomando a cotação em bolsa) com o Valor do Passivo (?????) e subtraindo (ahahah) o Valor do dinheiro “em caixa”!

Confusos?
É natural, ahahah (estou a imaginar o espanto do Companheiro Mathayus), porque a KPMG preferiu ir do Rossio ao Marquês ... passando pelo Castelo.

Ora sigam lá este raciocínio ...
Admitindo que o Valor das Acções (como se tivessem o seu valor facial, ponderado pelas Reservas e Resultados) era igual aos Capitais Próprios, a sua soma com o Passivo seria igual a ... ao Activo, pois claro!
E se ao Activo total retirarmos a liquidez imediata (Caixa, Depósitos, etc.) ficamos com o quê?
Claro que ficamos com aquilo que mais fundamentalmente tem Valor numa SAD: o Valor do Plantel, das instalações, dos equipamentos e dos Créditos ligados ao “core business”.
Exactamente aquilo a que os “especialistas” se recusam a “dar valor” porque ... “não se pode vender”, ahahah!

Digam-me lá se não tem muita piada que os especialistas (estes sim, especialistas) considerem o “Valor” de um clube directamente proporcional ao Valor do seu Passivo?

Claro que tem graça!
Até chega a ser quase poético e eu prevejo que o Al Calotes vai fazer uma posta no feicebuque, só para gritar, agora sim, que é a osgalhada que tem o maior Passivo, ahahahah.
Não admira que os “especialistas da mérdi@” tenham fugido deste estudo ainda mais que o diabo foge de cruzes.

O que é mesmo importante, é que o Companheiro B Cool nos vai explicar como as “Contas” do Grupo Benfica estão cada vez mais sólidas e, se possível, prevendo qual o nível de recuperação dos Capitais Próprios (pelo Resultado deste Exercício) que podemos esperar para o final de junho, mesmo que, até lá, não “saiam” mais Atletas além do Bulo e do Nico.
E isso é importante porque, depois de um triénio de “Lucros” e bons resultados Desportivos, só as bestas pior intencionadas poderão continuar a alimentar dúvidas sobre a qualidade da Nossa Gestão, atribuindo à “sorte”, a coincidências ou ao raio que os parta aquele que, de muito longe, é o melhor desempenho de todos os clubes nacionais (e um dos melhores em todo o planeta).

Viva o Benfica!

P.S.1 – sai a notícia formal da renovação do “Imperador” e o que concluem os anti? Obviamente, que o Ederson “já foi”;
P.S.2 – o Presidente foi à China? Obviamente foi vender o “Pistolas” e, por “sorte”, trouxe de lá o naming da Catedral;
P.S.3 – a serem verdade as declarações do Nosso Técnico, considero uma vergonha que a Nossa “estrutura” não tenha sabido garantir que a última pré época decorria nas melhores (e necessárias) condições de treino. Vergonhoso!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Benfica: a batalha económica (II)

Por José Albuquerque

Os que conhecem o meu pensamento, sabem que eu assumo para o Benfica o papel (patriótico) de erradicar o POLVO do ‘des porto’ nacional, tal como sabem que eu advogo que esta batalha (que vai demorar, nada de ilusões) passa por 3 realidades interrelacionadas, a saber: os resultados desportivos, os resultados económicos e a estratégia de comunicação.

Notem bem que eu usei a palavra “interrelacionadas” e não o fiz por mero acaso: em linguagem militar, considero as três como parte do mesmo todo, tal como a infantaria, a artilharia e a cavalaria nos exércitos do inicio do século 20, ou o exército, a marinha e a força aérea, nos tempos actuais. Identicamente, não me recusarei a falar de “intelligentzia”, de serviços secretos, ou, mesmo, de contra espionagem, desde que se resumam a confundir o ‘inimigo’ e não a manipular o campo de batalha.

Sigamos o titulo deste texto e falemos do que deveria ser o Nosso futuro colectivo, na minha humilde opinião.

Antes de mais, já não creio que seja suficiente afirmarmo-Nos como um Clube ecléctico e eu creio que o ‘primeiro ecletismo’ passa por tornarmos o Benfica cada dia mais … Feminino!

Na medida em que Somos muito mais que um Clube desportivo, na medida em que queremos reafirmar os Nossos Valores, temos, obrigatoriamente, de envolver aquelas que são o maior repositório desses mesmos Valores: as Mulheres. Nessa medida, todas as modalidades já praticadas no Clube devem fazer um esforço para incluírem Atletas e Equipas femininas, em todos os escalões etários, tal como não deve ser aprovado nenhum projecto para uma nova modalidade desportiva a ser introduzida no Benfica (e eu espero que existam vários projectos destes, nomeadamente no ciclismo) sem que ele preveja, pelo menos mediatamente, o recrutamento de meninas e senhoras praticantes.
Investindo no ecletismo e na formação desportiva, o Nosso Clube estará a criar as condições para duplicar o actual número de Sócios, uma meta suficientemente aliciante para a transformarmos num objectivo a cinco anos.

Com um crescimento ecléctico sistemático, capaz de ser inclusivo ao feminino, o Benfica tem de manter os seus investimentos nas modalidades que já estão profissionalizadas e no Nosso projecto Olímpico.

