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domingo, 31 de dezembro de 2017

Se há coisas que não podemos mudar, a vergonha na cara é que não nos pode faltar.

Eu sei muito bem que o Benfica não se pode fechar em si próprio e também sei que a liberdade é um bem precioso que não quero só para mim. Sei que Rui Vitória tem todo o direito de pensar que esta é a melhor maneira de fechar um ano em que, se muita coisa correu bem na primeira metade, os últimos meses têm sido demasiado penosos para o Benfica e para o benfiquismo. E não é pelos maus resultados ou pelas precoces saídas de todas as provas a eliminar. Não. É pelo achincalho diario que o Benfica e ele próprio têm estado sujeitos, sobretudo pelo reles pasquim a quem Rui Vitória dá esta entrevista, um dos que mais põe em causa a Honra e a história do Benfica, como à sua competência - compulsivamente tratada como lixo. Não li, não vou ler e o meu desejo é que nenhum benfiquista compre o pasquim.

Eu não estudei comunicação nem tenho pretensões de ensinar nada a ninguém nesta área. Sou apenas um homem que ama o Benfica e que sofre como um condenado perante a impunidade dos que, como o rascord, participam activamente nessa campanha cobarde, feita por uns pulhas que se estão nas tintas para o mal que fazem à sua profissão, matando aos poucos o futebol, cegos por um ataque feroz, vil, de politica de terra queimada, com o único propósito de impedir o caminho triunfal do Benfica; do Penta, dos patrocínios e da expansão da Sua marca internacional. Sou um simples adepto. Um adepto que entende que o tempo é de muito trabalho e de pouco paleio. Não quero saber o que motivou esta entrevista nem dos seus nobres propósitos. É no campo que, nós os adeptos, queremos os nossos profissionais empenhados a falar. À Benfica. Se há coisas que não podemos mudar, a vergonha na cara é que não nos pode faltar.

A todos desportistas o GV deseja um Feliz Ano de 2018!

Ao clube da fruta - um ano novo cheio de penaltis por marcar - 50 GB de e-mails piratas e que a insolvência e o incumprimento financeiro da UEFA continuem a provocar múltiplos orgasmos nos especialistas da bola nacional. Ah, e muitas putas para amamentar.

Ao sporting do Campo Grande - um ano novo cheio de post's no Facebook, a renovação do manual para quadrúpedes, carradas de cuspe electrónico e muitos vouchers para festejar.

Ao Benfica - a exigência habitual: pouco paleio, muito trabalho, que continue a jogar mal como nunca e a festejar como sempre.

Aos fruteiros - muitas visitas ao museu da fruta com particular devoção ao espaço kelvin.

Ao lagartedo megalocéfalo - que continue a festejar a veia goleadora do Peyroteo mais os já célebres 4 campeonatos por época.

Aos benfiquistas em geral - apenas o habitual...e que em maio regresse aquela chatice do abrir da champanhe, outra vez!

À comunicação social - que continue a marrar no vermelho com o mesmo 'sucesso' dos últimos quatro anos. E a manutenção do (baixo) perfil intelectual! Código Deontológico do Jornalista; what a fuck!?

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Carta aberta ao Rui Vitória.

Por José Albuquerque

Quem te escreve percebe muito pouco de futebol, mas tenho este hábito estranho de escrever aos Nossos Técnicos quando os vejo fazer burrada da grossa, o que foi o teu caso, para lhes pedir que se desculpem perante os Nossos Atletas. Fi-lo relativamente ao teu predecessor, no dia em que um erro crasso Nos custou um resultado vergonhoso no ladrão e repito a coisa hoje, porque aquilo de ontem foi demasiado mau.

Por seres o Nosso Técnico, eu considero-te o melhor Técnico do mundo, mas, mesmo assim, não estás isento de erros e, ainda menos, de críticas, especialmente quando os erros são tão graves. Por isso, meu caro, aqui vai ...

O meu primeiro pedido passa por te alertar para o discurso miserável que tens mantido nestes dias (um desastre atrás do outro): trata de chamar um bom especialista e ... trabalha a coisa ... muito!
Até lá, livra-te de responder às provocações do visconde novo, porque não tens pedalada para ele e vais ser trucidado com os erros infantis que cometeste nesta final. E também não era mal pensado parares de repetir aquela lenga lenga do “só falo com quem eu quero e quando eu quero”, porque dita uma vez não ficou mal, mas, repetida assim, mostra que não só não tens resposta para ele ( e não tens) como, o que é bem pior, que gostas de te ouvir a dizer coisa nenhuma.
Enquanto não estiveres preparado, eu sugiro-te que respondas por monosílabos, ou não respondas de todo e mandes passar à pergunta (e ao perguntador) seguinte.

