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domingo, 22 de setembro de 2013

Falando (ainda) de Contas

Por José Albuquerque

A publicação deste mais recente comunicado do CA da Nossa SAD causou, sem surpresas, um novo despertar do interesse sobre os aspectos económicos e financeiros da Gestão do Grupo Benfica e eu não posso deixar passar a oportunidade que essa atenção me proporciona para contribuir para o esclarecimento dos Companheiros.

Este meu humilde contributo seria perfeitamente desnecessário se:
. a mérdia cangada e incompetente fizesse o que lhe compete, mas todos sabemos que ela não o faz e também sabemos porque razão o não faz; e
. os meus Colegas de profissão, aqueles cujas vozes são reconhecidamente independentes e competentes, se interessassem um pouco pela “Indústria do Desporto”, esclarecendo correctamente os leitores e espectadores; infelizmente não o fazem, desprezando um fenómeno importante quase em absoluto e, ainda pior, nas raras vezes em que concedem uma opinião, demonstram uma profunda ignorância sobre as especificidades dos clubes e suas SAD’s;

Acresce que a complexidade do Grupo Benfica também não ajuda a que quem não tem bons conhecimentos de Economia e Gestão consiga ver claro “por cima” das deturpações que toda a corja anti Benfiquista ensaia, ou “para além” das manipulações inventadas por alguns dos Companheiros “do contra”
Por isso, Companheiros, aqui me têm, humildemente e numa linguagem acessível (não me venham os Colegas acusar de falta de rigor), a tentar esclarecer quem quiser ficar esclarecido. Mais que isso e porque considero os seus trabalhos de leitura obrigatória, uma vez mais desejo que o Enorme B Cool escreva sobre a actualidade, democrata convicto que sou. Aliás, permitam-me que Nos felicite a todos, pelo facto de termos, em blogues quase “opostos”, entre eu próprio e o B Cool, dois Benfiquistas que são capazes de discutir estes aspectos do Benfica, com a elevação que deveria presidir a todos os Nossos debates, fosse qual fosse o seu tema.

Ultrapassada a imensa introdução, começo por dizer que a situação económica e financeira do Glorioso podia ser melhor, apesar de ser excelente face aos condicionalismos exógenos e endógenos que tem enfrentado e apesar de eu não conseguir defender nenhuma estratégia alternativa ás que vêm sendo prosseguidas na última década.

Quais foram (e continuam a ser, em alguns casos) esses principais condicionalismos?
. A quase completa desarticulação inicial, quer do ponto de vista desportivo (estruturas e Equipas), quer do ponto de vista financeiro (uma “herança” tremenda), quer do ponto de vista de gestão;
. A gritante desigualdade de tratamento perante os outros chamados “grandes clubes”, amplamente beneficiados quer do ponto de vista económico (o caso do crac, quer pelos 300ME concedidos pelo estádio do ladrão, quer pelo “esquema do olival”, é um exemplo paradigmático e a novel “restruturação financeira” da osgalhada também vai ficar na história das deturpações da Verdade Desportiva por via económica), especialmente por via da vergonhosa injustiça praticada pela sporcostv;
. A escandalosa deturpação da Verdade Desportiva, não por ela própria (que este texto não reflecte sobre assuntos desportivos), mas pelas tremendas consequências económicas que resultam desse garrote; e
. Finalmente, no ocaso da maior crise económica mundial de sempre, perante a maior depressão económica nacional desde o pós 1ª Grande Guerra, no quadro do maior agravamento dos “spreads” bancários desde 1929 e face a um “assalto fiscal” (17% sobre várias receitas) de tipo salazarista.

Foram e são estes os condicionalismos enfrentados pelos Nossos Corpos Sociais e pelo CA da Nossa SAD e, perante todos eles, o Grupo conseguiu crescer imenso, quer em competitividade desportiva, quer em autonomia financeira, quer em rentabilidade económica, quer em dimensão infraestrutural.
Conseguiu-o no passado recente e promete continuar a consegui-lo no próximo futuro, em toda a linha e em todas as frentes: é obra!

