Por José Albuquerque
Embora persista a minha aflição com falta de tempo
livre, a gravidade deste tema, a vergonha da pedreira e, sobretudo, a amizade
para com o Autor deste blogue e os seus Leitores, obrigam-me a esclarecer os
fundamentos da minha opinião sobre a estratégia de comunicação do Nosso Clube.
Como sabem, a minha “tese” (aparentemente e por
simples coincidência, a mesma seguida pelos Nossos Corpos Sociais) pode
sintetizar-se na seguinte frase: (1) aguentar, sem estrilhar, as primeiras
investidas dos BOIS, (2) reclamar, apresentando as provas insofismáveis, junto
da FPF e do CA, (3) esperar que “a organização” corrija (pelo menos) os
exageros e, finalmente (4), caso “a organização” não atue e permita uma
acumulação dos ROUBOS, escolher o momento ideal para, nas condições
cuidadosamente escolhidas, desferir um “ataque” sem defesa possível.
Notem que usei uma linguagem tecnicamente
inaceitável (chumbaria, se isto fosse um teste académico), para que não
subsistam dificuldades de interpretação. E notem que eu escolhi usar o conceito
“a organização”, em vez do mais natural “xistrema” …
Quer gostemos, quer não, o Benfica pertence, tem de
pertencer e tem de querer pertencer ao que chamei de “a organização”, embora
correndo o risco de ver alguns Taliban nisso tentar fundamentar que “o orelhas
faz parte do sistema”: cada modalidade desportiva que entre em crise em
Portugal corresponderá a um grave problema para o Nosso Universo e, no caso do
Futebol, isso colocaria em causa o Nosso futuro.
Como não escrevo para os Taliban, não vou perder
tempo a enumerar as provas que demonstram que o Nosso Clube e desde que temos
este Presidente, tem sido o epicentro de todos os terramotos que afrontaram o
“xistrema”.
Como elemento primordial desta “organização” (também
não vou perder tempo a demonstrar que o Benfica é o centro de todo o universo
desportivo nacional), o Nosso Clube deve e tem de tentar contribuir para a sua
evolução e crescimento, especialmente no que toca ao restabelecimento da
Verdade Desportiva em todas as modalidades em que o POLVO a vem garroteando há
mais de 3 décadas
Conclusão – o Nosso Clube tem de defender o
Universo Desportivo nacional, ate’ dos seus vícios internos (o POLVO), por
forma a determinar o seu crescimento e desenvolvimento sustentáveis e a
defender a Verdade Desportiva.
Estou, com esta conclusão, a criticar todos os
Companheiros que fizeram (muitíssimo bem) um coro de indignação contra a
roubalheira da pedreira?
Não! Nada disso e muito antes pelo contrário: sou
absolutamente solidário com todos vocês (tal como escrevi “emocionalmente
solidário”), estou grato e orgulhoso com as múltiplas demonstrações de imenso
Benfiquismo que, mesmo com pouco tempo, pude testemunhar.
Incoerência?
Não!
Não querendo tratar-vos como “totós”, ainda assim
recorro a um exemplo simples: se um de Nós, simples consumidor, for mal
atendido por uma certa Empresa (ou “organização”), deve reclamar imediatamente
e com todos os argumentos possíveis, mas, se um grande “parceiro” (Cliente,
Fornecedor, etc.) dessa Empresa for mal atendido, em vez de fazer um
“basqueiro”, deve fazer uma reclamação formal e pelos canais apropriados,
tentando levar o seu “parceiro” a corrigir o seu erro e, assim, contribuindo
para o beneficio mutuo.
É claro que aquela conclusão coloca, imediatamente,
a questão fundamental da “liderança da organização”, do seu crescimento e
desenvolvimento.
Creio que todos concordamos que o Nosso Clube é o
centro de toda esta “organização”, no sentido em que, mesmo sem nela termos
capacidade de decisão, somos o seu elemento primordial, o maior, aquele que
mais e melhor a “representa”, interna e externamente, o que maior parte do seu
“valor” significa. Por mais que os anti se rebolem, o Nosso Clube só pode ser
hegemónico em todo o Universo Desportivo nacional: esta é uma realidade que foi
temporariamente colocada em causa, por obras do POLVO e muita culpa Nossa, mas
que, uma vez ultrapassado esse período negro da Nossa História, é absolutamente
incontestável e eu nem sequer vejo muitos a pretender contestá-la.
