O SLB abriu as portas do Estádio da Luz para receber a meia-final da Taça de Portugal. A potência do Lumiar, hegemónica até o Benfica apostar na modalidade, foi o potente adversário. Uma assistência recorde em Portugal (15.032 espectadores) assistiu ao dérbi mais desnivelado da história do futebol feminino, num jogo em que o resultado final peca muito por escasso. Poderia, com um pouco de mais de acerto das avançadas do Benfica, chegar perfeitamente à casa das dezenas. Ficou-se por um jogo de sentido único, abrilhantado pelos golos de Jéssica Silva (2), Ana Vitória (2) e Christy Ucheibe. Para manter a tradição, o Sporting apresentou uma jogadora, Capeta ou Caputa, não me recordo bem, ao nivel dos arruaceiros Nuno Santos da equipa principal, Girão no hóquei patinado e do Cardinal do futsal.
A árbitra do encontro, quiçá recordando-se do Soares Dias e do colinho do Paulinho, ocorrido naquela mesma baliza, tentou dar um outro colorido ao resultado ao apontar para a marca de grande penalidade, num lance onde a defensora do Benfica cortou claramente (e sem qualquer espécie de dúvidas) a bola para canto. Sem o Tiago moedas Martins, no VAR, para a "ajudar", teve de ser a árbitra auxiliar a gritar: é canto, é canto, é canto. Acabou por valer algum bom senso mas a ideia - que parece comum a todas as modalidades - de, na dúvida (mas qual dúvida?), assinalar falta contra o Benfica, esteve bem patente nessa jogada paradigmática.
O empate (5-0) frente às sapas e uma quase vitória, (2-3 em Voleibol masculino) no pavilhão da Doyen, deram o mote para mais uma jornada de pressão que o Benfica, muito a custo, conseguiu sacudir em Ponta Delgada. Com Ramos de ponta inchada e Guedes (muito vão ter de correr os Soares Dias para acompanhar de perto a sua vertiginosa pedalada) pronto a ejacular, Enzo Fernández - com duas assistências e meia e uma exibição de encher o olho à Sofia Oliveira - foi muito justamente escolhido pela MDCSDQT como o melhor Bruno Fernandes em campo. Do lado contrário brilhou Fábio Verdíssimo, de longe, o mais assertivo do Santa Clara.
Numa jornada, a 17.ª, em que o Otávio língua azul viu o primeiro cartão amarelo da temporada, Fábio Verdíssimo, num jogo sem qualquer dificuldade, conseguiu amarelar Morato e Aursnes (já está à bica, com quatro no bornal) em jogadas de lana caprina, a meio campo. O pináculo da sua exibição (esquecendo uma falta assinalada a Morato por um pontapé que levou num calcanhar) foi a que assinalou contra o Benfica num lance em que o guarda redes do Santa Clara chocou com um colega de equipa! O jogador do Benfica mais próximo encontrava-se a um metro de distância. Forrado a lagarto por dentro e por fora, Verdíssimo é, talvez, o árbitro mais incompetente da liga da farsa. Custa a acreditar que não tenha sancionado Gonçalo Guedes, por excesso de velocidade, para se começar já a habituar.
V. Guimarães 0-1 foculporto. Bem disposto, o treinador do Vitória (a investir forte num futuro próximo) deu os parabéns ao foculporto considerando justo (diz que o clube da fruta marcou na única escorregadela do encontro) o resultado. O aziado treinador do Santa Clara, apesar do Benfica marcar três golos e falhar duas vezes mais em oportunidades flagrantes, considerou o resultado muito exagerado. Lagartos à parte (que ainda são muitos) há algum treinador na liga da farsa que não seja declaradamente foculportista de nascença?
Agora que sapos e clube da fruta só voltam a jogar para a liga em Fevereiro, já podemos respirar de alívio a propósito da maldição (AQUI) que o (Luís) Camelo da CNN Portugal - «aquilo que parecia um horizonte absolutamente cor de rosa para o Benfica, de repente, pode-se transformar num segundo lugar no final de Janeiro, que a mim não me espantava nada» - lançou sobre o Benfica no início do novo ano. Imunes a pressões do exterior, os sapos do Camelo continuarão bem firmes, instalados no quarto lugar e o foculporto, um degrau acima, garantidamente que continuará a ver Braga por um canudo. Os pedreiros, nem o dromedário mentecapto arrancará do segundo lugar.