Ah, mas o Passivo não está “descontrolado”, a SAD em “falência técnica”, o “futuro comprometido” e o Benfica a correr o risco de osgalhadização ?
NÃO, NÃO, NÃO e NÃO! Quatro vezes NÃO!

Um Passivo fica “descontrolado” quando o seu crescimento se verifica apesar da Empresa deixar de investir, o que não é o caso, ou quando o “cash flow” (grosseiramente, a diferença entre receitas e despesas) deixa de ser positivo, o que não é o caso, bem pelo contrário (neste exercício findo, essa diferença ultrapassou largamente os 50ME e terá atingido um novo recorde).
A “falência técnica” do Benfica, já velha de anos e que persiste em não se concretizar, não passa de um atestado de ignorância que alguns comentadores se autoinfligem, por ainda não terem percebido (já era tempo, caramba) que o Activo do Grupo está repleto de elementos subavaliados e por não quererem entender a imensa capacidade do Grupo para lhes acrescentar valor. Neste aspecto, a única coisa que ainda me espanta é a falta de vergonha dos que andam há anos a agitar este espantalho, sistematicamente desmentidos pela realidade.
O “futuro comprometido”, hahaha, só se for o dos outros clubecos, tal a pujança do crescimento desportivo, social e económico do Glorioso, mais uma vez lançado em projectos ambiciosos, inovadores e de reconhecido impacto.
Quanto ao risco de osgalhadização e para os que ainda não compreenderam que já não existe o Sporting Clube de Portugal (esse já faleceu), eu nem comento, para não ter de ser (muito) ofensivo.

Num texto anterior, houve um Companheiro que manifestou, de modo maduro e equilibrado, uma preocupação bem legitima: perguntava ele se não deveríamos franzir o sobrolho quando nos foi anunciado (falamos da SAD) um prejuízo de 10ME num exercício económico em que fomos a uma final europeia e em que fizemos mais de 50ME de Proveitos com Passes de Atletas.

A minha resposta, uma vez mais, é um não: não há nenhum motivo para alarme!
Porque este foi o exercício em que mais se fizeram sentir todos os efeitos da “crise”, porque este foi o derradeiro ano com a sporcostv e porque não considero optimismo esperar mais de 20ME anuais em prémios UEFA (basta o apuramento na fase de grupos).
Mais do que isso e considerando as especificidades do Grupo e da SAD, permitam-me que defenda a seguinte tese: este exercício da SAD só apresenta um prejuízo porque a técnica contabilística é incapaz de fazer reflectir nas Nossas “Contas” o enorme valor que foi acrescentado a diversos elementos do Activo.

Contabilisticamente, o valor dos Atletas que estavam no Plantel “diminuiu” em mais de 30ME (pelo simples efeito das amortizações), quando sabemos que ele se valorizou em muito mais do triplo desse montante.
Contabilisticamente, todo o Nosso Parque Desportivo “desvalorizou” cerca de 10ME (pelo mesmo simples efeito), quando vamos organizar a final da Champions.
Contabilisticamente e porque não são amortizados, os terrenos detidos pelo Grupo não se valorizaram nem um cêntimo, quando foram alargados e lhes foi concedido mais uma autorização de construção (no Campus do Seixal).

Se a contabilidade fosse eficaz e mesmo sublinhando o “principio da prudência”, aqueles 10ME de “prejuízo” transformar-se-iam num lucro significativo.

Viva o Benfica!                              

sábado, 21 de setembro de 2013

Benfica SAD – “quase” Contas 2012/13 - esclarecimento

Por José Albuquerque

Não se verificando o aparecimento de pedidos de esclarecimento sobre o texto (ver aqui), venho dar-vos conta de que recebi uma referencia ao titulo de um texto publicado no maior blogue "do contra", cujo titulo é muito ... "eloquente" : "40+20=51,5"

Eu não recebi o texto e, como sabem, não visito esse blogue, pelo que só posso criticar por "estimativa" hahaha.

