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sábado, 6 de julho de 2024

João Neves e António Silva, bom regresso à casa de onde nunca deveriam ter saído.

Não me recordava de uma isónia assim - do momento que me deitei até me levantar para evacuar o primeiro Bernardete do dia - desde que o Rónalde meteu os patins ao Fernando da Femacosa por se atrever a deixá-lo no banco de suplentes. Vai ser foda recuperar desta desilusão! Depois de semanas a levar com a asma do Nuno Luz na Alemanha e do entusiasmante Ruim Santos (sentadito com os pezinhos penduradinhos) em estúdio, só me imagino triste e acabrunhado até saber para onde vai Pepe espalhar a magia da baba de caracol e da placenta de burra! Não será nada fácil passar os próximos dias sem as selfies da melhor Dolores do mundo e das manas azeiteiras recauchutadas, mas o pior - já que o goleador altruísta continuará a maravilhar-nos com as suas estratosféricas performances no deserto - é imaginar-me sem saber os batimentos cardíacos de toda a comandita Aveiro no exacto momento de soltarem uma rica bufa. Afogo a minha alma com as fotos do Mbappé a tirar fotos com família do Rónalde e reconforto-me com a certeza que a MDCSDQT não deixará de publicar todos os momentos fofinhos das férias do altruísta goleador (1 golo de penalti) do mundial 2022 e do euro 2024. 

Foi uma pena mas valeu a pena. Como que por milagre o "milagre" e o "herói" desapareceram do léxico da MDCSDQT e dos especialistas da especialidade, largamente compensados com o regresso inevitável da "lotaria das grandes penalidades" e do "falhanço do avançado".  O melhor Diogo Costa em campo defendeu, com os olhos, todos os remates da França, elevando o preço do seu passe para valores inimagináveis. O mundo, que já tinha ficado abismado frente à Eslovénia, ficou agora sem palavras perante mais uma performance nunca vista na história da modalidade! Não terá chegado perto dos recordes do goleador altruísta - que até autorizou o melhor Bruno Fernandes em campo a bater um livre - mas, de todos os serviçais, o melhor Diogo Costa em campo foi o que mais perto esteve de o acompanhar na excelência. Um a marcar desenfreadamente e o outro a defender magistralmente, nunca como ontem se vira tamanha competência. 

Dando de barato que o Dembélé foi eleito melhor Diogo Costa em campo - uma heresia da UEFA com o altruísta goleador do europeu e o melhor Diogo Costa em campo, em campo - para tudo ser como nos contos de fadas só faltou a lesão que, miraculosamente, em 2016, obrigou a selecção a jogar com 11 e, sobretudo, livre para se agarrar ao colectivo acabando por ser recompensada com o remate feliz do herói, esse sim, Éderzito António Macedo Lopes. A vida tem destas lições. E nem sempre os deuses acompanham as nossas preces.

Dos muitos jogadores que se disponibilizaram a enfrentar os pés-de-microfones consternados (ao "Juca" seja Martins só lhe faltou lamber o arruaceiro Pepe em directo) não existe uma única declaração do capitinho a dar a cara pela derrota anunciada. Repetente neste comportamento canalha, o cobarde filho da melhor Dolores do mundo, de mim, terá sempre o tratamento adequado. 

Bom regresso, João Neves e António Silva. Desinfetem-se bem antes da viagem para casa de onde nunca deveriam ter saído.

Os franceses, de quem eu não gosto absolutamente nada, na falta de recordes e já a pensar em como descascar os imberbes espanhóis, preparam-se para comprar o poste onde a bola batida por João Felix foi esbarrar e fazer dele, do poste, o novo herói nacional. 

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Mas que grandes filhos da piiiiiiiiiiiiiiiiii!

O País parou para festejar o merecido titulo Europeu!
Passada toda essa tesão que tomou conta do zé pagante, mesmo a dos que sempre abominaram o futebol, olhando de soslaio para os malucos da bola, é tempo de se fazer um balanço, necessariamente curto, do muito que foi visto, revisto, dito e redito...

Eu não quero enganar ninguém. Apenas a partir do minuto 25 é que juntei a minha à voz dos milhões que gritavam, PORTUGAL, PORTUGAL, PORTUGAL! Culpa do ManoGuachos quando se levantou a gritar entusiasmado; «agora sim, caralho, esta merda passou a ser a nossa selecção. Esta é a selecção de Portugal». E nunca mais paramos de gritar PORTUGAL, PORTUGAL, PORTUGAL!...