A criação de “Centros de Estágio” e a articulação, quer com os “Centros de Alto Rendimento” de que algumas Federações já dispõem, quer com algumas das Nossas Casas, deverá ser o sustentáculo da implantação nacional do Glorioso, alem de propiciarem o desejável salto qualitativo dessas modalidades, especialmente ao nível da formação de novos Atletas.
Numa segunda fase, a longo prazo e tal como já acontece com a Benfica SAD para o futebol, também as modalidades mais representativas e ganhadoras podem e devem ‘exportar’ o seu “know how” para outros países, lusófonos e não só, por forma a alargar a base de implantação do Clube.
Neste momento e como sei que o GUACHOSVERMELHOS é seguido por muitos Companheiros que vivem longe de Portugal, aqui lhes deixo o desafio de se associarem (caso ainda o não tenham feito), nem que seja como Sócios correspondentes e de tentarem mobilizar no mesmo sentido outros Companheiros com quem contactam habitualmente.

Mas, como bem sabemos, é o futebol que consegue mobilizar mais Adeptos, pelo que, naturalmente, será ele o principal vector na captação de novos Sócios, a mais forte razão a sustentar que a Benfica SAD tem de manter o modelo de crescimento económico que vem mantendo há anos. Mantê-lo e aprimorá-lo!

Temos de escolher, rapidamente, uma das possíveis alternativas para fazer crescer os Capitais Próprios, por forma a reforçar o ritmo de redução do Passivo bancário e diminuir significativamente a ‘factura’ dos custos financeiros.
Temos de aumentar a ‘produtividade’ da Nossa ‘Fábrica’, conseguindo que nela nasçam mais Atletas que, por serem verdadeiros “fora de série” possam conquistar lugares na Equipa principal e, agora que temos uma Equipa B, temos que conseguir que nela se faça a última triagem entre os Nossos heróis e aqueles que, não justificando até aos 23 anos essa qualidade, farão as suas carreiras fora do Benfica, mas sempre podendo contribuir para a rentabilidade da exploração.
Finalmente, teremos de ser capazes de encontrar os Atletas, seja onde for, que poderão substituir as ‘estrelas’ que os clubes mais poderosos economicamente continuarão a vir seduzir á Equipa e cujas vendas contribuirão, pelas mais valias realizadas, para reforçar os resultados económicos e, acima de tudo, a Nossa capacidade de investimento.

Colocando, desde já, um pé no tema do próximo texto – a estratégia de comunicação, seria impossível esgotar o tema da Nossa batalha económica sem falar da Benfica TV, do imenso sucesso que ela representa e, acima de tudo, do tremendo salto qualitativo que ela vai significar para o Glorioso nesta batalha económica.

Infelizmente, sinto que há muitos Companheiros que ainda não tomaram perfeita consciência de que a BTV é, de muito longe, o maior sucesso de média na história mundial dos maiores clubes: trata-se do único destes projectos que emite 24/7/365, que atingiu sustentabilidade económica e que, agora, com a exploração directa dos Nossos direitos de imagem, pode determinar o futuro económico de todo o Grupo Benfica.
Elegendo para Vice Presidente do Clube aquele que é reconhecido como o “senhor televisão’, os Benfiquistas só podem estar optimistas quanto a este combate e ao impacto que ele determinará no conjunto da Nossa batalha económica.

Mas, muita atenção!

Tal como estes sucessos não foram “obra do Vieira”, também o futuro da BTV e da batalha económica vai depender de todos e de cada um de Nós!
Humildes indivíduos, simples atletas, normalíssimos consumidores, cada um de Nós e as Nossas Famílias vamos continuar, em conjunto a ser … o Benfica. A ser o Benfica e a determinar o Nosso futuro colectivo.

Já o disse e não me canso de o repetir: os Companheiros que, em Outubro, não votaram na lista vencedora não perderam nada. Enganaram-se no seu voto, mas não perderam nada!         

Viva o Benfica!           

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Benfica: a batalha económica (I)

Por José Albuquerque

Dou por adquirido que todos os Benfiquistas conhecem o cenário em que o Clube, há mais de 3 décadas, desenvolve a sua actividade desportiva – anos de garrote imposto pelo POLVO sobre a Verdade Desportiva, tal como reconhecem que, por culpas próprias, permitimos que o Glorioso chegasse a cair num abismo económico e financeiro, iniciado ainda antes de termos rejubilado com uma Equipa de futebol que foi Campeã com … salários em atraso.  

E dou por adquirido que ninguém esqueceu que viramos o século com um parque desportivo obsoleto, insuficiente e incoerente com quaisquer objectivos de ecletismo, agravado pela ruína da credibilidade perante fornecedores e eventuais investidores que não se movessem exclusivamente pela paixão clubística, no pináculo do mais negro período da Nossa História em termos de resultados desportivos.
Creio que sobre estas realidades podemos considerar que existe uma esmagadora maioria de acordo entre os Benfiquistas.