Obviamente e no velho estilo dos do famigerado "por ti Benfica", aquele titulo destina-se a colocar em causa a fidedignidade da SAD, alem de que, escolhendo uma soma inferior as parcelas, tenta-se, cobardemente e uma vez mais, sugerir uma gestão danosa.

Trata-se, apenas, de mais uma manipulação grosseira de números, muito possivelmente causada por uma ignorância militante, agravada pelo mais bacoco antiVieirismo: nada de novo, portanto.

40 e 20 são, apenas, duas das muitas parcelas cuja soma algébrica determina o resultado final de 51,5, pelo que só com muita sorte aquele Autor poderia não ter mentido, ainda que quisesse falar toda a verdade, coisa que sabemos não ser o caso.

Quer eu (em textos publicados n'OBELOVOAR), quer o Companheiro B Cool (em textos publicados no ONTEM), já explicamos como se "transformam" os valores de venda de passes de Atletas nos Proveitos (ou Imparidades, se negativos) que resultam dessas vendas, pelo que me fico por uma síntese ...

Ao valor da venda, há que deduzir o valor de Balanço do passe do Atleta, à data dessa venda, alem dos custos (comissões e outros) decorrentes da operação.

Para entenderem melhor, sigam, por favor, este meu raciocínio baseado numa especulação sobre o caso do Javi:

1 Adquirido por 7,5ME, imaginemos que sem custos adicionais; valor inicial de Balanço = 7,5ME; valor inicial das amortizações anuais (custo) = 7,5/5(anos de contrato) = 1,5ME ao ano;

2 Valor de Balanço no inicio do segundo ano = 7,5-1,5= 6ME;

3 Valor de Balanço no inicio do terceiro ano = 6 - 1,5 = 4,5ME;

4 Valor de Balanço a meio do terceiro ano = 4,5 - 0,75 = 3,75ME;

5 Renegociação do contrato, alargando-lhe o prazo por mais 2 anos e com um prémio de (imagino e para facilitar as contas) 1,25ME;

6 Novo prazo do contrato 3,5+2=5,5 anos (ou 5 anos, a partir o termo do terceiro ano do contrato inicial);

7 Novo valor de Balanço no momento da renegociação 3,75+1,25= 5ME;

8 Novo valor semestral de amortização (custo) 5/11= 0,45(45)ME, ou 0,9(9)ME ao ano;

9 Venda no final do terceiro ano por 20ME (+ eventuais prémios);

10 Retiremos aos 20ME o valor de Balanço do passe, de cerca de 4,5ME === ficam 15,5ME;

11 Retiremos eventuais comissões de 5% === ficam 14,5ME

Espero que este exemplo teórico tenha sido inteligível e ajude os Leitores do GUACHOS a entender este tipo de "contas".

A mentira, a cobardia e a perfídia ...não são Benfiquistas!

Viva o Benfica!

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Benfica SAD – “quase” Contas 2012/13

Por José Albuquerque

Começo este texto alertando os leitores para o facto de que, ao contrário do que já li, ainda não foi publicado o “R&C” da Nossa SAD relativo ao final do exercício anual terminado em 30 de junho p.p., ou seja, tendo a SAD comunicado ao mercado (CMVM) uma síntese dessas contas anuais, seguramente ainda não auditadas, é sobre essa síntese que venho alinhar algumas ideias, adicionando-as a todas as que já fui expressando no final de cada um dos 3 trimestres parcelares do exercício em causa. Por isto escolhi o titulo de “quase” contas.