Valeu a pena. Houve emoção a rodos, fiquei rouco de tanto gritar, e no fim, tive o gozo supremo de ver o Éder, que eu sempre reclamei a titular, a marcar o golo que pôs Portugal inteiro a cantar. Não, eu não mudei de opinião. Continuo  a pensar que o Pepe, o Quaresma e o Bruno Alves não são dignos de vestir a camisola das quinas, que o João Moutinho parece andar ao pé-coxinho, o Vieirinha é mesmo uma brincadeirinha, e que o capitão da selecção não passa de um puto birrento. Naquele momento nada disso contou. Concentrei-me nos muitos (familiares e amigos) que, emocionados, me rodeavam e a partir do minuto 25 passei a ser mais um entusiasmado guerreiro - de 'jola' em punho - contra a França e o resto do Mundo...

Jogadores em destaque em todo o campeonato...
Melhor jogador - Rui Patrício.
Mais valioso - Éder.
Flop - Ronaldo. 
Enfadonho - Moutinho.
Desilusão - João Mário.
Melhor jovem (não o deixaram ir mais longe) - Renato Sanches.
Pior equipamento - aquele horripilante verde desbotado.

Constatações...
Os franceses confirmam-se como o sporting dos campos do Eliseu (champs elysees em franciú). Queixaram-se que jogaram melhor que ninguém, festejaram antecipadamente que nem umas doidas varridas e ganharam todos os "derbis" menos o único que não podiam perder. Reivindicam o titulo de melhor futebol da competição e ainda se recusam a dar mérito ao vencedor. Só faltou ver o Hollande - rodeado de sapos em fúria - caminhando em direcção ao McDonald's para se vingar dos adeptos portugueses.

Lagartices...
Eu juro-vos que vi milhares de lagartos convencidos de que não reconhecer o mérito aos campeões é coisa de gentalha que não sabe perder! E ouvi-os jurar que jogar bem é ganhar!
O Deschamps destronou jorge lagarto no coração do rui santos, o batráquio que desde o dia 1 de Julho passou a auto-denominar-se Renatista convicto. Diz que o pequenote anda aos saltinhos (essa merda pega-se) entusiasmadíssimo com o segundo lugar do francês! E asseguro-vos que os queixosos do «tiki taka» do Barcelona - especialistas que "adormeciam" com o seu "futebol defensivo" - estão agora na primeira linha dos que mais se divertiram com o esplendoroso futebol de ataque da selecção portuguesa! 

Gritei e festejei como todos mas estou de acordo com os que asseguram que o futebol, em geral, nada ganhou com a vitória de Portugal. E tenho a certeza absoluta que a lesão do Ronaldo foi uma grande sorte para a selecção portuguesa. Não foi isso que os especialistas disseram do Benfica quando o seu capitão se lesionou? Não foi o que disseram quando o Júlio César parou? Não foi a lesão do Lizandro que o pôs Lindelöf na berra? Não foram essas, e outras, lesões uma enorme sorte para o Tricampeão português?

Eu também pensava que marcar golos é que era importante. Mas não. O golo do Éder, e o Éder, que se foda. Ao que se diz - o Eusébio encarnou na traça que poisou no melhor sobrolho do mundo, e terá sido a puta da tarça a meter a bola na baliza da França. Empurrar o treinador e dar saltinhos histéricos junto ao banco de suplentes é que faz toda a diferença. E também já temos o melhor treinador adjunto do mundo!

Um piiiiiiiiiiiii para os filhos da piiiiiiiii...
As televisões que passam os dias a mostrar corpos retalhados e guerras sangrentas - cobriram-se de vergonha com o feriado do CARALHO que o Éder desejou para o povo. Não houve uma merda de uma TV que não censurasse o genuíno grito do moço. Piiiiii que pariu os filhos da piiiiiiiiiiii...

E pronto. Nunca se festejou tanto o mau futebol. Em apenas dois meses os defensores do futebol 'bonito' passaram a adoradores do futebol retranqueiro, do empate à rasquinha e do pontapé para o quintal. Nunca vi tanto sapo a mudar de cor. Nunca vi tanto carneiro a mudar de cornos em tão pouco tempo. 

Mais constatações...
Os franceses são mesmo uns cabrões do piiiiiiiii. E o que não faltam por esse mundo fora são milhões de anti-Portugal aziados. É que ninguém reconhece a excelência dos empates sofridos e das vitórias à rasca da selecção nacional. Mas que grandes filhos da piiiiiiiiiiiiiiiiii!