Lamentavelmente, creio que ainda estamos longe de chegar ao momento em que a esmagadora maioria dos Companheiros compreenderão que entre os resultados desportivos do Clube e a sua sustentabilidade económica se verifica uma inter-relação de dependência biunívoca. Ler e ouvir desabafos de Benfiquistas em que se misturam o crescimento do “Passivo” e a “falta de defesas laterais”, sobretudo oriundos de quem desconhece ambos, testemunhar os gritos de “nunca mais nem quotas nem redpass, até que me ofereçam títulos”, ou presenciar, como foi, ontem, o meu caso, uma Companheira (Economista, ainda por cima) que dizia algo como “ rua com o JJ, nem que tenha de se lhe pagar 4 anos de ordenados, mas não podem é vender o Matic”, são momentos em que eu me convenço que tenho de continuar a escrever sobre as questões económicas do Grupo Benfica e a fazê-lo de forma a que consiga chegar a cada vez mais Benfiquistas, nem que seja apoiando os raros outros que também escrevem sobre estes temas, ainda que com posições diametralmente opostas.

Neste momento histórico, o Benfica ocupa o sexto lugar na classificação da UEFA, depois de ter ocupado o décimo sétimo lugar há 4 anos e nem chegar ao octogésimo, há uma década. Uma escalada impressionante, tremendamente difícil, conseguida em condições muito desfavoráveis (considerando o ponto de partida), que tem de Nos orgulhar imensamente, que constitui um ‘activo’ de valor inestimável, na exacta medida em que representa a reconquista da credibilidade desportiva internacional e que significa uma ‘espada’ cravada no POLVO.

O facto de, neste trajecto ascensional, termos ultrapassado dezenas de clubes que ostentam muito maior soma nas duas mais importantes parcelas dos ‘Proveitos’ – os direitos de TV/publicidade e o “Match Day”, num processo que me parece desmentir todas as alegações de “incompetência” e que, humildemente, teria sido impossível de alcançar se o “futeluso” não fosse tão pouco competitivo, pareceria contrariar aquela minha (e não só minha) tese da interdependência entre resultados económicos e desportivos.
Tanto mais que, ao longo desta década, o Benfica teve de fazer enormes investimentos no seu parque desportivo (investimentos esses que, desejo eu, não podem terminar) e, por insuficiência de “Capitais Próprios”, tê-los financiado com recurso a “Capitais Alheios” (empréstimos bancários, sobretudo) que já Nos custam mais de 20 milhões de euro em cada ano.

Este, sim, é o verdadeiro “milagre” que os anti Vieira quiseram descredibilizar, ‘esbardalhando-se’ de encontro aos números e que não pode ser reduzido a um “suposto milagre económico”, porque se trata de um enorme sucesso no binómio “resultados desportivos e económicos”: e um binómio cada vez mais recheado de potenciais “mais valias” económicas e desportivas.

Os resultados desportivos são o que são e são, cada vez mais, uma realidade incoerente entre, por um lado, o número de títulos conquistados pela Equipa principal e, pelo outro, pela sua classificação na UEFA, somada aos títulos internos e resultados internacionais dos escalões de formação.
Hoje por hoje, olhamos o conjunto de Atletas sob contrato profissional com a Nossa SAD e conseguimos identificar 3 ou 4 dúzias de futebolistas que teriam feito ‘babar’ a maioria dos Técnicos da década de 1995 a 2004. Hoje por hoje sabemos que a SAD pode comprar Atletas cujos ‘passes’ custam o que há uma década seria um sonho obtermos com uma venda e longe vão aqueles dias em que o Presidente teve de declinar a “oferta’ do Ronaldinho Gaúcho (10 ME).

Não há comparação possível entre o actual potencial económico e desportivo do Nosso Clube e o de há uma década!

Não há comparação possível entre o actual potencial económico e desportivo do Nosso Clube e o potencial actual do crac, quando, há uma década, se verificava uma total inversão desses valores, mentirosamente, diria eu.

Aos que me perguntarem se me não interessa o número e a qualidade dos títulos que não conquistamos, eu respondo que sim, que me interessam e muito, que considero que eles constituem o objectivo essencial do Benfica e que estamos cada vez mais próximos de os conquistar.

O POLVO e o anti Benfiquismo generalizado, liderado pela ‘sporcostv’ pretenderam destruir-Nos, pretenderam manietar-Nos á míngua de recursos financeiros e … falharam em toda a linha!
Agora, o Nosso Glorioso vai ter de cumprir o destino que a Nossa História desenhou há muitas décadas: sermos o único Clube português com escala mundial!
Esta época vai ficar na História pela crueldade com que sofremos um verdadeiro ‘cataclismo’ final, mas não só: esta época vai ficar na História pela inovação de um Clube, o Maior do mundo, que teve a capacidade de rebentar com o mais duradouro de todos os monopólios privados de exploração de direitos televisivos no futebol, um monopólio que, por inverter os valores que pagava, constituía mais um tentáculo do POLVO e que se permitia liderar a mérdia na sua ‘cruzada’ pelos anti valores do anti Benfiquismo.

No próximo texto, escreverei sobre como imagino a evolução do Benfica nesta ‘batalha económica’.
Viva o Benfica!