O Benfica, o Clube que Somos Nós, é o centro, o
motor e o “ganha pão” de todo o Universo Desportivo nacional, ou seja … da
“organização”. Para muitos Companheiros, o simples reconhecimento desta
evidência deveria corresponder a uma presença determinante de Benfiquistas
(representantes nomeados pelo Clube) em toda a cúpula da tal “organização”. Teoricamente
e enquanto o POLVO preferiu (compreende-se) manter-se como uma espécie de
“eminencia parda”, foi isso que aconteceu na esmagadora maioria das Federações.
Como sabem, eu tenho defendido a tese contrária e
prefiro que os Benfiquistas continuem a concentrar-se no Clube, sem envolver-se
diretamente no dirigismo federativo. Confesso que até posso concordar com
exceções mas apenas nas modalidades que estejam limpas de um historial
corrupto.
Que os Benfiquistas se compenetrem que Amam um Clube
absolutamente impar! Impar desde a sua Fundação e impar ao longo da esmagadora
maioria da Nossa Gloriosa História. Um Clube que ainda não conhece os seus
limites, nem os físicos, nem os qualitativos e um Clube que tem a
responsabilidade histórica e patriótica de “descobrir” esses limites, de os
testar e, dessa forma, libertar o “des porto” nacional (para já) do POLVO
andrupto.
Eu acredito que o POLVO transformou o Nosso Clube
numa “mola comprimida” e que, nesta década, ele se extenuou a tentar impedir,
ou retardar, a definitiva e imparável descompressão dessa “mola”. Eu acredito
que o Nosso Clube e o Benfiquismo não é só hegemónico em Portugal: o Benfica é,
potencialmente, absurdamente hegemónico em Portugal e para todo o universo
desportivo e esse imenso potencial resulta assustador para a esmagadora maioria
dos outros agentes desportivos, desde a mérdia aos outros clubes, passando por
todos aqueles que subsistem destes “negócios”.
Eu acredito que o dia chegará em que, naturalmente,
o dirigismo desportivo nacional vai estar repleto de Benfiquistas, respondendo
a um processo perfeitamente natural e a uma afirmação dos Nossos Valores.
Mas, enquanto o “des porto” nacional em geral e o
“futeluso” em particular, permanecerem minados pelos restos e fragmentos
mortais do POLVO e subsistirem num cenário de corrupção e outros anti Valores,
humildemente eu considero que o Benfica pode e vai ser o agente da mudança, mas
sem que sejam Benfiquistas a protagonizá-la, sob pena de a inviabilizar.
Regressemos ao fator “comunicação” e com uma
curtíssima passagem pela chamada “comunicação interna” …
Sei que alguns Companheiros acusaram os Nossos
Dirigentes de não prepararem os Nossos Atletas e Equipas para tragédias como a da
pedreira e outras como a que aconteceu há dias num desafio de hóquei em patins,
mas eu discordo em absoluto e sustento esta opinião no comportamento
absolutamente exemplar de todos os Nossos Atletas, Técnicos e Dirigentes
perante essas ocorrências.
Todos os que já praticaram desporto de competição
sabem bem que não há nada que se lhes possa fazer do que condicionar-lhes,
externa e injustamente, o nível de desempenho. Sempre que isso me aconteceu, só
muito dificilmente consegui (algumas vezes) controlar a raiva que esse tipo de
afronta representa, sobretudo quando ela provém dos que deveriam ser Árbitros.
O comportamento exemplar das Nossas Equipas nestes
dois casos constitui uma prova insofismável de que todos os seus elementos
estão bem preparados para este tipo de incidentes.
Deve, então, o Clube continuar a “comer e calar”,
perguntar-me-ão alguns dos Leitores?
Não! De modo nenhum!
Em primeiro lugar porque o Clube não “comeu e
calou”: tal como aconteceu com a Federação de Patinagem, a quem o Clube já tinha
apresentado outras reclamações, com a qual vivemos aquele clímax na final da
TCE no ladrãocaixa, o Benfica acaba de anunciar uma medida tremendamente grave,
ao anunciar que vai retirar de pista qualquer Equipa sua que seja objeto da
falta de segurança em competição. A esta Federação o Benfica deu oportunidade
de se emendar e, perante respostas insuficientes, reage com a indispensável
determinação.