Seguidamente, registo com enorme agrado e com o meu aplauso, que o CA da SAD tenha optado este ano por fazer o que muitos já havíamos sugerido no passado recente (especialmente há um ano e por motivos eleitorais): uma vez que a SAD ainda não consegue publicar o “R&C”, definitivo e auditado, em menos de 90 dias, pois que se imponha a si própria uma comunicação deste género e, preferentemente, logo no inicio de setembro.
Que me perdoem os Leitores, mas a minha paixão Benfiquista não me impede de acusar a tristeza que sinto perante esta demora desmesurada da Nossa SAD em proceder aos “fechos de contas” (este ano, largamente batida pela osgasad), quando eu, pela minha vida profissional fora, sempre impus que as organizações com as quais colaborei (fosse em que qualidade fosse) se distinguissem neste aspeto particular que só aparentemente pode parecer de somenos.

Entrando na análise dos números agora divulgados, eu diria que a maior surpresa passa pela total ausência de surpresas, ou seja:
. parece ter sido conseguido o desiderato de manter os custos aos níveis anteriores;
. não parecem ter sido concretizadas nenhumas das eventuais fontes potenciais para aumento dos proveitos operacionais (namings, novos sponsors, etc.), que, assim e apesar do bom nível de receita com prémios UEFA, ficaram quase 3ME abaixo do resultado do exercício anterior.

Ou seja, os títulos apregoados pela mérdia ignorante, segundo os quais a SAD conseguiu um novo record absoluto consolidado dos seus Proveitos, ficam a dever-se em exclusivo aos Proveitos obtidos com as vendas da dupla Witsel + Javi a que se juntam os efeitos da consolidação a 100% das contas da Benfica TV.
Em síntese e em termos absolutos, talvez como seria impossível de evitar, este foi um exercício económico determinado pelo quadro macroeconómico mais depressivo dos últimos 30 anos, com quebras mais ou menos significativas em todas as componentes principais dos Proveitos, agravado pela tremenda canga fiscal (17% de agravamento em várias rubricas) e que só foi sustentado pelos já referidos e extraordinários proveitos com operações sobre passes de Atletas (51,5ME).

Conclusão.

Em termos gerais, são as mesmas as conclusões que emanam deste comunicado do CA da Nossa SAD, sejam elas explicitas ou implícitas, a saber:

. apesar de ser tremenda a depressão económica, quase foi possível manter o nível de proveitos operacionais, tendo sido possível atenuar os efeitos do agravamento fiscal;
. sem prejuízo da necessária competitividade (a curto e a longo prazos) da Equipa principal, apesar do surgimento da Equipa B e do reforço do domínio competitivo já exercido pelo conjunto dos escalões jovens, foi possível controlar os custos operacionais;
. tendo este sido o derradeiro exercício marcado pelo vergonhoso ROUBO perpetrado pelo Ex parceiro que insistiu em abusar da exploração dos Nossos direitos de TV, obrigando-Nos a viver com proveitos operacionais amputados num valor superior ao do montante negativo do resultado liquido final do exercício (- 10,4ME), temos de concluir que este foi mais um ano “equilibrado” em que “entregamos os Nossos lucros” aos Bancos com os quais trabalhamos.

Portanto, nenhuma razão para alarme, nenhuma razão para festejos e todas as razões para projectarmos os Nossos esforços sobre os factores de crescimento pelos quais ansiamos há anos: o sucesso da BTV, a revisão em alta de alguns sponsors, o naming da Catedral e a determinação em continuar a aprimorar a politica de investimentos desportivos e estruturais.

Eventualmente e talvez oportunamente, não será descabido referir, mais uma vez, a necessidade de vermos o CA da SAD encarar possíveis alternativas de “reestruturação financeira” visando o alivio parcial da “factura dos encargos financeiros”.  

Como me exijo absoluto rigor na análise das Nossas “Contas”, por agora não se me oferece mais nada, a não ser partilhar convosco o meu …

Viva o Benfica!           
Podem ler o comunicado (aqui) ou mais abaixo - onde o reproduzimos na integra...