Logo que tu chegaste, eu, muito humildemente, escrevi por aqui que esperava que tu mudasses o menos possível na Equipa, que pedisses ajuda ao Pietra, aos Nossos Capitães e a toda a estrutura de apoio que te ensinassem o máximo sobre os métodos de treino e preparação do teu predecessor e que estudasses, dia e noite, todos os Nossos jogos mais recentes (até fui ao ponto de sugerir especial atenção para os desafios em que a Equipa esteve em inferioridade numérica).
Eu não percebo muito disto, mas pareceu-me uma sugestão muito inteligente, apoiada em tantas excelentes exibições desses Atletas por cujo desempenho tu estás, a partir de agora, responsabilizado, num conjunto de resultados muito bons e no objectivo de conseguires repetir umas e outros.
Não sei se já reparaste, mas em todos os desafios que já fizeste, os melhores desempenhos foram, exactamente, quando a Equipa jogou mais próximo do sistema e dos conceitos a que estava habituada. Isso e outra coisa muito séria: quanto mais tempo passa, pior a coisa parece, o que deve significar que tu não estás a seguir este meu conselho ...

E faz-me um último favor: para de te lamuriares com as condições da digressão pelas américas, ou ainda vamos acreditar que andaste com a equipa em palhotas de pau a pique, mal alimentados, sem campos onde treinar, nem salas para debateres e explicares o que queres em cada momento do jogo, ou a dormir ao relento e a fugir das picadas de mosquitos.

Sobre a final da Supertaça.

Não lembra ao diabo colocares em campo um lateral esquerdo sem um mínimo de rotinas e um garoto como lateral direito, num dia em que não podias contar com o Nosso Capitão. A menos que faças saber que o Eliseu não tinha condição atlética para ser titular, esse já foi um erro com o qual podias ter perdido a final.
Não lembra ao diabo colocares uma dupla de médios centro sem lhe dar rotinas e olha que eu acredito que o Samaris e o Fejsa podem vir a formar uma soberba dupla de médios (em 4x4x2), mas isso só pode acontecer depois de muitas horas de treinos.
Mas, acima de tudo, não lembra ao diabo pretender fazer transições ofensivas obrigando o Jonas a disputar a primeira bola com os centrais adversários (ainda se fosse com o João Pereira), depois de pontapeada pelo Nosso imperador e, ainda pior, sem que o Talisca e o Samaris soubessem onde se colocar para o apoio directo.

E tu, do sítio onde estavas, pudeste ver o ridículo de uma situação repetida até ao vómito sempre com o mesmo incontornável resultado: a perda da posse da bola (além do esforço inglório do teu Atleta mais esclarecido e perigoso). Viste, voltaste a ver e não foste capaz de exigir que a Equipa saísse a jogar a partir da área, mesmo enfrentando uma eventual pressão do adversário e mesmo até ao final do encontro, quando eles já não faziam nenhuma pressão.
Qualquer um destes erros (e tu sabes bem que cometeste mais uns quantos) teria sido suficiente para perderes a final, mas o cúmulo destes três só não te custou uma goleada porque tiveste muita sorte e porque, do outro lado, estava uma equipa que ainda não passa de sofrível. Se, daqui a dois meses, voltares a repetir as graçolas contra estes ou contra os do lorpatego, prepara-te para levar meia dúzia!

Ontem, tinhas na Nossa Equipa um (soberbo) dos “Keepers” com melhor jogo de pés do planeta e pediste-lhe que fosse uma espécie de bombardeiro.
Deixaste no banco o médio centro com melhor recepção orientada da bola e só o colocaste em campo quando já tinhas o casaco empapado em suor.
Tinhas o melhor médio ala esquerdo que este país pode ver há seis anos e mandaste-o (eu vi, várias vezes) ficar agarrado à linha enquanto o imperador ia bombardeando para o Jonas.
E tinhas o melhor segundo avançado do país, um tipo capaz de oferecer linhas de passe constantes, de tabelar superiormente com qualquer estremo ou médio e ... mandaste-o para o meio dos centrais. É verdade que não tiveste sorte, porque, enquanto ele ainda tinha pernas, bem podia ter feito dois golos (ainda está longe da melhor forma).
E, apesar de tudo, tiveste uma excelente dupla de centrais e um conjunto de Atletas com vontade de te dar o melhor que podem dentro do que lhes pedes e daquilo para que os treinas. A coisa é tão grave que me apetecia perguntar-te o que raio é que pediste ao Talisca e que raio de treinos é que lhe deste.
Ontem, meu Caro, tu tiveste muitos mais e melhores trunfos do que a alimária do teu colega, mas perdeste para ele em toda a linha (desde que os dois “onzes estavam alinhados e o viste a olhar para os Nossos Atletas com olhar desafiador e intimidador).

Meu Caro Rui Vitória,

Pede desculpas aos Atletas!
Diz-lhes que eles perderam o desafio e aquele troféu por tua culpa!
E, se verificas que eles não acreditam no que lhes pedes que façam, convence-te que o erro é teu e que futebolistas com o currículo de alguns deles só conseguem acreditar no que tiver mérito e, não acreditando, vão sempre entrar em campo com receio de um desastre. Foi esse o receio com que eles subiram àquele relvado, ou será que tu ainda não percebeste?

Tu tens a sorte de ter um Presidente que te deu a prova de confiança que vem com um contrato por três épocas, mas esse simples facto tem de te fazer preferir a humildade de reconheceres que sabes muito menos que o teu predecessor e que só farás bem se estudares tudo o que ele fez no Benfica. Se estudares e aprenderes, para fazer pelo menos tão bem como ele já fez.
E não penses que tens muito tempo (olha que não tens), porque tempo é coisa de clubecos.  

Viva o Benfica!

domingo, 12 de julho de 2015