Apesar de tudo, temos todos que reconhecer que a
BOIADA tem evitado “marrar” nas Nossas Equipas de futebol (apesar de
aproveitarem todas as oportunidades para punir os Nossos Atletas, especialmente
no capitulo disciplinar) nos meses mais recentes e, em particular, neste inicio
de época. Este comportamento tem sido tanto mais surpreendente quanto todos esperávamos
vê-los a agredir-Nos desencabrestados logo desde a primeira jornada.
Para sermos verdadeiros, até teremos de reconhecer
que os BOIS andam a evitar aquele tradicional andor aos andruptos, tanto mais
que todos prevíamos o contrário.
De facto e nas competições internas, o arraial da
pedreira foi a primeira demonstração incontestável da miséria tradicional do
“futeluso” nesta época desportiva.
Nestes termos como deveria o Clube reagir?
Espadeirando, de cima abaixo, a torto e a direito,
tipo brunalgas aldrabão?
(quanto ao sucesso da estratégia da osgalhada, ainda
temos de dar algum tempo ao tempo, mas, por enquanto …)
Ou, com rigor, seriedade e determinação, “avisando”,
discretamente, a FPF (e o seu CA) que lhes compete a eles impedir que
uma tal ROUBALHEIRA se repita?
E notem que eu escrevi ROUBALHEIRA porque considero
que os factos demonstram uma intencionalidade premeditada que nada tem a ver
nem com “incompetência”, nem com “erro humano” e nem mesmo com uma “má exibição
num dia mau”.
Aos Companheiros que me contestarem recordando que o
Nandinho “faturas de deusas” Gomes e o Vitinho “de cócoras” Pereira não merecem
que o Benfica os … “defenda”, ou “defenda a organização” pela qual eles são os
diretos responsáveis, eu pergunto se acham que seria este o momento para os
substituir com a certeza de o fazer para melhor?
Parafraseando alguém de grande notoriedade, eu
recordo-vos que o Grupo Benfica é ainda mais que um “porta aviões”: o Nosso
Clube é o “Navio Almirante” de toda esta armada. Uma armada cheia de submarinos
inimigos!
Por isso (e muitas outras razões), os Benfiquistas
não devem deixar-se embalar nos típicos “cantos de sereia” dos diversos
subtipos de brunalgas.
Ainda ontem o Enormérrimo Guachos escrevia que o
mais grave de tudo, em casos como o da pedreira, é o branqueamento servilmente
providenciado por uma mérdia asquerosamente anti, branqueamento esse que pode
permitir a sucessiva repetição dos mesmos ROUBOS e … impunemente. Eu também
preferia saber que, algures pelo meio dos jornaleiros, junta letras e pés de
microfone, havia um número suficiente de Companheiros capazes de impedir esse
branqueamento.
O Guachos lamentava-se de Nós não conseguirmos,
mesmo juntando o coro de todos os Nossos blogues, evitar esse branqueamento. Eu
também preferia que tivessem sido todos os blogues que se consideram
Benfiquistas a lutar contra esse branqueamento.
Mas, ainda que eu possa concordar com parte desta
indignação do Guachos e com 100% dos seus fundamentos, não reconheço a essa
frustração razão suficiente para preferir que o Presidente, o Técnico e o Clube
não dessem aos responsáveis da “organização” a motivação necessária para a
emenda indispensável, trocando-a por comportamentos que fariam as parangonas do
próximo mês, desviando todas as atenções do que, de facto, aconteceu.
Companheiros,
Eu não vos posso garantir que tenha razão e, mesmo
que pudesse, nunca vos poderia garantir que esta estratégia vai conseguir
produzir os resultados exigíveis e indispensáveis, mas aqui ficaram os meus
argumentos, as minhas razões, que descrevi com a mesma Paixão Benfiquista que
anima cada um de vós.
Se tiverem tempo para mais leitura e me quiserem
distinguir com ainda mais consideração, então pesquisem, aqui no Guachos, uns
textos publicados há uns 15 meses sob este mesmo titulo e assuntos.
Viva o Benfica!